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O sítio para a divulgação, partilha e promoção das melhores práticas de acessibilidade para conteúdos Web e aplicações móveis.
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Os sítios e as ferramentas de apoio à acessibilidade e à usabilidade, para garantir a promoção das boas práticas e melhorar a experiência de utilização dos serviços digitais.

1º Período de Monitorização: 281 sites e 16 apps

5 de Agosto, 2022

Nota: caso não consiga consultar, por qualquer razão, o gráfico seguinte, veja os dados na Tabela 41.

Gráfico 02 – Taxa média de não conformidade dos sítios Web para com as cláusulas da Norma Europeia EN 301 549 aplicáveis
As curvas da monitorização simplificada e aprofundada são similares. Monitorização aprofundada revela taxas de não conformidade superiores à monitorização simplificada em todos os 4 princípios

A métrica de análise W3C não revelou em Portugal nenhum sítio ou aplicação em conformidade com o nível ‘AA’ das Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.1. Este é, aliás, um resultado que está alinhado com o que foi encontrado nos vários Estados-Membro da União Europeia. No entanto, uma análise mais aprofundada aos 281 sites e às 16 apps que foram alvo da 1ª monitorização revela diferenças significativas nas taxas de não conformidade dos 4 princípios de acessibilidade.

Da análise foi possível perceber que a situação encontrada é bastante diferenciada quando se observam as cláusulas da Norma Europeia EN 301 549 que constituem os 4 princípios de acessibilidade. Genericamente os 4 princípios correspondem à adição de 4 atributos ao conteúdo digital. Para serem acessíveis os conteúdos digitais têm de ser tendencialmente mais percetíveis, mais operáveis, mais compreensíveis e mais robustos.

Dos dados apresentados em síntese no gráfico do presente artigo é possível concluir que os princípios “Percetível” (1) e “Robusto” (4) são os mais penalizados, com taxas médias de não conformidade maiores, na ordem dos 70% e 90% de não conformidade respetivamente. Para os princípios “Operável” (2) e “Compreensível” (3), a taxa média de não conformidade apresenta-se com rácios mais baixos, na ordem dos 50% e 30% repetivamente.

O princípio “Percetível”, muito ligado à perceção sensorial por via da visão e da audição, deixam antever uma dificuldade acrescida na utilização dos sítios Web por parte de pessoas cegas, pessoas com baixa visão e também por pessoas surdas. A situação das pessoas cegas agrava-se com a taxa de não conformidade do princípio “Robusto”. É ao nível deste princípio que encontramos requisitos que fazem com que as tecnologias consigam interoperar o conteúdo e apresentá-lo de acordo com as necessidades dos utilizadores. Se, por exemplo os leitores de ecrã, usados principalmente por pessoas cegas, não conseguirem transmitir corretamente a estrutura de um documento ao utilizador, aquele – o documento – torna-se de leitura caótica para estes utilizadores. Já o principio “Operável” afeta todos os utilizadores que tenham de usar diferentes dispositivos de navegação. Passar de dispositivos apontadores de seleção direta, como é o rato, para dispositivos de varrimento ou 100% dependentes de teclado ou emuladores do mesmo, é tarefa que fica, não raras as vezes, bloqueada por violações de requisitos de acessibilidade que formam este princípio.

O princípio “Compreensível” envolve várias cláusulas de acessibilidade relacionadas com o processamento cognitivo dos conteúdos digitais. As ferramentas automáticas não são boas a desbravar os requisitos aqui enumerados e os próprios requisitos parecem, quando se observam os 4 princípios em conjunto, os menos trabalhados pelas Normas e Recomendações Técnicas existentes – caso das WCAG 2.1 do W3C. Esta é, aliás, matéria que foi atualizada na versão 2.1 e que está a ser refinada na versão 2.2 e na versão 3.0.

Portugal usou dois tipos de amostras para a monitorização simplificada (monitorização 100% feita com base em validadores automáticos de práticas de acessibilidade web). A amostra tipo Observatório Português da Acessibilidade Web, a que designámos de Home+ e que recolheu uma média de 80 páginas por sítio, e a amostra 2K que procurou incorporar 2 mil páginas por sítio Web. Este último método permitiu-nos concluir que 70% dos sítios Web analisados têm menos de 2 mil páginas, o que é o mesmo que dizer que em 70% dos sítios a amostra corresponde à totalidade do site. Quando se compara a amostra mais pequena com a amostra maior, verificamos que o número de não conformidades adicionais revelada pela amostra maior não é significativo. No máximo, mais 5% no caso do princípio “Compreensível”. No princípio “Percetível” o acréscimo foi apenas de 2% e no “Operável” de 1%. Estas taxas de não conformidade revelam-nos que o método de amostragem usado no Observatório Português da Acessibilidade Web é fiável, apesar da diferença média de páginas utilizada: 80 para 1000.

Quando se compara a monitorização simplificada (automática) com a monitorização aprofundada (manual), percebe-se que a taxa de não conformidade é maior na monitorização manual. Mais 10% no “Percetível”, mais 20% no “Operável”, mais 20% no “Compreensível” e mais 10% no “Robusto”. Daqui conclui-se que as ferramentas automáticas de validação de práticas de acessibilidade fazem um trabalho bastante bom ao nível da deteção das não conformidade, principalmente, dos princípios “Percetível” e “Robusto”.

O cenário encontrado ao nível das aplicações móveis é semelhante ao encontrado para os sítios Web.

Consulte o relatório integral em “Relatório de Monitorização do Periodo 2020/21“.

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Acessibilidade Web

Na UE o standard que contém os requisitos de acessibilidade aplicados à Web e às aplicações móveis é a Norma EN301549. Ela não é mais do que uma cópia do standard WCAG 2.1 conformidade ‘AA’. Em Portugal esses requisitos constam do RNID conforme decretado pelo DL n.º 83/2018.

versão 2.1

O validador de práticas de acessibilidade web (WCAG 2.1)

Introduza um url válido. Ex.: http://www.google.pt