Saltar para o conteúdo principal da página

Cookies

Este website utiliza cookies. Ao continuar a navegação está a aceitar a sua utilização.

Caso pretenda saber mais, consulte a nossa política de privacidade.


O sítio para a divulgação, partilha e promoção das melhores práticas de acessibilidade para conteúdos Web e aplicações móveis.
O sítio para a divulgação, partilha e promoção das melhores práticas de acessibilidade para conteúdos Web e aplicações móveis.

ecossistema
acessibilidade.gov.pt

Os sítios e as ferramentas de apoio à acessibilidade e à usabilidade, para garantir a promoção das boas práticas e melhorar a experiência de utilização dos serviços digitais.

Estudo Europeu sobre acessibilidade Web mostra que Portugal está na média da UE27

9 de Novembro, 2013

Figura 1: Pontuação Global (em % da pontuação máxima possível por cada país)

O relatório final Study on Assessing and Promoting e-Accessibility” (PDF, 3,3MB) mostra que os sítios da Administração Pública portuguesa se encontram na média dos Estados Membros da UE a 27.

Dois anos depois de ter surgido em 2º lugar num ranking de 192 países, Portugal descola da Alemanha e cai para a média da UE27. Uma bateria de testes singular em estudos de acessibilidade e uma mudança da avaliação de automática para manual pericial, poderá estar na base de uma posição mais crítica de Portugal. Alemanha ocupa o 2º lugar, o que indicia que poderá ter uma realidade capaz de resistir a qualquer metodologia de análise.

A pontuação global obtida por Portugal está ligeiramente acima dos 50%, similar à média da UE27, 20% abaixo dos melhores e 20% acima do “lanterna vermelha”. Os 3 melhores são Reino Unido, Alemanha e República Checa. Grécia, Letónia e Chipre ocupam a cauda. Na vizinhança de Portugal, temos a Dinamarca e a Holanda.

Este é o primeiro estudo levado a efeito pela CE em que se utiliza uma metodologia com avaliação 100% manual de base pericial.

De cada país foram analisados 12 sítios web: 9 sítios públicos e 3 setoriais: um banco, um jornal diário e um sítio da área dos transportes ferroviários.

Dos 61 critérios de sucesso das WCAG 2.0 do W3C, o estudo aborda 10 critérios: 6 de prioridade ‘A’ e 5 de prioridade ‘duplo-A’. Das centenas de técnicas específicas existentes, o estudo escolhe 16: 10 para a prioridade ‘A’ e 6 para a prioridade ‘duplo-A’. Fica desta forma em análise: (1) cabeçalhos; (2) legendagem de vídeos; (3) controlo via teclado; (4) etiquetas de formulários; (5) validação de HTML; (6) ampliação; (7) separação da informação e estrutura da apresentação; (8) motor de busca; (9) foco de navegação; (10) mensagens de erro.

Destes 10 pontos em análise, Portugal surge abaixo da média em 5 deles.

No que diz respeito a cabeçalhos, o comportamento dos sítios públicos portugueses é igual à média da UE27.

Já no que diz respeito a legendagem de vídeos, a situação portuguesa é muito grave. Os investigadores localizaram na recolha amostral apenas 2 vídeos e nenhum tinha legendas ou transcrição textual. A mesma recolha amostral encontrou nos sítios web espanhóis 9 vídeos, estando 4 deles acompanhados de legendas. Espanha lidera o estudo no que diz respeito a legendagem de vídeos online. Outra situação onde os sítios Web portugueses são arrastados para a cauda da tabela está relacionada com os erros de HTML – o teste apresenta-se com “score” zero, o que significa que todos os sítios analisados se apresentam com múltiplos erros gramaticais de HTML. Embora não sirva de consolo, neste teste, Portugal não está sozinho. Há 12 países classificados com zero.

No que diz respeito à ampliação, os sítios portugueses também ficam abaixo da média. Ao ampliar os conteúdos 200%, há informação que se deixa de ver no espaço disponível do ecrã, dizem os investigadores.

Num dos testes onde 70% dos sítios públicos da UE27 analisados foram classificados com nota máxima, Portugal surge 9 posições abaixo da média. Referimo-nos à separação clara entre estrutura e estilo. Tal como os investigadores dão conta, esta técnica que sugere a separação do conteúdo e estrutura (HTML) da apresentação (CSS) tem quase 20 anos. Isto pode denotar envelhecimento das plataformas de gestão ao serviço dos sítios Web públicos portugueses.

Portugal não se destaca em nenhum dos testes efetuados. Os melhores resultados vão para os testes que envolvem o controlo do teclado, o motor de busca, o acompanhamento do foco de navegação quando se navega com teclado e a apresentação de mensagens de erro. Respetivamente 8, 5, 8 e 8 posições acima da média da UE27.

Categorias: Etiquetas:

Acessibilidade Web

Na UE o standard que contém os requisitos de acessibilidade aplicados à Web e às aplicações móveis é a Norma EN301549. Ela não é mais do que uma cópia do standard WCAG 2.1 conformidade ‘AA’. Em Portugal esses requisitos constam do RNID conforme decretado pelo DL n.º 83/2018.

versão 2.1

O validador de práticas de acessibilidade web (WCAG 2.1)

Introduza um url válido. Ex.: http://www.google.pt