A Unidade ACESSO da FCT destaca

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Desenvolver a Economia Digital e a Sociedade do Conhecimento, preparando Portugal para um novo modelo de atividade económica.

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WCAG 2.0

Através da publicação do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RCM n.º 91/2012 de 8 de novembro) as WCAG 2.0 do W3C passaram a ser explicitamente mencionadas na legislação nacional.

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Agenda Digital

A Comissão Europeia lançou, em Março de 2010, a estratégia Europa 2020, que define as grandes linhas para a saída da crise e prepara a economia da UE.

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Notícias de primeira página

Índia ratifica Tratado de Marraquexe

Tratado de Marraquexe

A “Fome de Livros”, termo cunhado por George Kersher do consórcio DAISY (Digital Accessible Information System), expressa-se no facto de anualmente, no mundo desenvolvido, do total de livros publicados, apenas 7% são adaptados num formato acessível a pessoas com incapacidade para ler ou manusear material impresso. No mundo em vias de desenvolvimento, esta percentagem é bastante mais próxima do 1%. Segundo a União Mundial de Cegos, 80% das pessoas cegas e com baixa visão do planeta Terra estão precisamente nos países em vias de desenvolvimento. Significa isto que há milhões de pessoas que vivem sem acesso à palavra escrita.

O Tratado de Marraquexe assinado a 27 de julho de 2013 pelos 186 países membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) visa colmatar esta “fome de livros” de duas formas:

  • Por um lado, uma pesquisa levada a efeito pela própria OMPI constatou que apenas 60 estados membros, ou seja cerca de 30% dos seus membros, dispõem de legislação em que se contemplam cláusulas com exceções ou limitações ao direito de autor a favor de produções em braille, carateres ampliados e mesmo áudio para pessoas com deficiência visual. O Tratado de Marraquexe visa que estas exceções e limitações sejam alargadas a todos os seus Estados Membros.
  • Por outro lado, e porque a lei do direito de autor é uma lei que contempla as exceções ao direito de autor de forma “territorial” não cobrindo a importação ou a exportação de material convertido em formatos acessíveis, mesmo entre países com regras similares, a troca de acervo acessível entre Estados é ilegal. O Tratado de Marraquexe vem permitir que esta prática passe a ser legal.

Tratado de Marraquexe – mais livros acessíveis a pessoas com deficiência

Foi publicada a Tradução Autorizada em Português Europeu das WCAG 2.0

“O poder da Web está na sua universalidade. O acesso por todos não olhando à incapacidade é um aspeto essencial.”

Tim Berners-Lee, Director do W3C e inventor da World Wide Web

Com 20 anos de existência o Consórcio World Wide Web (W3C) tem por missão conduzir a World Wide Web ao seu máximo potencial através do desenvolvimento de protocolos e diretrizes que assegurem o crescimento a longo prazo da Web. Desde 1997 que a Web Accessibility Initiative (WAI) trabalha as diversas tecnologias do W3C com o objetivo de tornar a Web verdadeiramente universal.

Intimamente ligado à génese da World Wide Web, a notoriedade do W3C transformou as suas especificações, recomendações e diretrizes em padrões mundialmente aceites. As Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web é um desses exemplos.

Em fevereiro de 2009 a tradução portuguesa da versão 2.0 das Web Content Accessibility Guidelines (WCAG 2.0) foi mesmo a primeira tradução a ser registada na base de dados do World Wide Web Consortium (W3C). Tal facto não é de estranhar uma vez que o governo português sempre dedicou, de há longa data, particular atenção ao tema da acessibilidade Web para cidadãos com necessidades especiais. Portugal foi inclusivé o primeiro Estado-Membro da União Europeia a adotar as WCAG, então ainda na sua versão 1.0, em agosto de 1999.

ver mais sobre WCAG 2.0 em Português já é uma Tradução Autorizada W3C

A refeição do homem cego - Pablo Picasso (1903)

Pablo Picasso: A Refeição do Homem Cego (1903) | The Metropolitan Museum of Art.

Esta impressionante pintura é um dos quadros mais tocantes do Período Azul de Pablo Picasso, denominado assim pela coloração azul que atravessava o seu trabalho na altura (Outono 1901 – meados de 1904).

Frequentemente representava figuras solitárias posicionadas em fundos vazios. A paleta azul transmite um ambiente de melancolia e de desolação às imagens que sugerem tristeza, desânimo, pobreza, prostração e desespero. Entre os temas, os que mais predominavam eram os idosos, os desamparados, os cegos, os sem-abrigo, e outros excluídos da sociedade.

A Refeição do Homem Cego, pintado em Barcelona no Outono de 1903, resume as características estilísticas do Período Azul de Picasso: desenho rigoroso, composições e formas simples hieráticas e como é óbvio uma tonalidade de azul. A obra apresenta uma figura desamparada sentada perante uma humilde refeição. Numa carta, preservada na colecção Barnes em Merion, na Pennsylvania, Picasso faz uma descrição muito precisa sobre a obra:

“Estou a pintar um homem cego à mesa. Segura um pouco de pão com a sua mão esquerda e tateia com a sua mão direita um jarro com vinho.”

Uma tigela vazia e um guardanapo branco completam a natureza morta na mesa. A figura do homem tenuemente contornada, de mãos compridas e finas ao estilo de El Greco, o ambiente sem adornos, e a sua cegueira tornam a sua condição de oprimido em tudo mais aguda. Os pontos de luz na sua face e pescoço, mãos, pão e guardanapo realçam a figura contrastando com o fundo austero.

A pintura não é meramente um retrato de um homem cego; é também a observação de Picasso sobre o sofrimento humano em geral. A pobre refeição de pão e vinho convida à referência da figura de Cristo e ao principal dogma da fé Católica, onde o pão e o vinho representam o corpo e o sangue de Cristo, associações sacramentais que Picasso como Espanhol conheceria. Adicionalmente, podem-se extrair afinidades da obra com a própria situação de Picasso nessa altura, quando empobrecido e deprimido, se identificava estreitamente com os desgraçados da sociedade.

Desenvolver descrições visuais de qualidade é uma tarefa morosa que deve ser feita cuidadosamente por pessoas que escrevam bem e que tenham conhecimentos na área da edição. Em 2001, Susan Anable fez um pequeno guia com 6 recomendações que a equipa da Unidade ACESSO então traduziu para português e a que deu o nome de “5 recomendações e mais uma”.

Leia as 5 recomendações (e mais uma) a observar para descrever Obras de Arte

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