[Nota sobre a tradução portuguesa do presente documento] [Programa ACESSO da UMIC]

[conteúdo]

W3C

Noções sobre as WCAG 2.0

Um manual para compreender e implementar as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0

Nota do Grupo de Trabalho W3C de 11 Dezembro de 2008

Esta versão:
http://www.w3.org/TR/2008/NOTE-UNDERSTANDING-WCAG20-20081211/
Última versão:
http://www.w3.org/TR/UNDERSTANDING-WCAG20/
Versão anterior:
http://www.w3.org/TR/2008/WD-UNDERSTANDING-WCAG20-20081103/
Editores:
Ben Caldwell, Trace R&D Center, Universidade de Wisconsin-Madison
Michael Cooper, W3C
Loretta Guarino Reid, Google, Inc.
Gregg Vanderheiden, Trace R&D Center, Universidade de Wisconsin-Madison
Editores Anteriores:
Wendy Chisholm (até Julho de 2006, ao serviço do W3C)
John Slatin (até Junho de 2006, ao serviço do Accessibility Institute, Universidade do Texas, em Austin)

Este documento está também disponível nos seguintes formatos não-normativos:


Sinopse

O documento "Noções sobre as WCAG 2.0" é um manual fundamental para a compreensão e utilização das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0 [WCAG20]. Faz parte de um conjunto de documentos que suportam as WCAG 2.0. Tenha em atenção que os conteúdos deste documento são informativos (não fornecem abordagens) e não normativos (não estabelecem requisitos de conformidade com as WCAG 2.0). Para obter uma introdução às WCAG, aos documentos técnicos de apoio e ao material educativo, consulte a Descrição Geral das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) .

As WCAG 2.0 estabelecem um conjunto de Critérios de Sucesso que definem a conformidade com as Directrizes WCAG 2.0. Um Critério de Sucesso é uma declaração testável, que poderá ser verdadeira ou falsa quando aplicada a determinados conteúdos da Web. As "Noções sobre as WCAG 2.0" fornecem informações detalhadas sobre cada Critério de Sucesso, incluindo a sua finalidade, os termos-chave utilizados no Critério de Sucesso, e o modo como os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0 ajudam as pessoas com diferentes tipos de incapacidades. Este documento fornece também exemplos de conteúdo da Web que cumpre o critério de sucesso utilizando diversas tecnologias Web (por exemplo, HTML, CSS, XML) e exemplos comuns de conteúdo da Web que não cumpre o critério de sucesso.

Este documento apresenta as técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso. Estão disponíveis informações detalhadas sobre como implementar cada técnica em Técnicas para as WCAG 2.0; contudo, as "Noções sobre as WCAG 2.0" fornecem informações sobre a relação entre cada técnica e os Critérios de Sucesso. As técnicas estão classificadas segundo o nível de suporte que fornecem aos Critérios de Sucesso. As "Técnicas de Tipo Suficiente" são suficientes para cumprir um determinado Critério de Sucesso (seja de forma isolada ou em combinação com outras técnicas), enquanto outras técnicas são de tipo aconselhada e, por isso, opcionais. Nenhuma das técnicas é necessária para cumprir as WCAG 2.0, embora algumas possam ser o único método conhecido se uma determinada tecnologia for utilizada. As "Técnicas de Tipo Aconselhada" não são de tipo suficiente para cumprir os Critérios de Sucesso por si só (uma vez que não são testáveis ou fornecem suporte incompleto). Contudo, os autores são encorajados a segui-las sempre que possível para fornecer uma acessibilidade melhorada. Outra categoria de suporte é composta pelas "Falhas Comuns", que descrevem práticas de criação conhecidas por fazer com que o conteúdo da Web não esteja em conformidade com as WCAG 2.0. Embora as falhas forneçam informação de tipo aconselhada sobre certas práticas de criação, os autores têm de evitar estas práticas de modo a cumprirem os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0.

Este documento faz parte de um conjunto de documentos publicados pela Web Accessibility Initiative (WAI) do W3C de suporte às WCAG 2.0. Este documento foi publicado como Nota do Grupo de Trabalho, ao mesmo tempo que as WCAG 2.0 foram publicadas como Recomendação W3C. Ao contrário das WCAG 2.0, prevê-se que as informações apresentadas nas Noções sobre as WCAG 2.0 sejam actualizadas de tempos a tempos. Para obter uma introdução às WCAG, aos documentos técnicos de apoio e ao material educativo, consulte a Descrição Geral das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) .

Estado do Documento

Esta secção apresenta o estado do documento aquando da sua publicação. Este documento poderá ser substituído por outros documentos. Para obter uma lista das actuais publicações do W3C e a última revisão deste relatório técnico, consulte o Índice de relatórios técnicos do W3C em http://www.w3.org/TR/.

Esta é a Nota do Grupo de Trabalho "Noções sobre as WCAG 2.0". O Grupo de Trabalho das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web considera que este documento é importante para compreender os critérios de sucesso na Recomendação das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0. Tenha em atenção que os conteúdos deste documento são informativos (fornecem abordagens) e não normativos (não estabelecem requisitos de conformidade com as WCAG 2.0).

O Grupo de Trabalho solicita que todos os comentários sejam feitos através do formulário de comentários online. Caso não seja possível, os comentários podem também ser enviados para public-comments-wcag20@w3.org. Os arquivos da lista de comentários públicos estão disponíveis ao público. Os comentários recebidos sobre este documento poderão ser abordados em versões futuras deste documento, ou noutro formato. Não está previsto o Grupo de Trabalho responder formalmente aos comentários. Os arquivos das apresentações da mailing list WCAG WG estão disponíveis ao público e o Grupo de Trabalho poderá, posteriormente, abordar os comentários feitos a este documento.

Este documento foi produzido como parte integrante da Web Accessibility Initiative (WAI) do W3C. Os objectivos do Grupo de Trabalho das WCAG são apresentados na Carta do Grupo de Trabalho das WCAG. O Grupo de Trabalho das WCAG faz parte da Actividade Técnica da WAI.

A publicação como Nota do Grupo de Trabalho não implica que tenha sido aprovada pelos Membros do W3C. Este é um documento preliminar que, em qualquer altura, pode ser actualizado, substituído ou tornado obsoleto por outros documentos. Este documento deve ser citado como sendo um trabalho em curso.

Este documento foi elaborado por um grupo que trabalhou ao abrigo da Política de Patentes do W3C de 5 de Fevereiro de 2004. O W3C mantém uma lista pública de divulgação de patentes feita em conjunto com os materiais do grupo; essa página também inclui instruções sobre a divulgação de patentes. Uma pessoa que tenha conhecimento de uma patente, que julga incluir Reivindicações Essenciais, tem de divulgar a informação de acordo com a secção 6 da Política de Patentes do W3C.


Índice

Anexos


Introdução às Noções sobre as WCAG 2.0

As Noções sobre as WCAG 2.0 constituem um guia essencial para compreender e utilizar as "Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0" [WCAG20] . Embora a definição normativa e os requisitos para as WCAG 2.0 estejam disponíveis no próprio documento das WCAG 2.0, os conceitos e disposições poderão ser novidade para alguns utilizadores. As Noções sobre as WCAG 2.0 fornecem comentários não-normativos alargados sobre cada Critério de Sucesso para ajudar os leitores a compreenderem melhor a finalidade e o modo como as directrizes e os Critérios de Sucesso funcionam em conjunto. Fornecem também exemplos de técnicas ou combinações de técnicas identificadas pelo Grupo de Trabalho como sendo de tipo suficiente para cumprir cada Critério de Sucesso. São fornecidos links para as descrições de cada uma das técnicas.

Este não é um documento de introdução. É uma descrição técnica detalhada das directrizes e respectivos Critérios de Sucesso. Para obter uma introdução às WCAG, aos documentos técnicos de suporte ao material educativo, consulte a Descrição Geral das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) .

As Noções sobre as WCAG 2.0 estão organizadas por directriz. Existe uma secção Noções sobre a Directriz X.X para cada directriz. São também apresentadas a finalidade e todas as técnicas de tipo aconselhada relacionadas com a directriz, mas que não estejam especificamente relacionadas com nenhum dos respectivos Critérios de Sucesso.

A secção Noções sobre a Directriz X.X é seguida de uma secção intitulada Noções sobre o Critério de Sucesso X.X.X para cada Critério de Sucesso dessa directriz. Cada uma das secções contém:

São fornecidos links a partir de cada Directriz das WCAG 2.0 que remetem directamente para cada uma das Noções sobre a Directriz X.X neste documento. De igual modo, é fornecido um link a partir de cada Critério de Sucesso das WCAG 2.0 para aceder à secção Noções sobre o Critério de Sucesso X.X.X neste documento.

Para obter informações sobre técnicas específicas, siga os links existentes ao longo deste documento até obter as técnicas pretendidas no documento Técnicas para as WCAG 2.0.

Para aceder aos links que contenham informação sobre as diferentes incapacidades e tecnologias de apoio, consulte as Incapacidades na Wikipédia.

Noções sobre os Quatro Princípios de Acessibilidade

As directrizes e os Critérios de Sucesso estão organizados em torno de quatro princípios, que apresentam a informação básica para um utilizador aceder e utilizar os conteúdos da Web. Um utilizador que pretenda utilizar a Web tem de dispor de conteúdo que seja:

  1. Perceptível - A informação e os componentes da interface de utilizador têm de ser apresentados aos utilizadores de formas perceptíveis.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de compreender a informação apresentada (tem de estar visível a todos os seus sentidos)

  2. Operável - Os componentes da interface de utilizador e a navegação têm de ser operáveis.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de funcionar com a interface (a interface não pode requerer uma interacção que um utilizador não possa executar)

  3. Compreensível - A informação e a operação da interface de utilizador têm de ser compreensíveis.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de compreender a informação e o modo de funcionamento da interface de utilizador (os conteúdos ou o funcionamento não podem ir para além da sua compreensão)

  4. Robusto - O conteúdo tem de ser suficientemente robusto para ser interpretado, com precisão, por uma grande variedade de agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

    • Isto significa que os utilizadores têm de ser capazes de aceder aos conteúdos à medida que as tecnologias avançam (à medida que as tecnologias e os agentes de utilizador evoluem, os conteúdos devem permanecer acessíveis)

Se algum destes princípios não for verdadeiro, os utilizadores com incapacidades não serão capazes de utilizar a Web.

A seguir a cada princípio, são apresentadas directrizes e Critérios de Sucesso para ajudar as pessoas com incapacidades a abordar os princípios. Existem muitas directrizes de utilização geral que tornam os conteúdos mais utilizáveis por todos os utilizadores, incluindo aqueles com incapacidades. Contudo, nas WCAG 2.0 apenas estão incluídas as directrizes que abordam problemas específicos de pessoas com incapacidades. Isto inclui problemas que bloqueiam o acesso ou que interferem, de forma mais séria, com o acesso à Web, por parte das pessoas com incapacidades.

Níveis de Abordagem

As Directrizes

A seguir a cada princípio, é apresentada uma lista de directrizes que abordam o princípio. Existe um total de 12 directrizes. Para obter uma lista prática apenas com as directrizes, consulte o Índice das WCAG 2.0. Um dos principais objectivos das directrizes é garantir que os conteúdos estejam directamente acessíveis ao maior número possível de utilizadores, e que possam ser representados de diversas formas, de modo a corresponder às diferentes capacidades sensoriais, físicas e cognitivas dos utilizadores.

Critérios de Sucesso

A seguir a cada directriz, são apresentados os Critérios de Sucesso, que descrevem concretamente os requisitos para obter conformidade com esta norma. Os critérios são semelhantes aos "pontos de verificação" apresentados nas WCAG 1.0. Cada Critério de Sucesso é apresentado como uma declaração, que pode ser verdadeira ou falsa quando é testado um determinado conteúdo da Web em oposição à mesma. Os Critérios de Sucesso foram concebidos para serem de tecnologia neutra.

Todos os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0 foram concebidos como critérios testáveis, para determinar, de forma objectiva, se os conteúdos cumprem os Critérios de Sucesso. Se, por um lado, alguns dos testes podem ser automáticos, utilizando programas de avaliação de software, outros requerem verificadores humanos para uma parte do teste ou para a totalidade do teste.

Embora os conteúdos possam cumprir os Critérios de Sucesso, poderão nem sempre ser utilizáveis por pessoas com diversas incapacidades. As revisões profissionais que utilizam a heurística qualitativa reconhecida são fundamentais para algumas pessoas obterem acessibilidade. Além disso, recomendamos testes de utilização para determinar o modo como as pessoas utilizam os conteúdos para a finalidade desejada.

Os conteúdos devem ser verificados por pessoas que compreendam a forma como pessoas com diferentes tipos de incapacidades utilizam a Web. Recomendamos que, ao efectuar testes humanos, os utilizadores com incapacidades sejam incluídos em grupos de teste.

Cada Critério de Sucesso para uma directriz dispõe de um link para a secção do documento intitulada Como Cumprir, que apresenta:

  • técnicas de tipo suficiente para cumprir os Critérios de Sucesso,

  • técnicas opcionais de tipo aconselhada, e

  • descrições da finalidade dos Critérios de Sucesso, incluindo os benefícios, e exemplos

Técnicas de Tipo Suficiente e de Tipo Aconselhada

Ao invés de apresentar técnicas de tecnologias específicas nas WCAG 2.0, as directrizes e os Critérios de Sucesso foram elaborados para serem de tecnologia neutra. Para fornecer abordagens e exemplos como cumprir as directrizes utilizando tecnologias específicas (por exemplo, HTML), o grupo de trabalho identificou as técnicas de tipo suficiente para cada Critério de Sucesso que são suficientes para cumprir esse mesmo Critério de Sucesso. A lista com as técnicas de tipo suficiente é apresentada em "Noções sobre as WCAG 2.0" (e reflectida em Como Cumprir as WCAG 2.0). Desta forma, é possível actualizar a lista à medida que novas técnicas são descobertas e que as Tecnologias Web e Tecnologias de Apoio evoluem.

Tenha em atenção que todas as técnicas têm carácter informativo. As "técnicas de tipo suficiente" são consideradas suficientes pelo Grupo de Trabalho das WCAG para cumprir os critérios de sucesso. Contudo, não é necessário utilizar estas técnicas específicas. Se forem utilizadas técnicas diferentes das indicadas pelo Grupo de Trabalho, será necessário outro método para determinar a capacidade que a técnica tem de cumprir os Critérios de Sucesso.

A maioria dos Critérios de Sucesso apresenta múltiplas técnicas de tipo suficiente. Poderá utilizar qualquer uma das técnicas de tipo suficiente apresentadas para cumprir os Critérios de Sucesso. Poderão existir outras técnicas não documentadas pelo grupo de Trabalho, que também poderão cumprir os Critérios de Sucesso. À medida que são identificadas novas técnicas de tipo suficiente, estas serão acrescentadas à lista.

Para além das técnicas de tipo suficiente, existem algumas técnicas de tipo aconselhada que podem melhorar a acessibilidade, mas que não se qualificam como técnicas de tipo suficiente, uma vez que não são suficientes para cumprir todos os requisitos dos Critérios de Sucesso, não são testáveis, e/ou porque são técnicas boas e eficazes em algumas circunstâncias, mas não são eficazes nem úteis noutros casos. Estas técnicas são apresentadas como técnicas de tipo aconselhada e surgem imediatamente a seguir às técnicas de tipo suficiente. Os autores são encorajados a utilizar estas técnicas sempre que desejado, para aumentar a acessibilidade às suas páginas Web.

Nota do Editor: Nos casos em que a comissão ainda não descreveu uma técnica, as técnicas são apresentadas com a designação "(futuro link)" a seguir ao título.


Alternativas em Texto:
Noções sobre a Directriz 1.1

Directriz 1.1: Fornecer alternativas em texto para qualquer conteúdo não textual permitindo, assim, que o mesmo possa ser alterado noutras formas mais adequadas à necessidade da pessoa, tais como impressão em caracteres ampliados, braille, fala, símbolos ou linguagem mais simples.

Finalidade da Directriz 1.1

A finalidade desta directriz é garantir que todo o conteúdo não textual também esteja disponível em texto. "Texto" refere-se a texto electrónico, não a uma imagem composta por texto. O texto electrónico tem a vantagem exclusiva da apresentação neutra. Ou seja, pode ser apresentado visualmente, de forma auditiva, de forma táctil, ou através de qualquer combinação. Consequentemente, as informações apresentadas em texto electrónico podem ser apresentadas na forma mais adequada às necessidades do utilizador. Também podem ser facilmente ampliadas, faladas em voz alta, de forma a facilitar a compreensão a pessoas com incapacidades de leitura, ou apresentadas na forma táctil mais adequada às necessidades do utilizador.

Nota: Embora a alteração do conteúdo para símbolos inclua a alteração do conteúdo para símbolos gráficos para pessoas com perturbações de desenvolvimento e dificuldades de compreensão da fala, não é limitada a esta utilização de símbolos.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 1.1 (não específicas do critério de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Fornecer vídeos de língua gestual para ficheiros compostos por apenas áudio (futuro link)

Conteúdo Não Textual:
Noções sobre o CS 1.1.1

1.1.1 Conteúdo Não Textual: Todo o conteúdo não textual que é apresentado ao utilizador tem uma alternativa em texto que serve a finalidade equivalente, excepto para as situações indicadas abaixo. (Nível A)

  • Controlos, Entrada: Se o conteúdo não textual for um controlo ou aceitar a entrada de dados por parte do utilizador, então dispõe de um nome que descreve a sua finalidade. (Para obter os requisitos adicionais para controlos e conteúdo que aceita a entrada de dados por parte do utilizador, consulte a Directriz 4.1 .)

  • Multimédia Baseada no Tempo: Se o conteúdo não textual corresponder a multimédia baseada no tempo, então as alternativas em texto fornecem, no mínimo, uma identificação descritiva do conteúdo não textual. (Para obter os requisitos adicionais para multimédia, consulte a Directriz 1.2 .)

  • Teste: Se o conteúdo não textual for um teste ou um exercício, inválidos se apresentados em texto, então as alternativas em texto fornecem, no mínimo, uma identificação descritiva do conteúdo não textual.

  • Sensorial: Se a finalidade do conteúdo não textual for, essencialmente, criar uma experiência sensorial específica, então as alternativas em texto fornecem, no mínimo, uma identificação descritiva do conteúdo não textual.

  • CAPTCHA: Se a finalidade do conteúdo não textual for confirmar que o conteúdo está a ser acedido por uma pessoa em vez de por um computador, então são fornecidas as alternativas em texto que identificam e descrevem a finalidade do conteúdo não textual, e são fornecidas as formas alternativas do CAPTCHA que utilizam modos de saída para diferentes tipos de percepção sensorial para incluir diferentes incapacidades.

  • Decoração, Formatação, Invisível: Se o conteúdo não textual for meramente decorativo, for utilizado apenas para formatação visual, ou não for apresentado aos utilizadores, então é implementado de uma forma que pode ser ignorada pela tecnologia de apoio.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é tornar acessíveis, através da utilização de uma alternativa em texto, as informações transmitidas através de conteúdo não textual. As alternativas em texto são fundamentais para tornar as informações acessíveis, uma vez que podem ser apresentadas através de qualquer forma sensorial (por exemplo, visual, auditiva ou táctil) adequada às necessidades do utilizador. Fornecer alternativas em texto permite que as informações sejam apresentadas de diversas formas, através de diferentes agentes de utilizador. Por exemplo, uma pessoa que não consegue ver uma imagem pode ter a alternativa em texto da leitura em voz alta, utilizando a síntese de fala. Uma pessoa que não consegue ouvir um ficheiro áudio pode ter a alternativa em texto apresentada de forma a poder lê-lo. No futuro, as alternativas em texto também permitirão que as informações sejam mais facilmente convertidas em língua gestual ou numa forma mais simples da mesma linguagem.

Nota sobre CAPTCHA

Os CAPTCHAs são um tópico controverso na comunidade de acessibilidade. Conforme descrito no documento Inacessibilidade do CAPTCHA, os CAPTCHAs forçam intrinsecamente os limites das capacidades humanas numa tentativa de vencer os processos automatizados. Existem utilizadores com determinadas incapacidades que não serão capazes de resolver todos os tipos de CAPTCHAs. Contudo, estes são bastante utilizados, e o Grupo de Trabalho das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web acredita que, se os CAPTCHAs fossem completamente proibidos, os sítios da Web iriam preferir não estar em conformidade com as WCAG, em vez de abandonar o CAPTCHA. Isto iria criar barreiras para muitos mais utilizadores com incapacidades. Por esta razão, o Grupo de Trabalho optou por estruturar o requisito sobre o CAPTCHA, de uma forma adequada às necessidades da maioria das pessoas com incapacidades, sendo igualmente considerado possível de adoptar pelos sítios da Web. A exigência de duas formas diferentes de CAPTCHAs num determinado sítio da Web garante que a maioria das pessoas com incapacidades encontrem uma forma que possam utilizar.

Uma vez que alguns utilizadores com incapacidades continuarão a não ser capazes de aceder a sítios da Web que cumpram os requisitos mínimos, o Grupo de Trabalho fornece recomendações de passos adicionais. As organizações que pretendam estar em conformidade com as WCAG devem estar conscientes da importância deste tópico e deverão ir o mais além possível no que respeita aos requisitos mínimos das directrizes. Os passos adicionais recomendados incluem:

  • Fornecer mais de duas modalidades de CAPTCHAs

  • Fornecer acesso ao representante do serviço ao cliente, que possa ignorar o CAPTCHA

  • Não requerer CAPTCHAs para utilizadores autorizados

Informações adicionais

O conteúdo não textual pode assumir várias formas, e este Critério de Sucesso especifica como utilizar cada uma delas.

Para conteúdo não textual que não seja abrangido por uma das situações indicadas abaixo, tais como gráficos, diagramas, gravações áudio, imagens e animações, as alternativas em texto podem disponibilizar as mesmas informações numa forma que pode ser apresentada através de qualquer modalidade (por exemplo, visual, auditiva ou táctil). As alternativas em texto abreviado ou ampliado podem ser utilizadas conforme necessário para transmitir as informações em conteúdo não textual. Tenha em atenção que os ficheiros compostos por apenas áudio pré-gravado e por apenas vídeo pré-gravado são abordados aqui. Os ficheiros compostos por apenas áudio em directo e por apenas vídeo em directo são abordados abaixo (consulte o 3º parágrafo a seguir a este).

Para conteúdo não textual que seja um controlo ou que aceite a entrada de dados por parte do utilizador, tal como imagens utilizadas como botões Submeter, mapas de imagens ou animações complexas, é fornecido um nome para descrever a finalidade do conteúdo não textual, para que a pessoa, no mínimo, saiba identificar o conteúdo não textual e o motivo por que é apresentado.

O conteúdo não textual que corresponde a multimédia baseada no tempo é tornado acessível através da directriz 1.2. Contudo, é importante que os utilizadores saibam identificá-lo quando o encontrarem numa página, para poderem decidir que acção, se necessária, deverão executar. Por conseguinte, é fornecida uma alternativa em texto que descreve a multimédia baseada no tempo e/ou disponibiliza o respectivo título.

Para conteúdo composto por apenas áudio em directo e por apenas vídeo em directo, poderá ser muito mais difícil fornecer alternativas em texto que forneçam informações equivalentes ao conteúdo composto por apenas áudio em directo e composto por apenas vídeo em directo. Para estes tipos de conteúdo não textual, as alternativas em texto fornecem uma etiqueta descritiva.

Por vezes, um teste ou exercício têm de ser parcial ou completamente apresentados em formato não textual. São fornecidas informações de áudio ou visuais que não podem ser alteradas para texto, uma vez que o teste ou exercício têm de ser realizados utilizando esses sentidos. Por exemplo, um teste de audição seria inválido se fosse fornecida uma alternativa em texto. Da mesma forma, um exercício de desenvolvimento da capacidade visual não faria qualquer sentido em formato de texto. E um teste de ortografia com alternativas em texto não seria muito eficaz. Para estes casos, as alternativas em texto devem ser fornecidas para descrever a finalidade do conteúdo não textual; obviamente, as alternativas em texto não iriam fornecer as mesmas informações necessárias para passar no teste.

Por vezes, o conteúdo tem como finalidade principal a criação de uma experiência sensorial específica que as palavras não conseguem alcançar totalmente, como, por exemplo, um concerto sinfónico, trabalhos de artes visuais, etc. Para esse tipo de conteúdo, as alternativas em texto identificam, no mínimo, o conteúdo não textual com uma etiqueta descritiva e, sempre que possível, um texto descritivo adicional. Se a razão para incluir o conteúdo na página for conhecida e puder ser descrita, é útil incluir essa informação.

Por vezes, existem exercícios em formato não textual que são utilizados para provar que se é humano. Para evitar que spam automático e outro software acedam a um sítio da Web, é utilizado um dispositivo designado por CAPTCHA. Normalmente, estes exercícios envolvem tarefas visuais ou auditivas que estão para além das capacidades actuais dos Web Robots. Contudo, fornecer uma alternativa em texto para os exercícios torná-los-ia passíveis de serem utilizados por Robots, destruindo assim a sua finalidade. Neste caso, uma alternativa em texto iria descrever a finalidade do CAPTCHA, e seriam fornecidas formas alternativas utilizando diferentes modalidades para se adaptar às necessidades de pessoas com diferentes incapacidades.

Por vezes, existe conteúdo não textual que, na realidade, não é para ser visto ou compreendido pelo utilizador. Imagens transparentes utilizadas para mover texto numa página; uma imagem invisível utilizada para registar estatísticas de utilização; e uma espiral no canto que não transmite informações, mas apenas preenche um espaço em branco para criar um efeito estético, são exemplos disso. Colocar alternativas em texto em itens desse tipo apenas iria distrair as pessoas que utilizam leitores de ecrã a partir do conteúdo da página. Contudo, não assinalar o conteúdo de forma alguma, não permite aos utilizadores identificar o conteúdo não textual e as informações que poderão ter perdido (apesar de, na realidade, não terem perdido nenhuma). Por conseguinte, este tipo de conteúdo não textual é assinalado ou implementado de uma forma que as tecnologias de apoio (TA) irão ignorar e não apresentarão quaisquer informações ao utilizador.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.1.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas que têm dificuldades em perceber conteúdo visual. A tecnologia de apoio pode ler texto em voz alta, apresentá-lo visualmente ou convertê-lo em braille.

  • As alternativas em texto podem ajudar algumas pessoas que têm dificuldade em compreender o significado de fotografias, desenhos e outras imagens (por ex., desenhos de linha, desenhos gráficos, quadros, representações a três dimensões), diagramas, gráficos, animações, etc.

  • As pessoas surdas, com dificuldades de audição, ou que têm problemas em compreender informações de áudio por qualquer motivo, podem ler a apresentação do texto. Está em curso uma pesquisa sobre a tradução automática de texto para língua gestual.

  • As pessoas surdocegas podem ler o texto em braille.

  • Além disso, as alternativas em texto suportam a capacidade de pesquisar conteúdo não textual e de reproduzir conteúdo em várias formas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.1.1

  1. Um gráfico de dados

    Um gráfico de barras compara quantos widgets foram vendidos em Junho, Julho e Agosto. A etiqueta abreviada diz, "Figura 1 - Vendas em Junho, Julho e Agosto." A descrição mais extensa identifica o tipo de gráfico, fornece um resumo de alto nível dos dados, tendências e implicações comparáveis com os disponíveis a partir do gráfico. Sempre que possível e útil, os dados reais são fornecidos numa tabela.

  2. Uma gravação áudio de um discurso

    O link para um clip de áudio diz, "Discurso do Presidente na Assembleia." É fornecido um link para uma transcrição de texto imediatamente a seguir ao link para o clip de áudio.

  3. Uma animação que ilustra como funciona o motor de um automóvel

    Uma animação mostra como funciona o motor de um automóvel. Não existe áudio e a animação faz parte de uma lição prática que descreve como funciona um motor. Uma vez que o texto da lição prática já fornece uma explicação completa, a imagem é uma alternativa ao texto e a alternativa em texto inclui apenas uma breve descrição da animação e faz referência ao texto da lição prática para obter mais informações.

  4. Uma câmara Web de trânsito

    Um site da Web permite aos utilizadores seleccionar entre uma variedade de câmaras Web espalhadas numa grande cidade. Depois de uma câmara ser seleccionada, a imagem é actualizada a cada dois minutos. Uma alternativa em texto abreviado identifica a câmara Web como "câmara Web de trânsito". O sítio da Web também fornece uma tabela de horas de viagem para cada um dos percursos abrangidos pelas câmaras Web. A tabela é igualmente actualizada a cada dois minutos.

  5. Uma fotografia de um evento histórico numa reportagem

    Uma fotografia de dois líderes mundiais a dar um aperto de mão acompanha uma reportagem sobre uma cimeira internacional. A alternativa em texto diz, "Presidente X do País X dá um aperto de mão ao Primeiro-Ministro Y do País Y."

  6. Uma fotografia de um evento histórico num conteúdo que fala sobre as relações diplomáticas

    A mesma imagem é utilizada num contexto diferente com o objectivo de explicar nuances nos encontros diplomáticos. A imagem do Presidente a dar um aperto de mão ao Primeiro-Ministro aparece num site da Web que fala sobre as relações diplomáticas complicadas. A primeira alternativa em texto diz, "Presidente X do País X dá um aperto de mão ao Primeiro-Ministro Y do País Y a 2 de Janeiro de 2009." Uma alternativa em texto adicional descreve a sala onde os líderes se encontram, bem como as expressões nos rostos dos líderes, e identifica as outras pessoas na sala. A descrição adicional pode ser incluída na mesma página da fotografia ou num ficheiro separado associado à imagem através de um link ou outro mecanismo programático normal.

  7. Uma gravação áudio de uma conferência de imprensa

    Uma página Web inclui um link para uma gravação áudio de uma conferência de imprensa. O texto do link identifica a gravação áudio. A página também dispõe de um link para uma transcrição de texto da conferência de imprensa. A transcrição inclui uma gravação literal de tudo o que os oradores dizem. Identifica quem está a falar e também regista outros sons significativos que fazem parte da gravação, tais como aplausos, risadas, perguntas da assistência, e assim sucessivamente.

  8. Uma aplicação e-learning

    Uma aplicação e-learning utiliza efeitos sonoros para indicar se as respostas estão correctas ou não. O som do toque do sino indica que a resposta está correcta e o som do toque da buzina indica que a resposta está incorrecta. Também está incluída uma descrição de texto para que as pessoas que não podem ouvir ou compreender o som percebam se a resposta está correcta ou incorrecta.

  9. Uma imagem em miniatura com um link

    Uma imagem em miniatura da primeira página de um jornal dispõe de um link para a página inicial de "Smallville Times". A alternativa em texto diz, "Smallville Times".

  10. A mesma imagem utilizada em sítios da Web diferentes

    Alternativas diferentes para uma imagem do mundo: Uma imagem do mundo que é utilizada num sítio da Web de viagens como um link para a secção de Viagens Internacionais tem a alternativa em texto "Viagens Internacionais". A mesma imagem é utilizada como um link no sítio da Web de uma universidade com a alternativa em texto "Universidades Internacionais".

  11. Um mapa de imagem

    Uma imagem da planta de um piso de um edifício é interactiva, permitindo ao utilizador seleccionar uma determinada sala e navegar para uma página que contenha informações sobre essa sala. A alternativa em texto abreviado descreve a imagem e a respectiva finalidade interactiva: "Planta de um piso de um edifício. Para mais informações, seleccione uma sala."

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.1.1 - Conteúdo Não Textual

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se uma descrição abreviada puder servir a mesma finalidade e apresentar as mesmas informações do conteúdo não textual:
  1. G94: Fornecer a alternativa em texto abreviado para conteúdo não textual que serve a mesma finalidade e apresenta as mesmas informações do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

Situação B: Se uma descrição abreviada não puder servir a mesma finalidade e apresentar as mesmas informações do conteúdo não textual (por ex., um gráfico ou diagrama):
  1. G95: Fornecer alternativas em texto abreviado que fornecem uma breve descrição do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo E uma das seguintes técnicas para a descrição extensa:

Situação C: Se o conteúdo não textual for um controlo ou aceitar a entrada de dados por parte do utilizador:
  1. G82: Fornecer uma alternativa em texto que identifique a finalidade do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

  2. H44: Utilizar elementos label para associar etiquetas de texto a controlos de formulário (HTML)

  3. H65: Utilizar atributos title para identificar controlos de formulário quando o elemento label não puder ser utilizado (HTML)

Situação D: Se o conteúdo não textual corresponder a multimédia baseada no tempo (incluindo apenas vídeo em directo e apenas áudio em directo); um teste ou exercício forem inválidos se apresentados em texto; ou a finalidade principal for criar uma experiência sensorial específica:
  1. Fornecer uma etiqueta descritiva utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

  2. G68: Fornecer uma etiqueta descritiva que descreva a finalidade do conteúdo composto por apenas áudio em directo e por apenas vídeo em directo utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

  3. G100: Fornecer o nome aceite ou um nome descritivo do conteúdo não textual utilizando uma das técnicas de alternativa em texto abreviado indicadas abaixo

Situação E: Se o conteúdo não textual corresponder a um CAPTCHA:
  1. G143: Fornecer uma alternativa em texto que descreva a finalidade do CAPTCHA E G144: Garantir que a Página Web inclua outro CAPTCHA que sirva a mesma finalidade utilizando uma modalidade diferente

Situação F: Se o conteúdo não textual dever ser ignorado pela tecnologia de apoio:
  1. Implementar ou assinalar o conteúdo não textual para ser ignorado pela tecnologia de apoio utilizando uma das técnicas de tecnologia específica indicadas abaixo

Técnicas de alternativa em texto abreviado para utilizar nas técnicas de tipo suficiente acima
  1. H36: Utilizar atributos alt em imagens utilizadas como botões Submeter (HTML)

  2. H2: Combinar a imagem adjacente e os links de texto para o mesmo recurso (HTML)

  3. H37: Utilizar atributos alt em elementos img (HTML)

  4. H35: Fornecer alternativas em texto em elementos applet (HTML)

  5. H53: Utilizar o corpo do elemento object (HTML)

  6. H24: Fornecer alternativas em texto para os elementos area dos mapas de imagens (HTML)

  7. H86: Fornecer alternativas em texto para arte ASCII, emoticons e leetspeak (HTML)

  8. H30: Fornecer texto do link que descreva a finalidade de um link para elementos anchor (HTML)

  9. G196: Utilizar uma alternativa em texto num item de um grupo de imagens que descreva todos os itens do grupo

Técnicas de alternativa em texto extenso para utilizar nas técnicas de tipo suficiente acima
  1. H45: Utilizar LONGDESC (HTML)

  2. H53: Utilizar o corpo do elemento object (HTML)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para 1.1.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas Gerais para Conteúdo Informativo Não Textual (de tipo aconselhada)
  • Identificar conteúdo informativo não textual (futuro link)

  • Manter abreviadas as descrições abreviadas (futuro link)

  • Descrever imagens que incluam texto (futuro link)

  • Fornecer uma descrição mais extensa do conteúdo não textual, na qual apenas é necessário uma etiqueta descritiva utilizando uma técnica de tecnologia específica (para uma tecnologia de conteúdo suportada por acessibilidade) para a descrição extensa indicada acima (futuro link)

  • Fornecer tamanhos diferentes para conteúdo não textual, quando este não puder ter uma alternativa acessível equivalente (futuro link)

  • Utilizar scripts do lado do servidor para redimensionar imagens de texto (futuro link)

Técnicas Gerais para Conteúdo Em Directo Não Textual (de tipo aconselhada)
  • Aceder, através de um link, a informações textuais que fornecem informações comparáveis (por ex., para uma câmara Web de trânsito, um município pode fornecer um link para o relatório de trânsito em texto.) (futuro link)

Técnicas Gerais para minimizar a barreira dos CAPTCHAs
  • Fornecer mais de duas modalidades de CAPTCHAs (futuro link)

  • Fornecer acesso ao representante do serviço ao cliente que possa ignorar o CAPTCHA (futuro link)

  • Não requerer CAPTCHAs para utilizadores autorizados (futuro link)

Técnicas HTML (de tipo aconselhada)
Técnicas CSS (de tipo aconselhada)
Técnicas ARIA (de tipo aconselhada)
  • Utilizar a função da apresentação ARIA para indicar que os elementos são simplesmente para fins de apresentação (futuro link)

Técnicas de Metadados (de tipo aconselhada)
  • Utilizar metadados para associar transcrições de texto a um vídeo (futuro link)

  • Utilizar metadados para associar transcrições de texto a conteúdo composto por apenas áudio (futuro link)

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para uma áudio-descrição e uma transcrição de texto de um vídeo.

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para várias transcrições de texto (inglês, francês, holandês) de um ficheiro de áudio.

Falhas Comuns para o CS 1.1.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.1.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

Termos-Chave

tecnologia de apoio (tal como é utilizado neste documento)

hardware e/ou software que funcionam como um agente de utilizador, ou juntamente com um agente de utilizador convencional, de modo a fornecer a funcionalidade para cumprir os requisitos de utilizadores com incapacidades, para além dos oferecidos pelos agentes de utilizador convencionais

Nota 1: A funcionalidade fornecida pela tecnologia de apoio inclui apresentações alternativas (por ex., síntese de fala ou conteúdo aumentado), métodos de entrada alternativos (por ex., voz), mecanismos de orientação ou navegação adicionais e transformações de conteúdo (por ex., para tornar as tabelas mais acessíveis).

Nota 2: As tecnologias de apoio comunicam, muitas vezes, dados e mensagens a agentes de utilizador convencionais através da utilização e monitorização de APIs.

Nota 3: A diferença entre agentes de utilizador convencionais e tecnologias de apoio não é absoluta. Muitos agentes de utilizador convencionais fornecem algumas funcionalidades para ajudar pessoas com incapacidades. A principal diferença é que os agentes de utilizador convencionais visam um público mais vasto e diverso que, normalmente, inclui pessoas com e sem incapacidades. As tecnologias de apoio visam um grupo de utilizadores mais restrito, com incapacidades específicas. O apoio fornecido por uma tecnologia de apoio é mais específico e adequado às necessidades do seu público-alvo. O agente de utilizador convencional pode fornecer uma funcionalidade importante às tecnologias de apoio, tal como a aquisição de conteúdo da Web a partir de objectos de programa ou a análise da marcação em conjuntos identificáveis.

Exemplo: As tecnologias de apoio que são importantes, no contexto deste documento, incluem o seguinte:

  • ampliadores de ecrã, e outros auxiliares de leitura, que são utilizados por pessoas com incapacidades visuais, de percepção e físicas, de forma a poderem alterar a cor, o espaçamento, o tamanho e o tipo de letra do texto, a sincronização com a fala, etc., para melhorar a legibilidade do texto e imagens apresentados;

  • leitores de ecrã, que são utilizados por cegos para lerem informação textual através da síntese de fala ou braille;

  • software de texto-para-fala, que é utilizado por algumas pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem para converterem texto em fala sintetizada;

  • software de reconhecimento de voz, que pode ser utilizado por pessoas com algumas incapacidades físicas;

  • teclados alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular o teclado (incluindo teclados alternativos que utilizam ponteiros de cabeça, manípulos simples, dispositivos de sopro/sucção e outros dispositivos de entrada especiais.);

  • dispositivos apontadores alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular activações do botão e do ponteiro do rato.

CAPTCHA

iniciais de "Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart" (teste de Turing Público Completamente Automatizado para Diferenciar entre Computadores e Humanos)

Nota 1: Os testes CAPTCHA implicam, muitas vezes, pedir ao utilizador para digitar texto que é apresentado numa imagem escura ou num ficheiro de áudio.

Nota 2: Um teste de Turing é qualquer sistema de testes concebido para diferenciar um ser humano de um computador. O nome provém de um famoso cientista informático, chamado Alan Turing. O termo foi criado por investigadores da Carnegie Mellon University. [CAPTCHA]

nome

texto através do qual o software pode identificar um componente no conteúdo da Web para o utilizador

Nota 1: O nome poderá estar oculto e ficar visível apenas através de tecnologia de apoio, ao passo que uma etiqueta está visível a todos os utilizadores. Em muitos casos (mas não todos), o nome e a etiqueta são os mesmos.

Nota 2: Isto não está relacionado com o atributo name em HTML.

conteúdo não textual

qualquer conteúdo que não seja uma sequência de caracteres que possa ser determinada de forma programática, ou em que a sequência não exprima algo em idioma humano

Nota: Isto inclui arte ASCII (que consiste num padrão de caracteres), emoticons, leetspeak (que utiliza a substituição de caracteres), e imagens que representem texto

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estático, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário tem palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

experiência sensorial específica

uma experiência sensorial que não é meramente decorativa e não transmite informação importante, nem desempenha nenhuma função

Exemplo: Os exemplos incluem a execução de um solo de flauta, trabalhos de artes visuais, etc.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

alternativa em texto

texto que está associado de forma programática a conteúdo não textual, ou referido a partir de texto associado de forma programática a conteúdo não textual. O texto associado de forma programática é aquele cuja localização pode ser determinada de forma programática a partir do conteúdo não textual.

Exemplo: Uma imagem de gráfico é descrita em texto no parágrafo após o gráfico. A alternativa em texto abreviado para o gráfico indica que uma descrição é apresentada em seguida.

Nota: Para mais informações, consulte as Noções sobre Alternativas em Texto .


Multimédia Baseada no Tempo:
Noções sobre a Directriz 1.2

Directriz 1.2: Fornecer alternativas para multimédia baseada no tempo.

Finalidade da Directriz 1.2

A finalidade desta directriz é fornecer acesso a conteúdo em multimédia sincronizada e baseada no tempo. Isto inclui multimédia composta por:

  • apenas áudio

  • apenas vídeo

  • áudio-vídeo

  • áudio e/ou vídeo combinados com interacção

Para facilitar aos autores a rápida determinação do critério de sucesso que se aplica ao seu conteúdo, o tipo de multimédia ao qual se aplica cada critério de sucesso está incluído neste nome abreviado.

Para multimédia composta por apenas áudio ou por apenas vídeo, só precisa de aplicar os critérios de sucesso que digam "apenas áudio" ou "apenas vídeo" no respectivo nome abreviado. Se a multimédia não for composta por apenas áudio ou por apenas vídeo, então aplicam-se todos os restantes critérios de sucesso.

A multimédia também pode ser apresentada em directo ou pré-gravada. Cada um dos nomes abreviados do critério de sucesso indica se o critério de sucesso se aplica a multimédia em directo ou pré-gravada.

Multimédia sincronizada está definida no glossário como:

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que o conteúdo em multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

Tenha em atenção que um ficheiro de áudio acompanhado por interacção está aqui abrangido, uma vez que é um ficheiro composto por apenas vídeo que envolve interacção. Estes ficheiros são abrangidos porque a interacção tem de ocorrer num determinado período de tempo. Dispor de uma transcrição de texto que diga, "para mais informações, clique agora," não seria muito útil, uma vez que o leitor não faria qualquer ideia de quando surgiria a palavra "agora" no áudio. Como resultado, seriam necessárias legendas sincronizadas.

Por vezes, existe tanto diálogo que não é possível encaixar a áudio-descrição nas pausas existentes no diálogo. A opção no Nível A para fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo, em vez de uma áudio-descrição para multimédia sincronizada, iria permitir o acesso a todas as informações da multimédia sincronizada. Esta opção também permite o acesso às informações visuais em formato sem ser visual quando a áudio-descrição não é fornecida por alguma outra razão.

Para multimédia sincronizada que inclui interacção, os elementos interactivos (por exemplo, links) podem ser incorporados na alternativa para multimédia baseada no tempo.

Esta directriz também inclui (no Nível AAA) a interpretação em língua gestual para multimédia sincronizada, bem como uma abordagem designada por áudio-descrição alargada. Na áudio-descrição alargada, o vídeo é bloqueado periodicamente para permitir a introdução de mais áudio-descrição do que é possível nas pausas existentes no diálogo. Este é um caso em que os Critérios de Sucesso de um nível superior se baseiam nos requisitos de um Critério de Sucesso de nível inferior, com a intenção de dispor de requisitos acumulativos e progressivamente mais fortes.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 1.2 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre para cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Apenas áudio e Apenas vídeo (Pré-gravado):
Noções sobre o CS 1.2.1

1.2.1 Apenas áudio e Apenas vídeo (Pré-gravado): As seguintes afirmações, no que respeita a multimédia composta por apenas áudio pré-gravado e por apenas vídeo pré-gravado, são verdadeiras, excepto quando o áudio ou o vídeo forem, eles próprios, uma alternativa em multimédia para texto e forem claramente identificados como tal: (Nível A)

  • Apenas áudio pré-gravado: É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que apresenta informações equivalentes para o conteúdo composto por apenas áudio pré-gravado.

  • Apenas vídeo pré-gravado: É fornecida uma faixa de áudio ou uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que apresenta informações equivalentes para o conteúdo composto por apenas vídeo pré-gravado.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é tornar disponíveis as informações transmitidas através de conteúdo composto por apenas áudio pré-gravado e por apenas vídeo pré-gravado a todos os utilizadores. As alternativas para multimédia baseada no tempo, que são baseadas no texto, tornam as informações acessíveis, uma vez que o texto pode ser apresentado através de qualquer modalidade sensorial (por exemplo, visual, auditiva ou táctil) para satisfazer as necessidades do utilizador. No futuro, o texto também poderá ser convertido em símbolos, língua gestual ou formas mais simples da linguagem (futuro).

Para conteúdo composto por vídeo pré-gravado, os autores têm a opção de fornecer uma faixa de áudio. Isto permite que os utilizadores com e sem deficiência da visão revejam o conteúdo em simultâneo. A abordagem também pode facilitar a compreensão do conteúdo, por parte das pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem, uma vez que irá fornecer uma apresentação paralela.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.9 Apenas áudio (Em Directo)

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas que têm dificuldades em perceber conteúdos visuais. A tecnologia de apoio pode ler alternativas em texto em voz alta, apresentá-las visualmente ou convertê-las em braille.

  • As alternativas para multimédia baseada no tempo, que são baseadas no texto, podem ajudar algumas pessoas que têm dificuldade em compreender o significado do conteúdo composto por vídeo pré-gravado.

  • As pessoas surdas, com dificuldades de audição, ou que têm problemas em compreender informações de áudio por qualquer motivo, podem ler a apresentação do texto. Está em curso investigação na área da tradução automática de texto para língua gestual.

  • As pessoas surdocegas podem ler o texto em braille.

  • Além disso, o texto suporta a capacidade de pesquisar conteúdo não textual e de reproduzir conteúdo em várias formas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.1

  • Uma gravação áudio de um discurso

    O link para um clip de áudio diz, "Discurso do Presidente na Assembleia." É fornecido um link para uma transcrição de texto imediatamente a seguir ao link para o clip de áudio.

  • Uma gravação áudio de uma conferência de imprensa

    Uma página Web inclui um link para uma gravação áudio de uma conferência de imprensa que identifica a gravação áudio. A página também dispõe de um link para uma transcrição de texto da conferência de imprensa. A transcrição inclui uma gravação literal de tudo o que os oradores dizem. Identifica quem está a falar e também regista outros sons significativos que fazem parte da gravação, tais como aplausos, risadas, perguntas da assistência, e assim sucessivamente.

  • Uma animação que ilustra como funciona o motor de um automóvel

    Uma animação mostra como funciona o motor de um automóvel. Não existe áudio e a animação faz parte de uma lição prática que descreve como funciona um motor. Uma vez que o texto da lição prática já fornece uma explicação completa, a multimédia é uma alternativa ao texto e a alternativa em texto inclui apenas uma breve descrição da animação e faz referência ao texto da lição prática para obter mais informações.

  • Um ficheiro composto por apenas vídeo com uma faixa de áudio

    Um filme mudo inclui uma faixa de áudio que inclui uma descrição da acção do vídeo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.1 - Apenas áudio e Apenas vídeo (Pré-gravado)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se o conteúdo for apenas de áudio pré-gravado:
  1. G158: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo para conteúdo composto por apenas áudio

Situação B: Se o conteúdo for composto por apenas vídeo pré-gravado:
  1. G159: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo para conteúdo composto por apenas vídeo

  2. G166: Fornecer áudio que descreva o conteúdo importante do vídeo e o descreva como tal

Técnicas Adicionais (de tipo Aconselhada) para o 1.2.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma transcrição de uma apresentação composta por apenas vídeo em directo após o acontecimento (futuro link)

  • Aceder, através de um link, a informações textuais que fornecem informações comparáveis (por ex., para uma câmara Web de trânsito, um município pode fornecer um link para o relatório de trânsito em texto.) (futuro link)

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, de informações auditivas e visuais baseadas no tempo, e que fornece um meio para atingir os resultados de qualquer interacção baseada no tempo

Nota: Um guião utilizado para criar conteúdo em multimédia sincronizada só cumpre esta definição se tiver sido corrigido para representar de forma precisa a multimédia sincronizada final após a edição.

apenas áudio

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas áudio (sem vídeo e sem interacção)

alternativa em multimédia para texto

multimédia que não apresenta mais informação do que a que já se encontra presente no texto (directamente ou por intermédio de alternativas em texto)

Nota: É fornecida uma alternativa em multimédia para texto para aqueles que beneficiam de alternativas às representações de texto. As alternativas em multimédia para texto podem ser compostas por apenas áudio, apenas vídeo (incluindo vídeo de língua gestual) ou por áudio-vídeo.

pré-gravado

informação sem ser em directo

apenas vídeo

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas vídeo (sem áudio e sem interacção)


Legendas (Pré-gravadas):
Noções sobre o CS 1.2.2

1.2.2 Legendas (Pré-gravadas): São fornecidas legendas para todo o conteúdo composto por áudio pré-gravado  em multimédia sincronizada, excepto quando a multimédia for uma alternativa em multimédia para texto e for claramente identificada como tal. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir às pessoas surdas ou com dificuldades de audição a visualização das apresentações em multimédia sincronizada. As legendas fornecem a parte do conteúdo disponível através da faixa de áudio. As legendas não só incluem o diálogo, como também identificam quem está a falar e incluem informações sem fala transmitidas através de som, incluindo efeitos sonoros importantes.

Reconhece-se que, actualmente, poderá ser difícil criar legendas para material urgente, e isto pode fazer com que o autor se depare com a escolha de adiar as informações até as legendas estarem disponíveis, ou publicar o conteúdo urgente que está inacessível aos surdos, pelo menos durante o período de tempo até as legendas estarem disponíveis. Ao longo do tempo, as ferramentas de legendagem, bem como a integração da legendagem no processo de apresentação podem diminuir ou eliminar esses adiamentos.

As legendas não são necessárias quando a própria multimédia sincronizada é uma apresentação alternativa das informações que também são apresentadas através de texto na página Web. Por exemplo, se as informações de uma página forem acompanhadas por uma apresentação em multimédia sincronizada que não apresente mais informações do que as já apresentadas no texto, mas a compreensão para pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem ou de aprendizagem for mais fácil, então não serão necessárias legendas, uma vez que as informações já são apresentadas na página em texto ou em alternativas em texto (por ex., imagens).

Consulte também as Noções sobre o critério de Sucesso 1.2.4 Legendas (Em Directo).

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.2

  • As pessoas surdas ou com dificuldades de audição podem aceder às informações auditivas no conteúdo em multimédia sincronizada através de legendas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.2

  • Uma lição prática com legendas

    Um clip de vídeo mostra como dar um nó. As legendas dizem,

    "(música)

    Utilizar corda para dar nós era um talento importante

    para os marinheiros, soldados ou habitantes das florestas."

    Excerto do Exemplo da Formatação da Transcrição por Whit Anderson.

  • Um documento legal complexo contém clips de multimédia sincronizada para diferentes parágrafos, que mostram uma pessoa a expor os conteúdos do parágrafo. Cada clip está associado ao respectivo parágrafo. Não são fornecidas legendas para a multimédia sincronizada.

  • Um manual de instruções com a descrição de uma parte e a respectiva abordagem necessária é acompanhado por um clip de multimédia sincronizada que mostra a parte na respectiva abordagem correcta. Não são fornecidas legendas para o clip de multimédia sincronizada.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.2 - Legendas (Pré-gravadas)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G93: Fornecer legendas abertas (sempre visíveis)

  2. G87: Fornecer legendas ocultas utilizando qualquer formato de multimédia prontamente disponível que tenha um leitor de vídeo que suporte legendas ocultas

  3. G87: Fornecer legendas ocultas utilizando qualquer uma das técnicas de tecnologia específica indicadas abaixo

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma nota com a informação "Não são utilizados quaisquer sons neste clip" para clips compostos por apenas vídeo (futuro link)

  • Utilizar SMIL 1.0 para fornecer legendas para todos os idiomas para os quais existam faixas de áudio (futuro link)

  • Utilizar SMIL 2.0 para fornecer legendas para todos os idiomas para os quais existam faixas de áudio (futuro link)

Termos-Chave

áudio

a tecnologia da reprodução de som

Nota: O áudio pode ser criado sinteticamente (incluindo a síntese de fala), gravado a partir de sons reais, ou ambos.

legendas

imagens sincronizadas e/ou alternativa em texto para informação de áudio, com ou sem fala, necessárias para compreender o conteúdo em multimédia

Nota 1: Estas legendas são semelhantes às legendas só de diálogo, à excepção de que transmitem não só o conteúdo do diálogo falado, como também equivalentes à informação de áudio sem diálogo, necessários para compreender o conteúdo do programa, incluindo efeitos sonoros, música, risos, localização e identificação do interlocutor.

Nota 2: As Legendas Ocultas são equivalentes que podem ser activados e desactivados com alguns leitores multimédia.

Nota 3: As Legendas Abertas são legendas que não podem ser desactivadas. Por exemplo, se as legendas forem imagens de texto equivalentes à parte visual, incorporadas no vídeo.

Nota 4: As legendas não devem ocultar nem obstruir informações relevantes do vídeo.

Note 5: Em alguns países, as legendas de diálogo e de áudio e as legendas só de diálogo designam-se ambas por "legendas".

Nota 6: As áudio-descrições podem ser legendadas, mas não obrigatoriamente, uma vez que são descrições de informações que já se encontram presentes visualmente.

alternativa em multimédia para texto

multimédia que não apresenta mais informação do que a que já se encontra presente no texto (directamente ou por intermédio de alternativas em texto)

Nota: É fornecida uma alternativa em multimédia para texto aos que beneficiam de representações alternativas de texto. As alternativas em multimédia para texto podem ser compostas por apenas áudio, apenas vídeo (incluindo vídeo de língua gestual) ou por áudio-vídeo.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Áudio-Descrição ou Alternativa em Multimédia (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.3

1.2.3 Áudio-Descrição ou Alternativa em Multimédia (Pré-gravada): É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo ou uma áudio-descrição do conteúdo composto por vídeo pré-gravado para multimédia sincronizada, excepto quando a multimédia for uma alternativa em multimédia para texto e for claramente identificada como tal. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer às pessoas que são cegas ou que têm deficiência da visão o acesso às informações visuais numa apresentação em multimédia sincronizada. Este Critério de Sucesso descreve duas abordagens, que podem ambas ser utilizadas.

Uma das abordagens é fornecer áudio-descrição do conteúdo do vídeo. A áudio-descrição aumenta a parte áudio da apresentação com as informações necessárias quando a parte vídeo não se encontra disponível. Durante as pausas existentes no diálogo, a áudio-descrição fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário e texto no ecrã, que são importantes e não são descritas ou referidas na banda sonora principal.

A outra abordagem implica fornecer todas as informações da multimédia sincronizada (visuais e auditivas) em formato de texto. Uma alternativa para multimédia baseada no tempo fornece uma descrição contínua de tudo o que se passa no conteúdo em multimédia sincronizada. A alternativa para multimédia baseada no tempo tanto lê um guião como um livro. Ao contrário da áudio-descrição, a descrição da parte vídeo não se limita apenas às pausas no diálogo existente. São fornecidas descrições completas de todas as informações visuais, incluindo o contexto visual, as acções e expressões dos actores, e qualquer outro material visual. Além disso, são descritos os sons sem fala (risos, vozes fora do plano, etc.), e são incluídas transcrições de todo o diálogo. A sequência da descrição e das transcrições do diálogo é igual à sequência da própria multimédia sincronizada. Como resultado, a alternativa para multimédia baseada no tempo pode fornecer uma representação muito mais completa do conteúdo em multimédia sincronizada do que somente a áudio-descrição.

Se existir alguma interacção como parte da apresentação em multimédia sincronizada (por ex., "para responder à pergunta, pressione agora"), então a alternativa para multimédia baseada no tempo fornecerá hiperligações ou o que for necessário para fornecer a mesma funcionalidade.

Nota 1: Para o 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.7, se todas as informações da faixa de vídeo já se encontrarem na faixa de áudio, não é necessária nenhuma áudio-descrição.

Nota 2: O 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.8 sobrepõem-se, de algum modo, uns aos outros. Esta situação destina-se a dar alguma escolha ao autor no nível de conformidade mínimo, e a fornecer requisitos adicionais a níveis superiores. No Nível A do Critério de Sucesso 1.2.3, os autores têm a opção de fornecer uma áudio-descrição ou uma alternativa em texto completa. Se pretenderem estar em conformidade com o Nível AA do Critério de Sucesso 1.2.5, os autores têm de fornecer uma áudio-descrição - um requisito já cumprido se escolheram essa alternativa para o 1.2.3, caso contrário, um requisito adicional. No Nível AAA do Critério de Sucesso 1.2.8, têm de fornecer uma descrição de texto alargada. Este é um requisito adicional se o 1.2.3 e o 1.2.5 tiverem sido cumpridos mediante fornecimento apenas de uma áudio-descrição. Contudo, se o 1.2.3 tiver sido cumprido mediante o fornecimento de uma descrição de texto, e o requisito 1.2.5 para uma áudio-descrição tiver sido cumprido, então o 1.2.8 não adiciona novos requisitos.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.5 Áudio-Descrição (Pré-gravada), Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.7 Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada) e Noções sobre o Critério de Sucesso 1.2.8 Alternativa em Multimédia (Pré-gravada).

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.3

  • Este Critério de Sucesso pode ajudar algumas pessoas que tenham dificuldades em ver o vídeo ou outro conteúdo em multimédia sincronizada, incluindo pessoas com dificuldades em perceber ou compreender imagens em movimento.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.3

  • Um filme com uma áudio-descrição.

    Narrador: Um título, "Ensinar Estudos de Evolução. Bonnie Chen. " Uma professora mostra fotografias de pássaros com bicos longos e finos.

    Bonnie Chen: "Estas fotografias foram todos tiradas em Everglades."

    Narrador: A professora dá dois paus de madeira finos e lisos a cada aluno.

    Bonnie Chen: "Hoje, vão fingir que são uma espécie de ave pernalta que tem um bico como este."

    Narrador: A professora segura dois dos paus com a boca fazendo a forma de um bico.

    Transcrição do áudio com base nos primeiros minutos de "Ensinar Estudos de Evolução, Bonnie Chen" (copyright WGBH e Clear Blue Sky Productions, Inc.)

  • Uma alternativa para multimédia baseada no tempo para um vídeo de formação

    Uma empresa compra um vídeo de Formação para ser utilizado pelos seus funcionários e coloca-o na Intranet da empresa. O vídeo explica a utilização de uma nova tecnologia e apresenta uma pessoa a falar e a mostrar coisas ao mesmo tempo. Uma vez que não há espaço para inserir uma áudio-descrição das demonstrações visuais durante as pausas do diálogo, a empresa fornece uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que todos os funcionários, incluindo os que não podem ver as demonstrações, podem utilizar para compreender melhor o que está a ser apresentado.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.3 - Áudio-Descrição ou Alternativa em Multimédia (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma áudio-descrição em várias linguagens em SMIL 1.0 (futuro link)

  • Fornecer uma áudio-descrição em várias linguagens em SMIL 2.0 (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.2.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, de informações auditivas e visuais baseadas no tempo, e que fornece um meio para atingir os resultados de qualquer interacção baseada no tempo

Nota: Um guião utilizado para criar conteúdo em multimédia sincronizada só cumpre esta definição se tiver sido corrigido para representar de forma precisa a multimédia sincronizada final após a edição.

áudio-descrição

narração adicionada à banda sonora para descrever detalhes visuais importantes que não podem ser compreendidos a partir apenas da banda sonora principal

Nota 1: A áudio-descrição do vídeo fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário, texto no ecrã e outro conteúdo visual.

Nota 2: Na áudio-descrição normal, a narração é adicionada durante as pausas existentes no diálogo. (Consulte também a áudio-descrição alargada).

Nota 3: Se todas as informações sobre o vídeo já estiverem incluídas no áudio, não é necessária qualquer áudio-descrição adicional.

Nota 4: Também designada por "vídeo-descrição" e "narrativa descritiva".

alternativa em multimédia para texto

multimédia que não apresenta mais informação do que a que já se encontra presente no texto (directamente ou por intermédio de alternativas em texto)

Nota: É fornecida uma alternativa em multimédia para texto aos que beneficiam de representações alternativas de texto. As alternativas em multimédia para texto podem ser compostas por apenas áudio, apenas vídeo (incluindo vídeo de língua gestual) ou por áudio-vídeo.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

vídeo

a tecnologia de imagens em movimento ou sequência

Nota: O vídeo pode ser composto por imagens animadas ou fotográficas, ou ambas.


Legendas (Em Directo):
Noções sobre o CS 1.2.4

1.2.4 Legendas (Em Directo): São fornecidas legendas para todo o conteúdo composto por áudio em directo em multimédia sincronizada. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas surdas ou com dificuldades de audição possam ver apresentações em tempo real . As legendas fornecem a parte do conteúdo disponível através de uma faixa de áudio. As legendas não só incluem diálogo, como também identificam quem está a falar e registam efeitos sonoros e outro áudio significativo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.4

  • As pessoas surdas ou com dificuldades de audição podem aceder às informações auditivas do conteúdo em multimédia sincronizada através de legendas.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.4

  • Uma Webcast

    Uma agência de informação fornece uma Webcast com legendas e em directo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.4 - Legendas (Em Directo)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G9: Criar legendas para multimédia sincronizada em directo E G93: Fornecer legendas abertas (sempre visíveis)

  2. G9: Criar legendas para multimédia sincronizada em directo E G87: Fornecer legendas ocultas utilizando qualquer formato de multimédia prontamente disponível que disponha de um leitor de vídeo que suporte legendas ocultas

  3. G9: Criar legendas para multimédia sincronizada em directo E G87: Fornecer legendas ocultas utilizando uma das seguintes técnicas:

Nota: As legendas podem ser geradas utilizando um serviço de conversão de texto em tempo real.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(Actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 1.2.4

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio

a tecnologia da reprodução de som

Nota: O áudio pode ser criado sinteticamente (incluindo a síntese de fala), gravado a partir de sons reais, ou ambos.

legendas

imagens sincronizadas e/ou alternativa em texto para informação de áudio, com ou sem fala, necessárias para compreender o conteúdo em multimédia

Nota 1: Estas legendas são semelhantes às legendas só de diálogo, à excepção de que transmitem não só o conteúdo do diálogo falado, como também equivalentes à informação de áudio sem diálogo, necessários para compreender o conteúdo do programa, incluindo efeitos sonoros, música, risos, localização e identificação do interlocutor.

Nota 2: As Legendas Ocultas são equivalentes que podem ser activados e desactivados com alguns leitores multimédia.

Note 3: Legendas Abertas são legendas que não podem ser desactivadas. Por exemplo, se as legendas forem imagens de texto equivalentes à parte visual, incorporadas no vídeo.

Nota 4: As legendas não devem ocultar nem obstruir informações relevantes do vídeo.

Nota 5: Em alguns países, as legendas de diálogo e de áudio e as legendas só de diálogo designam-se ambas por "legendas".

Nota 6: As áudio-descrições podem ser legendadas, mas não obrigatoriamente, uma vez que são descrições de informações que já se encontram presentes visualmente.

em directo

informação obtida a partir de um acontecimento real e transmitida ao receptor com apenas um ligeiro atraso na transmissão

Nota 1: Um atraso na transmissão consiste num pequeno atraso (normalmente automatizado) utilizado, por exemplo, para dar tempo ao transmissor de colocar em fila de espera ou censurar a transmissão do áudio (ou vídeo), mas não o tempo suficiente para permitir uma edição significativa.

Nota 2: Se a informação for totalmente gerada por computador, então não é em directo.

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Áudio-Descrição (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.5

1.2.5 Áudio-Descrição (Pré-gravada): É fornecida uma áudio-descrição para todo o conteúdo composto por vídeo pré-gravado em multimédia sincronizada. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer ás pessoas que são cegas ou com deficiência da visão o acesso às informações visuais numa apresentação multimédia sincronizada. A áudio-descrição aumenta a parte áudio da apresentação com as informações necessárias quando a parte vídeo não está disponível. Durante as pausas existentes no diálogo, a áudio-descrição fornece informações sobre as acções, as personagens, as mudanças de cenário e o texto no ecrã, que são importantes e não são descritas ou faladas na banda sonora principal.

Nota 1: Para o 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.7, se todas as informações da faixa de vídeo já se encontrarem na faixa de áudio, não é necessária nenhuma áudio-descrição.

Nota 2: O 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.8 sobrepõem-se, de algum modo, uns aos outros. Esta situação destina-se a dar alguma escolha ao autor no nível de conformidade mínimo, e a fornecer requisitos adicionais a níveis superiores. No Nível A do Critério de Sucesso 1.2.3, os autores têm a opção de fornecer uma áudio-descrição ou uma alternativa em texto completa. Se pretenderem estar em conformidade com o Nível AA do Critério de Sucesso 1.2.5, os autores têm de fornecer uma áudio-descrição - um requisito já cumprido se escolheram essa alternativa para o 1.2.3, caso contrário, um requisito adicional. No Nível AAA do Critério de Sucesso 1.2.8, têm de fornecer uma descrição de texto alargada. Este é um requisito adicional se o 1.2.3 e o 1.2.5 tiverem sido cumpridos mediante fornecimento apenas de uma áudio-descrição. Contudo, se o 1.2.3 tiver sido cumprido mediante o fornecimento de uma descrição de texto, e o requisito 1.2.5 para uma áudio-descrição tiver sido cumprido, então o 1.2.8 não adiciona novos requisitos.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.5

  • As pessoas que são cegas ou têm baixa visão, bem como as pessoas com limitações cognitivas que têm dificuldade em interpretar visualmente o que está a acontecer, beneficiam da áudio-descrição das informações visuais.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.5

  • Um filme com uma áudio-descrição.

    Narrador: Um título, "Ensinar Estudos de Evolução. Bonnie Chen." Uma professora mostra fotografias de pássaros com bicos longos e finos.

    Bonnie Chen: "Estas fotografias foram todas tiradas em Everglades."

    Narrador: A professora dá dois paus de madeira finos e lisos a cada aluno.

    Bonnie Chen: "Hoje, vão fingir que são uma espécie de ave pernalta que tem um bico como este."

    Narrador: A professora segura dois dos paus com a boca fazendo a forma de um bico.

    Transcrição do áudio com base nos primeiros minutos de "Ensinar Estudos de Evolução, Bonnie Chen" (copyright WGBH e Clear Blue Sky Productions, Inc.)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.5 - Áudio-Descrição (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma áudio-descrição em múltiplos idiomas em SMIL 1.0 (futuro link)

  • Fornecer uma áudio-descrição em múltiplos idiomas em SMIL 2.0 (futuro link)

  • Fornecer uma áudio-descrição para multimédia sincronizada em directo (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.2.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio-descrição

narração adicionada à banda sonora para descrever detalhes visuais importantes que não podem ser compreendidos a partir apenas da banda sonora principal

Nota 1: A áudio-descrição do vídeo fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário, texto no ecrã e outro conteúdo visual.

Nota 2: Na áudio-descrição normal, a narração é adicionada durante as pausas existentes no diálogo. (Consulte também a áudio-descrição alargada).

Nota 3: Se todas as informações sobre o vídeo já estiverem incluídas no áudio, não é necessária qualquer áudio-descrição adicional.

Nota 4: Também designada por "vídeo-descrição" e "narrativa descritiva".

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

vídeo

a tecnologia de imagens em movimento ou sequência

Nota: O vídeo pode ser composto por imagens animadas ou fotográficas, ou ambas.


Língua Gestual (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.6

1.2.6 Língua Gestual (Pré-gravada): É fornecida interpretação em língua gestual para todo o conteúdo composto por áudio pré-gravado em multimédia sincronizada. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas surdas ou com dificuldades de audição, e que são fluentes numa língua gestual, compreendam o conteúdo de uma faixa de áudio de apresentações em multimédia sincronizada. O texto escrito, tal como o encontrado nas legendas, é, muitas vezes, uma segunda língua. Uma vez que a língua gestual tem a capacidade de fornecer entoação, emoção e outras informações de áudio que se reflectem na interpretação em língua gestual, mas não nas legendas, a interpretação em língua gestual fornece um acesso mais rico e equivalente à multimédia sincronizada. As pessoas que comunicam extensivamente em língua gestual também são mais rápidas em língua gestual e a multimédia sincronizada é uma apresentação baseada no tempo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.6

  • As pessoas cujo idioma humano é uma língua gestual, por vezes têm uma capacidade de leitura limitada. Estas pessoas podem não conseguir ler e compreender as legendas e, por conseguinte, necessitam de interpretação em língua gestual para ter acesso ao conteúdo em multimédia sincronizada.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.6

  • Exemplo 1. Uma empresa vai fazer um anúncio importante a todos os seus funcionários. A reunião realizar-se-á na sede principal e será transmitida para a Web. No local da reunião, estará um intérprete de língua gestual. O vídeo em directo permite visualizar completamente o intérprete de língua gestual, bem como o orador.

  • Exemplo 2. O mesmo anúncio descrito no exemplo 1 também será transmitido pela Web para os funcionários que estão distantes. Uma vez que existe apenas uma visualização disponível, o intérprete de língua gestual será apresentado no canto do visor.

  • Exemplo 3. Uma universidade fornece uma versão online de uma determinada conferência, criando uma apresentação em multimédia sincronizada do professor que está a dar a conferência. A apresentação inclui o vídeo do professor a falar e a demonstrar uma experiência científica. É criada uma interpretação em língua gestual da conferência e apresentada na Web com a versão em multimédia sincronizada.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.6 - Língua Gestual (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.6

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas de Metadados
  • Utilizar metadados para associar alternativas em língua gestual de um vídeo para permitir a escolha da língua gestual (futuro link)

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para várias traduções de língua gestual em inglês (ASL, SASL, BSL, Auslan, ISL, NZSL) de uma página Web.

Falhas Comuns para o CS 1.2.6

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.6 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio

a tecnologia da reprodução de som

Nota: O áudio pode ser criado sinteticamente (incluindo a síntese de fala), gravado a partir de sons reais, ou ambos.

pré-gravado

informação sem ser em directo

interpretação em língua gestual

tradução de uma língua, normalmente uma língua falada, para língua gestual

Nota: As verdadeiras línguas gestuais são línguas independentes não relacionadas com a(s) língua(s) faladas do mesmo país ou região.

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.7

1.2.7 Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada): Quando as pausas no áudio do primeiro plano forem insuficientes para permitir que as áudio-descrições transmitam o sentido do vídeo, é fornecida uma áudio-descrição alargada para todo o conteúdo composto por vídeo pré-gravado em multimédia sincronizada. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer às pessoas que são cegas ou que têm deficiência da visão acesso a uma apresentação em multimédia sincronizada que está para além do que é fornecido por uma áudio-descrição normalizada. Isto é efectuado congelando periodicamente a apresentação em multimédia sincronizada, reproduzindo áudio-descrição adicional. A apresentação em multimédia sincronizada é, em seguida, retomada.

Uma vez que a visualização para as pessoas que não necessitam de descrição adicional é interrompida, são, muitas vezes, fornecidas técnicas que permitem activar e desactivar a funcionalidade. Em alternativa, podem ser fornecidas versões com e sem a descrição adicional.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.2.7

  • As pessoas que são cegas, as pessoas com baixa visão que não conseguem ver o ecrã, bem como as pessoas com limitações cognitivas que têm dificuldades em interpretar visualmente o que está a acontecer, utilizam, muitas vezes, a áudio-descrição das informações visuais. Contudo, se existir demasiado diálogo, a áudio-descrição é insuficiente. A áudio-descrição alargada pode fornecer as informações adicionais necessárias para compreender o vídeo.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.7

  • Exemplo 1. Vídeo de uma conferência. Um professor de física está a dar uma conferência. Ele faz desenhos à mão no quadro, falando rapidamente enquanto desenha. Assim que acaba de debater um problema, apaga o desenho e faz outro enquanto continua a falar e a gesticular com a outra mão. O vídeo é colocado em pausa entre os problemas, e é fornecida uma áudio-descrição alargada dos desenhos e gestos do professor; em seguida, o vídeo é retomado.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.7 - Áudio-Descrição Alargada (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G8: Fornecer um filme com áudio-descrições alargadas utilizando uma das seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.7

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Adicionar uma áudio-descrição alargada em múltiplos idiomas em SMIL 1.0 (futuro link)

  • Adicionar uma áudio-descrição alargada em múltiplos idiomas em SMIL 2.0 (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.2.7

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.7 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

áudio-descrição

narração adicionada à banda sonora para descrever detalhes visuais importantes que não podem ser compreendidos a partir apenas da banda sonora principal

Nota 1: A áudio-descrição do vídeo fornece informações sobre acções, personagens, mudanças de cenário, texto no ecrã e outro conteúdo visual.

Nota 2: Na áudio-descrição normal, a narração é adicionada durante as pausas existentes no diálogo. (Consulte também a áudio-descrição alargada).

Nota 3: Se todas as informações sobre o vídeo já estiverem incluídas no áudio, não é necessária qualquer áudio-descrição adicional.

Nota 4: Também designada por "vídeo-descrição" e "narrativa descritiva".

áudio-descrição alargada

áudio-descrição adicionada a uma apresentação audiovisual, fazendo uma pausa no vídeo, de forma a haver tempo para adicionar a descrição

Nota: Esta técnica só é utilizada se o sentido do vídeo se perder sem a áudio-descrição adicional e as pausas entre o diálogo/narração forem demasiado curtas.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

vídeo

a tecnologia de imagens em movimento ou sequência

Nota: O vídeo pode ser composto por imagens animadas ou fotográficas, ou ambas.


Alternativa em Multimédia (Pré-gravada):
Noções sobre o CS 1.2.8

1.2.8 Alternativa em Multimédia (Pré-gravada): É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo para toda a multimédia sincronizada pré-gravada e para toda a multimédia composta por apenas vídeo pré-gravada. (Nível AAA)

Finalidades deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é disponibilizar material áudio-visual a pessoas cuja visão é demasiado fraca para lerem as legendas com precisão, e cuja audição é demasiado fraca para ouvirem o diálogo e a áudio-descrição com precisão. Isto é efectuado, fornecendo uma alternativa para multimédia baseada no tempo.

Esta abordagem implica fornecer todas as informações da multimédia sincronizada (visuais e auditivas) em formato de texto. Uma alternativa para multimédia baseada no tempo fornece uma descrição contínua de tudo o que se passa no conteúdo em multimédia sincronizada. A alternativa para multimédia baseada no tempo lê algo como um livro. Ao contrário da áudio-descrição, a descrição da parte vídeo não se limita apenas às pausas no diálogo existente. São fornecidas descrições completas de todas as informações visuais, incluindo o contexto visual, as acções e expressões dos actores, e qualquer outro material visual. Além disso, são descritos os sons sem fala (risos, vozes fora do plano, etc.), e são incluídas transcrições de todo o diálogo. A sequência das descrições e das transcrições do diálogo é igual à sequência da própria multimédia sincronizada. Como resultado, a alternativa para multimédia baseada no tempo pode fornecer uma representação muito mais completa do conteúdo em multimédia sincronizada do que somente a áudio-descrição.

Se existir alguma interacção como parte da apresentação em multimédia sincronizada (por ex., "para responder à pergunta, pressione agora"), então a alternativa para multimédia baseada no tempo fornecerá hiperligações ou o que for necessário para fornecer a mesma funcionalidade.

As pessoas, cuja visão é demasiado fraca para lerem legendas com precisão e cuja audição é demasiado fraca para ouvirem o diálogo com precisão, podem aceder à alternativa para multimédia baseada no tempo utilizando uma linha braille.

Nota 1: Para o 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.7, se todas as informações da faixa de vídeo já se encontrarem na faixa de áudio, não é necessária nenhuma áudio-descrição.

Nota 2: O 1.2.3, o 1.2.5 e o 1.2.8 sobrepõem-se, de algum modo, uns aos outros. Esta situação destina-se a dar alguma escolha aos autores no nível de conformidade mínimo, e a fornecer requisitos adicionais a níveis superiores. No Nível A do Critério de Sucesso 1.2.3, os autores têm a opção de fornecer uma áudio-descrição ou uma alternativa em texto completa. Se pretenderem estar em conformidade com o Nível AA do Critério de Sucesso 1.2.5, os autores têm de fornecer uma áudio-descrição - um requisito já cumprido se escolheram essa alternativa para o 1.2.3, caso contrário, um requisito adicional. No Nível AAA do Critério de Sucesso 1.2.8, têm de fornecer uma descrição de texto alargada. Este é um requisito adicional se o 1.2.3 e o 1.2.5 tiverem sido cumpridos mediante fornecimento apenas de uma áudio-descrição. Contudo, se o 1.2.3 tiver sido cumprido mediante o fornecimento de uma descrição de texto, e o requisito 1.2.5 para uma áudio-descrição tiver sido cumprido, então o 1.2.8 não adiciona novos requisitos.

Benefícios específicos do Critério de Sucesso 1.2.8

  • As pessoas que não vêem bem ou são cegas e as pessoas que não ouvem bem ou são surdas podem aceder às informações em apresentações áudio-visuais.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.8

  • Exemplo 1. Alternativa para multimédia baseada no tempo para um vídeo de formação

    Um centro social compra um vídeo de Formação para ser utilizado pelos seus clientes e coloca-o na Intranet do centro. O vídeo explica a utilização de uma nova tecnologia e inclui uma pessoa a falar e a mostrar coisas ao mesmo tempo. O centro social fornece uma alternativa para multimédia baseada no tempo, que todos os clientes, incluindo os que não podem ver as demonstrações nem ouvir as explicações da multimédia sincronizada, podem utilizar para compreender melhor o que está a ser apresentado.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(Actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.8 - Alternativa em Multimédia (Pré-gravada)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se o conteúdo for multimédia sincronizada pré-gravada:
  1. G69: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo utilizando uma das seguintes técnicas

Situação B: Se o conteúdo for composto por apenas vídeo pré-gravado:
  1. G159: Fornecer uma alternativa para multimédia baseada no tempo para conteúdo composto por apenas vídeo

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.8

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 1.2.8

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.8 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, de informações auditivas e visuais baseadas no tempo, e que fornece um meio para atingir os resultados de qualquer interacção baseada no tempo

Nota: Um guião utilizado para criar conteúdo em multimédia sincronizada só cumpre esta definição se tiver sido corrigido para representar de forma precisa a multimédia sincronizada final após a edição.

pré-gravado

informação sem ser em directo

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal

apenas vídeo

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas vídeo (sem áudio nem interacção)


Apenas áudio (Em Directo):
Noções sobre o CS 1.2.9

1.2.9 Apenas áudio (Em Directo): É fornecida uma alternativa para multimédia baseada no tempo que apresenta informações equivalentes para conteúdo composto por apenas áudio em directo. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é tornar as informações transmitidas através de áudio em directo, tais como vídeo-conferência, voz em directo e Webcasts de rádio, acessíveis através da utilização de uma alternativa em texto. Um serviço de legendagem em directo irá permitir que o áudio em directo esteja acessível a pessoas surdas ou com dificuldades de audição, ou que não podem, de outra forma, ouvir o áudio. Estes serviços utilizam um operador humano treinado, que ouve o que está a ser dito e utiliza um teclado especial para introduzir o texto com apenas um pequeno atraso. Eles estão capacitados para capturar um evento em directo com um elevado grau de fidelidade, e ainda inserir notas sobre qualquer áudio não verbalizado essencial para compreender o evento. A transcrição é, às vezes, uma possibilidade se o áudio em directo estiver a seguir um guião definido; mas é preferível um serviço de legendagem em directo porque acompanha o ritmo do próprio áudio e pode adaptar-se a quaisquer desvios que possam ocorrer ao guião.

Utilizar operadores sem formação, ou fornecer uma transcrição que difere nitidamente do que está a acontecer, não será considerado como cumprir este Critério de Sucesso.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.2.9

  • Uma empresa de relações públicas utiliza serviços de legendagem baseados na Web para cobrir eventos em directo; o resultado do serviço é incorporado numa sub-moldura da página Web a qual inclui o controlo da transmissão áudio.

  • Uma peça em directo na rádio de um grupo de teatro alternativo está a ser transmitida para a Web. Como os actores se mantêm muito fiéis ao guião, e o orçamento para o programa é reduzido, os produtores fornecem um link (com autorização do dramaturgo) para o guião da peça.

  • Um servidor de transmissão de áudio utiliza um formato multimédia que pode, igualmente, incluir texto e gráficos, como é o caso do Flash ou do Silverlight. É utilizado um estenógrafo para criar legendas em directo num evento, as quais são misturadas de imediato na transmissão multimédia, podendo ser visualizadas através do leitor multimédia.

  • Um director-geral vai fazer um comunicado à imprensa por telefone, em resposta a uma notícia de última hora. O áudio será gravado e transmitido pela Internet, mas devido a limitações de tempo, não será possível disponibilizar a tempo um serviço de legendagem. Uma vez que o comunicado à imprensa é um comunicado que o director-geral irá ler, a empresa fornece simultaneamente a transcrição do comunicado.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.2.9 - Apenas áudio (Em directo)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.2.9

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar metadados para associar transcrições de texto a conteúdo composto por apenas áudio (futuro link)

    Exemplo: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontam para várias transcrições de texto (inglês, francês, holandês) de um ficheiro de áudio.

Falhas Comuns para o CS 1.2.9

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.2.9 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

alternativa para multimédia baseada no tempo

documento que inclui descrições de texto, correctamente sequenciadas, para informação visual e auditiva baseada no tempo e que fornece um meio para atingir os resultados de uma qualquer interacção baseada no tempo

Nota: O ecrã de execução utilizado para criar o conteúdo em multimédia sincronizada cumprirá esta definição se tiver sido corrigido, após edição, para representar fielmente a multimédia sincronizada final.

apenas áudio

uma apresentação baseada no tempo composta por apenas áudio (sem vídeo e sem interacção)

em directo

informação obtida a partir de um acontecimento real e transmitida ao receptor com um, não mais do que, atraso de transmissão

Nota 1: Um atraso de transmissão é um pequeno atraso (normalmente automatizado) utilizado, por exemplo, para dar tempo ao transmissor de encaminhar ou censurar os feed de áudio (ou vídeo), mas não suficiente para permitir edição significativa.

Nota 2: Se a informação for totalmente gerada por computador, então não é em directo.


Adaptável:
Noções sobre a Directriz 1.3

Directriz 1.3: Criar conteúdo que possa ser apresentado de formas diferentes (por exemplo, uma disposição mais simples) sem perda de informação ou estrutura.

Finalidade da Directriz 1.3

A finalidade desta directriz é garantir que todas as informações estejam disponíveis de forma a serem percebidas por todos os utilizadores, por exemplo, faladas em voz alta, ou apresentadas numa disposição visual mais simples. Se todas as informações estiverem disponíveis de forma a poderem ser determinadas por software, então poderão ser apresentadas aos utilizadores em diferentes formas (visual, auditiva, táctil, etc.). Se as informações estiverem incorporadas numa determinada apresentação, de tal forma que a estrutura e as informações não possam ser determinadas de forma programática pela tecnologia de apoio, então não poderão ser apresentadas noutros formatos, conforme necessário pelo utilizador.

Todos os Critérios de Sucesso desta directriz pretendem garantir que diferentes tipos de informação que estão, muitas vezes, codificados na apresentação, também estejam disponíveis para poderem ser apresentados noutras modalidades.

  • estrutura: a forma como as partes de uma página Web estão organizadas em relação umas às outras; e a forma como um conjunto de páginas Web está organizado

  • apresentação: a apresentação do conteúdo numa forma que possa ser percebida pelos utilizadores

Informações e Relações:
Noções sobre o CS 1.3.1

1.3.1 Informações e Relações: As informações, a estrutura e as relações transmitidas através da apresentação podem ser determinadas de forma programática ou estão disponíveis no texto. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que as informações e as relações que são apresentadas através de formatação visual ou auditiva sejam preservadas quando o formato da apresentação sofrer alterações. Por exemplo, o formato da apresentação muda quando o conteúdo é lido por um leitor de ecrã, ou quando uma folha de estilo do utilizador é substituída pela folha de estilo fornecida pelo autor.

Os utilizadores que fazem uso do sentido da visão percebem a estrutura através da percepção de várias pistas visuais — os cabeçalhos encontram-se, geralmente, num tipo de letra maior e a negrito, separados dos parágrafos por linhas em branco; os itens de uma lista são precedidos por uma marca de item e talvez indentados; os parágrafos estão separados por uma linha em branco; os itens que partilham uma característica comum estão organizados em colunas e linhas de forma tabular; os campos de formulário podem estar posicionados como grupos que partilham etiquetas de texto; pode ser utilizada uma cor de fundo diferente para indicar que vários itens se relacionam entre si; as palavras que têm um estado especial são indicadas mediante alteração do tipo de letra e/ou negrito, itálico ou sublinhado, e assim sucessivamente.

Também poderão ser utilizadas pistas sonoras. Por exemplo, o som do toque de um sino poderá indicar o início de uma nova secção; poderá ser utilizada uma mudança no tom de voz ou no ritmo da fala para realçar informações importantes ou para indicar texto citado; etc.

Quando essas relações forem perceptíveis a um conjunto de utilizadores, poderão tornar-se perceptíveis a todos os utilizadores. Um método para determinar se as informações foram ou não fornecidas de forma adequada a todos os utilizadores é aceder às informações seriadamente em diferentes modalidades.

Se forem implementados links para os itens de um glossário, utilizando elementos anchor - links para marcas existentes no mesmo documento - (ou o elemento link adequado à tecnologia em utilização) e os mesmos forem identificados utilizando um tipo de letra diferente, o utilizador de um leitor de ecrã irá ouvir que o item é um link quando o termo do glossário for encontrado, apesar de poder não receber informações sobre a alteração ao tipo de letra. Um catálogo online poderá indicar preços utilizando um tipo de letra grande de cor vermelha. Um leitor de ecrã ou uma pessoa que não consigam distinguir a cor vermelha dispõem à mesma da informação sobre o preço, desde que este seja precedido pelo símbolo de moeda.

Algumas tecnologias não fornecem um meio para determinar de forma programática alguns tipos de informações e relações. Nesse caso, deverá existir uma descrição em texto das informações e relações. Por exemplo, "todos os campos obrigatórias estão marcados com um asterisco (*)". A descrição em texto deverá estar junto às informações que está a descrever (quando a página estiver linearizada), tal como no elemento principal ou no elemento adjacente.

Também poderão existir casos em que poderá ser necessário avaliar que informações deverão ser apresentadas no texto e o que deverá estar directamente associado, e poderá ser mais apropriado duplicar algumas informações (por exemplo, numa tabela HTML, fornecendo o resumo no parágrafo antes da tabela e no atributo summary da própria tabela). Contudo, sempre que possível, é necessário que as informações sejam determinadas de forma programática, em vez de fornecer uma descrição em texto antes de encontrar a tabela.

Nota: Não é necessário que os valores de cor sejam determinados de forma programática. As informações transmitidas por cor não podem ser apresentadas de forma adequada, simplesmente revelando o valor. Por conseguinte, o Critério de Sucesso 1.4.1 aborda o caso específico da cor, em vez do Critério de Sucesso 1.3.1.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.3.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda pessoas com diferentes incapacidades, permitindo que os agentes de utilizador adaptem o conteúdo de acordo com as necessidades de cada utilizador.

  • Os utilizadores que são cegos (e utilizam um leitor de ecrã) beneficiam quando as informações transmitidas através de cor também estão disponíveis em texto (incluindo alternativas em texto para imagens que utilizam cor para transmitir informações).

  • Os utilizadores que são surdocegos e utilizam linhas braille (texto), poderão não conseguir aceder à informação dependente da cor.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.3.1

  • Um formulário com campos obrigatórios

    Um formulário contém vários campos obrigatórios. As etiquetas para os campos obrigatórios são apresentadas a vermelho. Além disso, no fim de cada etiqueta existe um asterisco, *. As instruções para preencher o formulário indicam que "todos os campos obrigatórios são apresentados a vermelho e assinalados com um asterisco *", seguidos por um exemplo.

  • Um formulário que utiliza cor e texto para indicar os campos obrigatórios

    Um formulário contém campos obrigatórios e opcionais. As instruções no início do formulário explicam que os campos obrigatórios estão identificados com texto a vermelho e também com um ícone, cuja alternativa em texto diz, "Obrigatório." Tanto o texto a vermelho como o ícone estão associados de forma programática aos campos de formulário apropriados, para que os utilizadores de tecnologia de apoio possam determinar os campos obrigatórios.

  • Uma tabela com o horário dos autocarros, em que os cabeçalhos de cada célula podem ser determinados de forma programática

    Um horário de autocarros consiste numa tabela com as paragens de autocarro apresentadas verticalmente na primeira coluna e os diferentes autocarros apresentados horizontalmente na primeira linha. Cada célula contém a hora a que o autocarro chegará à paragem. As células referentes à paragem de autocarro e aos autocarros são identificadas como cabeçalhos para a respectiva linha ou coluna, para que a tecnologia de apoio possa determinar de forma programática que autocarro e que paragem de autocarro estão associados à hora indicada em cada célula.

  • Um formulário em que as etiquetas das caixas de verificação podem ser determinadas de forma programática

    Num formulário, as etiquetas de cada caixa de verificação podem ser determinadas de forma programática através da tecnologia de apoio

  • Um documento de texto

    Um simples documento de texto está formatado com duas linhas em branco antes dos títulos, asteriscos para indicar itens de lista e outras convenções de formatação normais, para que a respectiva estrutura possa ser determinada de forma programática.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.3.1 - Informações e Relações

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem suficientes para essa situação.

Situação A: A tecnologia fornece uma estrutura semântica para transmitir as informações e as relações através de uma apresentação determinável de forma programática:
  1. G115: Utilizar elementos semânticos para marcar a estruturaEH49: Utilizar a marcação semântica para assinalar texto especial ou realçado (HTML)

  2. G117: Utilizar texto para transmitir informações que são transmitidas através de variações na apresentação do texto

  3. G140: Separar as informações e a estrutura da apresentação para permitir diferentes apresentações

  4. Transmitir informações e relações através da apresentação determinável de forma programática utilizando as seguintes técnicas:

Situação B: A tecnologia em utilização NÃO fornece a estrutura semântica para transmitir as informações e relações através de uma apresentação determinável de forma programática:
  1. G117: Utilizar texto para transmitir informações que são transmitidas através de variações na apresentação do texto

  2. Transmitir informações e relações através da apresentação determinável de forma programática ou disponível no texto, utilizando as seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.3.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 1.3.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.3.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG.

Termos-Chave

apresentação

apresentar o conteúdo de forma a ser compreendido pelos utilizadores

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API acessível que é suportada pela generalidade da tecnologia de apoio disponível.

relações

associações com sentido entre unidades de conteúdo distintas

estrutura
  1. O modo como as partes de uma página Web estão organizadas em relação umas às outras; e

  2. O modo como um conjunto de páginas Web está organizado


Sequência com Significação:
Noções sobre o CS 1.3.2

1.3.2 Sequência com Significação: Quando a sequência na qual o conteúdo é apresentado afecta o seu significado, uma sequência de leitura correcta pode ser determinada de forma programática. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que um agente de utilizador forneça uma apresentação alternativa do conteúdo, preservando, ao mesmo tempo, a ordem de leitura necessária para compreender o significado. É importante que seja possível determinar de forma programática, no mínimo, uma sequência do conteúdo que faça sentido. O conteúdo que não cumpra este Critério de Sucesso pode confundir ou desorientar os utilizadores, quando a tecnologia de apoio ler o conteúdo pela ordem errada, ou quando forem aplicadas folhas de estilo alternativas ou outras alterações de formatação.

Uma sequência tem significação se a ordem do conteúdo na sequência não puder ser alterada sem afectar o respectivo significado. Por exemplo, se uma página incluir dois artigos independentes, a ordem relativa dos artigos poderá não afectar o respectivo significado, desde que não estejam entre folhas. Numa situação dessas, os próprios artigos poderão ter uma sequência com significação, mas a caixa que contém os artigos poderá não ter uma sequência com significação.

A semântica de alguns elementos define se o respectivo conteúdo é ou não uma sequência com significação. Por exemplo, em HTML, o texto é sempre uma sequência com significação. As tabelas e as listas ordenadas são sequências com significação, ao contrário das listas desordenadas.

A ordem do conteúdo numa sequência nem sempre tem significação. Por exemplo, a ordem relativa da secção principal de uma página Web e uma secção de navegação não afectam o respectivo significado. Podem ocorrer por qualquer ordem na sequência de leitura determinada de forma programática. Outro exemplo é um artigo de uma revista que contém várias barras laterais de chamada. A ordem do artigo e as barras laterais não afectam o respectivo significado. Nestes casos, existem várias ordens diferentes de leitura de uma página Web para cumprir o Critério de Sucesso.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.3.2

  • Este Critério de Sucesso pode ajudar as pessoas que dependem de tecnologias de apoio que lêem o conteúdo em voz alta. O significado evidente na sequência das informações na apresentação predefinida será o mesmo quando o conteúdo for apresentado em formato de voz.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.3.2

  • Exemplo 1: Num documento com várias colunas, a apresentação linear do conteúdo começa no início de uma coluna até ao fim da mesma e, em seguida, avança para o início da próxima coluna.

  • Exemplo 2: Usou-se CSS para colocar uma barra de navegação, a história principal numa página, e uma história colateral. A apresentação visual das secções não corresponde à ordem determinada de forma programática, mas o significado da página não depende da ordem das secções.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.3.2 - Sequência com Significação

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.3.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar texto alinhado à esquerda para idiomas que são escritos da esquerda para a direita, e texto alinhado à direita para idiomas que são escritos da direita para a esquerda (futuro link)

  • Fornecer um link para apresentação linearizada (futuro link)

  • Fornecer um comutador de estilo entre as folhas de estilo que afectam a ordem da apresentação (futuro link)

Termos-Chave

sequência de leitura correcta

qualquer sequência, na qual as palavras e os parágrafos são apresentados numa ordem que não altera o significado do conteúdo

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API acessível que é suportada pela generalidade da tecnologia de apoio disponível.


Características Sensoriais:
Noções sobre o CS 1.3.3

1.3.3 Características Sensoriais: As instruções fornecidas para compreender e utilizar o conteúdo não dependem somente das características sensoriais dos componentes, tais como forma, tamanho, localização visual, orientação ou som. (Nível A)

Nota: Para obter os requisitos relacionados com a cor, consulte a Directriz 1.4.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todos os utilizadores possam aceder às instruções sobre como utilizar o conteúdo, mesmo quando não conseguem compreender a forma ou o tamanho, ou utilizar as informações sobre a orientação ou localização dos espaços. Determinado conteúdo depende do conhecimento da forma ou posição dos objectos que não estão disponíveis a partir da estrutura do conteúdo (por exemplo, "botão circular" ou "botão para a direita"). Alguns utilizadores com incapacidades não conseguem compreender a forma ou a posição devido à natureza das tecnologias de apoio que utilizam. Este Critério de Sucesso requer que as informações adicionais sejam fornecidas para clarificar tudo o que seja dependente deste tipo de informações.

Contudo, fornecer informações utilizando a forma e/ou localização é um método eficaz para muitos utilizadores, incluindo os que têm limitações cognitivas. O fornecimento desses tipos de diferenciadores de informação (pistas/referências) não deve ser desencorajado, desde que a informação também seja fornecida de outras formas.

Em alguns idiomas, a palavra "acima" é geralmente entendida por se referir a conteúdo que é anterior ao ponto do conteúdo em que estamos e "abaixo" refere-se ao conteúdo posterior. Nesses idiomas, se o conteúdo a referenciar se encontrar na posição apropriada face ao fluxo de leitura e as referências não forem ambiguas, declarações como "escolha um dos links abaixo" ou "todos os indicados acima" estarão em conformidade com este Critério de Sucesso.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.3.3

  • As pessoas que são cegas e as pessoas que têm baixa visão poderão não ser capazes de compreender a informação se esta for transmitida através da forma e/ou localização. Fornecer informação adicional, para além da forma e/ou localização, permitir-lhes-á compreender a informação transmitida pela forma e/ou de per si.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.3.3

  • Exemplo 1: Um horário de provas de competição utiliza a cor e a forma para distinguir o horário de cada prova

    A tabela apresenta uma lista de horários na linha superior e uma lista de provas na primeira coluna vertical. A célula que corresponde ao horário de uma determinada prova tem uma cor de fundo específica e um glifo em forma de losango, para poder ser identificada pela cor e pela forma.

  • Exemplo 2: Um inquérito online de várias páginas

    Um inquérito online de várias páginas utiliza um link implementado como um ícone com uma seta a verde, colocado no canto inferior direito do conteúdo, para passar de uma página do inquérito para a seguinte. A seta tem a indicação "Seguinte" e as instruções indicam "Para passar para a secção seguinte do inquérito, seleccione o ícone de seta a verde com a indicação "Seguinte" no canto inferior direito, depois da última questão do inquérito." Este exemplo utiliza o posicionamento, a cor e a identificação para ajudar a identificar o ícone.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.3.3 - Características Sensoriais

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.3.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar uma imagem com uma alternativa em texto para símbolos gráficos, em vez de um glifo de tipo de letra Unicode com o aspecto gráfico pretendido, mas com um significado diferente (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.3.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.3.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .


Distinguível:
Noções sobre a Directriz 1.4

Directriz 1.4: Tornar fácil aos utilizadores ver e ouvir o conteúdo, incluindo a separação do primeiro plano e do plano de fundo.

Finalidade da Directriz 1.4

Enquanto algumas directrizes se concentram em tornar a informação disponível de uma forma que pode ser apresentada em formatos alternativos, esta directriz tem por finalidade fazer com que a apresentação predefinida seja, o mais possível, fácil de perceber por pessoas com incapacidades. A atenção principal reside em tornar fácil aos utilizadores a separação da informação existente no primeiro plano e no plano de fundo. No caso de apresentações visuais, isto implica verificar se a informação apresentada sobre um plano de fundo contrasta suficientemente com o referido plano de fundo. Para apresentações áudio, isto implica verificar se os sons em primeiro plano são significativamente mais altos que os sons de fundo. As pessoas com incapacidades visuais e auditivas têm mais dificuldade em separar a informação do primeiro plano da informação do plano de fundo.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 1.4 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas nem são de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Utilizar tipos de letra legíveis (futuro link)

  • Verificar se o texto em imagens de texto tem, no mínimo, um tamanho de 14 pontos e um bom contraste (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo de realce bem visível para links ou controlos quando estes recebem o foco do teclado (futuro link)

Utilização da Cor:
Noções sobre o CS 1.4.1

1.4.1 Utilização da Cor: A cor não é utilizada como o único meio visual de transmitir informação, indicar uma acção, pedir uma resposta ou distinguir um elemento visual. (Nível A)

Nota: Este critério de sucesso aborda especificamente a percepção da cor. Outras formas de percepção são abrangidas na Directriz 1.3, incluindo o acesso programático à cor e a outra codificação de apresentação visual.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todos os utilizadores possam aceder às informações que são transmitidas através de diferentes cores, ou seja, utilizando as cores, em que cada cor tem um significado próprio. Se as informações forem transmitidas através de cores diferentes numa imagem (ou outro formato não textual), a cor poderá não ser distinguida por utilizadores que sofrem de daltonismo. Neste caso, fornecer as informações transmitidas através de outro meio visual garante que os utilizadores que não conseguem distinguir as cores consigam perceber a informação.

As cores são um instrumento importante na concepção de conteúdos da Web, aumentando a sua componente estética, a sua usabilidade, a sua acessibilidade. Contudo, alguns utilizadores têm dificuldade em percepcionar as cores. As pessoas com baixa visão frequentemente denotam limitada percepção das cores, e muitos utilizadores idosos não distinguem as cores correctamente. Além disso, as pessoas que utilizam ecrãs e browsers só de texto, ecrãs e browsers de cor limitada ou monocromáticos ficarão impossibilitados de aceder à informação apresentada com base apenas na cor.

Exemplos de informação transmitida pela diferenciação da cor: “os campos obrigatórios estão a vermelho", “o erro é apresentado a vermelho" e “as vendas da Mary estão a vermelho, as do Tom estão a azul". Os exemplos de indicações de uma acção incluem: utilização da cor para indicar que um link irá abrir numa nova janela ou que uma entrada na base de dados foi actualizada com sucesso. Um exemplo de pedido de resposta seria: a utilização do realce em campos de formulários para indicar que um campo obrigatório não foi preenchido.

Nota: Isto não deverá, em caso algum, desencorajar a utilização de cores numa página, ou mesmo de codificações das cores se for redundante com outra indicação visual.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.1

  • Os utilizadores com baixa visão têm, frequentemente, uma percepção limitada das cores.

  • Alguns utilizadores idosos podem não conseguir distinguir as cores correctamente.

  • Os utilizadores que têm cegueira às cores beneficiam quando a informação transmitidas pela cor está disponível noutras formas visuais.

  • As pessoas que utilizam ecrãs apenas texto, de cor limitada ou monocromáticas podem não ser capazes de aceder a informação cor-dependente.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.1

  • Um formulário que utiliza a cor e o texto para indicar os campos obrigatórios.

    Um formulário contém campos obrigatórios e campos opcionais. As instruções no início do formulário explicam que os campos obrigatórios estão identificados com texto a vermelho e com um ícone cuja alternativa em texto refere que é "Obrigatório". Tanto o texto a vermelho como o ícone estão adequadamente associados de forma programática aos campos do formulário, para que os utilizadores de tecnologias de apoio possam determinar os campos obrigatórios.

  • Um exame.

    Os alunos visualizam uma imagem SVG de um composto químico e identificam os elementos químicos presentes com base nas cores utilizadas no diagrama. As alternativas em texto associadas a cada elemento indicam a cor do elemento e a posição do mesmo no diagrama. Os alunos que não conseguem distinguir as cores dispõem das mesmas informações sobre o composto que os seus colegas. (Esta técnica também cumpre a Directriz 1.1 Nível A.)

  • Elementos de formulário desactivados.

    Os elementos de formulário que estão desactivados através de marcação ou scripting, encontram-se acinzentados e apresentam-se inactivos perante o agente de utilizador. Quando estão desactivados, estes elementos não recebem o foco. As tecnologias de apoio podem determinar de forma programática o estado dos elementos desactivados e disponibilizar esta informação ao utilizador à medida que os elementos são encontrados na página. A alteração da cor e a perda de foco fornecem informação visual redundante sobre o estado do controlo.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.1 - Utilização de cores

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se for utilizada a cor de determinadas palavras, planos de fundo ou outros conteúdos para indicar informações:
  1. G14: Garantir que a informação transmitida através da diferenciação de cores está também disponível em texto

  2. G122: Incluir pistas textuais sempre que forem utilizadas pistas por cores

  3. G182: Garantir que estão disponíveis pistas visuais adicionais quando forem utilizadas diferentes cores de texto para transmitir informação

  4. G183: Utilizar uma relação de contraste de 3:1 com a envolvente ao texto e fornecer pistas visuais adicionais para o foco de links ou controlos nos casos em que estes são identificados apenas pela cor

Situação B: Se for utilizada cor numa imagem para transmitir informações:
  1. G111: Utilizar cores e padrões

  2. G14: Garantir que a informação transmitida pela diferenciação de cores está também disponível em texto

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.


Controlo de Áudio:
Noções sobre o CS 1.4.2

1.4.2 Controlo de Áudio: Se qualquer som existente numa página Web tocar automaticamente durante mais de 3 segundos, ou está disponível um mecanismo para fazer uma pausa ou parar o som, ou está disponível um mecanismo para controlar o volume do som, independentemente do volume do sistema na sua generalidade. (Nível A)

Nota: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo na página Web (quer seja ou não utilizado para cumprir outros critérios de sucesso) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Finalidade deste Critério de Sucesso

As pessoas que utilizam software de leitura de ecrã podem ter dificuldade em ouvir a saída de voz se estiver a ser reproduzido outro áudio em simultâneo. Esta dificuldade é ainda mais acentuada quando a saída de voz do leitor de ecrã é baseada em software (tal como a maioria o é hoje em dia) e controlada pelo mesmo controlo de volume que o som. Assim, é importante que o utilizador possa desligar o som de fundo. Nota: ter o controlo do volume significa também poder reduzir o seu volume para zero.

Nota: A reprodução automática do áudio quando se entra numa página pode afectar a capacidade de um utilizador de leitor de ecrã de encontrar o mecanismo que o faz parar, uma vez que estes utilizadores navegam com o auxílio da audição e os sons que iniciam automaticamente podem interferir com essa navegação. Desta forma, não recomendamos a utilização de sons que iniciem de forma automática (sobretudo se durarem mais de 3 segundos) e recomendamos que o som inicie após uma acção iniciada pelo utilizador ao entrar na página, em vez de ser necessário que o som seja parado por uma acção do utilizador ao chegar a essa página.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.7 Som Baixo ou Sem Som de Fundo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.2

  • As pessoas que utilizam tecnologias de leitura de ecrã conseguem ouvir o leitor de ecrã sem que existam outros sons em simultâneo. Isto é especialmente importante para as pessoas com dificuldades de audição e para aquelas cujos leitores de ecrã utilizam o volume do sistema (por isso não podem baixar o som e aumentar o som do leitor de ecrã).

  • Este Critério de Sucesso também beneficia as pessoas com dificuldades em concentrarem-se no conteúdo visual (incluindo texto) quando o áudio está a ser reproduzido.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.2

  • Um ficheiro de áudio inicia automaticamente assim que uma página é aberta. Contudo, o áudio pode ser parado pelo utilizador, seleccionando o link "silêncio" no topo da página.

  • Uma página Flash splash com som que toca e depois pára em menos de 3 segundos.

  • Uma página Flash splash com som que toca automaticamente inclui um controlo no topo da página que permite ao utilizador desligar o som.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.2 - Controlo do Áudio

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma preferência que abranja todo o sítio da Web para desligar o áudio e fornecer um controlo perto do início da página Web que desligue os sons que tocam automaticamente (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.4.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.


Contraste (Mínimo):
Noções sobre o CS 1.4.3

1.4.3 Contraste (Mínimo):A apresentação visual de texto e imagens de texto tem uma relação de contraste de, no mínimo, 4.5:1, excepto para o seguinte: (Nível AA)

  • Texto Ampliado: Texto ampliado e imagens compostas por texto ampliado têm uma relação de contraste de, no mínimo, 3:1;

  • Texto em Plano Secundário: Texto ou imagens de texto que fazem parte de um componente de interface de utilizadorinactivo, que são meramente decorativos, que não estão visíveis para ninguém, ou que são parte de uma imagem que inclui outro conteúdo visual significativo, não têm requisito de contraste.

  • Logótipos: O texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial não tem requisito de contraste.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo para que o texto possa ser lido por pessoas com dificuldades de visão moderadas (que não utilizem tecnologias de apoio para realçar o contraste). Para as pessoas que não têm dificuldades em percepcionar a cor, a tonalidade e a intensidade das cores têm um efeito mínimo, ou mesmo nenhum, na legibilidade, como se pode avaliar no desempenho de leitura (Knoblauch et al., 1991). A dificuldade de percepção da cor pode, até certo ponto, afectar o contraste da luminescência. Desta forma, na recomendação, o contraste é calculado de modo a que a cor não seja um factor-chave para que as pessoas que têm défice de visão da cor também possam dispor de um contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo.

O texto que é decorativo e que não transmite informação é excluído. Por exemplo, se forem utilizadas palavras aleatórias para criar um plano de fundo e as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade, então o texto é decorativo e não precisa de cumprir este critério.

O texto ampliado e com espaçamento maior entre caracteres é mais fácil de ler num contraste menor. Por conseguinte, o requisito de contraste para texto ampliado é menor. Isto permite que os autores utilizem uma gama de cores mais vasta para texto ampliado, o que é útil para o design de páginas, sobretudo títulos. O texto com tamanho 18 ou 14 a negrito é considerado como sendo suficientemente grande para necessitar de uma relação de contraste menor. (Consulte o The American Printing House for the Blind - Directrizes para Caracteres Ampliados e o The Library of Congress - Directrizes para Caracteres Ampliados em Recursos). "Tamanho 18 " e "negrito" podem ambos ter significados diferentes em tipos de letra diferentes, mas, excepto para tipos de letra muito finos ou pouco comuns, deverão ser suficientes. Uma vez que existem muitos tipos de letra diferentes, são utilizados os tamanhos normais, e é incluída uma nota fazendo referência a tipos de letra mais elaborados ou finos.

Os requisitos de contraste para texto anteriormente mencionados também se aplicam a imagens de texto (texto que foi convertido em pixéis e depois guardado em formato de imagem), tal como referido no Critério de Sucesso 1.4.3.

Este requisito aplica-se a situações em que as imagens de texto pretendem ser entendidas como texto. O texto em plano secundário, tal como em fotografias que incluem uma tabuleta na estrada, não é apresentado, nem o texto que, por alguma razão, deve estar invisível a todos os utilizadores. O texto estilizado, tal como em logótipos de empresas, deverá ser tratado em relação à sua função na página, o que poderá ou não justificar a inclusão do conteúdo na alternativa em texto. As directrizes de empresas que abordem mais do que o logótipo não estão incluídas na excepção.

Nesta norma existe a excepção que deve ser lida como "existem partes da imagem que contêm outro conteúdo visual significativo". Esta excepção tem a intenção de separar as imagens que incorporam nelas próprias texto daquelas cujo texto foi colocado na imagem para obter um efeito particular e servirem de substitutas de texto.

Nota 1: Algumas pessoas com incapacidades cognitivas necessitam de combinações de cores ou tonalidades com um contraste menor e, desta forma, permitimos e recomendamos que os autores forneçam mecanismos para ajustar as cores do primeiro plano e de fundo do conteúdo. Algumas das combinações possíveis podem ter níveis de contraste mais baixos do que aqueles encontrados no Critério de Sucesso. Isto não constitui uma violação deste Critério de Sucesso desde que exista um mecanismo que permita voltar aos valores predefinidos apresentados no Critério de Sucesso.

Nota 2: Não e possível ajustar as imagens de texto tão bem como o próprio texto, pois têm tendência a ficar pixelizadas. É também mais difícil alterar o contraste e as combinações de cores no primeiro plano e no plano de fundo para imagens de texto, que são necessárias para alguns utilizadores. Como tal, sugerimos a utilização de texto sempre que possível, e quando não for possível, forneça uma imagem com maior resolução.

Embora este Critério de Sucesso se aplique apenas a texto, ocorrem problemas semelhantes para dados apresentados em gráficos e diagramas. Deve ser também fornecido um bom contraste de cor para os dados apresentados nestes formatos.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.6 Contraste (Melhorado).

Razões para as Relações Escolhidas

Uma relação de contraste de 3:1 é o nível mínimo recomendado pelas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] para texto e visão normais. De acordo com estas normas, a relação de 4.5:1 é utilizada nesta norma para compensar a perda de contraste que resulta de uma acuidade visual moderadamente baixa, de défice de percepção da cor congénito ou adquirido, ou da perda de sensibilidade de contraste típica da idade.

As razões baseiam-se na a) adopção da relação de contraste de 3:1 para um contraste mínimo aceitável para pessoas sem problemas de visão, de acordo com a norma ANSI, e b) nas conclusões empíricas de que a acuidade visual de 20/40 está associada a uma perda de sensibilidade de contraste de cerca de 1,5 [ARDITI-FAYE]. Um utilizador com uma acuidade visual de 20/40 necessitaria, então, de uma relação de contraste de 3 * 1,5 = 4,5 para 1. Seguindo as conclusões empíricas análogas e a mesma lógica, o utilizador com uma acuidade visual de 20/80 necessitaria de um contraste de cerca de 7:1.

As tonalidades são distinguidas de modo diferente por utilizadores com défice de visão para a cor (tanto congénito como adquirido), que resultam em cores e contrastes de luminescência relativa diferentes em relação a utilizadores sem problemas de visão. Devido a este facto, o contraste e legibilidade efectivos são diferentes para estas pessoas. Contudo, os défices de percepção da cor são tão diversos que não é viável estabelecer pares de cores gerais efectivos (para contraste) com base em dados quantitativos. Um bom contraste de luminescência já fornece isto ao requerer um contraste independente da percepção de cores. Felizmente, a maior parte dos contributos da luminescência advém de receptores de onda média e onda larga, que em grande parte se sobrepõem ao apresentarem o espectro de cor. O resultado é que o contraste de luminescência efectivo pode normalmente ser computorizado sem ter em atenção tipos de défices de percepção da cor específicos, excepto na utilização de cores de comprimento de onda predominantemente longo sobre cores mais escuras (normalmente preto) para as pessoas com protanopia. (Fornecemos uma técnica de tipo aconselhada sobre como evitar a utilização do vermelho sobre preto por esse motivo). Para mais informações, consulte [ARDITI-KNOBLAUCH] [ARDITI-KNOBLAUCH-1996] [ARDITI].

A relação de contraste de 4.5:1 foi escolhida para o nível AA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/40. (20/40 é calculado aproximadamente para 4.5:1.) 20/40 é normalmente considerado como sendo a acuidade visual normal para pessoas idosas, com cerca de 80 anos. [GITTINGS-FOZARD]

A relação de contraste de 7:1 foi escolhida para o nível AAA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/80. As pessoas com um nível de perda de visão superior utilizam normalmente tecnologias de apoio para aceder aos seus conteúdos (e as tecnologias de apoio dispõem normalmente de uma funcionalidade para melhorar o contraste e a capacidade de ampliação). O nível 7:1 compensa normalmente a perda de sensibilidade de contraste sentida pelos utilizadores com baixa visão que não utilizam tecnologias de apoio e permite também melhorar o contraste nos casos de défice de percepção da cor.

Nota: Os cálculos apresentados nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] são para o corpo de texto. É fornecida uma relação de contraste mais flexível para texto de maior dimensão.

Notas sobre fórmulas

A conversão de valores RGB não lineares para lineares baseia-se na norma IEC/4WD 61966-2-1 [IEC-4WD] e em "A Standard Default Color Space for the Internet - sRGB" [sRGB]Um Espaço de Cor Predefinida Padrão para a Internet).

A fórmula (L1/L2) para o contraste baseia-se nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] .

A norma ANSI/HFS 100-1988 estipula que a luz ambiente seja incluída nos cálculos de L1 e L2. O valor de,05 utilizado baseia-se no Brilho de Visualização Normal da norma [IEC-4WD] e na comunicação [sRGB] de M. Stokes et al.

Este Critério de Sucesso e suas definições utilizam os termos "relação de contraste" e "luminescência relativa" em vez de "luminescência" para mostrar que o conteúdo da Web não emite luz por si próprio. A relação de contraste fornece o grau de luminescência relativa resultante quando apresentada (visto que é uma relação, não tem dimensão).

Nota 1: Consulte os recursos relacionados para obter uma lista das ferramentas que utilizam a relação de contraste para analisar o contraste do conteúdo da Web.

Nota 2: Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.4.7 Foco Visível para obter as técnicas para indicar o foco do teclado.

Nota 3: Por vezes, é conveniente os autores não especificarem as cores para determinadas secções de uma página para ajudar os utilizadores que necessitam de visualizar conteúdos com combinações de cores específicas a visualizar os conteúdos no seu esquema de cores preferido. Para mais informações, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.5 Imagens de Texto .

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.3

  • Pessoas com baixa visão têm, frequentemente, dificuldade em ler texto que não faça contraste com o plano de fundo. Isto pode tornar-se ainda mais acentuado se a pessoa sofrer de um tipo de défice de visão da cor que reduza o contraste ainda mais. Fornecer uma relação de contraste de luminescência mínima entre o texto e o fundo pode tornar o texto mais legível, mesmo se a pessoa não distinguir a gama completa de cores. Também funciona para as pessoas que não distinguem qualquer cor.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.3 - Contraste (Mínimo)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • G156: Utilizar uma tecnologia que disponha de agentes de utilizador normalmente disponíveis que possam alterar o primeiro plano e o fundo dos blocos de texto

  • Utilizar um valor de contraste mais elevado para texto que se encontre sobre um fundo com um padrão (futuro link)

  • Utilizar folhas de estilo e texto Unicode em vez de imagens de texto (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para linhas em diagramas (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para combinações de texto/fundo em vermelho-preto (futuro link)

  • Utilizar cores compostas essencialmente por componentes que se situem a meio do espectro de cores para o claro e extremos do espectro de cores (comprimento de ondas azuis e vermelhas) para o escuro

  • Utilizar um fundo bege em vez de um plano de fundo branco por detrás de texto a preto para criar um contraste suficiente mas não extremo (futuro link)

  • Criar ícones utilizando desenhos de linhas simples que cumpram as normas de contraste para texto (futuro link)

  • Fornecer um contraste de cores suficiente em gráficos e diagramas (futuro link)

  • Utilizar uma relação de contraste de 3:1 ou superior como a apresentação predefinida (futuro link)

  • Fornecer contraste de cores suficiente para campos de texto vazios (futuro link)

Termos-Chave

relação de contraste

(L1 + 0,05) / (L2 + 0,05), em que

Nota 1: As relações de contraste podem variar entre 1 a 21 (normalmente indicado por 1:1 a 21:1).

Nota 2: Uma vez que os autores não têm controlo sobre as definições de utilizador, quanto à forma como o texto é apresentado, (por exemplo, tipo de letra polida ou não pixelizada), a relação de contraste para o texto pode ser avaliada com a não pixelização desactivada.

Nota 3: Para os fins dos Critérios de Sucesso 1.4.3 e 1.4.6, é medido o contraste do fundo especificado, sobre o qual o texto é apresentado em utilização normal. Se não for especificada nenhuma cor de fundo, é assumida a cor branca

Nota 4: A cor de fundo é a cor especificada do conteúdo sobre o qual o texto deve ser apresentado em utilização normal. Ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de fundo especificada quando a cor do texto está especificada, uma vez que a cor de fundo predefinida do utilizador é desconhecida e não pode ser avaliada relativamente à existência de contraste suficiente. Pela mesma razão, ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de texto especificada quando a cor de fundo está especificada.

Nota 5: Se existir um rebordo à volta da letra, o rebordo pode adicionar contraste e ser utilizado para calcular o contraste entre a letra e o respectivo fundo. Um rebordo estreito à volta da letra é utilizado como a própria letra. Um rebordo largo à volta da letra, que preenche os detalhes interiores da mesma, funciona como uma auréola e será considerado como fundo.

Nota 6: A conformidade das WCAG deve ser avaliada relativamente aos pares de cores especificados no conteúdo, que um autor esperaria ver aparecer de modo adjacente em apresentação normal. Os autores não necessitam de considerar apresentações invulgares, tais como alterações de cor efectuadas pelo agente de utilizador, excepto quando provocadas pelo código dos autores.

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

tamanho grande (texto)

com, pelo menos, 18 pontos ou 14 pontos negrito, ou um tamanho de letra que produza um tamanho equivalente para tipos de letra em chinês, japonês e coreano

Nota 1: Tipos de letra com traços extraordinariamente finos ou características e aspectos invulgares, que reduzam a familiaridade dos seus formatos de letras, são mais difíceis de ler, sobretudo com níveis de contraste mais baixos.

Nota 2: O tamanho de letra é o tamanho com que o conteúdo é apresentado. Não inclui o redimensionamento que poderá ser feito pelo utilizador.

Nota 3: O tamanho actual do carácter que o utilizador vê depende do tamanho definido pelo autor e do ecrã do utilizador ou das definições do agente de utilizador. Para a generalidade dos tipos de letra convencionais, 14 e 18 pontos é mais ou menos equivalente a 1,2 e 1,5 'em', ou a 120% ou 150% do tamanho definido por defeito para o texto existente no body (assumindo que o tamanho de letra do body está a 100%); mas os autores teriam de verificar este aspecto para os tipos de letra específicos em utilização. Quando os tipos de letra são definidos em unidades relativas, a dimensão do ponto é calculado pelo agente de utilizador que os vai mostrar. Quando avalia este critério de sucesso, o tamanho do ponto deve ser obtido a partir do agente de utilizador, ou calculado com base nas métricas para caracteres tal como o faz o agente de utilizador, Os utilizadores com baixa visão ficariam responsáveis por escolher as definições adequadas.

Nota 4: Quando se utiliza texto sem especificar o tamanho de letra, o tamanho de letra mais pequeno usado nos principais browsers para texto não especificado deverá ser um tamanho razoável. Se um cabeçalho de nível 1 é apresentado em 14pt e negrito, ou superior, nos principais browsers, então será razoável considerar que se trata de texto efectivamente grande. De modo similar a escala relativa pode ser calculada a partir dos tamanhos predefinidos.

Nota 5: Os tamanhos 18 e 14 pontos para textos romanos têm como referência o tamanho mínimo para impressão em grande escala (14pt) e o padronizado tamanho de letra maior (18pt). Para outros tipos de letra, tais como os utilizados para o chinês, japonês e coreano, os tamanhos "equivalentes" seriam os tamanhos mínimos usados para impressão e o tamanho a seguir de maior dimensão usado como padrão de impressão nesses idiomas.

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estético, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário com palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador".


Redimensionar texto:
Noções sobre o CS 1.4.4

1.4.4 Redimensionar texto: Excepto para legendas e imagens de texto, o texto pode ser redimensionado sem tecnologia de apoio até 200% sem perder conteúdo ou funcionalidade. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que o texto apresentado visualmente, incluindo os controlos baseados no texto (caracteres de texto que tenham sido apresentados para que possam ser visualizados [em oposição a caracteres de texto que ainda se encontrem em formato de dados, tais como ASCII]) possa ser ajustado com êxito, para ser lido directamente por pessoas com incapacidades visuais pouco graves, sem ser necessário utilizar tecnologias de apoio, tais como um ampliador de ecrã. O ajuste de todo o conteúdo da página Web poderá beneficiar os utilizadores, contudo o texto é mais importante.

O ajuste do conteúdo é, em primeiro lugar, uma responsabilidade do agente de utilizador. Os agentes de utilizador que cumprem o Ponto de Verificação 4.1 das UAAG 1.0 permitem aos utilizadores configurar o tamanho do texto. A responsabilidade do autor é criar conteúdos da Web que não impeçam o agente de utilizador de ajustar o conteúdo de modo eficaz. Os autores podem cumprir este Critério de Sucesso verificando se o conteúdo não interfere com o suporte dos agentes de utilizador em matéria de redimensionamento de texto, incluindo os controlos baseados no texto, ou fornecendo suporte directo para redimensionar texto ou alterar a disposição do mesmo. Um exemplo de suporte directo pode ser através de scripts do lado do servidor que possam ser utilizados para atribuir folhas de estilo diferentes.

No caso de conteúdos HTML, o autor não pode assentar o seu desenvolvimento no agente de utilizador para satisfazer este Critério de Sucesso uma vez que os utilizadores podem não ter acesso a um agente de utilizador com suporte de zoom (ampliar/reduzir). Por exemplo, se trabalharem num ambiente que requer a utilização de IE 6 ou Firefox.

Se o autor estiver a utilizar uma tecnologia cujos agentes de utilizador não forneçam suporte de ampliação, o autor é responsável por fornecer este tipo de funcionalidade directamente, ou fornecer conteúdo que funcione com o tipo de funcionalidade disponibilizada pelo agente de utilizador. Se o agente de utilizador não fornecer a funcionalidade de zoom (ampliar/reduzir), mas permitir que o utilizador altere o tamanho do texto, o autor é responsável por garantir que o conteúdo permanece utilizável quando o texto for redimensionado.

Alguns componentes da interface de utilizador que funcionam como uma etiqueta e requerem activação por parte do utilizador para aceder ao conteúdo não são grandes o suficiente para incluir o conteúdo da etiqueta. Por exemplo, em aplicações de correio na Web, a coluna do assunto pode não ser suficientemente grande para incluir todos os possíveis títulos do assunto, mas activar o título do assunto permite ao utilizador aceder à mensagem completa com o título completo do assunto. Em folhas de cálculo baseadas na Web, o conteúdo da célula que é demasiado longo para ser visualizado numa coluna pode ser truncado e o conteúdo total da célula fica disponível ao utilizador quando a célula receber o foco. O conteúdo de um componente da interface de utilizador pode também tornar-se demasiado grande em interfaces de utilizador em que o utilizador pode redimensionar a largura da coluna. Neste tipo de componente da interface de utilizador não é necessária a moldagem da linha; a truncagem é aceitável se o conteúdo total do componente estiver disponível no foco ou após a activação do utilizador, e é fornecida ao utilizador uma indicação de que esta informação pode ser acedida, para além do facto de que se encontra truncada.

O conteúdo cumpre o Critério de Sucesso se for possível aumentá-lo para 200%, ou seja, até duas vezes a largura e altura. Os autores podem suportar o ajuste para além desse limite, contudo, à medida que o ajuste aumenta, as disposições adaptáveis podem provocar problemas de utilização. Por exemplo, as palavras podem ser demasiado extensas para caberem no espaço horizontal disponível, fazendo com que fiquem truncadas; as limitações da disposição podem fazer com que o texto se sobreponha a outro conteúdo quando é aumentado; ou pode caber apenas uma palavra de uma frase em cada linha, fazendo com que a frase seja apresentada numa coluna vertical de texto difícil de ler.

O grupo de trabalho considera que 200% é um ajuste razoável que pode suportar uma vasta gama de designs e disposições e serve de complemento aos ampliadores de ecrã mais antigos que fornecem uma ampliação mínima de 200%. Acima de 200%, o zoom (ampliar/reduzir) (que redimensiona texto, imagens e áreas de disposição e cria uma tela maior que pode necessitar de deslocamento horizontal e vertical) pode ser mais eficaz do que o redimensionamento do texto. A tecnologia de apoio dedicada ao suporte de zoom (ampliar/reduzir) seria normalmente utilizada nesta situação, permitindo uma melhor acessibilidade do que as tentativas feitas pelo autor de suportar o utilizador directamente.

Nota: Não é possível ajustar as imagens de texto tão bem como o próprio texto, pois têm tendência a ficar pixelizadas e, como tal, sugerimos a utilização de texto sempre que possível. É também mais difícil alterar o contraste e as combinações de cores no primeiro plano e no plano de fundo para imagens de texto, que são necessários para alguns utilizadores.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.8 Apresentação Visual.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.4

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com baixa visão, permitindo-lhes aumentar o tamanho do texto em conteúdos para que o possam ler.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.4

  • Um utilizador com deficiência da visão aumenta o tamanho do texto numa página Web num browser de 1 'em' para 1,2 'em'. Se, por um lado, o utilizador não consegue ler o texto com um tamanho mais pequeno, por outro, já será capaz de ler o texto ampliado. Toda a informação na página continua a ser apresentada quando for utilizado um tipo de letra maior no texto.

  • Uma página Web contém um controlo para alterar o ajuste da página. Ao seleccionar as diferentes definições, altera-se a disposição da página de modo a utilizar-se o melhor design para esse ajuste

  • Um utilizador utiliza a função de zoom (ampliar/reduzir) no seu agente de utilizador para alterar o ajuste do conteúdo. Todo o conteúdo será ajustado uniformemente e, se necessário, o agente de utilizador fornecerá barras de deslocamento

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.4 - Redimensionar texto

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Termos-Chave

tecnologia de apoio (tal como é utilizado neste documento)

hardware e/ou software que funcionam como um agente de utilizador, ou juntamente com um agente de utilizador convencional, de modo a fornecer a funcionalidade para cumprir os requisitos de utilizadores com incapacidades, para além dos oferecidos pelos agentes de utilizador convencionais

Nota 1: a funcionalidade fornecida pela tecnologia de apoio inclui apresentações alternativas (por ex., síntese de fala ou conteúdo ampliado), métodos de entrada alternativos (por ex., voz), mecanismos de orientação ou navegação adicionais e transformações de conteúdo (por ex., para tornar as tabelas mais acessíveis).

Nota 2: As tecnologias de apoio comunicam, muitas vezes, dados e mensagens a agentes de utilizador convencionais através da utilização e monitorização de APIs.

Nota 3: A diferença entre agentes de utilizador convencionais e tecnologias de apoio não é absoluta. Muitos agentes de utilizador convencionais fornecem algumas funcionalidades para ajudar pessoas com incapacidades. A principal diferença é que os agentes de utilizador convencionais visam um público mais vasto e diverso que, normalmente, inclui pessoas com e sem incapacidades. As tecnologias de apoio visam um grupo de utilizadores mais restrito, com incapacidades específicas. O apoio fornecido por uma tecnologia de apoio é mais específico e adequado às necessidades do seu público-alvo. O agente de utilizador convencional pode fornecer uma funcionalidade importante às tecnologias de apoio, tal como a aquisição de conteúdo da Web a partir de objectos do programa ou análise da marcação/código em conjuntos identificáveis.

Exemplo: As tecnologias de apoio que são importantes, no contexto deste documento, incluem o seguinte:

  • ampliadores de ecrã, e outros auxiliares de leitura, que são utilizados por pessoas com incapacidades visuais, de percepção e físicas, de forma a poderem alterar a cor, o espaçamento, o tamanho e o tipo de letra do texto, a sincronização com a fala, etc., para melhorar a legibilidade do texto e imagens apresentados;

  • leitores de ecrã, que são utilizados por pessoas cegas para lerem informação textual através de síntese de fala ou braille;

  • software de texto para fala (sintetizador de fala), que é utilizado por algumas pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem para converterem texto em fala sintetizada;

  • software de reconhecimento de voz, que pode ser utilizado por pessoas com algumas incapacidades físicas;

  • teclados alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular o teclado (incluindo teclados alternativos que utilizam ponteiros de cabeça, manípulos simples, dispositivos de sopro/sucção e outros dispositivos de entrada especiais.);

  • dispositivos apontadores alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular activações do botão e do ponteiro do rato.

legendas

imagens sincronizadas e/ou alternativa em texto para informação de áudio, com ou sem fala, necessárias para compreender o conteúdo multimédia

Nota 1: Estas legendas são semelhantes às legendas só de diálogo, à excepção de que transmitem não só o conteúdo do diálogo falado, como também equivalentes à informação de áudio sem diálogo, necessários para compreender o conteúdo do programa, incluindo efeitos sonoros, música, risos, localização e identificação do interlocutor.

Nota 2: As Legendas Ocultas são equivalentes que podem ser activados e desactivados com alguns leitores multimédia.

Nota 3: As Legendas Abertas são legendas que não podem ser desactivadas. Por exemplo, se as legendas forem imagens de texto equivalentes à parte visual, incorporadas no vídeo.

Nota 4: As legendas não devem ocultar nem obstruir informações relevantes do vídeo.

Nota 5: Em alguns países, as legendas de diálogo e de áudio e as legendas só de diálogo designam-se ambas por "legendas".

Nota 6: As áudio-descrições podem ser legendadas, mas não obrigatoriamente, uma vez que são descrições de informações que já se encontram presentes visualmente.

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano


Imagens de Texto:
Noções sobre o CS 1.4.5

1.4.5 Imagens de Texto: Se as tecnologias que estiverem a ser utilizadas puderem proporcionar a apresentação visual, é utilizado texto para transmitir informações em vez de imagens de texto excepto para o seguinte: (Nível AA)

  • Personalizável: A imagem de texto pode ser visualmente personalizada de acordo com os requisitos de utilizador;

  • Essencial: Uma determinada apresentação de texto é essencial para as informações que estão a ser transmitidas.

Nota: Os logótipos (texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial) são considerados essenciais.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é encorajar os autores, que usam tecnologias, que são capazes de obter uma apresentação visual específica que permite às pessoas que necessitam de uma determinada apresentação visual do texto efectuar o respectivo ajustamento conforme as suas necessidades. Isto inclui as pessoas que necessitam que o texto tenha um determinado tamanho de letra, uma determinada cor de primeiro plano e de plano de fundo, tipos de letra, espaçamento entre linhas ou alinhamento.

Se um autor puder utilizar o texto para obter o mesmo efeito visual, deve apresentar a informação como texto em vez de utilizar uma imagem. Se, por alguma razão, o autor não puder formatar o texto para obter o mesmo efeito, o efeito não será apresentado de forma fidedigna nos agentes de utilizador normalmente disponíveis, ou se a utilização de uma tecnologia para cumprir este critério interferir com o cumprimento de outros critérios, tais como o critério 1.4.4, então pode utilizar-se uma imagem de texto. Isto inclui casos em que uma determinada apresentação de texto é essencial para a informação que está a ser transmitida, tal como amostras-tipo, logótipos, marcas, etc. As imagens de texto podem também ser utilizadas para se poder utilizar um determinado tipo de letra que não é muito utilizado, ou que o autor não tem o direito de redistribuir, ou ainda para garantir que o texto não será pixelizado em todos os agentes de utilizador.

As imagens de texto podem também ser utilizadas nos casos em que os utilizadores podem personalizar a imagem de texto para ir ao encontro das suas necessidades.

As técnicas para cumprir este Critério de Sucesso são as mesmas do Critério de Sucesso 1.4.9, com a excepção de que só é necessário aplicá-las se a apresentação visual puder ser obtida com as tecnologias que o autor utiliza. Para o Critério de Sucesso 1.4.9, as técnicas de tipo suficiente só serão aplicáveis quando o utilizador puder personalizar o produto final.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.9 Imagens de Texto (Sem Excepção).

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.5

  • Pessoas com baixa visão (que poderão ter problemas ao ler o texto com a família de tipos de letra, tamanho e/ou cor definidos pelo autor).

  • Pessoas com problemas de fixação do olhar (que poderão ter problemas em ler texto com o espaçamento entre linhas e/ou alinhamento definidos pelo autor).

  • Pessoas com incapacidades cognitivas que afectem a leitura.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.5

  • Cabeçalhos Estilizados

    Em vez de utilizar imagens não vectoriais para apresentar os cabeçalhos num tipo de letra e tamanho específicos, o autor utiliza CSS para obter o mesmo resultado.

  • Imagens Geradas Dinamicamente

    Uma página Web utiliza scripting do lado do servidor para apresentar texto como uma imagem. A página inclui controlos que permitem ao utilizador ajustar o tamanho de letra e as cores do primeiro plano e do plano de fundo da imagem gerada.

  • Uma citação

    Uma página Web contém uma citação. A própria citação é apresentada em texto a itálico, indentada relativamente à margem esquerda. O nome da pessoa a quem a citação é atribuída encontra-se imediatamente a seguir, com um espaçamento de 1,5x entre linhas e com uma indentação ainda maior relativa à margem esquerda. É utilizado CSS para posicionar o texto, definir o espaçamento entre linhas e apresentar a família de tipos de letra, o tamanho, a cor e os elementos decorativos do texto.

  • Itens de navegação

    Uma página Web contém um menu com links de navegação que dispõem de um ícone e de texto para descrever a sua finalidade. É utilizado CSS para apresentar a família de tipos de letra, o tamanho e as cores do primeiro plano e do plano de fundo do texto, bem como o espaçamento entre os links de navegação.

  • Um logótipo que contenha texto

    Um sítio da Web contém o logótipo da organização no canto superior esquerdo de cada página Web. O logótipo é formado, total ou parcialmente, por texto. A apresentação visual do texto é essencial à identidade do logótipo e está incluída como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Representação de uma família de tipos de letra

    Uma página Web contém informação sobre uma determinada família de tipos de letra. A substituição da família de tipos de letra por outro tipo de letra inviabilizaria o objectivo da representação. A representação está inserida como imagem jpeg, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Uma representação de uma letra

    Uma página Web contém uma representação de uma letra original. A apresentação da letra no seu formato original é essencial à informação que está a ser transmitida sobre o período de tempo em que foi escrita. A letra está inserida como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Caracteres de texto simbólicos

    O formulário fornece uma série de botões, incluindo funções para moldar o texto e verificar a ortografia. Alguns dos botões utilizam caracteres de texto que não formam uma sequência que exprima algo em idioma humano. Por exemplo, "B" para aumentar a espessura do tipo de letra, "I" para pôr o texto em itálico e "ABC" para verificar a ortografia. Os caracteres de texto simbólicos são inseridos como imagens gif, que não permitem que as características do texto sejam alteradas. Os botões têm alternativas em texto.

  • Personalizar as definições de tipo de letra em imagens de texto

    Um sítio da Web permite aos utilizadores especificar as definições de tipo de letra e todas as imagens de texto no sítio são, então, fornecidas com base nessas definições.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.5 - Imagens de Texto

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas gerais para conteúdo não textual
  1. Identificar conteúdo informativo não textual (futuro link)

Técnicas CSS
  1. C12: Utilizar percentagens para tamanhos de letra (CSS)

  2. C13: Utilizar tamanhos de letra identificados (CSS)

  3. C14: Utilizar unidades 'em' para tamanhos de letra (CSS)

  4. C8: Utilizar letter-spacing CSS para controlar o espaçamento numa palavra (CSS)

  5. C6: Colocar conteúdo baseado em marcação estrutural (CSS)

  6. Evitar a aplicação de estilo de texto a caracteres de texto numa palavra (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.4.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

personalizado visualmente

o tipo de letra, o tamanho, a cor e o fundo podem ser definidos


Contraste (Melhorado):
Noções sobre o CS 1.4.6

1.4.6 Contraste (Melhorado):A apresentação visual do texto e imagens de texto tem uma relação de contraste de, no mínimo, 7:1, excepto para o seguinte: (Nível AAA)

  • Texto Ampliado: O texto ampliado e as imagens de texto ampliado têm uma relação de contraste de, no mínimo, 4.5:1;

  • Texto em Plano Secundário: O texto ou as imagens de texto que fazem parte de um componente de interface de utilizadorinactivo, que são meramente decorativos, que não estão visíveis para ninguém, ou que fazem parte de uma imagem que inclui outro conteúdo visual significativo, não têm requisito de contraste.

  • Logótipos: O texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial não tem requisito de contraste.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo para que o texto possa ser lido por pessoas com dificuldades de visão moderadas (que não utilizem tecnologias de apoio para realçar o contraste). Para as pessoas que não têm défices de percepção da cor, a tonalidade e a intensidade das cores têm um efeito mínimo, ou mesmo nenhum, na legibilidade, como se pode avaliar no desempenho de leitura (Knoblauch et al., 1991). As deficiências de percepção da cor podem, até certo ponto, afectar o contraste da luminescência. Desta forma, na recomendação, o contraste é calculado de modo a que a cor não seja um factor-chave, para que as pessoas que sofrem de défice de visão da cor também possam dispor de um contraste suficiente entre o texto e o plano de fundo.

O texto que é decorativo e que não transmite informação é excluído. Por exemplo, se forem utilizadas palavras aleatórias para criar um plano de fundo e as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade, então o texto é decorativo e não precisa de cumprir este critério.

O texto ampliado e com caracteres maiores é mais fácil de ler num contraste menor. Por conseguinte, o requisito de contraste para texto ampliado é menor. Isto permite que os autores utilizem uma gama de cores mais vasta para texto ampliado, o que é útil para o design de páginas, sobretudo títulos. O texto com tamanho 18 ou 14 pontos a negrito é considerado como sendo suficientemente grande para necessitar de uma relação de contraste menor. (Consulte as Directrizes para Impressão em Caracteres Ampliados da American Printing House for the Blind e as Directrizes para Caracteres Ampliados da Biblioteca do Congresso em Recursos). "Tamanho 18 pontos" e "negrito" podem ambos ter significados diferentes em tipos de letra diferentes, mas, excepto para tipos de letra muito finos ou pouco comuns, deverão ser suficientes. Uma vez que existem muitos tipos de letra diferentes, são utilizados os tamanhos normais, e é incluída uma nota fazendo referência a tipos de letra mais elaborados ou finos.

Nota: Quando é utilizado tipo de letra não pixelizado para tornar o tipo de letra mais suave, os tipos de letra podem perder o efeito escuro e claro. Desta forma, o contraste real pode ser reduzido. As larguras de haste mais espessas reduzirão este efeito (os tipos de letra mais finos poderão ter toda a haste iluminada em vez de apenas as extremidades). Recomenda-se a utilização de tipos de letra maiores e o teste da legibilidade em agentes de utilizador com a função de tipo de letra polida activada.

Os requisitos de contraste para texto anteriormente mencionados também se aplicam a imagens de texto (texto que foi convertido em pixéis e depois guardados em formato de imagem), tal como referido no Critério de Sucesso 1.4.5

Este requisito aplica-se a situações em que as imagens de texto pretendem ser entendidas como texto. O texto em plano secundário, tal como em fotografias que incluem uma tabuleta na estrada, não é apresentado, nem o texto que, por alguma razão, deve estar invisível a todos os utilizadores. O texto estilizado, tal como em logótipos de empresas, deverá ser tratado em relação à sua função na página, o que poderá ou não justificar a inclusão do conteúdo na alternativa em texto. As directrizes de empresas que abordem mais do que o logótipo não estão incluídas na excepção.

Nesta norma, a finalidade da excepção "que são parte de uma imagem que inclui outro conteúdo visual significativo" é separar as imagens que incluem texto das imagens de texto cuja finalidade é substituir texto, para se obter um visual específico.

Embora este Critério de Sucesso se aplique apenas a texto, ocorrem problemas semelhantes para dados apresentados em gráficos e diagramas. Deve ser também fornecido um bom contraste de cor para os dados apresentados nestes formatos.

Razões para as Relações Escolhidas

Uma relação de contraste de 3:1 é o nível mínimo recomendado pelas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] para texto e visão normais. A relação de 4.5:1 é utilizada no Critério de Sucesso 1.4.3 para compensar a perda de contraste que resulta de uma acuidade visual moderadamente baixa, de cegueira para as cores congénita ou adquirida, ou da perda de sensibilidade de contraste típica da idade.

As razões baseiam-se na a) adopção da relação de contraste de 3:1 para um contraste mínimo aceitável para pessoas sem problemas de visão, de acordo com a norma ANSI, e b) nas conclusões empíricas de que a acuidade visual de 20/40 está associada a uma perda de sensibilidade de contraste de cerca 1,5 [ARDITI-FAYE]Um utilizador com uma acuidade visual de 20/40 necessitaria, então, de uma relação de contraste de 3 x 1,5 = 4,5 para 1. Seguindo as conclusões empíricas análogas e a mesma lógica, o utilizador com uma acuidade visual de 20/80 necessitaria de um contraste de cerca de 7:1.

As tonalidades são distinguidas de modo diferente por utilizadores com cegueira para cores (tanto congénita como adquirida), que resultam em cores e contrastes de luminescência relativa diferentes em relação a utilizadores sem problemas de visão. Devido a este facto, o contraste e legibilidade efectivos são diferentes para estas pessoas. Contudo, os tipos de cegueira para cores são tão diversos que não é viável estabelecer pares de cores gerais efectivos (para contraste) com base em dados quantitativos. Um bom contraste de luminescência já fornece isto ao requerer um contraste independente da percepção de cores. Felizmente, a maior parte dos contributos da luminescência advém de receptores de onda média e onda larga, que em grande parte se sobrepõem ao apresentarem o espectro de cor. O resultado é que o contraste de luminescência efectivo pode normalmente ser computorizado sem ter em atenção tipos de daltonismo específicos, excepto na utilização de cores de comprimento de onda predominantemente longo sobre cores mais escuras (normalmente, preto) para as pessoas com aneritropsia. (Fornecemos uma técnica de tipo aconselhada sobre como evitar a utilização do vermelho sobre preto por esse motivo). Para mais informações, consulte [ARDITI-KNOBLAUCH] [ARDITI-KNOBLAUCH-1996] [ARDITI].

A relação de contraste de 4.5:1 foi escolhida para o nível AA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/40. (20/40 é calculado aproximadamente para 4.5:1.) 20/40 é normalmente considerado como sendo a acuidade visual normal para pessoas mais velhas, com cerca de 80 anos. [GITTINGS-FOZARD]

A relação de contraste de 7:1 foi escolhida para o nível AAA, uma vez que compensa a perda de sensibilidade de contraste normalmente sentida por utilizadores com perda de visão equivalente a aproximadamente 20/80. As pessoas com um nível de perda de visão superior utilizam normalmente tecnologias de apoio para aceder aos seus conteúdos (e as tecnologias de apoio dispõem normalmente de uma funcionalidade para melhorar o contraste e a capacidade de ampliação). O nível 7:1 compensa normalmente a perda de sensibilidade de contraste sentida pelos utilizadores com baixa visão que não utilizam tecnologias de apoio e permite também melhorar o contraste nos casos de défice de percepção de cores.

Nota: Os cálculos apresentados nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] são para o corpo de texto. É fornecida uma relação de contraste mais flexível para texto de maior dimensão.

Notas sobre fórmulas

A conversão de valores RGB não lineares para lineares baseia-se na norma IEC/4WD 61966-2-1 [IEC-4WD] e em "A Standard Default Color Space for the Internet - sRGB" [sRGB](Um Espaço de Cor Predefinida Padrão para a Internet).

A fórmula (L1/L2) para o contraste baseia-se nas normas [ISO-9241-3] e [ANSI-HFES-100-1988] .

A norma ANSI/HFS 100-1988 estipula que a luz ambiente seja incluída nos cálculos de L1 e L2. O valor de,05 utilizado baseia-se no Brilho de Visualização Normal da norma [IEC-4WD] e na apresentação [sRGB] de M. Stokes et al.

Este Critério de Sucesso e suas definições utilizam os termos "relação de contraste" e "luminescência relativa" em vez de "luminescência" para mostrar que o conteúdo da Web não emite luz por si próprio. A relação de contraste fornece o grau de luminescência relativa resultante quando apresentada (visto que é uma relação, não tem dimensão).

Nota 1: Consulte os recursos relacionados para obter uma lista das ferramentas que utilizam a relação de contraste para analisar o contraste do conteúdo da Web.

Nota 2: Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.4.7 Foco Visível para obter as técnicas para indicar o foco do teclado.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.6

  • As pessoas com baixa visão têm, frequentemente, dificuldade em ler texto que não faça contraste com o plano de fundo. Isto pode tornar-se ainda mais acentuado se a pessoa sofrer de um tipo de défice de visão da cor que reduza o contraste ainda mais. Fornecer uma relação de contraste de luminescência mínima entre o texto e o fundo pode tornar o texto mais legível, mesmo se a pessoa não distinguir a gama completa de cores. Também funciona para as pessoas que não distinguem qualquer cor.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.6

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.6 - Contraste (Melhorado)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.6

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • G156: Utilizar uma tecnologia que disponha de agentes de utilizador normalmente disponíveis que possam alterar o primeiro plano e o fundo dos blocos de texto

  • Utilizar um valor de contraste mais elevado para texto que se encontre sobre um fundo com um padrão (futuro link)

  • Utilizar folhas de estilo e texto Unicode em vez de imagens de texto (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para linhas em diagramas (futuro link)

  • Utilizar valores de contraste mais elevados para combinações de texto/fundo em vermelho-preto (futuro link)

  • Utilizar cores compostas essencialmente por componentes que se situem a meio do espectro de cores para o claro e extremos do espectro de cores (comprimento de ondas azuis e vermelhas) para o escuro

  • Utilizar um fundo bege em vez de um fundo branco por detrás de texto a preto para criar um contraste suficiente mas não extremo (futuro link)

  • Criar ícones utilizando desenhos de linhas simples que cumpram as normas de contraste para texto (futuro link)

  • Fornecer um contraste de cores suficiente em gráficos e diagramas (futuro link)

  • Utilizar uma relação de contraste de 3:1 ou superior como a apresentação predefinida (futuro link)

  • Fornecer um contraste de cores suficiente para campos de texto vazios (futuro link)

Termos-Chave

relação de contraste

(L1 + 0,05) / (L2 + 0,05), em que

Nota 1: As relações de contraste podem variar entre 1 a 21 (normalmente indicado por 1:1 a 21:1).

Nota 2: Uma vez que os autores não têm controlo sobre as definições de utilizador, quanto à forma como o texto é apresentado, (por exemplo, tipo de letra polida ou não pixelizada), a relação de contraste para o texto pode ser avaliada com a não pixelização desactivada.

Nota 3: Para os fins dos Critérios de Sucesso 1.4.3 e 1.4.6, é medido o contraste do fundo especificado, sobre o qual o texto é apresentado em utilização normal. Se não for especificada nenhuma cor de fundo, é assumida a cor branca.

Nota 4: A cor de fundo é a cor especificada do conteúdo sobre o qual o texto deve ser apresentado em utilização normal. Ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de fundo especificada quando a cor do texto está especificada, uma vez que a cor de fundo predefinida do utilizador é desconhecida e não pode ser avaliada relativamente à existência de contraste suficiente. Pela mesma razão, ocorrerá uma falha se não existir nenhuma cor de texto especificada quando a cor de fundo está especificada.

Nota 5: Se existir um rebordo à volta da letra, o rebordo pode adicionar contraste e ser utilizado para calcular o contraste entre a letra e o respectivo fundo. Um rebordo estreito à volta da letra é utilizado como a própria letra. Um rebordo largo à volta da letra, que preenche os detalhes interiores da mesma, funciona como uma auréola e será considerado como fundo.

Nota 6: A conformidade das WCAG deve ser avaliada relativamente aos pares de cores especificados no conteúdo, que um autor esperaria ver aparecer de modo adjacente em apresentação normal. Os autores não necessitam de considerar apresentações invulgares, tais como alterações de cor efectuadas pelo agente de utilizador, excepto quando provocadas pelo código dos autores.

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

grande dimensão (texto)

com, pelo menos, 18 pontos ou 14 pontos negrito, ou um tamanho de letra que produza um tamanho equivalente para tipos de letra em chinês, japonês e coreano

Nota 1: Tipos de letra com traços extraordinariamente finos ou características e aspectos invulgares, que reduzam a familiaridade dos seus formatos de letras, são mais difíceis de ler, sobretudo com níveis de contraste mais baixos.

Nota 2: O tamanho de letra é o tamanho com que o conteúdo é apresentado. Não inclui o redimensionamento que poderá ser feito pelo utilizador.

Nota 3: O tamanho efectivo do carácter que o utilizador usa depende do tamanho definido pelo autor e das definições de visualização ou do agente de utilizador implementadas pelo utilizador. Para muitos tipos de letra de corpo de texto convencionais, 14 e 18 pontos é mais ou menos equivalente a 1,2 e 1,5 picas, ou a 120% ou 150% do tamanho predefinido para o corpo de texto (assumindo que o tipo de letra do corpo de texto está a 100%); contudo, os autores teriam de verificar este aspecto para os tipos de letra específicos em utilização. Quando os tipos de letra são definidos em unidades relativas, o tamanho efectivo do carácter é calculado pelo agente de utilizador para visualização. O tamanho do carácter deve ser obtido a partir do agente de utilizador quando avalia este critério de sucesso. Os utilizadores com baixa visão ficariam responsáveis por escolher as definições adequadas.

Nota 4: Quando se utiliza texto sem especificar o tamanho de letra, deve assumir-se, como tamanho razoável, o tamanho de letra mais pequeno utilizado nos principais browsers de texto não especificado. Se um cabeçalho de nível 1 for apresentado nos principais browsers em 14 pontos negrito, ou superior, então será razoável assumir que se trata de texto em grande ampliação. A escala relativa pode ser calculada com base nos tamanhos predefinidos de modo semelhante.

Nota 5: Os tamanhos de caracteres 18 e 14 pontos para textos romanos são obtidos a partir do tamanho mínimo para caracteres ampliados (14 pontos) e do tamanho de letra normal ampliada (18 pontos). Para outros tipos de letra, tais como os idiomas chinês, japonês e coreano, os tamanhos "equivalentes" seriam os tamanhos mínimos para caracteres ampliados utilizados para esses idiomas e o tamanho imediatamente a seguir de caracteres normais ampliados.

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estético, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário com palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador".


Som Baixo ou Sem Som de Fundo:
Noções sobre o CS 1.4.7

1.4.7 Som Baixo ou Sem Som de Fundo: Para conteúdo composto por apenas áudio pré-gravado que (1) contenha, essencialmente, fala no fundo, ou seja, voz, (2) não seja um CAPTCHA de áudio ou logótipo de áudio, e (3) não seja vocalização com o objectivo de ser, essencialmente, expressão musical, tal como cantar ou fazer batidas, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira: (Nível AAA)

  • Sem Música de Fundo: O áudio não contém sons de fundo.

  • Desligar: Os sons de fundo podem ser desligados.

  • 20 dB: Os sons de fundo têm, no mínimo, 20 decibéis a menos do que o conteúdo da voz de fundo, com a excepção de sons ocasionais que duram apenas um ou dois segundos.

    Nota: De acordo com a definição de "decibel", o som de fundo que cumprir este requisito será, aproximadamente, quatro vezes mais baixo do que o conteúdo de voz de fundo.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todos os sons que não sejam de fala sejam suficientemente baixos para que um utilizador que tenha dificuldades de audição possa separar a fala dos sons de fundo ou de outro conteúdo de fala em primeiro plano.

O valor de 20 dB foi escolhido com base nos sistemas de apoio à audição para grandes espaços (ALS): Revisão e recomendações [LAALS] e medições intra-auditivas da interferência em aparelhos de audição resultantes dos telefones digitais sem fios [HEARING-AID-INT]

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.7

  • As pessoas com dificuldades de audição têm, frequentemente, grandes dificuldades em separar a fala dos sons de fundo.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.7

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.7 - Som Baixo ou Sem Som de Fundo

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.7

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer uma forma para que os utilizadores possam ajustar os níveis de audição de sons em primeiro plano e em plano de fundo de forma independente (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 1.4.7

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.7 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

apenas áudio

uma apresentação baseada no tempo que contém apenas áudio (sem vídeo e sem interacção)

CAPTCHA

iniciais de "Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart" (teste de Turing Público Completamente Automatizado para Distinguir Computadores e Humanos)

Nota 1: Os testes CAPTCHA implicam, muitas vezes, pedir ao utilizador para digitar texto que é apresentado numa imagem obscura ou num ficheiro de áudio.

Nota 2: Um teste de Turing é qualquer sistema de testes concebido para distinguir um humano de um computador. O nome provém de um famoso cientista informático, chamado Alan Turing. O termo foi criado por investigadores da Universidade de Carnegie Mellon. [CAPTCHA]

pré-gravado

informação sem ser em directo


Apresentação Visual:
Noções sobre o CS 1.4.8

1.4.8 Apresentação Visual: Para a apresentação visual de blocos de texto, está disponível um mecanismo para se obter o seguinte: (Nível AAA)

  1. As cores do primeiro plano e do plano de fundo podem ser seleccionadas pelo utilizador.

  2. A largura não tem mais do que 80 caracteres ou glifos (40 se CJK).

  3. O texto não é justificado (alinhado às margens esquerda e direita).

  4. O espaçamento entre linhas (principal) tem, no mínimo, um espaço e meio nos parágrafos, e o espaçamento entre parágrafos é, no mínimo, 1,5 vezes maior do que o espaçamento entre linhas.

  5. O texto pode ser redimensionado sem tecnologia de apoio até 200%, de modo a que o utilizador não tenha de se deslocar horizontalmente para ler uma linha de texto numa janela em ecrã completo..

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que a arrumação visual do texto é apresentade de tal forma que pode ser compreendido sem que o layout interfira com a legibilidade. As pessoas com algumas incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem, e alguns utilizadores com baixa visão não conseguem compreender o texto e/ou perdem o seu contexto de leitura se o texto for apresentado de um modo que seja para eles difícil de ler.

As pessoas com algumas incapacidades visuais ou cognitivas necessitam de seleccionar a cor do texto e a cor de fundo. Por vezes, seleccionam combinações que não parecem ser intuitivas para pessoas sem essas incapacidades. Por vezes, essas combinações têm um contraste muito baixo e, por outras, apenas funcionam combinações de cor muito específicas. O controlo da cor ou de outros aspectos de apresentação de texto faz uma grande diferença para a compreensão.

Para as pessoas com algumas incapacidades de leitura ou de visão, as linhas de texto muito extensas podem constituir uma enorme barreira. Terão dificuldades em fixar a sua posição de leitura no texto e de seguir o encadeamento do mesmo. Um bloco de texto mais curto facilita a passagem para a próxima linha num bloco. As linhas não devem exceder 80 caracteres ou glifos (40 se CJK), em que os glifos são o elemento de escrita no sistema de escrita do texto. Estudos revelam que os caracteres chineses, japoneses e coreanos (CJK) são, aproximadamente, duas vezes mais extensos que os caracteres não CJK, quando ambos os tipos de caracteres são apresentados com características que permitem a mesma legibilidade. Assim, a largura máxima de linha para caracteres CJK é metade da largura para caracteres não CJK.

As pessoas com algumas incapacidades cognitivas acham difícil acompanhar texto com linhas próximas umas das outras. Fornecer espaço adicional entre linhas e parágrafos facilita a passagem para a linha seguinte e permite-lhes reconhecer quando chegam ao fim de um parágrafo. É preferível se existirem várias opções diferentes para o espaçamento entre linhas, por exemplo, espaço e meio e duplo espaço. Espaço e meio entre parágrafos significa que o topo de uma linha está 150% mais distante do topo da linha seguinte do que se o texto tivesse “espaçamento simples” (o espaçamento predefinido para o tipo de letra). Espaçamento entre parágrafos 1,5 vezes superior ao espaçamento entre linhas significa que o espaçamento do topo da última linha de um parágrafo está 250% mais distante do topo da primeira linha do parágrafo seguinte (i.e., existe uma linha em branco entre os dois parágrafos que está a 150% de distância da linha em branco a espaço simples).

As pessoas com algumas incapacidades cognitivas têm problemas em ler textos justificados à direita e à esquerda. O espaçamento desigual entre as palavras em textos totalmente justificados pode causar "espaços entre palavras" ao longo da página, dificultando a leitura e, em alguns casos, tornando-a impossível. A justificação do texto pode também fazer com que as palavras fiquem com pouco espaçamento entre elas, tornando difícil a localização de fronteiras de palavras.

A norma de redimensionamento garante que o texto apresentado visualmente (caracteres de texto que tenham sido apresentados para que possam ser visualizados [em oposição a caracteres de texto que ainda se encontrem em formato de dados, tais como ASCII]) possa ser ajustado com sucesso, sem que o utilizador tenha de se deslocar horizontalmente para visualizar todo o conteúdo. Quando o autor assim o permitir, diz-se que o conteúdo “reflui”. Isto permite que as pessoas com baixa visão e com incapacidades cognitivas aumentem o tamanho do texto sem ficarem desorientadas.

O ajuste do conteúdo é, em primeiro lugar, uma responsabilidade do agente de utilizador. Os agentes de utilizador que cumprem o Ponto de Verificação 4.1 das UAAG 1.0 permitem aos utilizadores configurar o tamanho do texto. A responsabilidade do autor é criar conteúdos da Web que não impeçam o agente de utilizador de ajustar o conteúdo e que permita o refluxo do conteúdo na actual largura da janela. Para mais informações sobre como redimensionar texto, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 1.4.4 Redimensionar texto .

O requisito de deslocamento horizontal não tem por intenção ser aplicável a dispositivos com um ecrã pequeno, em que as palavras extensas podem ser apresentadas numa única linha, obrigando os utilizadores a efectuar deslocamento horizontal. Para os propósitos do presente requisito, os autores devem garantir que o conteúdo cumpre o requisito em ecrãs comuns de computadores de secretária/portáteis com a janela do browser maximizada. Visto que as pessoas normalmente utilizam os seus computadores durante vários anos, recomendamos que não confie nas mais recentes resoluções de ecrã de computadores de secretária/portáteis, mas que, ao efectuar esta avaliação, tenha em consideração as resoluções de ecrã comuns de computadores de secretária/portáteis ao longo de vários anos.

A moldagem do texto deverá ser sempre possível desde que as palavras não sejam de tal forma extensas que uma única palavra ocupe mais do que metade da largura do ecrã inteiro. Os URIs demasiado longos poderão não caber num ecrã aumentado, mas não serão considerados como texto de "leitura" e, por conseguinte, não violarão esta norma.

Esta norma não significa que um utilizador nunca irá necessitar de se deslocar horizontalmente. Significa apenas que não terá de o fazer para trás e para a frente para poder ler uma linha de texto. Por exemplo, se uma página tiver duas colunas de texto de tamanho idêntico, cumprirá de imediato esta norma. Aumentar a página significaria que a primeira coluna ocuparia o ecrã e que o utilizador teria apenas de se deslocar verticalmente ao longo da página para a ler. Para ler a segunda coluna, teria de deslocar-se horizontalmente para a direita, para que a coluna da direita pudesse caber inteiramente na largura do ecrã e pudesse ser lida sem serem necessários mais deslocamentos horizontais.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.8

Este Critério de Sucesso ajuda os utilizadores com baixa visão a visualizar texto sem características de apresentação que os distraiam. Permite-lhes configurar o texto de modo a torná-lo mais fácil de visualizar, controlando a cor e o tamanho dos blocos de texto.

Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e aprendizagem a compreender o texto e a localizar a sua posição em blocos de texto.

  • As pessoas com algumas incapacidades cognitivas conseguem ler melhor o texto quando seleccionam as suas próprias combinações de cor de primeiro plano e de plano de fundo.

  • As pessoas com algumas incapacidades cognitivas conseguem localizar a sua posição mais facilmente quando os blocos de texto são estreitos e quando podem configurar o espaço entre linhas e parágrafos.

  • As pessoas com algumas incapacidades cognitivas conseguem ler o texto mais facilmente quando o espaçamento entre palavras é regular.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.8

As imagens seguintes ilustram os exemplos de texto com espaço simples, espaço e meio e espaço duplo num parágrafo.

Exemplo de texto com espaço simples (não existe espaço entre cada linha do texto).Exemplo de texto a espaço e meio (espaçamento igual a metade da altura de uma linha de texto).Exemplo de texto com espaço duplo (espaçamento igual à altura de uma linha de texto entre cada linha).

Os exemplos de glifos incluem "A", "→" (símbolo de seta) e "さ" (um carácter japonês).

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.8 - Apresentação Visual

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Visto este ser um critério de sucesso formado por várias partes, terá de cumprir um dos itens numerados para cada requisito indicado em seguida.

Primeiro Requisito: Técnicas para garantir que as cores do primeiro plano e do plano de fundo possam ser seleccionadas pelo utilizador
  1. C23: Especificar, em CSS, as cores de texto e de fundo do conteúdo secundário tais como faixas, funcionalidades e navegação, mantendo inalteradas as cores de texto e de fundo do conteúdo principal (CSS) OU

  2. C25: Especificar contornos e layout em CSS para delinear áreas de uma página Web permanecendo as especificações de cores de texto e de plano de fundo inalteradas (CSS) OU

  3. G156: Utilizar uma tecnologia que disponha de agentes de utilizador normalmente disponíveis que possam alterar o primeiro plano e o fundo de blocos de texto OU

  4. G148: Não especificar a cor de fundo, não especificar a cor do texto e não utilizar funcionalidades de tecnologia que alterem essas predefinições OU

  5. G175: Fornecer uma ferramenta de selecção de várias cores na página para cores de primeiro plano e de plano de fundo

Segundo Requisito: Técnicas para garantir que a largura não tenha mais de 80 caracteres ou glifos (40 se CJK)
  1. H87: Não interferir com o refluxo de texto do agente de utilizador quando a janela de visualização é diminuída (HTML) OU

  2. C20: Utilizar medidas relativas para definir a largura das colunas, de modo a que as linhas possam ter, em média, 80 caracteres ou menos quando o browser for redimensionado (CSS)

Terceiro Requisito: Técnicas para garantir que o texto não seja justificado (alinhado às margens esquerda e direita)
  1. C19: Especificar o alinhamento à esquerda OU à direita em CSS (CSS) OU

  2. G172: Fornecer um mecanismo para remover toda a justificação do texto OU

  3. G169: Alinhar o texto apenas a um lado

Quarto Requisito: Técnicas para garantir que o espaçamento entre linhas seja, no mínimo, um espaço e meio nos parágrafos e que o espaçamento entre parágrafos seja, no mínimo, 1,5 vezes superior ao espaçamento entre linhas
  1. G188: Fornecer um botão na página para aumentar o espaçamento entre linhas e entre parágrafos OU

  2. C21: Especificar o espaçamento entre linhas em CSS (CSS)

Quinto Requisito: Técnicas para garantir que o texto possa ser redimensionado sem tecnologia de apoio até 200% e sem que o utilizador tenha de se deslocar horizontalmente para ler uma linha de texto numa janela de ecrã inteiro
  1. Não interferir com o refluxo de texto do agente de utilizador quando a janela de visualização é diminuída (Geral, Futuro Link) OU

  2. G146: Utilizar layout líquidoE utilizar medidas que sejam relativas a outras medidas no conteúdo, utilizando uma ou mais das seguintes técnicas:

  3. C26: Fornecer opções no conteúdo para mudar para uma disposição na qual o utilizador não tenha de se deslocar horizontalmente para ler uma linha de texto (CSS)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.8

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar um efeito hover para realçar um parágrafo, itens de lista ou células de tabela (HTML, CSS) (futuro link)

  • Apresentar o texto no tipo de letra sans serif ou fornecer um mecanismo para o efeito (CSS) (futuro link)

  • Utilizar listas verticais (com marca de item ou numeradas) em vez de listas em linha (futuro link)

  • Utilizar maiúsculas e minúsculas de acordo com as regras de ortografia no idioma do texto (futuro link)

  • Fornecer tipos de letra ampliados por predefinição (futuro link)

  • Evitar a utilização de texto em imagens não vectoriais (futuro link)

  • Evitar ajustar o tipo de letra para um tamanho mais pequeno do que a predefinição do agente de utilizador (futuro link)

  • Fornecer espaçamento suficiente entre colunas (futuro link)

  • Evitar texto alinhado ao centro (futuro link)

  • Evitar grandes quantidades de texto em itálico (futuro link)

  • Evitar a utilização excessiva de estilos diferentes em páginas individuais e em sítios da Web (futuro link)

  • Tornar os links visualmente distintos (futuro link)

  • Fornecer marcas de item expansíveis (futuro link)

  • Mostrar/Ocultar marcas de item (futuro link)

  • Colocar um espaço-'em' ou dois espaços após as frases (futuro link)

Termos-Chave

blocos de texto

mais de uma frase

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.

numa janela de ecrã inteiro

na maioria dos visores comuns de computadores de secretária/portáteis com a janela maximizada

Nota: Visto que as pessoas normalmente utilizam os seus computadores durante vários anos, recomendamos que não se sujeite às mais recentes resoluções de computadores de secretária/portáteis, mas que, ao efectuar esta avaliação, tenha em consideração as resoluções mais comuns de computadores de secretária/portáteis ao longo de vários anos.


Imagens de Texto (Sem Excepção):
Noções sobre o CS 1.4.9

1.4.9 Imagens de Texto (Sem Excepção):As Imagens de texto só são utilizadas por questões meramente decorativas ou quando uma determinada apresentação de texto é essencial para a informação que está a ser transmitida. (Nível AAA)

Nota: Os logótipos (texto que faz parte de um logótipo ou marca comercial) são considerados essenciais.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas que necessitem de uma determinada apresentação visual de texto possam ajustar a apresentação do texto conforme necessário. Isto inclui as pessoas que necessitam do texto com um determinado tamanho de letra, cor de primeiro plano e de plano de fundo, família de tipos de letra, espaçamento entre letra ou alinhamento.

Isto significa implementar o texto de um modo que permita a alteração da apresentação ou fornecer um mecanismo através do qual os utilizadores possam seleccionar uma apresentação alternativa. Utilizar imagens de texto é um exemplo de implementação que não permite aos utilizadores alterarem a apresentação do texto dentro do próprio texto.

Em algumas situações, é essencial uma apresentação visual específica para a informação que está a ser transmitida. Isto significa que a informação seria perdida se não existisse essa apresentação visual específica. Neste caso, não é necessário implementar o texto de um modo que permita a alteração da apresentação. Isto inclui texto que apresente um determinado aspecto visual, tal como uma família de tipos de letra específica, ou texto que transmita uma identidade, tal como texto num logótipo de empresa.

O texto que é decorativo não requer a implementação de texto de um modo que permita a alteração da sua apresentação.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 1.4.9

  • Pessoas com baixa visão (que poderão ter problemas ao ler o texto com a família de tipos de letra, tamanho e/ou cor definidos pelo autor).

  • Pessoas com problemas de acompanhamento visual (que possam ter dificuldades em ler o texto com o espaçamento entre linhas e/ou alinhamento definidos pelo autor).

  • Pessoas com incapacidades cognitivas que afectem a leitura.

Exemplos do Critério de Sucesso 1.4.9

  • Uma citação

    Uma página Web contém uma citação. A própria citação é apresentada em texto a itálico, com avanço à esquerda. O nome da pessoa a quem a citação é atribuída encontra-se imediatamente a seguir, com um espaçamento de 1,5x entre linhas e com um avanço ainda maior na margem esquerda. É utilizado CSS para posicionar o texto, definir o espaçamento entre linhas e apresentar a família de tipos de letra, o tamanho, a cor e os elementos decorativos do texto.

  • Itens de navegação

    Uma página Web contém um menu com links de navegação que dispõem de um ícone e de texto para descrever a sua finalidade. É utilizado CSS para apresentar a família de tipos de letra, o tamanho e as cores do primeiro plano e do plano de fundo do texto, bem como o espaçamento entre os links de navegação.

  • Um logótipo que contenha texto

    Um sítio da Web contém o logótipo da organização no canto superior esquerdo de cada página Web. O logótipo é formado, total ou parcialmente, por texto. A apresentação visual do texto é essencial à identidade do logótipo e está incluída como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Representação de uma família de tipos de letra

    Uma página Web contém informação sobre uma determinada família de tipos de letra. A substituição da família de tipos de letra por outro tipo de letra inviabilizaria o objectivo da representação. A representação está inserida como imagem jpeg, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Uma representação de uma letra

    Uma página Web contém uma representação de uma letra original. A apresentação da letra no seu formato original é essencial à informação que está a ser transmitida sobre o período de tempo em que foi escrita. A letra está inserida como imagem gif, que não permite que as características do texto sejam alteradas. A imagem tem uma alternativa em texto.

  • Caracteres de texto simbólicos

    Um formulário permite que os utilizadores introduzam blocos de texto. O formulário fornece uma série de botões, incluindo funções para moldar o texto e verificar a ortografia. Alguns dos botões utilizam caracteres de texto que não formam uma sequência que exprima algo em idioma humano. Por exemplo, "B" para aumentar a espessura de letra, "I" para pôr o texto em itálico e "ABC" para verificar a ortografia. Os caracteres de texto simbólicos são inseridos como imagens gif, que não permitem que as características do texto sejam alteradas. Os botões têm alternativas em texto.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 1.4.9 - Imagens de Texto (Sem Excepção)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 1.4.9

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Técnicas Gerais para Conteúdo Não Decorativo
  • Utilizar scripts do lado do servidor para redimensionar imagens de texto (futuro link)

Técnicas CSS

Falhas Comuns para o CS 1.4.9

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 1.4.9 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

imagem de texto

texto que foi convertido num formato não textual (por ex., uma imagem) para se obter um determinado efeito visual

Nota: Isto não inclui texto pertencente a uma imagem que contenha outro conteúdo visual importante.

Exemplo: O nome de uma pessoa num cartão de identificação em fotografia.

meramente decorativo

que serve apenas um objectivo estético, não fornecendo informação e sem qualquer funcionalidade

Nota: O texto é meramente decorativo se as palavras puderem ser reorganizadas ou substituídas sem alterar a sua finalidade.

Exemplo: A capa de um dicionário com palavras aleatórias pouco proeminentes em plano de fundo.

texto

sequência de caracteres que podem ser determinados de forma programática, em que a sequência exprime algo em idioma humano


Acessível por Teclado:
Noções sobre a Directriz 2.1

Directriz 2.1: Fazer com que toda a funcionalidade fique disponível a partir do teclado.

Finalidade da Directriz 2.1

Se toda a funcionalidade puder ser obtida utilizando o teclado, pode ser obtida por utilizadores de teclado, por entrada de voz (que cria a entrada de dados por teclado), por rato (utilizando teclados no ecrã), e por uma diversidade de tecnologias de apoio que simulam digitação de teclado. Nenhuma outra forma de entrada de dados tem esta flexibilidade ou é universalmente suportada e operável por pessoas com diferentes incapacidades, desde que a entrada de dados por teclado não seja tempo-dependente.

Tenha em atenção que fornecer entrada de dados universal por teclado não significa que não devam ser suportados outros tipos de entrada de dados. Também são possíveis a entrada de voz optimizada, a entrada de dados por rato/ponteiro optimizada, etc. O segredo é fornecer igualmente entrada de dados por teclado e controlo.

Alguns dispositivos não dispõem de teclados nativos - por exemplo, um PDA ou telemóvel. Contudo, se estes dispositivos tiverem capacidade de navegação na Web, terão alguns meios para gerar texto ou "digitação". Esta directriz utiliza o termo "interface de teclado" para indicar que o conteúdo da Web deve ser controlado a partir de digitação que pode derivar de um teclado, emulador de teclado, ou outro hardware ou software que permita gerar entrada de texto ou entrada de dados por teclado.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.1 (não específicas do critério de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Teclado:
Noções sobre o CS 2.1.1

2.1.1 Teclado: Toda a funcionalidade do conteúdo é operável através de uma interface de teclado sem requerer temporização específica para pressionar teclas individualmente, excepto quando a função subjacente necessitar de entrada de dados que dependa da sequência de prioridade do movimento do utilizador e não apenas dos pontos finais. (Nível A)

Nota 1: Esta excepção diz respeito à função subjacente, não à técnica de entrada de dados. Por exemplo, se utilizar escrita manual para introduzir texto, a técnica de entrada de dados (escrita manual) requer entrada de dados dependente da sequência de prioridade, mas a função subjacente (entrada de texto) não.

Nota 2: Isto não proíbe, e não deve desencorajar, a entrada de dados por rato ou outros métodos de entrada de dados, além do funcionamento do teclado.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que, sempre que possível, o conteúdo possa ser operado através de um teclado ou de uma interface de teclado (de forma a poder ser utilizado um teclado alternativo). Quando o conteúdo puder ser operado através de um teclado ou de teclado alternativo, torna-se operável por pessoas cegas (que não podem utilizar dispositivos como, por exemplo, o rato, que requerem coordenação óculo-motora), bem como por pessoas que têm de utilizar teclados alternativos ou dispositivos de entrada que funcionam como emuladores de teclado. Os emuladores de teclado incluem software de entrada de voz, software de sopro/sucção, teclados no ecrã, software de digitalização e uma diversidade de tecnologias de apoio e teclados alternativos. As pessoas com dificuldades de visão também podem ter problemas em seguir um ponteiro e considerar a utilização do software muito mais fácil (ou apenas possível) se puderem controlá-la a partir do teclado.

Os exemplos de "temporização específica para digitação" incluem situações em que um utilizador tem de repetir ou executar vários batimentos de tecla num curto período de tempo, ou quando uma tecla tem de ser mantida pressionada durante um longo período de tempo antes de o batimento de tecla ser registado.

A frase "excepto quando a função subjacente necessitar de entrada de dados que dependa da sequência de prioridade do movimento do utilizador e não apenas dos pontos finais" é incluída para separar as coisas que não podem ser controladas de forma razoável a partir de um teclado.

A maioria das acções executadas por um dispositivo apontador também pode ser executada a partir do teclado (por exemplo, clicar, seleccionar, mover, dimensionar). Contudo, existe uma pequena classe de entrada de dados que é executada com um dispositivo apontador, que não pode ser executada a partir do teclado sem necessitar de um número excessivo de batimentos de teclas. Desenhar à mão livre, pintar a aguarela e pilotar um helicóptero através de um percurso de obstáculos são exemplos de funções que requerem entrada de dados dependente da sequência de prioridade. Desenhar linhas rectas, formas geométricas regulares, redimensionar janelas e arrastar objectos para um local (quando a sequência de prioridade para esse local não é relevante) não requerem entrada de dados dependente da sequência de prioridade.

A utilização de MouseKeys não iria cumprir este Critério de Sucesso, uma vez que não é um equivalente de teclado para a aplicação; é um equivalente de rato (i.e., é semelhante a um rato para a aplicação).

É suposto que a concepção das funcionalidades de entrada de dados por parte do utilizador tenha em conta que podem estar a ser utilizadas funcionalidades de acessibilidade do teclado do sistema operativo. Por exemplo, o bloqueio da tecla modificadora pode estar activado. O conteúdo continua a funcionar num ambiente como este, não enviando eventos que possam colidir com o bloqueio da tecla modificadora para produzir resultados inesperados.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.1.1

  • Pessoas que são cegas (que não podem utilizar dispositivos como, por exemplo, o rato, que requerem coordenação óculo-motora)

  • Pessoas com baixa visão (que podem ter dificuldades em encontrar ou seguir um ponteiro indicador no ecrã)

  • Algumas pessoas com tremores nas mãos que acham muito difícil utilizar o rato e, por isso, normalmente utilizam um teclado

Exemplos do Critério de Sucesso 2.1.1

  • Exemplo 1: Um Programa de Desenho.

    Um programa de desenho permite aos utilizadores criar, dimensionar, posicionar e rodar objectos a partir do teclado.

  • Exemplo 2: A Funcionalidade Arrastar e Largar.

    Uma aplicação que utilize a funcionalidade arrastar e largar também suporta "cortar" e "colar" ou controlos de formulário para mover objectos.

  • Exemplo 3: Mover entre pontos discretos e ligá-los

    Um programa para ligar os pontos permite ao utilizador mover-se entre pontos num ecrã e utilizar a barra de espaços para ligar o ponto actual ao anterior.

  • Exemplo 4: Excepção - Programa de Pintura.

    Um programa de pintura a aguarela é uma excepção, uma vez que as pinceladas variam consoante a velocidade e duração dos movimentos.

  • Exemplo 5: Excepção - Simulador de formação de voo de helicóptero modelo.

    Um simulador de formação de voo de helicóptero modelo é uma excepção, uma vez que a natureza do simulador é ensinar comportamentos em tempo real de um helicóptero modelo.

  • Exemplo 6: Um PDA com um teclado opcional

    Um dispositivo PDA, que é normalmente utilizado através de um estilete, dispõe de um teclado opcional que pode ser ligado. O teclado permite uma navegação na Web completa de um modo normal. O conteúdo da Web é operável, porque foi concebido para funcionar com acesso apenas por teclado.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.1.1 - Teclado

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.1.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar atributos role, state e value em XHTML, se pretender que os elementos estáticos sejam componentes da interface de utilizador interactivos (futuro link) E SCR29: Adicionar acções acessíveis por teclado a elementos HTML estáticos (Scripting)

  • Fornecer atalhos de teclado para controlos de formulário e links importantes (futuro link)

  • Utilizar combinações de letras exclusivas para começar cada item de uma lista (futuro link)

  • Escolher o manipulador de eventos mais abstracto (futuro link) (Scripting)

  • Utilizar o evento onactivate (futuro link) (Scripting)

  • Evitar a utilização de comandos de teclado comuns de agente de utilizador para outros fins (futuro link)

Termos-Chave

funcionalidade

processos e resultados alcançáveis através de acção do utilizador

interface de teclado

interface utilizada pelo software para obter dados de entrada por teclado

Nota 1: A interface de teclado permite aos utilizadores introduzir dados por teclado nos programas, mesmo se a tecnologia original não incluir um teclado.

Exemplo: Um PDA de ecrã táctil tem uma interface de teclado incorporada no seu sistema operativo, bem como uma ligação para teclados externos. As aplicações no PDA podem utilizar a interface para obter dados de entrada por teclado, quer a partir de um teclado externo, quer a partir de outras aplicações que forneçam dados de saída por teclado simulados, tais como sistemas de interpretação de caracteres manuscritos ou aplicações fala-para-texto com a funcionalidade de "emulação de teclado".

Nota 2: O funcionamento da aplicação (ou partes da aplicação) através de um emulador do rato accionado pelo teclado, tais como as MouseKeys, não pode ser considerado como um funcionamento através da interface de teclado, uma vez que o funcionamento do programa é feito através da interface do respectivo dispositivo apontador e não através da respectiva interface de teclado.


Sem Bloqueio do Teclado:
Noções sobre o CS 2.1.2

2.1.2 Sem Bloqueio do Teclado: Se o foco do teclado puder ser movido para um componente da página utilizando uma interface de teclado, o foco pode ser afastado desse componente utilizando apenas uma interface de teclado e, se for necessário mais do que teclas de cursor ou de tabulação não modificadas ou outros métodos de saída normais, o utilizador é aconselhado sobre o método a utilizar para afastar o foco. (Nível A)

Nota: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo da página Web (quer seja utilizado para cumprir outros critérios de sucesso ou não) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que o conteúdo não "bloqueie" o foco do teclado nas subsecções do conteúdo de uma página Web. Este é um problema comum quando vários formatos são combinados numa página e apresentados utilizando plug-ins ou aplicações incorporadas.

Poderão haver alturas em que a funcionalidade da página Web limita o foco para uma subsecção do conteúdo, desde que o utilizador saiba como sair desse estado e "desbloquear" o foco.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.1.2

  • Para pessoas que dependem de um teclado ou de uma interface de teclado para utilizar a Web, incluindo pessoas cegas e pessoas com incapacidades físicas.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.1.2

  • Um widget de calendário

    Um widget de calendário permite aos utilizadores adicionar, remover ou actualizar itens no seu calendário utilizando o teclado. Os controlos do widget fazem parte da ordem de tabulação da página Web, permitindo aos utilizadores utilizar a tecla de tabulação para percorrer os controlos do widget, bem como quaisquer links ou controlos existentes.

  • Uma applet de um puzzle

    Assim que um utilizador entra, usando tab, numa applet, esta passa a manipular os tabs e outras teclas. As instruções que descrevem as teclas utilizadas para sair da applet são fornecidas antes da applet e na própria applet.

  • Uma caixa de diálogo modal

    Uma aplicação Web apresenta uma caixa de diálogo. Na parte inferior da caixa de diálogo existem dois botões, Cancelar e OK. Quando a caixa de diálogo é apresentada, o respectivo foco está bloqueado; utilizar a tecla de tabulação a partir do último controlo da caixa de diálogo desloca o foco para o primeiro controlo da caixa de diálogo. A caixa de diálogo é fechada, activando o botão Cancelar ou o botão OK.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.1.2 - Sem Bloqueio do Teclado

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.1.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(Actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.1.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.1.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

interface de teclado

interface utilizada pelo software para obter dados de entrada por teclado

Nota 1: A interface de teclado permite aos utilizadores introduzir dados por teclado nos programas, mesmo se a tecnologia original não incluir um teclado.

Exemplo: Um PDA de ecrã táctil tem uma interface de teclado incorporada no seu sistema operativo, bem como uma ligação para teclados externos. As aplicações no PDA podem utilizar a interface para obter dados de entrada por teclado, quer a partir de um teclado externo, quer a partir de outras aplicações que forneçam dados de saída por teclado simulados, tais como sistemas de interpretação de caracteres manuscritos ou aplicações fala-para-texto com a funcionalidade de "emulação de teclado".

Nota 2: O funcionamento da aplicação (ou partes da aplicação) através de um emulador do rato accionado pelo teclado, tais como as MouseKeys, não pode ser considerado como um funcionamento através da interface de teclado, uma vez que o funcionamento do programa é feito através da interface do respectivo dispositivo apontador e não através da respectiva interface de teclado.


Teclado (Sem Excepção):
Noções sobre o CS 2.1.3

2.1.3 Teclado (Sem Excepção) Toda a funcionalidade do conteúdo é operável através de uma interface de teclado sem requerer temporização específica para a digitação de teclas individuais. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que todo o conteúdo é operável a partir do teclado. É em tudo semelhante ao Critério de Sucesso 2.1.1, excepto que não são permitidas excepções. Isto não significa que o conteúdo, no qual a função subjacente requer entrada de dados que dependa da sequência de prioridade do movimento do utilizador e não apenas dos pontos finais (excluído dos requisitos do 2.1.1), tenha de ser tornado acessível por teclado. Em vez disso, significa que o conteúdo que utiliza entrada de dados analógica e dependente do tempo não pode estar em conformidade com este Critério de Sucesso e, por conseguinte, não pode cumprir a Directriz 2.1 no Nível AAA.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.1.3 - Teclado (Sem Excepção)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Não existem técnicas adicionais para este Critério de Sucesso. Consulte as técnicas do Critério de Sucesso 2.1.1 . Se isso não for possível por existir um requisito para entrada de dados analógica e dependente do tempo, então não é possível cumprir este Critério de Sucesso no Nível AAA.

Termos-Chave

funcionalidade

processos e resultados alcançáveis através de acção do utilizador

interface de teclado

interface utilizada pelo software para obter dados de entrada por teclado

Nota 1: A interface de teclado permite aos utilizadores introduzir dados por teclado nos programas, mesmo se a tecnologia original não incluir um teclado.

Exemplo: Um PDA de ecrã táctil tem uma interface de teclado incorporada no seu sistema operativo, bem como uma ligação para teclados externos. As aplicações no PDA podem utilizar a interface para obter dados de entrada por teclado, quer a partir de um teclado externo, quer a partir de outras aplicações que forneçam dados de saída por teclado simulados, tais como sistemas de interpretação de caracteres manuscritos ou aplicações fala-para-texto com a funcionalidade de "emulação de teclado".

Nota 2: O funcionamento da aplicação (ou partes da aplicação) através de um emulador do rato accionado pelo teclado, tais como as MouseKeys, não pode ser considerado como um funcionamento através da interface de teclado, uma vez que o funcionamento do programa é feito através da interface do respectivo dispositivo apontador e não através da respectiva interface de teclado.


Tempo Suficiente:
Noções sobre a Directriz 2.2

Directriz 2.2: Fornecer tempo suficiente aos utilizadores para lerem e utilizarem o conteúdo.

Finalidade da Directriz 2.2

Muitos dos utilizadores que têm incapacidades necessitam de mais tempo para executar tarefas do que a maioria dos utilizadores: podem demorar mais tempo a responder de forma física, podem demorar mais tempo a ler, podem ter dificuldades de visão e demorar mais tempo a encontrar coisas ou a lê-las, ou podem estar a aceder ao conteúdo através de uma tecnologia de apoio que necessite de mais tempo. Esta directriz concentra-se em garantir que os utilizadores são capazes de executar as tarefas requeridas pelo conteúdo com os seus próprios tempos de resposta. As primeiras abordagens tratam de eliminar as limitações de tempo e de fornecer aos utilizadores tempo adicional suficiente para lhes permitir executar as respectivas tarefas. Quando tal não for possível, são fornecidas excepções para estes casos.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.2 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Ajustável por Temporização:
Noções sobre o CS 2.2.1

2.2.1 Ajustável por Temporização: Para cada limite de tempo definido pelo conteúdo, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira: (Nível A)

  • Desligar: O utilizador pode desligar o limite de tempo antes de o atingir; ou

  • Ajustar: O utilizador pode ajustar o limite de tempo antes de o atingir, acima de um grande intervalo que dure, no mínimo, dez vezes mais do que a predefinição; ou

  • Prolongar: O utilizador é avisado antes de o tempo expirar e tem, no mínimo, 20 segundos para prolongar o limite de tempo com uma simples acção (por exemplo, "pressionar a barra de espaços"), e o utilizador pode prolongar o limite de tempo, no mínimo, dez vezes; ou

  • Excepção em Tempo Real: O limite de tempo é uma parte necessária de um evento em tempo real (por exemplo, um leilão), e não é possível nenhuma alternativa ao limite de tempo; ou

  • Excepção Essencial: O limite de tempo é essencial e prolongá-lo iria invalidar a actividade; ou

  • Excepção de 20 Horas: O limite de tempo é superior a 20 horas.

Nota: Este critério de sucesso ajuda a garantir que os utilizadores podem executar tarefas sem alterações inesperadas no conteúdo ou contexto, que são resultado de um limite de tempo. Este critério de sucesso deve ser considerado em conjunto com o Critério de Sucesso 3.2.1, que impõe limites nas alterações de conteúdo ou contexto como resultado da acção do utilizador.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que é dado tempo suficiente aos utilizadores com incapacidades para interagir com conteúdo da Web sempre que possível. As pessoas com incapacidades, tais como cegueira, baixa visão, deficiências de destreza e limitações cognitivas podem necessitar de mais tempo para ler o conteúdo ou executar funções, tais como preencher formulários online. Se as funções da Web forem dependentes do tempo, será difícil para alguns utilizadores executarem a acção requerida antes de o tempo se esgotar. Isto pode tornar o serviço inacessível para estes utilizadores. Conceber funções que não sejam dependentes do tempo irá ajudar pessoas com incapacidades a executar com êxito estas funções. Fornecer opções para desactivar limites de tempo, personalizar a duração dos limites de tempo, ou solicitar mais tempo antes de o tempo se esgotar ajuda os utilizadores que necessitam de mais tempo do que o esperado para executar com êxito as tarefas. Estas opções são indicadas pela ordem que será mais útil para o utilizador. Desactivar os limites de tempo é melhor do que personalizar a duração dos mesmos, o que é melhor do que solicitar mais tempo antes de o tempo se esgotar.

Qualquer processo que ocorra sem a iniciação do utilizador após um tempo definido ou periodicamente é um limite de tempo. Isto inclui actualizações parciais ou totais do conteúdo (por exemplo, actualização da página), alterações ao conteúdo ou a expiração de uma janela de oportunidade para um utilizador reagir a um pedido de entrada de dados.

Também inclui conteúdo que está a desenvolver-se ou a ser actualizado a uma velocidade superior à capacidade de leitura e/ou compreensão do utilizador. Por outras palavras, o conteúdo animado, movido ou deslocado introduz um limite de tempo na capacidade de um utilizador de ler conteúdo.

Contudo, em alguns casos, não é possível alterar o limite de tempo (por exemplo para um leilão ou outro evento em tempo real) e, por conseguinte, são fornecidas excepções para esses casos.

Notas sobre os limites de tempo do servidor

  • Os redireccionamentos temporizados do servidor podem ser encontrados abaixo em Falhas Comuns.

  • Os limites de tempo do servidor, tais como a expiração do início de sessão, são abordados no Critério de Sucesso 2.2.5 .

  • Os redireccionamentos não temporizados do servidor (por ex., códigos de resposta 3xx) não são aplicáveis, uma vez que não existe nenhum limite de tempo: funcionam insistentemente.

  • Este Critério de Sucesso aplica-se apenas a limites de tempo que são definidos pelo próprio conteúdo. Os limites de tempo definidos externamente ao conteúdo, tais como pelo agente de utilizador ou por factores intrínsecos à Internet, não estão sob controlo do autor e não estão sujeitos aos requisitos de conformidade das WCAG. Os limites de tempo definidos por servidores da Web devem estar sob controlo do autor e são abordados por outros Critérios de Sucesso.

  • A possibilidade dez vezes superior à predefinição foi escolhida com base na experiência clínica e outras directrizes. Por exemplo, se 15 segundos são suficientes para um utilizador responder e ligar um comutador, 150 segundos serão suficientes para que quase todos os utilizadores liguem um comutador, mesmo se tiverem tido problemas.

  • 20 segundos também se baseou na experiência clínica e outras directrizes. 20 segundos para ligar "qualquer comutador" é suficiente para quase todos os utilizadores, incluindo os que sofrem de espasmos. Alguns irão falhar, mas alguns irão falhar todos os períodos de tempo. É necessário um período de tempo razoável para solicitar mais tempo, uma vez que um período de tempo arbitrariamente longo pode causar riscos de segurança para todos os utilizadores, incluindo os que têm incapacidades, em algumas aplicações. Por exemplo, em locais públicos ou terminais que são utilizados para transacções financeiras, é muito comum as pessoas saírem sem terminar a sessão. Isto deixa-as vulneráveis às pessoas que irão utilizar o terminal a seguir. Fornecer um longo período de inactividade antes de perguntar e, em seguida, fornecer um longo período para a pessoa indicar que está presente pode deixar os terminais abertos para má utilização. Se não existir qualquer actividade, o sistema irá perguntar se o utilizador está presente. Em seguida, deverá solicitar um sinal de que a pessoa está presente ("pressionar qualquer tecla") e, em seguida, aguardar o tempo que for necessário para quase todas as pessoas responderem. Para "pressionar qualquer tecla", 20 segundos serão suficientes. Se a pessoa indicar que ainda está presente, o dispositivo deverá fazer com que o utilizador volte à condição exacta que existia antes de fazer a pergunta.

  • Foram escolhidas 20 horas como um limite superior, uma vez que é mais do que as horas que uma pessoa passa acordada num dia.

Nos casos em que a temporização não é um requisito intrínseco, mas em que fornecer o controlo sobre os eventos temporizados aos utilizadores iria invalidar o resultado, uma terceira pessoa pode controlar os limites de tempo para o utilizador (por exemplo, conceder o dobro do tempo num teste).

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.2.3 Sem Temporização.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.1

  • As pessoas com incapacidades físicas necessitam, muitas vezes, de mais tempo para reagir, escrever e executar actividades. As pessoas com baixa visão necessitam de mais tempo para localizar coisas no ecrã e para ler. As pessoas cegas que utilizam leitores de ecrã podem necessitar de mais tempo para compreender o layout do ecrã, encontrar informações e utilizar controlos. As pessoas que têm limitações cognitivas ou de linguagem necessitam de mais tempo para ler e para compreender. As pessoas surdas e que comunicam em língua gestual podem necessitar de mais tempo para ler as informações apresentadas no texto (que, para algumas pessoas, pode ser uma segunda língua).

  • Nos casos em que um intérprete de língua gestual esteja a comunicar conteúdo de áudio a um utilizador que é surdo, o controlo dos limites de tempo é igualmente importante.

  • As pessoas com incapacidades de leitura, limitações cognitivas e incapacidades de aprendizagem que possam necessitar de mais tempo para ler ou compreender as informações podem ter tempo adicional para ler as informações, colocando o conteúdo em pausa.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.1

  • Um sítio da Web utiliza um limite de tempo do lado do cliente para ajudar a proteger os utilizadores que possam afastar-se dos respectivos computadores. Após um período de inactividade, a página Web pergunta se o utilizador necessita de mais tempo. Se não obtiver nenhuma resposta – expira.

  • Uma página Web inclui um campo que é actualizado automaticamente com os últimos títulos de uma forma rotativa. Existe um controlo interactivo que permite ao utilizador prolongar o período de tempo entre cada actualização para o máximo de dez vezes superior à predefinição. O controlo pode ser efectuado com um rato ou um teclado.

  • Uma página Web inclui uma animação que inclui texto que aparece e desaparece ao longo da mesma. Em alguns casos, o texto desloca-se através do ecrã, e noutros só é apresentado durante um curto período de tempo antes de aparecer progressivamente no plano de fundo. A página inclui um botão de pausa para os utilizadores que tiverem problemas em ler o texto antes de o mesmo desaparecer poderem lê-lo.

  • Num leilão, existe um limite de tempo para um utilizador poder submeter uma licitação. Uma vez que o limite de tempo se aplica a todos os utilizadores que pretenderem licitar um determinado item, seria injusto prolongar o limite de tempo para um utilizador em particular. Por conseguinte, é necessário um limite de tempo para este tipo de actividade e não é necessário qualquer prolongamento, ajuste ou desactivação do limite de tempo para este Critério de Sucesso.

  • Um sítio da Web de compra de bilhetes online dá dois minutos ao utilizador para confirmar uma compra antes de os lugares serem devolvidos ao grupo geral. Uma vez que os bilhetes nesse tipo de sítios da Web podem esgotar rapidamente, reter um bilhete durante muito tempo poderá invalidar a natureza do sítio da Web, como tal, este é um caso no qual o tempo é essencial e não pode ser prolongado sem invalidar a actividade. Contudo, o sítio da Web retira o máximo do processo do período de tempo crítico possível, por exemplo, permitindo aos utilizadores fornecer informações necessárias, tais como o nome, o método de pagamento, etc., antes de entrar na fase de tempo crítico.

  • Um sítio da Web de venda de bilhetes dá dois minutos ao utilizador para confirmar a compra dos lugares seleccionados, mas avisa o utilizador quando o tempo está prestes a atingir o limite e permite-lhe prolongar este limite de tempo algumas vezes com uma simples acção, tal como clicar no botão "Prolongar limite de tempo".

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.1 – Ajustável por Temporização

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se existirem limites de tempo de sessão:
  1. G133: Fornecer uma caixa de verificação na primeira página de um formulário de várias partes, que permite aos utilizadores solicitar um limite de tempo de sessão maior ou nenhum limite de tempo de sessão

  2. G198: Fornecer uma forma para o utilizador desactivar o limite de tempo

Situação B: Se um limite de tempo for controlado por um script na página:
  1. G198: Fornecer uma forma para o utilizador desactivar o limite de tempo

  2. G180: 2. G180: Fornecer um meio ao utilizador para definir o limite de tempo para 10 vezes superior ao limite de tempo predefinido

  3. SCR16: Fornecer um script que avise o utilizador que um limite de tempo está prestes a expirar (Scripting) ESCR1: Permitir ao utilizador prolongar o limite de tempo predefinido (Scripting)

Situação C: Se existirem limites de tempo na leitura:
  1. G4: Permitir que o conteúdo seja colocado em pausa e reiniciado a partir do preciso momento em que foi colocado em pausa

  2. G198: Fornecer uma forma para o utilizador desactivar o limite de tempo

  3. SCR33: Utilizar o script para deslocar o conteúdo e fornecer um mecanismo para colocá-lo em pausa (Scripting)

  4. SCR36: Fornecer um mecanismo para permitir aos utilizadores apresentar texto em movimento, em deslocamento ou em actualização automática numa janela ou área estáticas (Scripting)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar um script para consultar o servidor e notificar um utilizador se existir um limite de tempo (futuro link) (Scripting)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade


Colocar em Pausa, Parar, Ocultar:
Noções sobre o CS 2.2.2

2.2.2 Colocar em Pausa, Parar, Ocultar: Para informações em movimento, em modo intermitente, em deslocamento ou em actualização automática, todas as seguintes afirmações são verdadeiras: (Nível A)

  • Em movimento, em modo intermitente, em deslocamento: Para quaisquer informações em movimento, em modo intermitente ou em deslocamento, que (1) sejam iniciadas automaticamente, (2) durem mais de cinco segundos, e (3) sejam apresentadas em paralelo com outro conteúdo, existe um mecanismo para o utilizador colocar em pausa, parar, ou ocultar as mesmas, a menos que o movimento, o modo intermitente ou o deslocamento façam parte de uma actividade, na qual sejam essenciais; e

  • Em actualização automática: Para quaisquer informações em actualização automática, que (1) sejam iniciadas automaticamente e (2) sejam apresentadas em paralelo com outro conteúdo, existe um mecanismo para o utilizador colocar em pausa, parar ou ocultar as mesmas, ou controlar a frequência da actualização, a menos que a actualização automática faça parte de uma actividade, na qual é essencial.

Nota 1: Para obter requisitos relacionados com conteúdo em modo intermitente ou em modo flash, consulte a Directriz 2.3.

Nota 2: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo da página Web (quer seja ou não utilizado para cumprir outros critérios de sucesso) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Nota 3: O conteúdo que é actualizado periodicamente pelo software ou que é transmitido ao agente de utilizador não tem obrigação de preservar ou apresentar as informações geradas ou recebidas entre o início de uma pausa e a continuação da apresentação, uma vez que tal pode não ser tecnicamente possível, e, em muitas situações, pode ser enganador fazê-lo.

Nota 4: Uma animação que ocorra como parte de uma fase de pré-carregamento ou situação semelhante pode ser considerada essencial se a interacção não puder ocorrer durante essa fase para todos os utilizadores e se a não indicação do progresso puder confundir os utilizadores e levá-los a pensar que o conteúdo está bloqueado ou danificado.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é evitar a distracção dos utilizadores durante a sua interacção com uma página Web.

"Em movimento, em modo intermitente e em deslocamento" refere-se a conteúdo no qual o conteúdo visível transmite uma sensação de movimento. Os exemplos comuns incluem imagens em movimento, apresentações em multimédia sincronizada, animações, jogos em tempo real e cotações da bolsa em deslocamento. "Em actualização automática" refere-se ao conteúdo que é actualizado ou que desaparece com base num intervalo de tempo predefinido. O conteúdo comum baseado no tempo inclui áudio, informações meteorológicas actualizadas automaticamente, notícias, actualizações dos preços das acções e mensagens e apresentações em avanço automático. Os requisitos para conteúdo em movimento, em modo intermitente e em deslocamento e para conteúdo em actualização automática são os mesmos, à excepção de que:

  • os autores têm a opção de fornecer ao utilizador um meio para controlar a frequência das actualizações, quando o conteúdo está a ser actualizado automaticamente e

  • não existe nenhuma excepção de três segundos para a actualização automática, uma vez que não faz muito sentido actualizar automaticamente por apenas três segundos e, em seguida, parar

O conteúdo que se move ou que é actualizado automaticamente pode ser um entrave para as pessoas que têm dificuldades em ler rapidamente texto parado, bem como para as pessoas que têm dificuldades em seguir objectos em movimento. Também pode causar problemas para os leitores de ecrã.

O conteúdo em movimento também pode ser uma grande distracção para algumas pessoas. Determinados grupos, particularmente os que têm perturbações de défice de atenção, acham que o conteúdo em modo intermitente distrai, o que dificulta a sua concentração noutras partes da página Web. Foram escolhidos cinco segundos, porque é tempo suficiente para captar a atenção de um utilizador, mas não é tempo a mais para que um utilizador se distraia, se for necessário utilizar a página.

O conteúdo colocado em pausa pode ser reposto em tempo real ou continuar a ser reproduzido a partir do ponto na apresentação onde o utilizador parou.

  1. Colocar em pausa e retomar ao ponto onde o utilizador parou é melhor para os utilizadores que pretendem fazer uma pausa para ler o conteúdo e funciona melhor quando o conteúdo não está associado a um estado ou evento em tempo real.

    Nota: Para obter requisitos adicionais relacionados com os limites de tempo de leitura, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.2.1 Ajustável por Temporização .

  2. Colocar em pausa e avançar para a apresentação actual (quando a pausa é retirada) é melhor para as informações que são em tempo real ou, na realidade, de “estado”. Por exemplo, um radar meteorológico, uma cotação na bolsa, uma câmara de trânsito ou um cronómetro de leilões apresentariam informações enganadoras se uma pausa fizesse com que apresentassem informações antigas quando o conteúdo é reiniciado.

    Nota: Ocultar conteúdo teria o mesmo resultado de colocar em pausa e avançar para a apresentação actual (quando a pausa é retirada).

Nota: Os termos "em modo intermitente" e "em modo flash" podem, por vezes, referir-se ao mesmo conteúdo.

  • "Em modo intermitente" refere-se a conteúdo que provoca um problema de distracção. O modo intermitente pode ser permitido para um curto período de tempo, desde que pare (ou possa ser parado)

  • "Em modo de flash" refere-se a conteúdo que possa provocar um ataque epiléptico (se for mais do que 3 vezes por segundo e suficientemente grande e brilhante). Isto não pode ser permitido, nem mesmo por um segundo, ou poderá provocar um ataque epiléptico. E desligar o flash também não é uma opção, uma vez que o ataque epiléptico pode ocorrer mais rapidamente do que o tempo que a maioria dos utilizadores levaria a desligá-lo.

  • Normalmente, a intermitência não ocorre a velocidades de 3 por segundo ou mais, mas pode fazê-lo. Se a intermitência for mais rápida do que 3 por segundo, também poderia ser considerada um flash.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.2

  • Fornecer conteúdo que deixe de estar em modo intermitente após cinco segundos, ou fornecer um mecanismo para os utilizadores pararem conteúdo em modo intermitente permite que pessoas com determinadas incapacidades possam interagir com a página Web.

  • Uma das finalidades do conteúdo que está em modo intermitente é chamar a atenção do visitante para esse conteúdo. Embora esta seja uma técnica eficaz para todos os utilizadores com visão, pode ser um problema para alguns utilizadores se perdurar. Para determinados grupos, incluindo pessoas com um baixo grau de instrução, incapacidades intelectuais e de leitura, e pessoas com perturbações de défice de atenção, o conteúdo em modo intermitente pode dificultar, ou até mesmo impossibilitar, a interacção com o resto da página Web.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.2

  • Uma animação essencial pode ser colocada em pausa sem afectar a actividade

    Um sítio da Web ajuda os utilizadores a compreender "como as coisas funcionam" através de animações que demonstram os processos. As animações dispõem de botões "Pausa" e "Reiniciar"

  • Uma cotação na bolsa

    Uma cotação na bolsa dispõe de botões "Pausa" e "Reiniciar". Colocar a cotação em pausa faz com que fique em pausa na bolsa actualmente apresentada. Reiniciar faz com que a cotação seja reposta a partir do ponto de paragem, mas com um aviso de que a apresentação está atrasada. Uma vez que a finalidade da cotação na bolsa é, normalmente, fornecer informações em tempo real, também poderá existir um botão que permitirá avançar a cotação para a acção da bolsa vendida mais recentemente.

  • Foi concebido um jogo para os utilizadores se revezarem, em vez de competirem em tempo real

    Um participante pode colocar o jogo em pausa sem invalidar o aspecto competitivo do mesmo.

  • Um anúncio online

    Um anúncio está em modo intermitente para captar a atenção dos utilizadores, mas pára após 5 segundos

  • Um pedido de formulário

    Um formulário apresenta uma seta em modo intermitente junto ao botão Submeter, se um utilizador terminar de preencher um formulário, mas não clicar no botão Submeter. A intermitência pára após 5 segundos.

  • Uma animação

    Uma animação é executada na parte superior da página, mas dispõe de um botão "Fixar animação" junto à parte inferior da animação.

  • Uma animação de "carregamento"

    Uma animação pré-carregada é apresentada numa página que requer que uma determinada percentagem de um ficheiro grande seja transferida antes de a reprodução poder começar. A animação é o único conteúdo da página e dá a instrução ao utilizador para aguardar enquanto o vídeo é carregado. Uma vez que o conteúdo em movimento não é apresentado em paralelo com outro conteúdo, não é necessário nenhum mecanismo para colocar em pausa, parar ou ocultar o mesmo, apesar de a animação poder ser executada durante mais de 5 segundos para utilizadores com ligações mais lentas.

  • Um anúncio de página inteira

    Um sítio da Web requer que todos os utilizadores vejam um anúncio de 15 segundos antes de poderem aceder a conteúdo gratuito disponível a partir do seu sítio da Web. Uma vez que todos os utilizadores têm de ver o anúncio, e como o anúncio não é apresentado em paralelo com outro conteúdo, não é necessário nenhum mecanismo para colocar em pausa, parar ou ocultar o mesmo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.2 - Colocar em Pausa, Parar, Ocultar

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer um mecanismo para parar todo o conteúdo que está em modo intermitente numa página Web (futuro link)

  • Fornecer ao utilizador um meio para parar conteúdo em movimento, mesmo se este parar automaticamente dentro de 5 segundos (futuro link)

Termos-Chave

em modo intermitente

retroceder e avançar entre dois estados visuais, de um modo destinado a chamar a atenção

Nota: Consulte também flash. É possível que algo seja suficientemente grande e tenha uma luz intermitente suficientemente brilhante, na frequência correcta, para também ser classificado como um flash.

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

em pausa

interrompido a pedido do utilizador e não retomado até que seja novamente pedido pelo utilizador


Sem Temporização:
Noções sobre o CS 2.2.3

2.2.3 Sem Temporização: A temporização não é uma parte essencial do evento ou actividade apresentados pelo conteúdo, excepto para multimédia sincronizada não interactiva e eventos em tempo real. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é minimizar a ocorrência de conteúdo que necessite de interacção temporizada. Isto permite que as pessoas cegas, as pessoas com baixa visão, limitações cognitivas ou deficiências motoras possam interagir com o conteúdo. Isto difere do Critério de Sucesso do Nível A, em que a única excepção é para eventos em tempo real.

Nota: A composição apenas por vídeo, tal como a língua gestual, é abrangida na Directriz 1.1.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.3

  • As pessoas com incapacidades físicas necessitam, muitas vezes, de mais tempo para reagir, escrever e executar actividades. As pessoas com dificuldades de visão necessitam de mais tempo para localizar coisas no ecrã e para ler. As pessoas cegas que utilizam leitores de ecrã podem necessitar de mais tempo para compreender as disposições do ecrã, encontrar informações e utilizar controlos. As pessoas que têm limitações cognitivas ou de linguagem necessitam de mais tempo para ler e para compreender. As pessoas surdas e que comunicam em língua gestual podem necessitar de mais tempo para ler as informações apresentadas no texto (que, para algumas pessoas, pode ser uma segunda língua).

  • Nos casos em que um intérprete de língua gestual esteja a comunicar conteúdo de áudio a um utilizador que é surdo, o controlo dos limites de tempo é igualmente importante.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.3

  • Foi concebido um teste de forma que o tempo que demora a ser executado não afecte o resultado

    Em vez de calibrar um teste online utilizando um limite de tempo, o teste é calibrado com base nos resultados quando os utilizadores não têm limites de tempo.

  • Foi concebido um jogo para os utilizadores se revezarem, em vez de competirem em tempo real

    Um participante pode colocar o jogo em pausa sem invalidar o aspecto competitivo do mesmo.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.3 - Sem Temporização

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.2.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.2.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

essencial

se removido, alterará profundamente a informação ou funcionalidade do conteúdo, e a informação e a funcionalidade não podem ser obtidas de uma outra forma para ficarem em conformidade

evento em tempo real

evento que a) ocorre ao mesmo tempo que a visualização e b) não é totalmente gerado pelo conteúdo

Exemplo 1: Uma Webcast de um desempenho em directo (ocorre ao mesmo tempo que a visualização e não é pré-gravada).

Exemplo 2: Um leilão online em que as pessoas licitam (ocorre ao mesmo tempo que a visualização).

Exemplo 3: Indivíduos que interagem num mundo virtual utilizando avatars (não é totalmente gerado pelo conteúdo e ocorre ao mesmo tempo que a visualização).

multimédia sincronizada

áudio ou vídeo sincronizados com outro formato para apresentação de informações e/ou com componentes interactivos baseados no tempo, a não ser que a multimédia seja uma alternativa em multimédia para texto que esteja claramente identificada como tal


Interrupções:
Noções sobre o CS 2.2.4

2.2.4 Interrupções: As interrupções podem ser adiadas ou suprimidas pelo utilizador, excepto interrupções que envolvam uma emergência. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que os utilizadores desactivem actualizações a partir do autor/servidor, excepto em emergências. As emergências incluem mensagens de alerta de emergência civil ou quaisquer outras mensagens que alertem para o perigo de saúde, segurança ou bens, incluindo, perda de dados, perda de ligação, etc.

Isto permite que o acesso por pessoas com limitações cognitivas ou perturbações de atenção se possa concentrar no conteúdo. Também permite que os utilizadores cegos ou com baixa visão possam manter o seu foco de "visualização" no conteúdo que estiverem, actualmente, a ler.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.4

  • As pessoas com perturbações de défice de atenção podem concentrar-se no conteúdo sem se distraírem.

  • As pessoas com baixa visão ou que utilizam leitores de ecrã não terão o conteúdo actualizado enquanto estiverem a visualizá-lo (o que pode levar a descontinuidade e a má compreensão se começarem a ler num tópico e terminarem noutro).

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.4

  • Exemplo 1. Definir as preferências do utilizador

    A página de preferências de um portal da Web inclui uma opção para adiar todas as actualizações e alertas até ao final da sessão actual, excepto para alertas relativos a emergências.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.4 - Interrupções

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.2.4

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.2.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

emergência

uma ocorrência ou situação repentina e inesperada que requer acção imediata para preservar a saúde, a segurança ou os bens


Nova autenticação:
Noções sobre o CS 2.2.5

2.2.5 Nova autenticação: Quando uma sessão autenticada expira, o utilizador pode continuar a actividade sem perder dados após a nova autenticação. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que todos os utilizadores executem transacções autenticadas que dispõem de limites de tempo de inactividade ou outras circunstâncias que possam provocar o fim de sessão de um utilizador, enquanto este se encontra a meio da execução da transacção.

Por motivos de segurança, muitos sítios da Web implementam um limite de tempo de autenticação após um determinado período de inactividade. Estes limites de tempo podem provocar problemas a pessoas com incapacidades, uma vez que pode fazer com que demorem mais tempo a executar a actividade.

Outros sítios da Web terminam a sessão de uma pessoa se essa pessoa iniciar sessão no sítio da Web a partir de outro computador, ou se ocorrerem outras actividades que façam com que o sítio da Web não tenha a certeza se a pessoa ainda é a mesma pessoa legítima que iniciou sessão originalmente. Quando a sessão dos utilizadores é terminada a meio de uma transacção, é importante que lhes seja concedida a possibilidade de efectuarem uma nova autenticação e de continuarem com a transacção sem perderem quaisquer dados já introduzidos.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.2.5

  • Este Critério de Sucesso beneficia pessoas que possam necessitar de tempo adicional para executar uma actividade. As pessoas com limitações cognitivas podem ler devagar e necessitar de tempo adicional para ler e responder a um questionário. Os utilizadores que interagem através de um leitor de ecrã podem necessitar de tempo adicional para navegar e preencher um formulário complicado. Uma pessoa com deficiências motoras ou que navega com um dispositivo de entrada alternativo pode necessitar de tempo adicional para navegar ou preencher um formulário.

  • Nos casos em que um intérprete de língua gestual esteja a comunicar conteúdo de áudio a um utilizador que é surdo, o controlo dos limites de tempo é igualmente importante.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.2.5

  • Saída de um sítio de Web de compras

    Um utilizador com um uso extremamente limitado das mãos iniciou sessão num sítio da Web de compras. A introdução das informações sobre o cartão de crédito na aplicação demora tanto tempo, que o tempo limite expira enquanto o utilizador está a executar o processo de saída. Quando o utilizador regressa ao processo de saída e submete o formulário, o sítio da Web apresenta um ecrã de início de sessão para efectuar a nova autenticação. Depois de o utilizador iniciar sessão, o processo de saída é reposto com as mesmas informações e na mesma fase. O utilizador não perdeu quaisquer dados, uma vez que o servidor aceitou e armazenou a submissão temporariamente, apesar de a sessão ter expirado e reposto o utilizador na mesma fase após a nova autenticação ter sido concluída.

  • Autenticação num programa de e-mail

    A autenticação num programa de e-mail expira após 30 minutos. O programa dá ao utilizador vários minutos antes de o tempo limite expirar e fornece um link para abrir uma nova janela, de modo a permitir a nova autenticação. A janela original com o e-mail em progresso permanece intacta e, após a nova autenticação, o utilizador pode enviar os dados.

  • Um questionário com um limite de tempo

    Um longo questionário numa única página da Web dispõe de informações no início que indicam que a sessão irá expirar após 15 minutos. O utilizador é igualmente informado que o questionário pode ser guardado a qualquer momento e terminado mais tarde. Na página Web, existem vários botões que permitem guardar o formulário parcialmente preenchido. Além disso, com JavaScript na lista das tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade, o utilizador pode seleccionar ser alertado através de uma janela de pop-up se a sessão estiver prestes a expirar.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.2.5 - Nova autenticação

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Fornecer opções para prosseguir sem perder os dados, utilizando uma das seguintes técnicas:

Nota: Para obter técnicas relacionadas com o fornecimento de notificações sobre limites de tempo, consulte as Técnicas para Abordar o Critério de Sucesso 2.2.1 .

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.2.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Falhas Comuns para o CS 2.2.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.2.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .


Ataques Epilépticos:
Noções sobre a Directriz 2.3

Directriz 2.3: Não criar conteúdo de uma forma conhecida por causar ataques epilépticos.

Finalidade da Directriz 2.3

Algumas pessoas que sofrem de ataques epilépticos podem ter um ataque provocado por conteúdo visual em modo flash. A maioria das pessoas não tem conhecimento de que sofre deste tipo de perturbação até ter um ataque. Em 1997, uns desenhos animados no Japão fizeram com que mais de 700 crianças fossem parar ao hospital, cerca de 500 delas com ataques epilépticos [EPFND]. Os avisos não funcionam bem porque, na maioria das vezes, não são vistos, especialmente por crianças que podem nem conseguir lê-los.

O objectivo desta directriz é garantir que o conteúdo que está assinalado como estando em conformidade com as WCAG 2.0 evite os tipos de flash mais prováveis de provocar um ataque epiléptico, mesmo quando visualizados por um segundo ou dois.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.3 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Garantir que o conteúdo não viola os limites padrão do espaço (futuro link)

Três Flashes ou Abaixo do Limite:
Noções sobre o CS 2.3.1

2.3.1 Três Flashes ou Abaixo do Limite:As páginas Web não incluem qualquer conteúdo com mais de três flashes no período de um segundo, ou o flash encontra-se abaixo dos limites de flash universal e flash vermelho. (Nível A)

Nota: Uma vez que qualquer conteúdo que não cumpra este critério de sucesso pode interferir com a capacidade de um utilizador de utilizar toda a página, todo o conteúdo da página Web (quer seja ou não utilizado para cumprir outros critérios de sucesso) tem de cumprir este critério de sucesso. Consulte o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que os utilizadores acedam ao conteúdo integral de um sítio da Web sem sofrerem ataques epilépticos devido a fotossensibilidade.

As pessoas que sofrem de ataques epilépticos devido a fotossensibilidade podem ter um ataque provocado por conteúdo com uma determinada frequência de flashes. As pessoas são ainda mais sensíveis a flashes vermelhos do que de outras cores, como tal é fornecido um teste especial para flashes de vermelho intenso. Estas directrizes baseiam-se em directrizes para a indústria de transmissão adaptadas para ecrãs de computador, onde o conteúdo é visualizado a partir de uma distância mais curta (utilizando um maior ângulo de visão).

Os flashes podem ser provocados pela visualização, pelo computador que apresenta a imagem ou pelo conteúdo que está a ser apresentado. O autor não tem qualquer controlo sobre os primeiros dois. Podem ser provocados pelo desenho e velocidade da visualização e do computador. A finalidade deste critério é garantir que a intermitência que viola os limites de flash não é provocada pelo próprio conteúdo. Por exemplo, o conteúdo pode incluir um clip de vídeo ou imagem animada de uma série de flashes estroboscópicos, ou grandes planos de explosões de tiro contínuo.

Este Critério de Sucesso substitui um critério muito mais limitativo nas WCAG 1.0 que não permitia quaisquer flashes (mesmo de um único pixel) numa gama de frequência larga (3 a 50 Hz). Este Critério de Sucesso baseia-se nas especificações existentes em utilização no Reino Unido, e noutros países, para transmissão televisiva e foi adaptado para visualização no monitor do computador. O ecrã de 1024 x 768 é utilizado como a resolução de ecrã de referência para a avaliação. O bloco de pixéis 341 x 256 representa uma janela de 10 graus a uma distância de visualização normal. (O campo de 10 graus é tirado das especificações originais e representa a parte central de visão do olho, onde as pessoas são mais susceptíveis a estímulos visuais.)

A área combinada de flashes a ocorrer contínua e concorrentemente corresponde à área total que está realmente em modo flash em simultâneo. É calculada somando a área adjacente que está em modo flash em simultâneo em qualquer ângulo de visão de 10 graus.

Nota: Os termos "em modo intermitente" e "em modo flash" podem, por vezes, referir-se ao mesmo conteúdo.

  • "Em modo intermitente" refere-se a conteúdo que provoca um problema de distracção. O modo intermitente pode ser permitido para um curto período de tempo, desde que pare (ou possa ser parado).

  • "Em modo de flash" refere-se a conteúdo que pode provocar um ataque epiléptico (se tiver mais de 3 flashes por segundo e estes forem grandes e brilhantes o suficiente). Isto não pode ser permitido, nem mesmo por um segundo, ou poderá provocar um ataque epiléptico. E desligar o flash também não é uma opção, uma vez que o ataque epiléptico pode ocorrer mais rapidamente do que o tempo que a maioria dos utilizadores levaria a desligá-lo.

  • Normalmente, a intermitência não ocorre a velocidades de 3 por segundo ou mais, mas pode fazê-lo. Se a intermitência for mais rápida do que 3 por segundo, também seria considerada um flash.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.3.1

  • As pessoas que têm ataques epilépticos ao visualizar conteúdo em modo flash poderão visualizar todo o conteúdo de um sítio da Web sem sofrerem nenhum ataque e sem terem de perder toda a experiência do conteúdo por estarem limitadas a alternativas em texto. Isto inclui pessoas com epilepsia fotossensível, bem como outras perturbações ao nível de ataques epilépticos provocados por fotossensibilidade.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.3.1

  • Um sítio da Web inclui um vídeo com tiros de metralhadora contínuos, mas limita o tamanho da imagem em modo flash a uma pequena parte do ecrã abaixo do tamanho do limite de flash.

  • Um filme com uma cena que envolve clarões de relâmpagos muito brilhantes é editado para que os relâmpagos tenham apenas três flashes no período de um segundo.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.3.1 - Três Flashes ou Abaixo do Limite

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.3.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Reduzir o contraste para qualquer conteúdo em modo flash (futuro link)

  • Evitar vermelhos muito intensos para qualquer conteúdo em modo flash (futuro link)

  • Reduzir o número de flashes mesmo que não violem os limites (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo para suprimir qualquer conteúdo em modo flash antes de ser iniciado (futuro link)

  • Reduzir a velocidade do conteúdo em directo para evitar flashes contínuos (tal como em lâmpadas de flash) (futuro link)

  • Fixar a imagem momentaneamente se forem detectados 3 flashes no período de um segundo (futuro link)

  • Diminuir a relação de contraste se forem detectados 3 flashes no período de um segundo (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 2.3.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.3.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

flash

duas alterações contrárias na luminescência relativa, que podem causar um ataque epiléptico a algumas pessoas, se forem suficientemente grandes e na gama de frequência correcta

Nota 1: Para obter informações sobre tipos de flash que não são permitidos, consulte os limites de flash universal e flash vermelho .

Nota 2: Consulte também em modo intermitente.

limites de flash universal e flash vermelho

um flash ou uma sequência de imagem em rápida mudança encontra-se abaixo do limite (i.e., o conteúdo muda) se alguma das seguintes afirmações for verdadeira:

  1. não existem mais de três flashes universais e/ou mais de três flashes vermelhos no período de um segundo, ou

  2. 2. a área combinada de flashes a ocorrer actualmente não ocupa mais de um total de .006 esterradianos num campo visual de 10 graus no ecrã (25% de um campo visual de 10 graus no ecrã) a uma distância normal de visualização

em que:

  • Um flash universal é definido como duas alterações contrárias na luminescência relativa de 10% ou mais da luminescência relativa máxima, em que a luminescência relativa da imagem mais escura é inferior a 0,80; e em que "duas alterações contrárias" corresponde a um aumento seguido de uma diminuição, ou a uma diminuição seguida de um aumento, e

  • Um flash vermelho é definido como quaisquer duas transições contrárias que envolvam um vermelho intenso.

Excepção: Fazer brilhar um padrão bom e equilibrado, tal como um ruído branco ou um padrão alternativo de tabuleiro de damas com "quadrados" mais pequenos do que 0,1 grau (ou campo visual a uma distância de visualização normal), num dos lados, não infringe os limites.

Nota 1: Para obter conteúdo da Web ou software universal, a utilização de um rectângulo de 341 x 256 pixéis em qualquer parte da área de ecrã apresentada quando o conteúdo é visualizado em 1024 x 768 pixéis, irá fornecer uma boa estimativa de um campo visual de 10 graus para tamanhos de ecrã e distâncias de visualização normais (por ex., ecrã de 15 a 17 pol. em 22 a 26 pol.). (Os ecrãs de resoluções mais altas que mostram o mesmo conteúdo produzem imagens mais pequenas e seguras, como tal, são utilizadas resoluções mais baixas para definir os limites.)

Nota 2: Uma transição é a alteração na luminescência relativa (ou luminescência relativa/cor para flash vermelho) entre altos e baixos adjacentes num plano de medida de luminescência relativa (ou luminescência relativa/cor para flash vermelho) em comparação com o tempo. Um flash consiste em duas transições contrárias.

Nota 3: A actual definição no campo para "duas transições contrárias, envolvendo um vermelho intenso" indica que, para cada um ou ambos os estados envolvidos em cada transição, R/(R+ G + B) >= 0,8, e a alteração no valor de (R-G-B)x320 é > 20 (valores negativos de (R-G-B)x320 estão definidos para zero) para ambas as transições. Os valores R, G, B variam entre 0 a 1, conforme especificado na definição de “luminescência relativa”. [HARDING-BINNIE]

Nota 4: Estão disponíveis ferramentas que irão executar uma análise a partir da captura de ecrã de vídeo. Contudo, não é necessária nenhuma ferramenta para avaliar esta condição, se o flash for inferior ou igual a 3 flashes num segundo. O conteúdo muda automaticamente (consulte 1 e 2 acima).

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Três Flashes:
Noções sobre o CS 2.3.2

2.3.2 Três Flashes:As páginas Web não incluem qualquer conteúdo com mais de três flashes no período de um segundo. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é reduzir ainda mais a possibilidade de ataques epilépticos. Os ataques epilépticos não podem ser completamente eliminados, uma vez que algumas pessoas são demasiado sensíveis. Contudo, ao eliminar todo o conteúdo com mais de 3 flashes no período de um segundo em qualquer área do ecrã, a possibilidade de uma pessoa ter um ataque epiléptico é mais reduzida do que apenas ao cumprir as medidas actualmente utilizadas internacionalmente, tal como fazemos no Nível A.

Enquanto o Critério de Sucesso 2.3.1 permite os flashes se forem suficientemente fracos ou apresentados numa área suficientemente pequena, o Critério de Sucesso 2.3.2 não permite mais de três flashes no período de um segundo, independentemente do brilho ou do tamanho. Como resultado, até um único pixel em modo flash iria violar este critério. A finalidade é proteger contra flashes com mais de um único pixel, mas uma vez que pode ser aplicada uma quantidade desconhecida de ampliação ou uma definição de elevado contraste, a proibição é contra qualquer tipo de flash.

Nota: Em alguns casos, o que referimos como "modo intermitente" e como "modo flash" pode coincidir ligeiramente. Utilizamos termos diferentes porque o "modo intermitente" provoca um problema de distracção que pode acontecer durante um curto período de tempo, desde que pare (ou possa ser parado), enquanto o "modo flash" pode provocar um ataque epiléptico e não pode ser permitido por essa mesma razão. O ataque epiléptico pode ocorrer mais rapidamente do que o tempo que a maioria dos utilizadores levaria a desligar o flash. Por conseguinte, "intermitente" refere-se a alterações que se repetem lentamente, podendo provocar uma distracção. "Flash" refere-se a alterações que podem provocar um ataque epiléptico se forem muito brilhantes ou durarem muito tempo. Normalmente, a intermitência não ocorre a uma velocidade de 3 por segundo ou mais, por isso não coincide com o flash. Contudo, a intermitência pode ocorrer a uma velocidade superior a 3 por segundo e, como tal, pode existir uma coincidência, Para obter mais informações sobre o modo intermitente, consulte as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.2.2 Colocar em Pausa, Parar, Ocultar .

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 2.3.2

  • As pessoas que têm ataques epilépticos ao visualizar conteúdo em modo flash poderão visualizar todo o conteúdo de um sítio da Web sem sofrerem nenhum ataque e sem terem de perder toda a experiência do conteúdo por estarem limitadas a alternativas em texto. Isto inclui pessoas com epilepsia fotossensível, bem como outras perturbações ao nível de ataques epilépticos provocados por fotossensibilidade.

Exemplos do Critério de Sucesso 2.3.2

  • Um filme com uma cena que envolve clarões de relâmpagos muito brilhantes é editado para que os relâmpagos tenham apenas três flashes no período de um segundo.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 2.3.2 - Três Flashes

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 2.3.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Reduzir o contraste para qualquer conteúdo em modo flash (futuro link)

  • Evitar vermelhos muito intensos para qualquer conteúdo em modo flash (futuro link)

  • Reduzir o número de flashes mesmo que não violem os limites (futuro link)

  • Reduzir a velocidade do conteúdo em directo para evitar flashes contínuos (tal como em lâmpadas de flash) (futuro link)

  • Fixar a imagem momentaneamente se forem detectados 3 flashes no período de um segundo (futuro link)

  • Diminuir a relação de contraste se forem detectados 3 flashes no período de um segundo (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 2.3.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.3.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

flash

duas alterações contrárias na luminescência relativa, que podem causar um ataque epiléptico a algumas pessoas, se forem suficientemente grandes e na gama de frequência correcta

Nota 1: Para obter informações sobre tipos de flash que não são permitidos, consulte os limites de flash universal e flash vermelho .

Nota 2: Consulte também em modo intermitente.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Navegável:
Noções sobre a Directriz 2.4

Directriz 2.4: Fornecer formas de ajudar os utilizadores a navegar, localizar conteúdos e determinar o local em que se encontram.

Finalidade da Directriz 2.4

A finalidade desta directriz é ajudar os utilizadores a localizar os conteúdos de que necessitam e permitir-lhes determinar a localização em que se encontram. Estas tarefas são, muitas vezes, mais difíceis para pessoas com incapacidades. Para efeitos de localização, navegação e orientação, é importante que o utilizador possa saber qual a sua localização actual. Para efeitos de navegação, a informação sobre os possíveis destinos tem de estar disponível. Os leitores de ecrã convertem conteúdo para fala sintetizada que, por ser áudio, tem de ser apresentado numa ordem linear. Alguns Critérios de Sucesso nesta directriz explicam quais as medidas necessárias para garantir que os utilizadores de leitores de ecrã possam navegar no conteúdo com êxito. Outros permitem que os utilizadores reconheçam mais facilmente as barras de navegação e os cabeçalhos de página e ignorem o conteúdo repetido. As funcionalidades ou comportamentos pouco habituais da interface de utilizador podem confundir as pessoas com incapacidades cognitivas.

Tal como é descrito no Glossário Motive Web Design(página em inglês), a navegação tem duas funções principais:

  • indicar ao utilizador onde se encontra

  • permitir ao utilizador deslocar-se para outra localização

Esta directriz funciona em estreita ligação com a Directriz 1.3, que garante que qualquer estrutura no conteúdo pode ser percepcionada, o que é também uma questão importante na navegação. Os cabeçalhos são mecanismos particularmente importantes para ajudar os utilizadores a orientarem-se e a navegarem no conteúdo. Muitos utilizadores de tecnologias de apoio dependem de cabeçalhos apropriados para lerem por alto a informação e localizarem facilmente as diferentes secções do conteúdo. O cumprimento do Critério de Sucesso 1.3.1 para cabeçalhos também aborda alguns aspectos da Directriz 2.4.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 2.4 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Limitar o número de links por página (futuro link)

  • Fornecer mecanismos para navegar para diferentes secções do conteúdo de uma página Web (futuro link)

  • Tornar os links visualmente distintos (futuro link)

Ignorar Blocos:
Noções sobre o CS 2.4.1

2.4.1 Ignorar Blocos: Está disponível um mecanismo para ignorar blocos de conteúdo que são repetidos em várias páginas Web. (Nível A)

A finalidade deste Critério de Sucesso é permitir que as pessoas que navegam de forma sequencial no conteúdo tenham um acesso mais directo ao conteúdo principal da página Web. As páginas Web e aplicações têm frequentemente conteúdos que surgem em outras páginas ou ecrãs. Os exemplos de blocos de conteúdos repetidos incluem, mas não se limitam a, links de navegação, gráficos de cabeçalho e frames de publicidade. Para efeitos desta norma, as secções pequenas e repetidas, tais como palavras individuais, frases ou links únicos, não são consideradas blocos.

Isto surge em oposição à capacidade que os utilizadores sem problemas de visão têm de ignorar o material repetido, focando-se no centro do ecrã (onde normalmente se encontra o conteúdo principal), ou à capacidade que os utilizadores de rato têm de seleccionar um link com um simples clique no rato, em vez de encontrarem todos os links ou controlos de formulário que precedem o item que pretendem.

A finalidade deste Critério de Sucesso não é exigir que os autores forneçam métodos que sejam redundantes com a funcionalidade fornecida pelo agente de utilizador. A maioria dos browsers da Web fornece atalhos de teclado para deslocar o foco do utilizador para o topo da página. Assim, se for fornecido um conjunto de links de navegação na parte inferior da página Web, será desnecessário fornecer um link para "ignorar" a navegação.

Nota 1: Embora este Critério de Sucesso aborde blocos de conteúdo repetidos em várias páginas, recomendamos também a marcação estrutural em páginas individuais, tal como é descrito no Critério de Sucesso 1.3.1.

Nota 2:

  • Quando este Critério de Sucesso não é cumprido, as pessoas com algumas incapacidades podem ter dificuldade em aceder rápida e facilmente ao conteúdo principal de uma página Web.

  • Os utilizadores de leitores de ecrã que visitam várias páginas no mesmo sítio da Web podem evitar ter de ouvir todos os gráficos de cabeçalho e ter dezenas de links de navegação em cada página, antes de o conteúdo principal ser falado.

  • As pessoas que utilizam apenas o teclado ou uma interface de teclado podem aceder ao conteúdo com menos batimentos de tecla. Caso contrário, poderão ser necessários imensos batimentos de tecla antes de acederem a um link na área do conteúdo principal. Isto pode levar algum tempo e causar dor física intensa para alguns utilizadores.

  • As pessoas que utilizam ampliadores de ecrã não têm de procurar nos mesmos cabeçalhos ou em outros blocos de informação para saber onde começa o conteúdo cada vez que entram numa nova página.

  • As pessoas com limitações cognitivas e as que utilizam leitores de ecrã podem beneficiar quando os links se encontram agrupados em listas.

  • A página inicial de uma agência de informação contém uma notícia principal a meio da página, rodeada por muitos blocos e barras laterais destinados a publicidade, procura e outros serviços. Existe um link no topo da página para aceder à notícia principal. Se não utilizar este link, o utilizador de teclado tem de utilizar a tecla de tabulação para percorrer cerca de 40 links para aceder à notícia principal; o leitor de ecrã tem de ouvir 200 palavras; e o utilizador de ampliador de ecrã tem de procurar a localização do corpo principal.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer acesso por teclado a links importantes e controlos de formulário (futuro link)

  • Fornecer links para melhorar a navegação na página (futuro link)

  • Fornecer teclas de acesso (futuro link)

  • Utilizar tecnologias suportadas por acessibilidade que permitam a navegação estruturada por agentes de utilizador e tecnologias de apoio (futuro link)

  • C6: Colocar conteúdo baseado em marcação estrutural (CSS)

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.4.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Página com Título:
Noções sobre o CS 2.4.2

2.4.2 Página com Título:As páginas Web têm títulos que descrevem o tópico ou a finalidade. (Nível A)

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores a encontrar o conteúdo e a orientarem-se no mesmo, garantindo que todas as páginas Web têm um título descritivo. Os títulos identificam a localização actual sem obrigar os utilizadores a ler ou interpretar o conteúdo da página. Quando surgem títulos nos mapas dos sítios da Web ou nas listas de resultados de procura, os utilizadores podem identificar mais rapidamente o conteúdo que necessitam. Os agentes de utilizador tornam o título da página mais facilmente acessível para que o utilizador possa identificar a página. Por exemplo, um agente de utilizador pode apresentar o título da página na barra de título da janela ou como o nome do separador que contém a página.

  • O critério beneficia todos os utilizadores ao permitir-lhes identificar rápida e facilmente se a informação na página Web é relevante para as suas necessidades.

  • As pessoas com incapacidades visuais irão beneficiar da possibilidade de diferenciarem o conteúdo quando várias páginas Web estão abertas.

  • As pessoas com incapacidades cognitivas, memória de curto prazo limitada e incapacidades de leitura também beneficiam da possibilidade de identificarem o conteúdo pelo seu título.

  • Este critério também beneficia as pessoas com deficiências motoras graves, que dependem do áudio para navegar nas páginas Web.

  • Uma página Web em HTML

    O título descritivo de uma página Web em HTML é marcado com o elemento <title> para que possa ser apresentado na barra de título do agente de utilizador.

  • Um documento

    O título de Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 é "Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0".

    • A introdução tem o título "Introdução às Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0".

    • O corpo principal tem o título "Directrizes das WCAG 2.0".

    • O Anexo A tem o título "Glossário das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0".

    • O Anexo B tem o título "Lista de Verificação para as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0".

    • O Anexo C tem o título "Agradecimentos para as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0".

    • O Anexo D tem o título "Referências para as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0".

  • Uma aplicação Web

    Uma aplicação bancária permite que um utilizador analise as suas contas bancárias, visualize extractos bancários e execute transacções. A aplicação Web gera títulos de forma dinâmica para cada página Web, por ex., "Banco XYZ, Contas de John Smith" "Banco XYZ, Extracto Bancário de Dezembro de 2005 da Conta 1234-5678".

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

  1. G88: Fornecer títulos descritivos para páginas WebE associar um título a uma página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.4.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Ordem do Foco:
Noções sobre o CS 2.4.3

2.4.3 Ordem do Foco: Se uma página Web puder ser navegada de forma sequencial e as sequências de navegação afectem o significado ou a operação, os componentes que podem ser focados recebem o foco de uma forma que o significado e a operabilidade sejam preservados. (Nível A)

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que quando os utilizadores naveguem de modo sequencial nos conteúdos, encontrem a informação apresentada numa ordem consistente com o significado do conteúdo e que funcione a partir do teclado. Isto minimiza a confusão ao permitir que os utilizadores formem um modelo mental consistente do conteúdo. Podem existir ordens diferentes que reflictam relações lógicas no conteúdo. Por exemplo, a deslocação através de componentes numa tabela, uma linha ou uma coluna de cada vez, reflecte as relações lógicas existentes no conteúdo. Qualquer uma das ordens pode cumprir o Critério de Sucesso.

A forma como a ordem de navegação sequencial é determinada no conteúdo da Web é definida pela tecnologia do conteúdo. Por exemplo, HTML simples define a navegação sequencial através da noção de ordem de tabulação. HTML dinâmico pode modificar a sequência de navegação, utilizando scripting em conjunto com um atributo tabindex adicional, para permitir que os elementos adicionais recebam o foco. Se o scripting e os atributos tabindex não forem utilizados, a ordem de navegação é a ordem em que os componentes surgem na sequência do conteúdo. (Consulte Especificação HTML 4.01, secção 17.11, "Fornecer foco a um elemento").

Um exemplo de navegação por teclado que não é a navegação sequencial abordada neste Critério de Sucesso utiliza navegação por teclas de cursor para analisar o componente de uma árvore. O utilizador pode utilizar as teclas de cursor para cima e para baixo para se deslocar entre nós de árvores. Pressionar a tecla de cursor para a esquerda pode expandir um nó, e utilizar, em seguida, a tecla de cursor para baixo permite aceder aos nós recentemente expandidos. Esta sequência de navegação segue a sequência esperada para um controlo de árvore – à medida que os itens adicionais são expandidos ou fechados, são adicionados ou removidos da sequência de navegação.

A ordem do foco pode não ser idêntica à ordem de leitura determinada de forma programática (consulte o Critério de Sucesso 1.3.2), desde que o utilizador continue a compreender e a funcionar com a página Web. Visto que podem existir várias ordens de leitura lógica possíveis do conteúdo, a ordem do foco pode ser igual a qualquer uma delas. Contudo, quando a ordem de uma apresentação específica é diferente da ordem de leitura determinada de forma programática, os utilizadores de uma destas apresentações podem ter dificuldade em compreender ou funcionar com a página Web. Os autores devem ter em consideração todos estes utilizadores quando criam as suas páginas Web.

Por exemplo, um utilizador de leitor de ecrã interage com a ordem de leitura determinada de forma programática, enquanto um utilizador de teclado sem problemas de visão interage com a apresentação visual da página Web. É necessário ter cuidado para que a ordem do foco faça sentido para estes dois tipos de utilizadores e não pareça saltar aleatoriamente.

Estas técnicas beneficiam os utilizadores de teclado que navegam de forma sequencial nos documentos e que esperam que a ordem do foco seja consistente com a ordem de leitura sequencial.

  • As pessoas com deficiências motoras que dependem do acesso por teclado para funcionarem com uma página beneficiam de uma ordem do foco lógica e utilizável.

  • As pessoas com incapacidades de leitura podem ficar desorientadas quando a tabulação desvia o foco para outro ponto não esperado. Estas pessoas beneficiam de uma ordem do foco lógica.

  • As pessoas com deficiências da visão podem ficar desorientadas quando a tabulação desvia o foco para outro ponto não esperado ou quando não conseguem encontrar facilmente o conteúdo à volta de um elemento interactivo.

  • Apenas uma pequena parte da página fica visível a uma pessoa que utilize um ampliador de ecrã, num nível de ampliação elevado. Este utilizador pode interpretar um campo no contexto errado se a ordem do foco não for lógica.

  1. A forma como a ordem de navegação sequencial é determinada no conteúdo da Web é definida pela tecnologia do conteúdo. Por exemplo, HTML simples define a navegação sequencial através da noção de ordem de tabulação. HTML dinâmico pode modificar a sequência de navegação, utilizando scripting em conjunto com um atributo tabindex adicional, para permitir que os elementos adicionais recebam o foco. Neste caso, a navegação deve seguir as relações e sequências existentes no conteúdo. Se o scripting e os atributos tabindex não forem utilizados, a ordem de navegação é a ordem em que os componentes surgem na sequência do conteúdo. (Consulte Especificação HTML 4.01, secção 17.11, "Fornecer foco a um elemento").

  2. Utilizar navegação por teclas de cursor para analisar o componente de uma árvore. O utilizador pode utilizar as teclas de cursor para cima e para baixo para se deslocar entre nós de árvores. Pressionar a tecla de cursor para a esquerda pode expandir um nó, e utilizar, em seguida, a tecla de cursor para baixo permite aceder aos nós recentemente expandidos. Esta sequência de navegação segue a sequência esperada para um controlo de árvore – à medida que os itens adicionais são expandidos ou fechados, são adicionados ou removidos da sequência de navegação.

  3. Uma página Web implementa caixas de diálogo sem modo através de scripting. Quando o botão accionador é activado, abre-se uma caixa de diálogo. Os elementos interactivos na caixa de diálogo são introduzidos na ordem do foco imediatamente a seguir ao botão. Quando a caixa de diálogo é aberta, a ordem do foco passa do botão para os elementos da caixa de diálogo e, em seguida, para o elemento interactivo a seguir ao botão. Quando a caixa de diálogo é fechada, a ordem do foco passa do botão para o elemento seguinte.

  4. Uma página Web implementa caixas de diálogo sem modo através de scripting. Quando o botão accionador é activado, abre-se uma caixa de diálogo e o foco é definido para o primeiro elemento interactivo na caixa de diálogo. Enquanto a caixa de diálogo estiver aberta, o foco está limitado aos elementos da caixa de diálogo. Quando a caixa de diálogo é fechada, o foco volta ao botão ou ao elemento a seguir ao botão.

  5. Uma página Web em HTML é criada com a navegação à esquerda que ocorre em HTML após o conteúdo do corpo principal e estilizado com CSS para aparecer no lado esquerdo da página. Isto é feito para permitir que o foco incida primeiro no conteúdo do corpo principal sem necessitar de atributos tabindex ou JavaScript.

    Nota: Se por um lado este exemplo cumpre o Critério de Sucesso, não é necessariamente verdade que todo o posicionamento CSS o cumpra. Exemplos de posicionamento mais complexos podem ou não preservar o significado e a operabilidade.

  6. O seguinte exemplo não cumpre o Critério de Sucesso:

    Um sítio da Web de uma empresa inclui um formulário que compila dados de marketing e permite aos utilizadores assinarem várias newsletters publicadas pela empresa. A secção do formulário destinada à compilação de dados de marketing inclui campos, tais como o nome, o endereço, a cidade, o estado ou província e o código postal. Outra secção do formulário inclui várias caixas de verificação para que os utilizadores possam indicar quais as newsletters que pretendem receber. Contudo, a ordem de tabulação para o formulário desloca-se entre os campos em diferentes secções do formulário, para que o foco possa deslocar-se do campo do nome para uma caixa de verificação, em seguida, para o endereço e ainda para outra caixa de verificação.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer um mecanismo de realce de alta visibilidade para links ou controlos quando estes recebem o foco do teclado (futuro link)

  • Criar ordens de apresentação alternativas (futuro link)

navegação sequencial

navegação feita na ordem definida pelo avanço do foco (de um elemento para outro) utilizando uma interface de teclado

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Finalidade do Link (Em Contexto):
Noções sobre o CS 2.4.4

2.4.4 Finalidade do Link (Em Contexto): A finalidade de cada link pode ser determinada a partir apenas do texto do link, ou a partir do texto do link juntamente com o respectivo contexto do link determinado de forma programática, excepto quando a finalidade do link for ambígua para os utilizadores em geral. (Nível A)

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores a compreender a finalidade de cada link, para que possam decidir se pretendem aceder ao link. Sempre que possível, forneça o texto do link que identifica a finalidade do mesmo sem ser necessário contexto adicional. A tecnologia de apoio tem a capacidade de fornecer aos utilizadores uma lista dos links existentes na página Web. O texto do link com o máximo de significação possível ajuda os utilizadores que pretendem escolher a partir desta lista de links. O texto do link com significação ajuda também aqueles que pretendem utilizar a tecla de tabulação para percorrer os links. Os links com significação ajudam os utilizadores a escolher qual o link a aceder, sem necessitarem de estratégias complicadas para compreenderem a página.

Em algumas situações, os autores podem querer fornecer parte da descrição do link em texto logicamente relacionado, que fornece o contexto para o link. Neste caso, o utilizador deve poder identificar a finalidade do link sem mover o foco do link. Por outras palavras, pode aceder a um link e descobrir mais sobre o mesmo sem perder a sua localização. Isto pode ser obtido colocando a descrição do link na mesma oração, no mesmo parágrafo, nos mesmos itens da lista, no cabeçalho imediatamente antes do link ou na mesma célula de tabela que o link, ou na célula do campo de cabeçalho da tabela para um link numa tabela de dados, visto estarem directamente associados ao próprio link.

Este contexto será muito útil se preceder o link. (Por exemplo, se utilizar texto de link ambíguo, é aconselhável colocá-lo no final de uma oração que descreva o seu destino, em vez de colocar a frase ambígua no início da oração). Se a descrição surgir após o link, pode ser confuso e difícil para os utilizadores de leitores de ecrã que lêem a página por ordem (de cima para baixo).

Os links com o mesmo destino devem ter as mesmas descrições (de acordo com o Critério de Sucesso 3.2.4), mas os links com diferentes finalidades e destinos devem ter descrições diferentes.

O Critério de Sucesso inclui uma excepção para os links cuja finalidade não possa ser determinada a partir da informação na página Web. Nesta situação, a pessoa com a incapacidade não está em desvantagem; não existe contexto adicional disponível para compreender a finalidade do link. Contudo, para cumprir o Critério de Sucesso, deve ser disponibilizado um contexto na página Web, para que o utilizador possa interpretar a finalidade do link, no texto do link ou associado de forma programática ao link.

Nota: Podem existir situações em que a finalidade do link deve ser desconhecida ou obscurecida. Por exemplo, um jogo pode ter links identificados apenas como porta 1, porta 2 e porta 3. Este texto do link será suficiente, visto que a finalidade dos links é criar expectativas para todos os utilizadores.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 2.4.9 Finalidade do Link (Apenas o Link).

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com deficiências motoras permitindo-lhes ignorar os links que não lhes interessem, evitar os batimentos de tecla necessários para aceder ao conteúdo referido e regressar ao conteúdo actual.

  • As pessoas com limitações cognitivas não ficam desorientadas devido aos vários meios de navegação em conteúdos que não lhes interessam.

  • As pessoas com incapacidades visuais podem determinar a finalidade de um link explorando o contexto do link.

  • Um link contém texto que fornece uma descrição da informação nesse URI

    Uma página contém a oração "Houve muito derramamento de sangue durante o período Medieval da história.", em que "período Medieval da história" corresponde a um link.

  • Um link é precedido por uma descrição em texto da informação nesse URI

    Uma página contém a oração "Saiba mais sobre a Comissão do Governo da Irlanda para a Votação Electrónica em Go Vote!" em que "Go Vote!" corresponde a um link.

  • Um ícone e texto estão incluídos no mesmo link

    Um ícone de uma máquina de votação e o texto "Comissão do Governo da Irlanda para a Votação Electrónica" formam, em conjunto, um único link. O texto alt para o ícone é null, visto que a finalidade do link já é descrita pelo texto do link junto ao ícone.

  • Uma lista de títulos de livros

    Está disponível uma lista de livros em três formatos: HTML, PDF e mp3 (uma gravação de uma pessoa a ler um livro). Para evitar ouvir o título de cada livro três vezes (uma para cada formato), o primeiro link para cada livro é o título do livro, o segundo link indica "PDF" e o terceiro indica "mp3."

  • Resumos de artigos de notícias

    Uma página Web contém um conjunto de artigos de notícias. A página principal lista as primeiras frases de cada artigo, seguidas de um link "Saiba mais". Um comando de leitor de ecrã para ler o actual parágrafo fornece o contexto para interpretar a finalidade do link.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

  1. G91: Fornecer texto de link que descreva a finalidade de um link

  2. Permitir que o utilizador escolha texto do link curto ou longo utilizando uma das seguintes técnicas específicas da tecnologia:

  3. G53: Identificar a finalidade de um link utilizando o texto do link em conjunto com o texto da respectiva frase

  4. Fornecer uma descrição adicional da finalidade de um link utilizando uma das seguintes técnicas:

  5. Identificar a finalidade de um link utilizando o texto do link em conjunto com o contexto do link determinado de forma programática, utilizando uma das seguintes técnicas:

Nota: Devido às grandes limitações do agente de utilizador em suportar o acesso ao atributo title, os autores devem ter cuidado ao aplicar esta técnica. Por este motivo, é preferível que o autor utilize a técnica C7: Utilizar CSS para ocultar uma parte do texto do link (CSS) ou H30: Fornecer texto de link que descreva a finalidade de um link para os elementos anchor (HTML) .

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas a situações.

ambíguo para os utilizadores em geral

a finalidade não pode ser determinada a partir do link e de toda a informação da página Web apresentada ao utilizador em simultâneo com o link (i.e., os leitores com incapacidades não saberiam qual a finalidade de um link até o activarem)

Exemplo: A palavra "goiaba" na seguinte frase "Uma das maiores exportações é a goiaba" corresponde a um link. O link pode conduzir a uma definição de goiaba, a um gráfico que apresenta a quantidade de goiabas exportadas ou a uma fotografia de pessoas a apanhar goiabas. Os leitores só poderão sabê-lo depois de activarem o link e, neste caso, a pessoa com incapacidade não se encontra em qualquer desvantagem.

objectivo do link

característica do resultado obtido ao activar-se uma hiperligação

contexto de link determinado de forma programática

informação adicional que pode ser determinada de forma programática a partir de relações com um link, combinada com o texto de link e apresentada aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo: Em HTML, a informação que é determinável de forma programática a partir de um link em inglês inclui texto que se encontra no mesmo parágrafo, lista ou campo de tabela como sendo o link, ou num campo de cabeçalho numa tabela associado ao campo da tabela que contém o link.

Nota: Uma vez que os leitores de ecrã interpretam a pontuação, podem de igual forma fornecer o contexto a partir da frase actual quando o ponto de interesse se situar num link existente nessa frase.


Várias Formas:
Noções sobre o CS 2.4.5

2.4.5 Várias Formas: Está disponível mais de uma forma para localizar uma página Web num conjunto de páginas Web, excepto quando a Página Web for o resultado, ou um passo, de um processo. (Nível AA)

A finalidade deste Critério de Sucesso é possibilitar aos utilizadores localizarem conteúdo de um modo que satisfaça as suas necessidades. Os utilizadores podem achar uma técnica mais fácil ou mais compreensível do que outra.

Mesmo os sítios da Web de pequenas dimensões devem fornecer aos utilizadores alguma forma de orientação. Para um sítio da Web com três ou quarto páginas, em que todas as páginas têm um link a partir da página inicial, pode ser suficiente fornecer apenas links de e para a página inicial, na qual os links podem também servir de mapa do sítio da Web.

  • Fornecer uma oportunidade de navegar em sítios da Web em mais do que uma forma pode ajudar as pessoas a encontrar a informação mais rapidamente. Os utilizadores com deficiências da visão podem achar mais fácil navegar para a parte correcta do sítio da Web através de uma procura, em vez de se deslocarem através de uma barra de navegação grande utilizando um ampliador de ecrã ou um leitor de ecrã. As pessoas com incapacidades cognitivas podem preferir um índice ou um mapa que forneça uma descrição geral do sítio da Web, em vez de lerem e analisarem várias páginas Web. Alguns utilizadores podem preferir explorar o sítio da Web de uma forma sequencial, movendo-se através das páginas Web para melhor compreenderem os conceitos e a disposição.

  • As pessoas com limitações cognitivas podem achar mais fácil utilizar as funcionalidades de procura em vez de um esquema de navegação hierárquico que seja difícil de compreender.

  • Um mecanismo de procura.

    Uma grande empresa de transformação de produtos alimentares fornece um sítio da Web que contém receitas que utilizam os seus produtos. O sítio fornece um mecanismo de procura de receitas que utilizem um determinado ingrediente. Além disso, fornece uma caixa de listagem das várias categorias de alimentos. Um utilizador pode introduzir a palavra "sopa" no motor de busca ou seleccionar "sopa" a partir da caixa de listagem para aceder a uma página com uma lista de receitas feitas com os produtos da empresa utilizados para confeccionar sopas.

  • Links entre páginas Web.

    Um cabeleireiro local criou um sítio da Web para promover os seus serviços. O sítio contém apenas cinco páginas Web. Existem links em cada página Web para avançar ou retroceder de forma sequencial nas páginas Web. Além disso, cada página Web contém uma lista de links para se aceder às outras páginas Web.

  • Quando o conteúdo é o resultado de um processo ou tarefa – Confirmação de transferência de fundos.

    Um sítio da Web de um banco online permite a transferência de fundos entre contas através da Internet. Não existe outra forma de localizar a confirmação da transferência de fundos até o titular da conta completar a transferência.

  • Quando o conteúdo é o resultado de um processo ou tarefa – Resultados do motor de busca.

    Um motor de busca fornece os resultados da procura com base na entrada de dados por parte do utilizador. Não existe outra forma de localizar os resultados da procura a não ser executando o próprio processo de procura.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.4.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

processo

conjunto de acções do utilizador, em que cada acção é necessária para executar uma actividade

Exemplo 1: Uma boa utilização de uma série de páginas Web num sítio da Web de compras requer que os utilizadores visualizem produtos, preços e ofertas alternativos, seleccionem produtos, submetam uma encomenda, forneçam informação sobre o envio e sobre o pagamento.

Exemplo 2: Uma página de registo de conta requer o preenchimento correcto de um teste de Turing antes de poder aceder ao formulário de registo.

conjunto de páginas Web

um conjunto de páginas Web que partilham um objectivo comum e que são criadas pelo mesmo autor, grupo ou organização

Nota: Versões de idiomas diferentes seriam considerados como sendo conjuntos diferentes de páginas Web.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Cabeçalhos e Etiquetas:
Noções sobre o CS 2.4.6

2.4.6 Cabeçalhos e Etiquetas: Os cabeçalhos e as etiquetas descrevem o tópico ou a finalidade. (Nível AA)

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores a compreender qual a informação existente nas páginas Web e como essa informação está organizada. Quando os cabeçalhos são claros e descritivos, os utilizadores podem encontrar mais facilmente a informação que procuram e compreender mais facilmente as relações entre as diferentes partes do conteúdo. As etiquetas descritivas ajudam os utilizadores a identificar os componentes específicos no contexto.

As etiquetas e os cabeçalhos não têm de ser extensos. Uma palavra, ou mesmo um único carácter, pode ser suficiente, desde que forneça um sinal de aviso apropriado para encontrar o conteúdo e navegar no mesmo.

  • Os cabeçalhos descritivos são, sobretudo, úteis para os utilizadores com incapacidades que tornam a leitura lenta e para pessoas com memória de curto prazo limitada. Estas pessoas beneficiam quando os títulos das secções tornam possível prever o conteúdo de cada secção.

  • As pessoas com dificuldades em utilizar as mãos, ou que sentem dor quando o fazem, beneficiam de técnicas que reduzem o número de batimentos de tecla necessários para aceder ao conteúdo de que necessitam.

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas que utilizam os leitores de ecrã, garantido que as etiquetas e os cabeçalhos têm significação quando lidos fora de contexto, por exemplo, num Índice ou quando se passa de um cabeçalho para outro numa página.

    Este Critério de Sucesso pode também ajudar os utilizadores com baixa visão, que conseguem ver apenas algumas palavras de cada vez.

  • Um sítio da Web de notícias.

    A página inicial de um sítio da Web de notícias lista os cabeçalhos para as últimas notícias principais. Sob cada cabeçalho encontram-se as primeiras 35 palavras da notícia e um link para o artigo completo. Cada cabeçalho fornece uma ideia clara sobre o assunto do artigo.

  • Guia de como escrever bem

    Um guia sobre escrita contém os seguintes títulos de secção: Como Escrever Bem, Eliminar Palavras Inúteis, Identificar Palavras Desnecessárias, etc. Os cabeçalhos da secção são claros e concisos e a estrutura da informação reflecte-se na estrutura dos cabeçalhos.

  • Exemplo 3: Cabeçalhos consistentes em artigos diferentes

    Um sítio da Web contém documentos de uma conferência. As apresentações submetidas têm de obedecer à seguinte estrutura: Resumo, Introdução, [outras secções exclusivas deste artigo], Conclusão, Autor, Biografia, Glossário e Bibliografia. O título de cada página Web identifica claramente o artigo, criando um equilíbrio útil entre a exclusividade dos artigos e a consistência dos cabeçalhos da secção.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

  1. G130: Fornecer cabeçalhos descritivos

  2. G131: Fornecer etiquetas descritivas

Nota: Os cabeçalhos e as etiquetas têm de ser determinados de forma programática, de acordo com o Critério de Sucesso 1.3.1. .

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar cabeçalhos de secção exclusivos numa página Web (futuro link)

  • Iniciar os cabeçalhos de secção com informação exclusiva (futuro link)

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.4.6 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

etiqueta

texto ou outro componente com uma alternativa em texto que é apresentado ao utilizador para identificar um componente no da Web

Nota 1: É apresentada uma etiqueta a todos os utilizadores, ao passo que o nome poderá estar oculto e ficar visível apenas através de tecnologia de apoio. Em muitos casos (mas não todos), o nome e a etiqueta são os mesmos.

Nota 2: O termo etiqueta não está limitado ao elemento label em HTML.


Foco Visível:
Noções sobre o CS 2.4.7

2.4.7 Foco Visível: Qualquer interface de utilizador operável por teclado dispõe de um modo de operação, em que o indicador de foco do teclado está visível. (Nível AA)

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que existe, no mínimo, um modo de funcionamento em que o indicador do foco do teclado pode ser localizado visualmente.

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas que dependem do teclado para funcionarem com a página, permitindo-lhes definir visualmente o componente sobre o qual o funcionamento do teclado irá interagir em qualquer momento.

  • As pessoas com défice de atenção, limitações de memória de curto prazo ou limitações em processos de execução beneficiam deste Critério de Sucesso, visto que podem descobrir a localização do foco.

  • Quando os campos de texto recebem o foco, é apresentada uma barra vertical no campo, indicando que o utilizador pode introduzir texto, OU todo o texto está realçado, indicando que o utilizador pode escrever sobre o texto.

  • Quando um controlo de interface de utilizador recebe o foco, é apresentado um limite visível à volta do controlo.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas a situações.

  • Realçar um link ou controlo quando o rato fica suspenso sobre o mesmo (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo de realce de alta visibilidade para links ou controlos quando estes recebem o foco do teclado (futuro link)


Localização:
Noções sobre o CS 2.4.8

2.4.8 Localização: Está disponível informação sobre a localização do utilizador num conjunto de páginas Web . (Nível AAA)

A finalidade deste Critério de Sucesso é fornecer um meio para o utilizador se orientar num conjunto de páginas Web, num sítio da Web ou numa aplicação Web e encontrar informação relacionada.

  • Este Critério de Sucesso é útil para as pessoas com défice de atenção que podem ficar confusas quando seguem uma longa série de passos de navegação para uma página Web. É também útil quando um utilizador acede, através de um link, directamente a uma página num conjunto de páginas Web e necessita de navegar nesse sítio da Web para compreender o conteúdo dessa página ou para encontrar mais informação relacionada.

  • Links para ajudar o utilizador a determinar a sua localização num sítio da Web

    Um grupo de pesquisa faz parte de um departamento educativo numa universidade. A página inicial do grupo apresenta um link para a página inicial do departamento e para a página inicial da universidade.

  • Trilho de navegação

    Um portal da Web organiza os tópicos em categorias. À medida que o utilizador navega entre as categorias e subcategorias, um trilho de navegação apresenta a localização actual na hierarquia das categorias. Cada página contém também um link para aceder à página inicial do portal.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer um link para a página inicial ou página principal (futuro link)

  • Fornecer uma versão de leitura fácil de informações sobre a organização de um conjunto de páginas Web

  • Fornecer uma versão em língua gestual de informações sobre a organização de um conjunto de páginas Web (futuro link)

  • Fornecer um resumo de leitura fácil no início de cada secção de conteúdo (futuro link)

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.4.8 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

conjunto de páginas Web

um conjunto de páginas Web que partilham um objectivo comum e que são criadas pelo mesmo autor, grupo ou organização

Nota: Versões de idiomas diferentes seriam consideradas como sendo conjuntos diferentes de páginas Web.


Finalidade do Link (Apenas o Link):
Noções sobre o CS 2.4.9

2.4.9 Finalidade do Link (Apenas o Link): Está disponível um mecanismo para permitir que a finalidade de cada link seja identificada a partir apenas do texto do link, excepto quando a finalidade do link for ambígua para os utilizadores em geral. (Nível AAA)

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores a compreender a finalidade de cada link no conteúdo para que possam decidir se pretendem aceder ao mesmo. Os links com o mesmo destino devem ter as mesmas descrições (de acordo com o Critério de Sucesso 3.2.4 ), mas os links com finalidades e destinos diferentes devem ter descrições diferentes. Visto que a finalidade de um link pode ser identificada a partir do respectivo texto do link, os links podem ser compreendidos quando estão fora de contexto, por exemplo, quando o agente de utilizador fornece uma lista de todos os links numa página.

O Critério de Sucesso inclui uma excepção para os links cuja finalidade não possa ser determinada a partir da informação na página Web. Nesta situação, a pessoa com a incapacidade não está em desvantagem; não existe contexto adicional disponível para compreender a finalidade do link. Contudo, para cumprir o Critério de Sucesso, deve ser disponibilizado um contexto na página Web para que o utilizador possa interpretar a finalidade do link.

O termo “mecanismo" é utilizado para permitir aos autores tornar todos os links totalmente compreensíveis fora de contexto, por predefinição, ou fornecer uma forma de o fazer, uma vez que, para algumas páginas, fazer com que todos os links não sejam ambíguos por si próprios faz com que as páginas fiquem mais fáceis para alguns utilizadores e mais difíceis para outros. Fornecer a capacidade de tornar ou não os links não ambíguos (por si próprios) fornece aos utilizadores com incapacidades a capacidade de utilizarem a página no formato que melhor se adeqúe às suas necessidades.

Por exemplo: Uma página com uma lista de 100 títulos de livros e os links para fazer o download dos livros em HTML, PDF, DOC, TXT, MP3 ou AAC pode normalmente apresentar o título do livro como link, imediatamente seguido das palavras "em HTML". Em seguida, a frase "Também disponível em:” seguida de uma série de links curtos com o texto "HTML", "PDF", "DOC", "TXT", "MP3" e "AAC". No Nível 3, alguns utilizadores podem optar por visualizar a página desta forma – uma vez que achariam a página mais difícil de compreender ou mais lenta de utilizar se o título completo do livro estivesse incluído em cada link. Outros podem optar por visualizar a página com o título completo em cada link para que cada link seja compreensível por si só. Tanto o primeiro como o segundo grupos podem incluir as pessoas com incapacidades visuais ou cognitivas que utilizam técnicas diferentes de análise ou as pessoas que têm diferentes tipos ou graus de incapacidade.

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com deficiências motoras, permitindo-lhes ignorar as páginas Web que não lhes interessam, evitando os batimentos de tecla necessários para aceder ao referido conteúdo e, em seguida, regressar ao conteúdo actual.

  • As pessoas com limitações cognitivas não ficam desorientadas devido à navegação adicional em conteúdos que não lhes interessam.

  • As pessoas com incapacidades visuais beneficiam por não perder a sua localização no conteúdo quando regressam à página original. A lista de links do leitor de ecrã é mais útil para procurar informação, visto que o objectivo dos links é descrito.

  • Um ícone e texto estão incluídos no mesmo link

    Um ícone de uma máquina de votação e o texto "Comissão do Governo da Irlanda para a Votação Electrónica" formam, em conjunto, um único link.

  • Uma lista de títulos de livros

    Está disponível uma lista de livros em três formatos: HTML, PDF e mp3 (uma gravação de uma pessoa a ler um livro). O título do livro é seguido de links para aceder aos diferentes formatos. O texto apresentado para cada link é apenas o tipo de formato, mas o texto associado a cada link inclui o título e o formato; por exemplo, "As Viagens de Gulliver, MP3".

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

  1. G91: Fornecer texto de link que descreva a finalidade de um link utilizando uma das seguintes técnicas:

  2. Permitir ao utilizador escolher entre texto de link curto ou longo utilizando uma das seguintes técnicas:

  3. Fornecer uma descrição suplementar da finalidade de um link utilizando uma das seguintes técnicas:

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

ambíguo para os utilizadores em geral

a finalidade não pode ser determinada a partir do link e de toda a informação da página Web apresentada ao utilizador em simultâneo com o link (i.e., os leitores com incapacidades não saberiam qual a finalidade de um link até o activarem)

Exemplo: A palavra "goiaba" na seguinte frase "Uma das maiores exportações é a goiaba" corresponde a um link. O link pode conduzir a uma definição de goiaba, a um gráfico que apresenta a quantidade de goiabas exportadas ou a uma fotografia de pessoas a apanhar goiabas. Os leitores só poderão sabê-lo depois de activarem o link e, neste caso, a pessoa com incapacidade não se encontra em qualquer desvantagem.

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.


Cabeçalhos da Secção:
Noções sobre o CS 2.4.10

2.4.10 Cabeçalhos da Secção: Os cabeçalhos da secção são utilizados para organizar o conteúdo. (Nível AAA)

Nota 1: "Cabeçalho" é utilizado no seu significado geral e inclui títulos e outras formas para adicionar um cabeçalho a diferentes tipos de conteúdo.

Nota 2: Este critério de sucesso abrange secções sobre escrita, não sobre componentes da interface de utilizador. Os componentes da interface de utilizador são abrangidos pelo Critério de Sucesso 4.1.2.

A finalidade deste critério de Sucesso é fornecer cabeçalhos para secções de uma página Web quando a página está organizada em secções. Por exemplo, os documentos extensos são frequentemente divididos em vários capítulos, os capítulos têm subtópicos e estes estão divididos em várias secções, que por sua vez estão divididas em parágrafos, etc. Quando estas secções existem, requerem cabeçalhos que as apresentem. Isto indica claramente a organização de um conteúdo, facilita a navegação no conteúdo e fornece “ajudas” mentais para compreender o conteúdo. Os cabeçalhos podem ser complementados por outros elementos da página para melhorar a apresentação (ex., caixas e regras horizontais), mas a apresentação visual não é suficiente para identificar as secções do documento.

Esta norma está inserida no Nível AAA, visto que não pode ser aplicada a todos os tipos de conteúdo e nem sempre pode ser possível introduzir cabeçalhos. Por exemplo, ao colocar na Internet um documento já existente, os cabeçalhos que o autor não incluiu no documento original não podem ser introduzidos; uma carta extensa pode frequentemente abranger tópicos diferentes, mas colocar cabeçalhos numa carta seria muito estranho. Contudo, se um documento for decomposto em secções com cabeçalhos, facilita a compreensão e a navegação.

  • As pessoas cegas saberão quando se deslocam de uma secção de uma página Web para outra e qual a finalidade de cada secção.

  • As pessoas com algumas incapacidades de aprendizagem podem utilizar os cabeçalhos para compreender mais facilmente a organização geral do conteúdo da página.

  • As pessoas que navegam no conteúdo através do teclado podem passar o foco pelos cabeçalhos, permitindo-lhes encontrar rapidamente o conteúdo que lhes interessa.

  • Nas páginas em que o conteúdo faz parte das actualizações da página, os cabeçalhos podem ser utilizados para aceder rapidamente ao conteúdo actualizado.

  • Um menu contém secções diferentes para pratos diferentes. Cada secção tem um cabeçalho: Aperitivos, Salada, Sopa, Entrada, Sobremesa.

  • Uma aplicação Web contém uma página de definições dividida em grupos de definições relacionadas. Cada secção contém um cabeçalho que descreve a classe das definições.

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar a propriedade 'live' para marcar áreas em directo (futuro link) (ARIA)

  • Fornecer mecanismos para navegar para diferentes secções do conteúdo de uma página Web (futuro link)

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 2.4.10 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(actualmente, não existem nenhuns documentados)

secção

Uma parte independente de um conteúdo escrito que aborda um ou mais tópicos ou pensamentos relacionados

Nota: Uma secção pode consistir num ou mais parágrafos e incluir gráficos, tabelas, listas e subsecções.

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes.

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador”.


Legível:
Noções sobre a Directriz 3.1

Directriz 3.1: Tornar o conteúdo de texto legível e compreensível.

Finalidade da Directriz 3.1

A finalidade desta directriz é permitir que o conteúdo de texto seja lido por utilizadores e tecnologias de apoio, e garantir que as informações necessárias para a sua compreensão estejam disponíveis.

A experiência das pessoas com incapacidades relativamente ao texto pode ser de formas muito diferentes. Para algumas, a experiência é visual, para outras auditiva, para umas é táctil e para outras pode ser visual e auditiva. Alguns utilizadores têm grande dificuldade em reconhecer palavras escritas, mas compreendem documentos extremamente complexos e sofisticados quando o texto é lido em voz alta, ou quando as ideias e os processos principais são ilustrados visualmente ou interpretados em língua gestual. Para alguns utilizadores é difícil compreender o significado de uma palavra ou frase a partir do contexto, especialmente quando a palavra ou frase são utilizadas de uma forma invulgar ou têm um significado específico; para estes utilizadores, a capacidade de ler e compreender pode depender da disponibilidade de definições específicas ou das definições por extenso dos acrónimos e das abreviaturas. Os agentes de utilizador, incluindo os que têm suporte de voz e as aplicações gráficas, podem não conseguir apresentar o texto de forma correcta, a menos que o idioma e a orientação do texto estejam identificados; enquanto estes podem ser problemas menores para a maioria dos utilizadores, podem ser barreiras enormes para os utilizadores com incapacidades. Nos casos em que o significado não pode ser determinado sem informações sobre a pronúncia (por exemplo, determinados caracteres japoneses Kanji), as informações sobre a pronúncia têm igualmente de estar disponíveis.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 3.1 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Definir expectativas sobre o conteúdo da página a partir de fontes não controladas (futuro link)

  • Fornecer interpretação em língua gestual para todo o conteúdo (futuro link)

  • Utilizar a linguagem mais clara e mais simples apropriada ao conteúdo (futuro link)

  • Evitar texto alinhado ao centro (futuro link)

  • Evitar texto totalmente justificado (às margens esquerda e direita) de forma a provocar espaçamento reduzido entre as palavras ou caracteres (futuro link)

  • Utilizar texto alinhado à esquerda para idiomas que são escritos da esquerda para a direita, e texto alinhado à direita para idiomas que são escritos da direita para a esquerda (futuro link)

  • Limitar a largura da coluna de texto (futuro link)

  • Evitar blocos de texto em itálico (futuro link)

  • Evitar a utilização excessiva de estilos diferentes em páginas individuais e em sítios da Web (futuro link)

  • Tornar os links visualmente distintos (futuro link)

  • Utilizar imagens, ilustrações, vídeo, áudio ou símbolos para clarificar o significado (futuro link)

  • Fornecer exemplos práticos para clarificar o conteúdo (futuro link)

  • Utilizar um fundo bege em vez de um fundo branco por detrás de texto a preto (futuro link)

  • Evitar a utilização desnecessária de controlos de interface exclusivos (futuro link)

  • Utilizar maiúsculas e minúsculas de acordo com as regras de ortografia do idioma de texto (futuro link)

  • Evitar palavras estrangeiras invulgares (futuro link)

  • Fornecer versões em língua gestual das informações, ideias e processos que têm de ser compreendidos para utilizar o conteúdo (futuro link)

  • Fazer uma referência a uma localização numa página Web fornecendo um link para o efeito (futuro link)

  • Fazer referências a um cabeçalho ou título fornecendo o texto completo do título (futuro link)

  • Fornecer versões de leitura fácil de informações básicas sobre um conjunto de páginas Web, incluindo informações sobre como contactar o Webmaster (futuro link)

  • Fornecer uma versão em língua gestual de informações básicas sobre um conjunto de páginas Web, incluindo informações sobre como contactar o Webmaster (futuro link)

Idioma da Página:
Noções sobre o CS 3.1.1

3.1.1 Idioma da Página: O idioma humano predefinido de cada página Web pode ser determinado de forma programática. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que os programadores de conteúdo forneçam as informações na página Web que os agentes de utilizador necessitam para apresentar texto e outro conteúdo linguístico correctamente. Tanto as tecnologias de apoio como os agentes de utilizador convencionais podem apresentar texto de forma mais exacta quando o idioma da página Web é identificado. Os leitores de ecrã podem carregar as regras de pronúncia correcta. Os browsers visuais podem apresentar caracteres e scripts correctamente. Os leitores multimédia podem mostrar legendas correctamente. Como resultado, os utilizadores com incapacidades conseguirão compreender melhor o conteúdo.

O idioma humano predefinido da página Web é o idioma de processamento de texto predefinido conforme indicado nas Melhores Práticas Internacionais: Especificar Idioma em Conteúdo XHTML e HTML. Quando uma página Web utiliza vários idiomas, o idioma de processamento de texto predefinido é o idioma a que é mais utilizado. (Se forem utilizados vários idiomas de igual forma, o primeiro idioma utilizado deverá ser escolhido como o idioma humano predefinido.)

Nota: Para sítios da Web multilingues que visam o Nível de Conformidade A, o Grupo de Trabalho recomenda fortemente os programadores a seguirem o Critério de Sucesso 3.1.2, mesmo apesar de se tratar de um Critério de Sucesso do Nível AA.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.1.1

Este Critério de Sucesso ajuda:

  • pessoas que utilizem leitores de ecrã ou outras tecnologias que convertam texto em fala sintetizada;

  • pessoas que considerem difícil ler conteúdo escrito de forma fluente e exacta, tal como reconhecer caracteres e alfabetos e descodificar palavras;

  • pessoas com determinadas incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem que utilizem software de texto para fala

  • pessoas que dependam de legendas para multimédia sincronizada

Exemplos do Critério de Sucesso 3.1.1

  • Exemplo 1. Uma página Web com conteúdo em dois idiomas

    Uma página Web criada em alemão e escrita em HTML inclui conteúdo em alemão e inglês, mas a maioria do conteúdo está em alemão. O idioma humano predefinido é identificado como sendo o alemão (de) pelo atributo lang no elemento html.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas do Critério de Sucesso 3.1.1 - Idioma da Página

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Identificar idiomas humanos predefinidos utilizando uma das seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.1.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Especificar o idioma predefinido no cabeçalho HTTP (futuro link)

  • Utilizar http ou o meta tag Conteúdo-Idioma para metadados (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.1.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.1.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

idioma humano

idioma que é falado, escrito ou exprimido (por meio visual ou táctil) para comunicar com os humanos

Nota: Consulte também língua gestual.

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API de acessibilidade suportada por tecnologia de apoio normalmente disponível.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Idioma de Partes:
Noções sobre o CS 3.1.2

3.1.2 idioma de Partes: O idioma humano de cada passagem ou frase do conteúdo pode ser determinado de forma programática, excepto para os nomes próprios, termos técnicos, palavras de idioma indeterminado e palavras ou frases que se tornaram parte do vernáculo do texto imediatamente circundante. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que os agentes de utilizador possam apresentar correctamente o conteúdo escrito em vários idiomas e que as tecnologias de apoio que ajudam os utilizadores a compreender o texto utilizem recursos e conhecimento específico do idioma apropriados. Isto aplica-se a browsers gráficos, bem como a leitores de ecrã, apresentações em braille e outros browsers de voz.

As tecnologias de apoio e os agentes de utilizador convencionais podem apresentar texto de forma mais exacta se o idioma de cada passagem de texto estiver identificado. Os leitores de ecrã podem utilizar as regras de pronúncia do idioma do texto. Os browsers visuais podem apresentar caracteres e scripts de formas apropriadas. Isto é especialmente importante quando se alterna entre idiomas que se lêem da esquerda para a direita e idiomas que se lêem da direita para a esquerda, ou quando o texto é apresentado num idioma que utiliza um alfabeto diferente. Os utilizadores com incapacidades que conhecem todos os idiomas utilizados na página Web conseguirão compreender melhor o conteúdo se cada passagem for apresentada de forma apropriada.

Quando não existir nenhum outro idioma especificado para uma frase ou passagem de texto, o seu idioma humano é o idioma humano predefinido da página Web (consulte o Critério de Sucesso 3.1.1). Como tal, o idioma humano de todo o conteúdo em documentos de um único idioma pode ser determinado de forma programática.

As frases ou palavras individuais num idioma podem tornar-se parte de outro idioma. Por exemplo, "rendezvous" é uma palavra francesa que foi adoptada em inglês, aparece em dicionários de inglês e é pronunciada correctamente por leitores de ecrã em inglês. Como tal, uma passagem de texto em inglês pode incluir a palavra "rendezvous" sem especificar que o seu idioma humano é o francês e continuar a cumprir este Critério de Sucesso. Muitas vezes, quando o idioma humano do texto parece mudar para uma única palavra, essa palavra tornou-se parte do idioma do texto circundante. Como esta situação é muito comum em alguns idiomas, as palavras individuais devem ser consideradas parte do idioma do texto circundante, a menos que seja claro que uma alteração no idioma foi intencional. Se existirem dúvidas sobre se uma alteração no idioma foi intencional, pense se a palavra será pronunciada da mesma forma (excepto o sotaque ou a entoação) no idioma do texto imediatamente circundante.

A maioria das profissões requer a utilização frequente de termos técnicos que podem provir de um idioma estrangeiro. Normalmente, esses termos não se traduzem para todos os idiomas. A natureza universal dos termos técnicos também facilita a comunicação entre profissionais.

Alguns exemplos comuns de termos técnicos são: Homo sapien, Alpha Centauri, hertz e habeas corpus.

A identificação de alterações no idioma é importante por várias razões:

  • Permite que o software de tradução em braille siga as alterações no idioma, por ex., a substituição de códigos de controlo por caracteres acentuados, e a introdução de códigos de controlo para evitar a criação errada de contracções em braille de Categoria 2.

  • Os sintetizadores de fala que suportam vários idiomas poderão ler o texto com o sotaque e pronúncia correctos. Se as alterações não estiverem assinaladas, o sintetizador tentará ler da melhor forma as palavras no idioma predefinido no qual trabalha. Por conseguinte, a palavra francesa para automóvel, "voiture" será pronunciada "voyture" por um sintetizador de fala que utilize o inglês como idioma predefinido.

  • Assinalar as alterações no idioma pode beneficiar desenvolvimentos futuros na tecnologia, por exemplo, os utilizadores que não conseguem traduzir de um idioma para outro poderão utilizar máquinas para traduzir idiomas desconhecidos.

  • Assinalar as alterações no idioma também pode ajudar os agentes de utilizador a fornecer definições utilizando um dicionário.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.1.2

Este Critério de Sucesso ajuda:

  • pessoas que utilizem leitores de ecrã ou outras tecnologias que convertam texto em fala sintetizada;

  • pessoas que considerem difícil ler conteúdo escrito de forma fluente e exacta, tal como reconhecer caracteres e alfabetos, descodificar palavras e compreender palavras e expressões;

  • pessoas com determinadas incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem que utilizem software de texto para fala;

  • pessoas que dependam de legendas para reconhecer alterações no idioma na banda sonora do conteúdo em multimédia sincronizada.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.1.2

  1. Uma frase alemã numa oração em inglês.

    Na frase "He maintained that the DDR (German Democratic Republic) was just a 'Treppenwitz der Weltgeschichte'," a frase alemã 'Treppenwitz der Weltgeschichte' está assinalada como sendo alemã. Dependendo da linguagem de marcação, o inglês pode estar assinalado como o idioma para todo o documento, excepto quando especificado, ou assinalado ao nível do parágrafo. Quando um leitor de ecrã encontra uma frase em alemão, as regras de pronúncia são alteradas de inglês para alemão para pronunciar a palavra correctamente.

  2. Links para idiomas alternativos

    Uma página HTML inclui links para versões da página em outros idiomas (por ex., alemão, francês, holandês, castelhano, etc.). O texto de cada link é o nome do idioma, nesse mesmo idioma. O idioma de cada link é indicado através de um atributo lang .

  3. "Podcast" utilizado numa oração em francês.

    Uma vez que "podcast" faz parte do vernáculo do texto imediatamente circundante no seguinte excerto, "À l'occasion de l'exposition "Energie éternelle. 1500 arts d'art indien", le Palais des Beaux-Arts de Bruxelles a lancé son premier podcast. Vous pouvez télécharger ce podcast au format M4A et MP3," não é necessária qualquer indicação de alteração no idioma.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.1.2 - Idioma de Partes

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Identificar alterações nos idiomas humanos utilizando uma das seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.1.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Tornar texto que não está no idioma humano predefinido da página Web visualmente distinto (futuro link)

  • Fornecer os nomes de todos os idiomas utilizados em passagens ou frases estrangeiras (futuro link)

  • Fornecer marcação do idioma nos nomes próprios para facilitar a pronúncia correcta por parte dos leitores de ecrã (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.1.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.1.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

idioma humano

idioma que é falado, escrito ou exprimido (por meio visual ou táctil) para comunicar com os humanos

Nota: Consulte também língua gestual.

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API de acessibilidade suportada por tecnologia de apoio normalmente disponível.


Palavras Invulgares:
Noções sobre o CS 3.1.3

3.1.3 Palavras Invulgares: Está disponível um mecanismo para identificar definições específicas de palavras ou expressões utilizadas de uma forma restrita e invulgar, incluindo expressões idiomáticas e jargão. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

Certas incapacidades dificultam a compreensão de palavras não literais e de utilização ou palavras especializadas. Certas incapacidades dificultam a compreensão de linguagem figurativa ou de utilização especializada. Fornecer determinados mecanismos é vital para este tipo de público. Recomenda-se a utilização de informações especializadas para leitores não especializados para cumprir este Critério de Sucesso, mesmo quando é exigida apenas a conformidade com o Nível A ou com o Nível AA.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.1.3

Este Critério de Sucesso pode ajudar pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem que:

  • tenham dificuldade em descodificar palavras

  • tenham dificuldade em compreender palavras e expressões

  • tenham dificuldade em utilizar o contexto para ajudar à compreensão

Pode igualmente ajudar pessoas com incapacidades visuais que:

  • percam o contexto quando fazem uma ampliação com o ampliador de ecrã

Exemplos do Critério de Sucesso 3.1.3

  • Texto que inclui uma definição para uma palavra utilizada de uma forma invulgar.

    Organize a lista ou a "cascata" de dicionários e outros recursos para que a procura da definição encontre as definições pretendidas, em vez de apresentar definições de outras fontes na "cascata" (A "cascata" apresenta os dicionários e outros materiais de referência na ordem mais provável de indicar a definição correcta. Isto controla a ordem a seguir ao procurar as definições.)

  • Com as definições no glossário.

    As WCAG 2.0 utilizam a palavra "texto" de uma forma específica. Por conseguinte, quando a palavra "texto" é utilizada nas WCAG 2.0 tem um link para a definição de "texto" fornecida num glossário na mesma página Web.

  • A definição específica de uma palavra é fornecida na parte inferior da página.

    O link interno da palavra para a definição correspondente é igualmente fornecido na página.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Nota: A inclusão de um produto ou nome de fornecedor na lista abaixo não constitui uma aprovação por parte do Grupo de Trabalho das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web ou da Web Accessibility Initiative do World Wide Web Consortium. Esta lista é fornecida simplesmente por uma questão de conveniência e para dar aos utilizadores uma ideia dos recursos que poderão estar disponíveis

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.1.3 - Palavras Invulgares

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se a palavra ou a frase tiverem um único significado na página Web:
  1. G101: Fornecer a definição de uma palavra ou frase utilizadas de uma forma invulgar ou restrita para a primeira ocorrência da palavra ou frase numa página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

  2. G101: Fornecer a definição de uma palavra ou frase utilizadas de uma forma invulgar ou restrita para cada ocorrência da palavra ou frase numa página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

Situação B: Se a palavra ou frase tiverem significados diferentes na mesma página Web:
  1. G101: Fornecer a definição de uma palavra ou frase utilizadas de uma forma invulgar ou restrita para cada ocorrência da palavra ou frase numa página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.1.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar a marcação e a formatação visual para ajudar os utilizadores a reconhecer palavras que têm um significado especial (futuro link)

  • Fornecer uma procura de dicionário activada por voz para que os utilizadores com dificuldade em digitar ou escrever possam dizer a palavra cuja definição necessitam (futuro link)

  • Fornecer um dicionário de língua gestual para ajudar os utilizadores que são surdos a encontrar as definições necessárias (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo para encontrar definições para todas as palavras no conteúdo de texto (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo para determinar o significado de cada palavra ou frase no conteúdo de texto (futuro link)

  • Evitar palavras estrangeiras invulgares (futuro link)

  • Utilizar uma série de dicionários em cascata para fornecer os significados (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.1.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.1.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

expressão idiomática

expressão cujo significado não pode ser deduzido a partir do significado de palavras isoladas, e as palavras específicas não podem ser alteradas sem perder o seu significado

Nota: as expressões idiomáticas não podem ser traduzidas directamente, palavra por palavra, sem perder o seu sentido (cultural ou dependente do idioma).

Exemplo 1: Em inglês, "spilling the beans" significa "revelar um segredo". Contudo, "knocking over the beans" (derrubar os feijões) ou "spilling the vegetables" (deixar cair os feijões) não tem o mesmo significado.

Exemplo 2: Em japonês, a frase "さじを投げる" traduz-se literalmente como "he throws a spoon" (ele atira uma colher), mas significa que não existe mais nada que ele possa fazer e que, finalmente, ele desiste.

Exemplo 3: Em holandês, "Hij ging met de kippen op stok" traduz-se literalmente como "Deitou-se com as galinhas", mas significa que ele foi cedo para a cama.

jargão

palavras utilizadas de uma determinada forma por pessoas num contexto específico

Exemplo: A palavra StickyKeys (teclas presas) faz parte do jargão utilizado no contexto da tecnologia de apoio/acessibilidade.

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.

utilizado de modo pouco habitual ou restrito

palavras utilizadas de uma determinada forma, tendo os utilizadores de conhecer exactamente qual a definição a aplicar de modo a compreender o conteúdo correctamente

Exemplo: O termo "gig" tem um significado se utilizado num debate sobre concertos de música e outro se utilizado num artigo sobre discos rígidos de computadores; contudo, a definição adequada pode ser determinada a partir do contexto. Por outro lado, a palavra "texto" é utilizada de uma forma muito específica na versão WCAG 2.0, daí que o glossário apresente uma definição.


Abreviaturas:
Noções sobre o CS 3.1.4

3.1.4 Abreviaturas: Está disponível um mecanismo para identificar a forma completa ou o significado das abreviaturas . (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que os utilizadores possam aceder à definição por extenso das abreviaturas.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.1.4

Este Critério de Sucesso pode ajudar pessoas que:

  • tenham dificuldade em descodificar palavras;

  • dependam de ampliadores de ecrã (a ampliação pode reduzir os sinais de aviso contextuais);

  • tenham memória limitada;

  • tenham dificuldade em utilizar o contexto para ajudar à compreensão.

As abreviaturas podem confundir alguns leitores de maneiras diferentes:

  • Algumas abreviaturas não parecem palavras normais e não podem ser pronunciadas de acordo com as regras normais do idioma. Por exemplo, a palavra inglesa "room" é abreviada como "rm," o que não corresponde a nenhuma palavra ou fonema em inglês. O utilizador tem de saber que "rm" é uma abreviatura da palavra "room" para poder lê-la correctamente.

  • Por vezes, a mesma abreviatura tem diferentes significados em contextos diferentes. Por exemplo, na frase em inglês "Dr. Johnson lives on Boswell Dr.," o primeiro "Dr." é uma abreviatura de "Doutor" e a segunda ocorrência é uma abreviatura da palavra "Drive" (uma palavra que significa "rua"). Os utilizadores têm de conseguir compreender o contexto para saberem o significado das abreviaturas.

  • Alguns acrónimos formam palavras comuns, mas são utilizados de formas diferentes. Por exemplo, "JAWS" é um acrónimo de um leitor de ecrã, cujo nome completo é "Job Access with Speech". É igualmente uma palavra comum em inglês que significa a parte da boca que segura os dentes. O acrónimo é utilizado de forma diferente da palavra comum.

  • Alguns acrónimos lêem-se como palavras comuns, mas escrevem-se de forma diferente. Por exemplo, o acrónimo de Synchronized Multimedia Integration Language, S M I L, pronuncia-se como a palavra inglesa "smile".

Pode igualmente ajudar pessoas com incapacidades visuais que:

  • percam o contexto quando fazem uma ampliação com o ampliador de ecrã

Exemplos do Critério de Sucesso 3.1.4

  • Uma abreviatura cuja definição por extenso é fornecida da primeira vez que a abreviatura aparece no conteúdo.

    O nome "World Wide Web Consortium" aparece como o primeiro cabeçalho na página inicial da organização. A abreviatura "W3C" é colocada entre parênteses no mesmo cabeçalho.

  • Um formulário de procura de dicionários.

    Um sítio da Web inclui um formulário de procura fornecido por um serviço de acrónimos online. Os utilizadores introduzem um acrónimo e o formulário devolve uma lista de possíveis definições por extenso a partir das fontes onde foi efectuada a procura.

  • Um sítio da Web de medicina.

    Um sítio da Web de medicina fornece informações para médicos e pacientes. O sítio da Web inclui um conjunto de dicionários em cascata; onde em primeiro lugar se encontra um dicionário de medicina especializado, seguido de um segundo dicionário de medicina para o público em geral. A cascata também inclui uma lista de acrónimos e abreviaturas que são exclusivos do sítio da Web e, finalmente, existe também um dicionário normal. O dicionário normal no fim da lista fornece definições para a maioria das palavras do texto. O dicionário de medicina especializado fornece definições de termos médicos invulgares. As definições das palavras que aparecem em mais de um dicionário são apresentadas na ordem da cascata. O significado dos acrónimos e das abreviaturas é fornecido pela lista de acrónimos e abreviaturas.

  • Definições por extenso das Abreviaturas.

    A definição por extenso de cada abreviatura está disponível de um modo determinado de forma programática. Os agentes de utilizador que lêem o texto podem utilizar a definição por extenso para dar a conhecer a abreviatura. Outros agentes de utilizador poderão disponibilizar a definição por extenso como uma descrição ou como ajuda contextual para a abreviatura.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.1.4 - Abreviaturas

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se a abreviatura tiver apenas um significado na página Web:
  1. G102: Fornecer a definição por extenso ou explicação de uma abreviatura para a primeira ocorrência da abreviatura numa página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

  2. G102: Fornecer a definição por extenso ou explicação de uma abreviatura para todas as ocorrências da abreviatura numa página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

Situação B: Se a abreviatura tiver significados diferentes na mesma página Web:
  1. G102: Fornecer a definição por extenso ou explicação de uma abreviatura para todas as ocorrências da abreviatura numa página Web utilizando uma das seguintes técnicas:

Técnicas Adicionais (de tipo de aconselhada) para o 3.1.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar abreviaturas exclusivas numa página Web (futuro link)

  • Utilizar formatação visual para ajudar os utilizadores a reconhecer abreviaturas (futuro link)

  • Fornecer acesso a um dicionário com suporte de voz para ajudar os utilizadores que possam ter dificuldade em descodificar definições por escrito (futuro link)

  • Fornecer uma procura de dicionário activada por voz para que os utilizadores com dificuldade em digitar ou escrever possam dizer a palavra cuja definição necessitam (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.1.4

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.1.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

abreviatura

forma abreviada de uma palavra, frase ou nome, em que a abreviatura não se torna parte do idioma

Nota 1: Isto inclui iniciais e acrónimos, em que:

  1. iniciais são formas abreviadas de um nome ou frase, criadas a partir das letras iniciais das palavras ou sílabas incluídas nesse nome ou frase

    Nota 1: Não definidas em todos os idiomas.

    Exemplo 1: SNCF é uma inicial francesa que inclui as letras iniciais de Société Nationale des Chemins de Fer, a companhia nacional dos caminhos-de-ferro franceses.

    Exemplo 2: ESP são as iniciais para percepção extra-sensorial

  2. acrónimos são formas abreviadas criadas a partir das letras iniciais ou partes de outras palavras (de um nome ou frase), que podem ser pronunciadas como uma palavra

    Exemplo: NOAA é um acrónimo criado a partir das letras iniciais de National Oceanic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos

Nota 2: Algumas empresas adoptaram o que, anteriormente, eram iniciais como o respectivo nome da empresa. Nestes casos, o novo nome da empresa corresponde às letras (por exemplo, Ecma), deixando a palavra de ser considerada como uma abreviatura.

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.


Nível de Leitura:
Noções sobre o CS 3.1.5

3.1.5 Nível de Leitura: Quando o texto exigir uma capacidade de leitura mais avançada do que o terceiro ciclo do ensino básico após a remoção dos nomes próprios e títulos, está disponível conteúdo suplementar, ou uma versão que não exija uma capacidade de leitura mais avançada do que o terceiro ciclo do ensino básico. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

O conteúdo deve ser escrito da forma mais clara e simples possível. A finalidade deste Critério de Sucesso é:

  • garantir que o conteúdo adicional está disponível para ajudar a compreender texto difícil ou complexo;

  • estabelecer uma medida testável que indique quando é necessário o conteúdo adicional.

Este Critério de Sucesso ajuda pessoas com incapacidades de leitura, ao mesmo tempo que permite que os autores forneçam conteúdo da Web difícil ou complexo. A dificuldade do texto é descrita em termos do nível de ensino necessário para ler o texto. Os níveis de ensino são definidos de acordo com a ISCED (International Standard Classification of Education) (CITE - Classificação Internacional Tipo de Educação) [UNESCO], que foi criada para permitir a comparação internacional entre sistemas de educação.

O texto difícil ou complexo pode ser apropriado para a maioria das pessoas do público-alvo (ou seja, a maioria das pessoas para quem o conteúdo foi criado), mas existem pessoas com incapacidades, incluindo incapacidades de leitura, mesmo entre utilizadores com um elevado grau de instrução com conhecimento especializado do assunto. Pode ser possível incluir estes utilizadores tornando o texto mais legível. Se não for possível tornar o texto mais legível, então é necessário conteúdo suplementar. O conteúdo suplementar é necessário quando o texto exige uma capacidade de leitura mais avançada do que o terceiro ciclo do ensino básico, ou seja, mais de nove anos de escolaridade. Esse tipo de texto apresenta grandes obstáculos a pessoas com incapacidades de leitura e é considerado difícil até mesmo para pessoas sem incapacidades que tenham concluído o ensino secundário.

As incapacidades de leitura, tal como a dislexia, dificultam o reconhecimento de palavras escritas ou impressas e a associação das mesmas aos sons correctos. A isto chama-se "descodificar" o texto. A descodificação tem de ser automática para que as pessoas possam ler fluentemente. O acto de descodificar texto palavra por palavra consome muito da energia mental que a maioria das pessoas pode utilizar para compreender o que lêem. O texto que utiliza palavras curtas e comuns e frases curtas é mais fácil de descodificar e, normalmente, requer uma capacidade de leitura menos avançada do que o texto que utiliza frases longas e palavras longas ou pouco familiares.

O nível de ensino necessário para ler o conteúdo de texto (igualmente designado por "legibilidade") é medido ao analisar passagens de texto seleccionadas da página Web. Se a página Web incluir texto escrito para diferentes finalidades ou forem utilizados estilos diferentes, as passagens seleccionadas incluem exemplos dos tipos de conteúdo da página Web e dos estilos diferentes nos quais o conteúdo foi escrito. (Em muitos casos, a página Web contém apenas um tipo de conteúdo de texto, por ex., documentação técnica, um aviso legal, informações de marketing, etc., e todo o conteúdo utiliza o mesmo estilo.)

Os educadores também podem medir o nível de ensino necessário para ler conteúdo de texto. Por exemplo, os professores qualificados podem avaliar o texto de acordo com os critérios de ensino locais para determinar se é necessária uma capacidade de leitura para além da prevista para alunos no último ano do terceiro ciclo do ensino básico.

Uma vez que os nomes das pessoas, os nomes das cidades ou outros nomes próprios não podem ser alterados para nomes mais curtos com menos sílabas, e como fazê-lo ou fazer referência a uma pessoa apenas por pronomes pode tornar as frases mais difíceis de compreender, o critério de sucesso especifica que os nomes próprios podem ser ignorados ou removidos do texto antes de avaliar se cumprem o requisito de capacidade de leitura. Os títulos referem-se ao nome de documentos, livros, filmes, etc. Os títulos são removidos ou ignorados para a análise, uma vez que alterar as palavras nos títulos poderia facilitar a leitura dos mesmos, mas poderia impossibilitar a compreensão do item ao qual o título se refere. Isto dificultaria a leitura e a compreensão do conteúdo (por ex., um livro, um documento académico, um artigo, etc.). Por conseguinte, os títulos também são especificamente dispensáveis.

Quando uma página Web inclui vários idiomas, deve ser calculado um resultado de legibilidade para cada idioma que constitui, no mínimo, 5% do conteúdo que é utilizado em frases ou parágrafos completos (não apenas palavras ou frases individuais). Toda a legibilidade da página deve ser avaliada no idioma que fornece os piores resultados de legibilidade.

A legibilidade do conteúdo também pode ser determinada aplicando uma fórmula de legibilidade à passagem seleccionada. Muitas (mas não todas) fórmulas de legibilidade baseiam os seus cálculos em passagens de 100 palavras. Essas fórmulas foram desenvolvidas para muitos idiomas. O número de palavras na passagem é contado e o comprimento das palavras é determinado contanto o número de sílabas ou o número de caracteres. A maioria das fórmulas de legibilidade também contam o número e comprimento das frases. O comprimento médio das palavras e frases no conteúdo é depois utilizado para calcular um resultado de legibilidade. (Alguns idiomas, tal como o japonês, podem incluir vários scripts na mesma passagem. As fórmulas de legibilidade para estes idiomas podem utilizar o número e comprimento dessas "ocorrências" nos seus cálculos.) O resultado pode ser apresentado como um número (por exemplo, numa escala de 0 a 100) ou como um nível de classificação. Estes resultados podem depois ser interpretados utilizando os níveis de ensino descritos na Classificação Internacional Tipo de Educação. As fórmulas de legibilidade estão disponíveis para alguns idiomas ao executar os correctores ortográficos em software conhecido, se especificar nas opções deste motor que pretende obter as estatísticas quando concluída a verificação dos documentos.

Níveis de ensino
1º e 2º ciclos do ensino básico 3º ciclo do ensino básico Ensino secundário Ensino superior
Primeiros seis anos de escolaridade 7 a 9 anos de escolaridade 10 a 12 anos de escolaridade Mais de 12 anos de escolaridade

Adaptado da Classificação Internacional Tipo de Educação [UNESCO]

Nota: De acordo com a Open Society Mental Health Initiative, o conceito de Easy to Read (Leitura Fácil) não pode ser universal, e não será possível escrever um texto adaptado às capacidades de todas as pessoas com problemas de compreensão e baixo grau de instrução. A utilização da linguagem mais clara e mais simples é recomendada, mas o Grupo de Trabalho das WCAG não conseguiu encontrar uma forma de testar se isso foi alcançado. A utilização do nível de leitura é uma forma de introduzir a possibilidade de teste num Critério de Sucesso que recomenda uma escrita clara. O conteúdo suplementar pode ser uma técnica eficaz para pessoas com alguma incapacidade cognitiva.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.1.5

Este Critério de Sucesso pode ajudar pessoas que:

  • Tenham dificuldade em compreender e interpretar linguagem escrita (por ex., artigos, instruções ou jornais em texto ou braille), com o objectivo de obter conhecimento geral ou informações específicas

Exemplos do Critério de Sucesso 3.1.5

  1. Um jornal científico com resumos legíveis de artigos de pesquisa complexos

    Um jornal científico inclui artigos escritos em linguagem altamente técnica dirigida aos especialistas da área. A página Índice do jornal inclui um resumo de cada artigo em linguagem clara. Os resumos destinam-se a um público geral com oito anos de escolaridade. Os metadados do jornal utilizam a especificação Dublin Core para identificar o nível de ensino do público-alvo dos artigos como "superior", e o nível de ensino do público-alvo dos resumos como "terceiro ciclo do ensino básico".

  2. Informações de medicina para pessoas comuns.

    Uma escola de medicina tem um sítio da Web que explica descobertas médicas e científicas recentes. Os artigos no sítio da Web são escritos para pessoas sem formação médica. Cada artigo utiliza a especificação de metadados Dublin Core para identificar o nível de ensino do público-alvo como "terceiro ciclo do ensino básico" e inclui o resultado da fórmula Flesch Reading Ease (Facilidade de leitura de Flesch) para o artigo. Um link em cada página apresenta o nível de ensino e outros metadados. Não é necessário nenhum conteúdo suplementar porque as pessoas com o terceiro ciclo do ensino básico conseguem ler os artigos.

  3. Uma aplicação e-learning.

    Um curso online sobre a história cultural espanhola inclui um módulo sobre arquitectura mourisca. O módulo inclui texto escrito para alunos com diferentes capacidades de leitura. Fotografias e desenhos de edifícios ilustram os estilos e conceitos arquitectónicos. São utilizados organizadores gráficos para ilustrar relações complexas, e está disponível uma versão áudio com fala sintetizada. Os metadados para cada versão descrevem o nível académico do conteúdo e incluem um resultado de legibilidade baseado nas fórmulas desenvolvidas para texto em idioma espanhol. A aplicação de aprendizagem utiliza estes metadados e metadados sobre os alunos para fornecer versões de conteúdo educativo que satisfazem as necessidades de cada um dos alunos.

  4. Informações científicas que requerem uma capacidade de leitura ao nível do terceiro ciclo do ensino básico.

    O texto abaixo (com um total de 124 palavras) requer uma capacidade de leitura de nível 4.2 nos Estados Unidos de acordo com a fórmula Flesch-Kincaid. Nos Estados Unidos, o nível 4.2 está ao nível do primeiro e segundo ciclos do ensino básico.

    A ciência é testar - e observar de perto. Alguns cientistas utilizam microscópios para fazerem observações de perto. Nós vamos utilizar um simples pedaço de papel.

    Eis o que vamos fazer: Imprima esta página e corte o quadrado para fazer uma "janela" com 2,5 cm ao quadrado. (É mais fácil dobrar a folha ao meio antes de cortar.)

    Escolha algo interessante: um tronco, uma folha, uma flor, o solo, ou um pedaço do solo escavado com uma pá.

    Coloque a janela sobre o que escolheu e observe de perto. Demore o tempo que quiser - isto não é nenhuma competição.

    Para ajudá-lo a observar mais detalhes, faça um desenho do que se encontra no interior do quadrado.

    Agora, vamos reflectir sobre o que descobriu.

    (Fonte: Howard Hughes Medical Institute http://www.hhmi.org/coolscience/forkids/inchsquare/)

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.1.5 - Nível de Leitura

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G86: Fornecer um resumo de texto que necessite de uma capacidade de leitura menos avançada do que o ensino secundário

  2. G103: Fornecer ilustrações visuais, imagens e símbolos para ajudar a explicar ideias, eventos e processos

  3. G79: Fornecer uma versão falada do texto

  4. G153: Tornar o texto mais fácil de ler

  5. G160: Fornecer versões em língua gestual das informações, ideias e processos que têm de ser compreendidos para utilizar o conteúdo

Nota: Vários sítios da Web podem abordar este Critério de Sucesso de formas diferentes. Uma versão de áudio do conteúdo pode ser útil para alguns utilizadores. Para algumas pessoas que são surdas, uma versão em língua gestual da página pode ser mais fácil de compreender do que uma versão em linguagem escrita, uma vez que a língua gestual pode ser a sua primeira língua. Alguns sítios da Web podem decidir fazer ambas ou outras combinações. Não existe nenhuma técnica que ajude todos os utilizadores que têm incapacidades. Como tal, são fornecidas técnicas diferentes, aqui referidas como técnicas de tipo suficiente, aos autores que tentam tornar os seus sítios da Web mais acessíveis. Qualquer técnica numerada ou combinação acima podem ser utilizadas por um determinado sítio da Web e são consideradas como sendo de tipo suficiente pelo Grupo de Trabalho.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.1.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer texto para páginas de navegação e de destino que necessitem de uma capacidade de leitura menos avançada do que o terceiro ciclo do ensino básico (futuro link)

  • Fornecer texto para páginas interiores que necessitem de uma capacidade de leitura ao nível do terceiro ciclo do ensino básico (futuro link)

  • Incluir resumos de conteúdo em metadados (futuro link)

  • Utilizar a linguagem mais clara e simples para o conteúdo (futuro link)

  • Utilizar RDF para associar suplementos ao conteúdo principal (futuro link)

  • Fornecer uma imagem de representação clara na página inicial do sítio da Web (futuro link)

  • Assinalar claramente, utilizando texto ou um ícone, o conteúdo que foi optimizado para uma leitura fácil (futuro link)

  • Utilizar frases que não incluam palavras redundantes, ou seja, palavras que não alterem o significado da frase (futuro link)

  • Utilizar frases que não incluam mais de duas conjunções (futuro link)

  • Utilizar frases que não sejam mais longas do que o comprimento normalmente aceite para o ensino secundário (Nota: Em inglês são 25 palavras) (futuro link)

  • Utilizar frases que não incluam palavras ou expressões complexas que possam ser substituídas por palavras mais comuns sem alterar o significado da frase (futuro link)

  • Fornecer resumos para diferentes secções de texto (futuro link)

  • Utilizar metadados para associar alternativas em diferentes níveis de leitura (futuro link)

  • Utilizar o elemento de acessibilidade Dublin Core para associar conteúdo de texto a suplementos de texto, gráficos ou falados (futuro link)

  • Utilizar o elemento de acessibilidade ISO AfA para associar conteúdo de texto a suplementos de texto, gráficos ou falados (futuro link)

  • Utilizar o elemento de acessibilidade IMS para associar conteúdo de texto a suplementos de texto, gráficos ou falados (futuro link)

  • Tornar os metadados visíveis aos humanos (futuro link)

    • EXEMPLO: Fornecer, em metadados, URI(s) que apontem para uma transcrição de texto de nível de leitura do ensino pré-primário e do primeiro ciclo do ensino básico de um artigo de nível de leitura avançado de uma nova descoberta científica.

Falhas Comuns para o CS 3.1.5

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.1.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

terceiro ciclo do ensino básico

o período de dois ou três anos de escolaridade que tem início após a conclusão dos primeiros seis anos de escolaridade e que termina nove anos após o início do ensino básico

Nota: Esta definição baseia-se na Classificação Internacional Tipo de Educação [UNESCO].

conteúdo suplementar

conteúdo suplementar que ilustra ou explica o conteúdo principal

Exemplo 1: Uma versão áudio de uma página Web.

Exemplo 2: A ilustração de um processocomplexo.

Exemplo 3: Um parágrafo que resume os resultados e recomendações principais obtidos numa pesquisa.


Pronúncia:
Noções sobre o CS 3.1.6

3.1.6 Pronúncia: Está disponível um mecanismo para identificar a pronúncia específica de palavras, em que o significado das mesmas, em contexto, seja ambíguo caso não se conheça a pronúncia. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os cegos, as pessoas com dificuldades de visão e as pessoas com incapacidades de leitura a compreender o conteúdo nos casos em que o significado depende da pronúncia. Muitas vezes, as palavras ou os caracteres têm significados diferentes, cada um com a sua própria pronúncia. O significado dessas palavras e caracteres pode, normalmente, ser determinado a partir do contexto da frase. Contudo, no caso de orações mais complexas ou ambíguas, ou no caso de alguns idiomas, o significado da palavra não pode ser facilmente determinado, ou determinado de todo, sem conhecer a pronúncia. Quando a oração é lida em voz alta e o leitor de ecrã lê a palavra utilizando a pronúncia errada, a compreensão pode ser ainda mais difícil do que ao lê-la visualmente. Quando as palavras são ambíguas ou vagas nos casos em que não se conhece a pronúncia, é necessário fornecer alguns meios para determinar a pronúncia.

Por exemplo, no idioma inglês, os heterónimos são palavras que se escrevem da mesma maneira, mas têm significados e pronúncias diferentes, tais como as palavras "desert" (abandonar) e "desert" (deserto). Se a pronúncia correcta puder ser determinada a partir do contexto da frase, então nada será necessário. Se não for possível, então será necessário algum mecanismo para determinar a pronúncia correcta. Além disso, em alguns idiomas, determinados caracteres podem ser pronunciados de formas diferentes. Em japonês, por exemplo, existem caracteres, como os caracteres Han (Kanji), que têm várias pronúncias. Os leitores de ecrã podem ler os caracteres de forma incorrecta sem as informações sobre a pronúncia. Quando lido de forma incorrecta, o conteúdo não fará qualquer sentido para os utilizadores.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.1.6

Este Critério de Sucesso pode ajudar pessoas que:

  • tenham dificuldade em descodificar palavras

  • tenham dificuldade em utilizar o contexto para ajudar à compreensão

  • utilizem tecnologias que lêem as palavras em voz alta

Exemplos do Critério de Sucesso 3.1.6

  • Fornecer a pronúncia do nome de uma pessoa.

    O conteúdo da Web em japonês fornece caracteres kana (caracteres silábicos e fonéticos japoneses) escritos junto aos caracteres Han (Kanji) para mostrar a pronúncia do nome de uma pessoa. O kana é fornecido aos utilizadores entre parênteses a seguir a uma palavra. Fornecer a pronúncia das palavras escritas em caracteres Han (Kanji) permite aos utilizadores sem problemas de visão e aos leitores de ecrã ler/pronunciar as palavras correctamente. Tenha em atenção que os leitores de ecrã irão ler a palavra duas vezes: os caracteres Han (Kanji) que podem ser pronunciados de uma forma incorrecta são lidos em primeiro lugar e, em seguida, os caracteres kana são lidos para fornecer a pronúncia correcta.

  • Mostrar a pronúncia das palavras através do elemento ruby .

    O conteúdo da Web que utiliza XHTML 1.1 fornece kana (caracteres silábicos e fonéticos) escrito acima dos caracteres para mostrar a pronúncia das palavras utilizando o elemento ruby .

  • Fornecer ficheiros de som da pronúncia.

    Um documento inclui algumas palavras cujo significado não pode ser determinado sem conhecer a pronúncia correcta. Cada palavra tem um link para um ficheiro de som que fornece a pronúncia correcta. Os utilizadores podem seleccionar estes links para saber como as palavras devem ser pronunciadas.

  • Com informações sobre a pronúncia no glossário.

    Uma página Web inclui uma secção de glossário. Alguns itens do glossário incluem informações sobre a pronúncia, bem como definições. As palavras no conteúdo, cujo significado não pode ser determinado sem conhecer a sua pronúncia, têm um link para as respectivas entradas no glossário.

  • Texto que inclui informações sobre a pronúncia para caracteres partilhados por vários idiomas, mas pronunciados de forma diferente em cada um deles

    Um sítio da Web de uma universidade japonesa inclui várias citações curtas de textos académicos em chinês e coreano. As citações são escritas utilizando o mesmo script do texto em japonês. As informações sobre a pronúncia são fornecidas para mostrar a pronúncia correcta dos caracteres chineses e coreanos.

Nota: Para o japonês, o elemento ruby é utilizado para mostrar a "leitura" em vez da "pronúncia".

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.1.6 - Pronúncia

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G120: Fornecer a pronúncia imediatamente a seguir à palavra

  2. G121: Aceder às pronúncias através de um link

  3. G62: Fornecer um glossário que inclua as informações sobre a pronúncia para palavras que tenham uma única pronúncia no conteúdo e o seu significado dependa da pronúncia

  4. Fornecer informações sobre a pronúncia utilizando uma das técnicas de tecnologia específica abaixo

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.1.6

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer pronúncias num ficheiro de som, para que os utilizadores possam ouvir as pronúncias de uma palavra (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo para encontrar as pronúncias de todas as palavras estrangeiras no conteúdo de texto (futuro link)

  • Fornecer um mecanismo para determinar as pronúncias de cada palavra ou frase no conteúdo de texto (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.1.6

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.1.6 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(Actualmente, não existem falhas documentadas)

Termos-Chave

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.


Previsível:
Noções sobre a Directriz 3.2

Directriz 3.2: Fazer com que as páginas Web surjam e funcionem de forma previsível.

Finalidade da Directriz 3.2

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores com incapacidades apresentando o conteúdo numa ordem previsível de página Web para página Web e tornando previsível o comportamento dos componentes interactivos e funcionais. É difícil para alguns utilizadores formar uma descrição geral da página Web: os leitores de ecrã apresentam o conteúdo como uma sequência de uma dimensão de fala sintetizada que dificulta a compreensão das relações de espaço. Os utilizadores com limitações cognitivas podem ficar confusos se os componentes aparecerem em diferentes locais em páginas diferentes.

Por exemplo, as pessoas que utilizam ampliadores de ecrã vêem apenas parte do ecrã em determinadas alturas; uma disposição consistente facilita a localização de barras de navegação e outros componentes. Colocar componentes repetidos na mesma ordem relativa num conjunto de páginas Web permite aos utilizadores com incapacidades de leitura se concentrarem numa área do ecrã, em vez de perderem tempo a descodificar o texto de cada link. Os utilizadores com utilização limitada das mãos podem mais facilmente determinar a forma como executar as suas tarefas utilizando a digitação o menos possível.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 3.2 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Colocar etiquetas para aumentar a previsibilidade das relações

Em Foco:
Noções sobre o CS 3.2.1

3.2.1 Em Foco: Quando um componente recebe foco, não inicia uma alteração de contexto. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que a funcionalidade é previsível à medida que os utilizadores navegam através de um documento. Qualquer componente que possa accionar um evento quando recebe foco não pode alterar o contexto. Os exemplos de alteração de contexto quando um componente recebe foco incluem, mas não estão limitados a:

  • formulários submetidos automaticamente quando um componente recebe foco;

  • novas janelas iniciadas quando um componente recebe foco;

  • o foco é alterado para outro componente quando esse componente recebe foco;

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.2.1

  • Este Critério de Sucesso ajuda as pessoas com incapacidades visuais, limitações cognitivas e deficiências motoras, reduzindo a possibilidade de ocorrer uma alteração de contexto inesperada.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.2.1

  • Exemplo 1: Um menu pendente

    Um menu pendente numa página permite aos utilizadores escolherem entre destinos. Se a pessoa utilizar o teclado para se mover para baixo até uma opção e activá-la (com a barra de espaços ou a tecla Enter) irá avançar para uma nova página. Contudo, se a pessoa se mover para baixo até uma opção e clicar na tecla Escape ou na tecla de tabulação para sair do menu pendente, não avança para um novo ecrã, uma vez que o foco sai do menu pendente.

  • Exemplo de uma Falha: Uma caixa de diálogo de ajuda

    Quando um campo recebe foco, é apresentada uma janela com uma caixa de diálogo de ajuda com a descrição do campo e algumas opções. À medida que um utilizador de teclado utiliza a tecla de tabulação para percorrer a página Web, a caixa de diálogo é apresentada, afastando o foco do teclado do controlo sempre que o utilizador tenta utilizar a tecla de tabulação para percorrer o campo.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.2.1 - Em Foco

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G107: Utilizar "activar" em vez de "focar" como um accionador para as alterações de contexto

Nota: Uma alteração de conteúdo nem sempre é uma alteração de contexto. Este critério de sucesso é automaticamente cumprido se as alterações de conteúdo não forem igualmente alterações de contexto.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.2.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Não provocar alterações persistentes de estado ou valor quando um componente recebe foco, ou fornecer um meio alternativo para repor quaisquer alterações (futuro link)

  • Abrir novas janelas apenas quando for mais vantajoso de uma perspectiva de acessibilidade (futuro link)

  • Fornecer um pré-aviso aos utilizadores quando abrirem uma nova janela (futuro link)

Termos-Chave

alterações de contexto

alterações importantes no conteúdo da página Web que, se efectuadas sem conhecimento do utilizador, podem desorientar os utilizadores que não podem visualizar toda a página em simultâneo

As alterações de contexto incluem alterações de:

  1. agente de utilizador;

  2. janela;

  3. foco;

  4. conteúdo que altera o significado da página Web.

Nota: Uma alteração de conteúdo nem sempre é uma alteração de contexto. As alterações de conteúdo, tais como um contorno extensível, um menu dinâmico ou um controlo de separador não alteram necessariamente o contexto, a menos que também alterem um dos quatro indicados acima (por ex., o foco).

Exemplo: Abrir uma nova janela, mover o foco para um componente diferente, aceder a uma nova página (incluindo qualquer coisa que dê a sensação ao utilizador de se ter deslocado para uma nova página) ou reorganizar significativamente o conteúdo de uma página, são exemplos de alterações de contexto.


Em Entrada:
Noções sobre o CS 3.2.2

3.2.2 Em Entrada: Alterar a definição de um componente da interface de utilizador não provoca, automaticamente, uma alteração de contexto, a menos que o utilizador tenha sido avisado sobre essa situação antes de utilizar o componente. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que a introdução de dados ou a selecção de um controlo de formulário têm efeitos previsíveis. Alterar a definição de qualquer componente da interface de utilizador é alterar algum estado no controlo que irá manter-se quando o utilizador já não estiver a interagir com ele. Como tal, seleccionar uma caixa de verificação ou introduzir texto num campo de texto altera a sua definição, mas activar um link ou um botão não. As alterações no contexto podem confundir os utilizadores que não compreendem facilmente a alteração ou se distraem facilmente pelas alterações. As alterações de contexto são apropriadas apenas quando é evidente que irá ocorrer essa alteração em resposta à acção do utilizador.

Nota: Este Critério de Sucesso abrange alterações no contexto devido à alteração da definição de um controlo. Clicar em links ou em separadores num controlo de separador significa activar o controlo, não alterar a definição desse controlo.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.2.2

  • Este Critério de Sucesso ajuda os utilizadores com incapacidades tornando o conteúdo interactivo mais previsível. As alterações inesperadas de contexto podem ser tão confusas para os utilizadores com incapacidades visuais ou limitações cognitivas que estes tornam-se incapazes de utilizar o conteúdo.

  • As pessoas que não conseguem detectar alterações de contexto têm menos probabilidade de ficarem desorientadas ao navegar num sítio da Web. Por exemplo:

    • As pessoas cegas ou com dificuldades de visão podem ter dificuldade em perceber quando ocorreu uma alteração visual de contexto, tal como a apresentação de uma nova janela. Neste caso, avisar previamente os utilizadores de alterações de contexto minimiza a confusão quando o utilizador descobre que o botão de retrocesso já não se comporta como o esperado.

  • Algumas pessoas com dificuldades de visão, incapacidades intelectuais e de leitura e dificuldades em interpretar sinais de aviso visuais podem beneficiar de sinais de aviso adicionais para detectar alterações de contexto.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.2.2

  • É fornecido um formulário para criar entradas de calendário numa aplicação de agendamento e calendarização baseada na Web. Juntamente com os campos normais para assunto, hora e localização, existe um conjunto de botões de opção para seleccionar o tipo de entrada de calendário que pretende criar. O tipo de entrada de calendário pode ser uma reunião, um compromisso ou um lembrete. Se o utilizador seleccionar o botão de opção referente à reunião, são apresentados campos adicionais na página para introduzir os participantes na reunião. São apresentados campos diferentes se for seleccionado o botão referente ao lembrete. Uma vez que apenas são alteradas partes da entrada e a estrutura geral permanece na mesma, o contexto base mantém-se para o utilizador.

  • Um formulário inclui campos que representam os números de telefone dos E.U.A. Todos os números têm um indicativo de três dígitos seguido de um prefixo de três dígitos e, finalmente, um número com quatro dígitos, e cada parte do número de telefone é introduzida num campo separado. Quando o utilizador acaba de preencher um campo e introduz o primeiro dígito do campo seguinte, o foco move-se automaticamente para o campo seguinte do número de telefone. Este comportamento dos campos do número de telefone é descrito no início do formulário.

Técnicas e Falhas do Critério de Sucesso 3.2.2 - Em Entrada

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G80: Fornecer um botão Submeter para iniciar uma alteração de contexto utilizando uma das técnicas específicas da tecnologia indicadas abaixo

  2. G13: Descrever o que vai acontecer antes de ser efectuada uma alteração num controlo de formulário que provoca uma alteração de contexto

Nota: Uma alteração de conteúdo nem sempre é uma alteração de contexto. Este critério de sucesso é automaticamente cumprido se as alterações de conteúdo não forem igualmente alterações de contexto.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.2.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Fornecer um pré-aviso aos utilizadores quando abrirem uma nova janela (futuro link)

Termos-Chave

alterações de contexto

alterações importantes no conteúdo da página Web que, se efectuadas sem conhecimento do utilizador, podem desorientar os utilizadores que não podem visualizar toda a página em simultâneo

As alterações de contexto incluem alterações de:

  1. agente de utilizador;

  2. janela;

  3. foco;

  4. conteúdo que altera o significado da página Web.

Nota: Uma alteração de conteúdo nem sempre é uma alteração de contexto. As alterações de conteúdo, tais como um contorno extensível, um menu dinâmico ou um controlo de separador não alteram necessariamente o contexto, a menos que também alterem um dos quatro indicados acima (por ex., o foco).

Exemplo: Abrir uma nova janela, mover o foco para um componente diferente, aceder a uma nova página (incluindo qualquer coisa que dê a sensação ao utilizador de se ter deslocado para uma nova página) ou reorganizar significativamente o conteúdo de uma página, são exemplos de alterações de contexto.

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes.

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador."


Navegação Consistente:
Noções sobre o CS 3.2.3

3.2.3 Navegação Consistente: Os mecanismos de navegação que são repetidos em várias páginas Web num conjunto de páginas Web ocorrem pela mesma ordem relativa de cada vez que são repetidos, a menos que seja iniciada uma alteração pelo utilizador. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é estimular a utilização de uma disposição e apresentação consistentes para utilizadores que interagem com conteúdo repetido num conjunto de páginas Web e necessitam de localizar uma funcionalidade ou informações específicas mais do que uma vez. As pessoas com dificuldades de visão que utilizam a ampliação de ecrã para visualizarem uma pequena parte do ecrã utilizam frequentemente os sinais de aviso visuais e os limites da página para localizarem rapidamente o conteúdo repetido. A apresentação do conteúdo repetido na mesma ordem é igualmente importante para utilizadores que utilizam a memória do espaço ou os sinais de aviso visuais para localizarem o conteúdo repetido.

É importante referir que a utilização da frase "mesma ordem" nesta secção não significa que os menus de subnavegação não podem ser utilizados ou que os blocos de navegação secundária ou a estrutura da página não podem ser utilizados. Em vez disso, este Critério de Sucesso pretende ajudar os utilizadores que interagem com conteúdo repetido ao longo de páginas Web a preverem a localização do conteúdo que procuram e a encontrá-lo mais rapidamente quando o procurarem novamente.

Os utilizadores podem iniciar uma alteração na ordem utilizando agentes de utilizador adaptáveis ou definindo preferências para que as informações sejam apresentadas da forma que lhes seja mais útil.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.2.3

  • Garantir que os componentes repetidos se encontram na mesma ordem em cada página de um sítio da Web ajuda a tranquilizar os utilizadores de que poderão prever a localização das coisas que pretendem encontrar em cada página. Isto ajuda os utilizadores com limitações cognitivas, com dificuldades de visão, com incapacidades visuaise igualmente os cegos.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.2.3

  • Um controlo posicionado logicamente

    Um campo de procura é o último item em todas as páginas de um sítio da Web. Os utilizadores podem localizar rapidamente a função de procura.

  • Um menu de navegação expansível

    Um menu de navegação inclui uma lista de sete itens com links para as secções principais de um sítio da Web. Quando um utilizador selecciona um destes itens, é inserida uma lista de itens de subnavegação no menu de navegação de nível superior.

  • Controlos para ignorar navegação posicionados logicamente

    Um link "ignorar navegação" é incluído como o primeiro link em todas as páginas de um sítio da Web. O link permite que os utilizadores ignorem rapidamente as informações do cabeçalho e o conteúdo de navegação e comecem a interagir com o conteúdo principal de uma página.

  • Link para passar para a navegação

    É fornecido um link para passar para a navegação para o conteúdo de navegação no final de uma página. O link está posicionado logicamente na parte superior de cada página para que os utilizadores de teclado possam localizá-lo facilmente quando necessário.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.2.3 - Navegação Consistente

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.2.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Utilizar modelos para garantir a consistência em várias páginas Web (futuro link)

  • Criar disposição, posicionamento, camadas e alinhamento (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.2.3

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.2.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

mesma ordem relativa

a mesma posição em relação a outros itens

Nota: Considera-se que os itens se encontram na mesma ordem relativa, mesmo se forem inseridos ou retirados outros itens da ordem original. Por exemplo, a expansão de menus de navegação permite a introdução de um nível de detalhe adicional, ou a introdução de uma secção de navegação secundária na ordem de leitura.

conjunto de páginas Web

um conjunto de páginas Web que partilham um objectivo comum e que são criadas pelo mesmo autor, grupo ou organização

Nota: Versões de idiomas diferentes seriam consideradas como sendo conjuntos diferentes de páginas Web.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Identificação Consistente:
Noções sobre o CS 3.2.4

3.2.4 Identificação Consistente: Os componentes que têm a mesma funcionalidade num conjunto de páginas Web são identificados de forma consistente. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir a identificação consistente de componentes funcionais que aparecem repetidamente num conjunto de páginas Web. Uma estratégia que as pessoas que utilizam leitores de ecrã utilizam quando exploram um sítio da Web é depender fortemente da sua familiaridade com as funções que podem aparecer em diferentes páginas Web. Se funções idênticas tiverem etiquetas diferentes em diferentes páginas Web, o sítio da Web será consideravelmente mais difícil de utilizar. Também pode ser confuso e aumentar a carga cognitiva para pessoas com limitações cognitivas. Por conseguinte, a colocação consistente de etiquetas irá facilitar este aspecto.

Esta consistência estende-se às alternativas em texto. Se os ícones ou outros itens não textuais tiverem a mesma funcionalidade, então as suas alternativas em texto também deverão ser consistentes.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.2.4

  • As pessoas que conhecem a funcionalidade numa página de um sítio da Web conseguem encontrar as funções pretendidas noutras páginas, se elas existirem.

  • Quando é utilizado conteúdo não textual de uma forma consistente para identificar componentes com a mesma funcionalidade, as pessoas com dificuldades em ler texto ou detectar alternativas em texto podem interagir com a Internet sem depender das alternativas em texto.

  • As pessoas que dependem de alternativas em texto podem ter uma experiência mais previsível. Também podem procurar o componente se este tiver uma etiqueta consistente em páginas diferentes

Exemplos do Critério de Sucesso 3.2.4

  • Exemplo 1: Ícone de Documento

    É utilizado um ícone de documento para indicar o download de um documento através de um sítio da Web. A alternativa em texto para o ícone começa sempre com a palavra “Download", seguida de uma forma abreviada do título do documento. A utilização de alternativas em texto diferentes para identificar nomes de documentos para documentos diferentes é uma utilização consistente de alternativas em texto.

  • Exemplo 2: Marca de Verificação

    Um ícone de marca de verificação funciona como "aprovado" numa página, mas como "incluído" noutra. Uma vez que servem funções diferentes, têm diferentes alternativas em texto.

  • Exemplo 3: Referências consistentes a outras páginas

    Um sítio da Web publica artigos online. Cada artigo abrange várias páginas Web e cada página contém um link para a primeira página, página seguinte e página anterior do artigo. Se as referências à página seguinte apresentarem "página 1", "página 2", "página 3", etc., as etiquetas não são as mesmas, mas são consistentes. Por conseguinte, estas referências não são falhas deste Critério de Sucesso.

  • Exemplo 4: Ícones com funções semelhantes

    Uma aplicação e-commerce utiliza um ícone de impressora que permite ao utilizador imprimir recibos e facturas. Numa parte da aplicação, o ícone de impressora tem a etiqueta "Imprimir recibo" e é utilizado para imprimir recibos, enquanto na outra parte tem a etiqueta "Imprimir factura" e é utilizado para imprimir facturas. A colocação de etiquetas é consistente ("Imprimir x"), mas as etiquetas são diferentes para reflectir as funções diferentes dos ícones. Por conseguinte, este exemplo não é uma falha do Critério de Sucesso.

  • Exemplo 5: Ícone Guardar

    Um ícone "guardar" comum é utilizado ao longo do sítio da Web onde a função Guardar da página é fornecida em várias páginas Web.

  • Exemplo 6: Exemplo de uma Falha

    Um botão "procurar" numa página Web e um botão "localizar" noutra página Web têm ambos um campo para introduzir um termo e apresentam tópicos no sítio da Web relacionados com o termo pretendido. Neste caso, os botões têm a mesma funcionalidade, mas não estão etiquetados de forma consistente.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.2.4 - Identificação Consistente

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. G197: Utilizar etiquetas, nomes e alternativas em texto de forma consistente para conteúdo que tenha a mesma funcionalidadeE seguir as técnicas de tipo suficiente para o Critério de Sucesso 1.1.1 e as técnicas de tipo suficiente para o Critério de Sucesso 4.1.2 para fornecer etiquetas, nomes e alternativas em texto.

Nota 1: As alternativas em texto "consistentes" nem sempre são "idênticas". Por exemplo, pode existir uma seta na parte inferior de uma página Web que funcione como um link para a página Web seguinte. A alternativa em texto pode dizer "Ir para a página 4". Naturalmente, não seria apropriado repetir esta mesma alternativa em texto na página Web seguinte. Seria mais apropriado dizer "Ir para a página 5". Apesar de estas alternativas em texto não serem idênticas, seriam consistentes e, por conseguinte, cumpririam este Critério de Sucesso.

Nota 2: Pode ser utilizado um único item de conteúdo não textual para servir diferentes funções. Nestes casos, as alternativas em texto diferentes são necessárias e devem ser utilizadas. Geralmente, os exemplos podem encontrar-se na utilização de ícones, tais como marcas de verificação, cruzes e sinais de trânsito. As suas funções podem ser diferentes dependendo do contexto da página Web. Um ícone de marca de verificação pode funcionar como "aprovado", "concluído" ou "incluído", etc., dependendo da situação. A utilização de "marca de verificação" como alternativa em texto em todas as páginas Web não ajuda os utilizadores a compreender a função do ícone. Podem ser utilizadas diferentes alternativas em texto quando o mesmo conteúdo não textual serve várias funções.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.2.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Garantir que a alternativa em texto transmite a função do componente e o que irá acontecer quando o utilizador o activar (futuro link)

  • Utilizar o mesmo conteúdo não textual para uma determinada função sempre que possível (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 3.2.4

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.2.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

mesma funcionalidade

o mesmo resultado quando utilizado

Exemplo: Um botão para submeter uma "pesquisa" numa página Web e um botão para "localizar" noutra página Web poderão ambos ter um campo que permita a introdução de uma palavra e apresentar tópicos no sítio da Web relacionados com a palavra submetida. Neste caso, teriam a mesma funcionalidade, mas não seriam etiquetados de forma compatível.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Alteração a Pedido:
Noções sobre o CS 3.2.5

3.2.5 Alteração a Pedido:As alterações de contexto são iniciadas apenas a pedido do utilizador, ou está disponível um mecanismo para desactivar essas alterações. (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é estimular a concepção de conteúdo da Web que forneça aos utilizadores o controlo total das alterações de contexto. Este Critério de Sucesso pretende eliminar potenciais confusões que possam ser provocadas por alterações de contexto inesperadas, tais como a apresentação automática de novas janelas, a submissão automática de formulários depois de seleccionar um item de uma lista, etc. Essas alterações de contexto inesperadas podem causar dificuldades para pessoas com deficiências motoras, dificuldades de visão, cegas e com determinadas limitações cognitivas.

Alguns tipos de alterações de contexto não são prejudiciais para alguns utilizadores, nem beneficiam activamente outros. Por exemplo, os utilizadores que utilizam o manípulo simples esperam alterações de contexto animadas pelo sistema, e as preferências dos utilizadores com dificuldades de visão podem variar consoante a quantidade de conteúdo que conseguem visualizar de uma vez e o que conseguem reter da estrutura da sessão na memória. Alguns tipos de conteúdo, tais como apresentações de diapositivos, necessitam da capacidade de alterar contexto para proporcionar a experiência pretendida ao utilizador. O conteúdo que inicia alterações de contexto automaticamente apenas quando as preferências do utilizador o permitem pode estar em conformidade com este Critério de Sucesso.

Nota: Clicar num link é um exemplo de uma acção que é "iniciada apenas a pedido do utilizador".

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.2.5

  • As pessoas que não são capazes de detectar alterações de contexto ou que podem não perceber que o contexto foi alterado têm menos probabilidade de ficarem desorientadas ao navegar num sítio da Web. Por exemplo:

    • as pessoas cegas ou com dificuldades de visão podem ter dificuldade em perceber quando ocorreu uma alteração visual de contexto, tal como a apresentação de uma nova janela. Neste caso, avisar previamente os utilizadores de alterações de contexto minimiza a confusão quando o utilizador descobre que o botão de retrocesso já não se comporta como o esperado.

  • Algumas pessoas com dificuldades de visão, incapacidades intelectuais e de leitura e dificuldades em interpretar sinais de aviso visuais podem beneficiar de sinais de aviso adicionais para detectar alterações de contexto.

  • As pessoas com determinadas limitações cognitivas não ficam confusas se os redireccionamentos automáticos forem executados pelo servidor da Web em vez de pelo browser.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.2.5

  • Um botão "actualizar agora"

    Em vez de actualizar automaticamente o conteúdo, o autor fornece um botão "Actualizar agora" que solicita uma actualização do conteúdo.

  • Um redireccionamento automático

    Um utilizador é automaticamente redireccionado de uma página antiga para uma nova página sem se aperceber que o redireccionamento ocorreu.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.2.5 - Alteração a Pedido

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se a página Web permitir actualizações automáticas:
  1. G76: Fornecer um mecanismo para solicitar uma actualização do conteúdo em vez de actualizar automaticamente

Situação B: Se forem possíveis redireccionamentos automáticos:
  1. SVR1: Implementar redireccionamentos automáticos no lado do servidor em vez de no lado do cliente (SERVIDOR)

  2. G110: Utilizar um redireccionamento imediato do lado do cliente utilizando uma das seguintes técnicas:

Situação C: Se a página Web utilizar janelas de pop-up:
  1. Incluindo janelas de pop-up utilizando uma das seguintes técnicas:

Situação D: Se utilizar um evento onchange num elemento select:
  1. SCR19: Utilizar um evento onchange num elemento select sem provocar uma alteração de contexto (Scripting)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.2.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

  • Abrir novas janelas fornecendo hiperligações normais sem o atributo target (futuro link), uma vez que vários agentes de utilizador permitem que os utilizadores abram links noutra janela ou separador.

  • Abrir novas janelas apenas quando for mais vantajoso de uma perspectiva de acessibilidade (futuro link)

Termos-Chave

alterações de contexto

alterações importantes no conteúdo da página Web que, se efectuadas sem conhecimento do utilizador, podem desorientar os utilizadores que não podem visualizar toda a página em simultâneo

As alterações de contexto incluem alterações de:

  1. agente de utilizador;

  2. janela;

  3. foco;

  4. conteúdo que altera o significado da página Web.

Nota: Uma alteração de conteúdo nem sempre é uma alteração de contexto. As alterações de conteúdo, tais como um contorno extensível, um menu dinâmico ou um controlo de separador não alteram necessariamente o contexto, a menos que também alterem um dos quatro indicados acima (por ex., o foco).

Exemplo: Abrir uma nova janela, mover o foco para um componente diferente, aceder a uma nova página (incluindo qualquer coisa que dê a sensação ao utilizador de se ter deslocado para uma nova página) ou reorganizar significativamente o conteúdo de uma página, são exemplos de alterações de contexto.

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.


Assistência de Entrada:
Noções sobre a Directriz 3.3

Directriz 3.3: Ajudar os utilizadores a evitar e corrigir erros

Finalidade da Directriz 3.3

Todos cometemos erros. Contudo, as pessoas com algumas incapacidades têm mais dificuldade em criar entradas isentas de erros. Além disso, poderá ser mais difícil detectarem que tenham cometido um erro. Os métodos típicos para indicar a existência de erros podem não lhes ser óbvios devido a um campo de visão limitado, uma percepção de cores limitada ou devido à utilização de tecnologias de apoio. A finalidade desta directriz é reduzir o número de erros graves ou irreversíveis que são cometidos, aumentar a probabilidade de todos os erros serem detectados pelo utilizador e ajudar os utilizadores a compreenderem o que devem fazer para corrigir um erro.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 3.3 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Todas as técnicas de tipo aconselhada para esta directriz referem-se a critérios de sucesso específicos.

Identificação do Erro:
Noções sobre o CS 3.3.1

3.3.1 Identificação do Erro: Se um erro de entrada for automaticamente detectado, o item que apresenta erro é identificado e o erro é descrito ao utilizador por texto. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que os utilizadores tenham a noção de que ocorreu um erro e que possam identificar o que está errado. A mensagem de erro deve ser o mais específica possível. Caso a submissão de um formulário seja mal sucedida, a nova apresentação do formulário e a indicação dos campos errados é insuficiente para alguns utilizadores se aperceberem que ocorreu um erro. Os utilizadores de leitores de ecrã, por exemplo, não saberão de que ocorreu um erro até encontrarem um dos indicadores. Poderão abandonar o formulário antes de encontrar a indicação de erro e pensar que a página simplesmente não está funcional.

A identificação e descrição de um erro podem ser conjugadas com a informação programática que os agentes de utilizador ou tecnologias de apoio podem utilizar para identificar um erro e fornecer informação sobre o erro ao utilizador. Por exemplo, algumas tecnologias podem especificar que a entrada do utilizador não pode ocorrer fora de um determinado âmbito ou que é necessário um campo de formulário. Actualmente, poucas tecnologias suportam este tipo de informação programática, mas o Critério de Sucesso não o exige nem o evita.

É perfeitamente aceitável indicar o erro de outro modo, tal como por imagem, cor, etc., além da descrição em texto.

Consulte também as Noções sobre o Critério de Sucesso 3.3.3 Sugestão de Erro.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.3.1

  • Fornecer informação sobre erros de entrada em texto permite aos utilizadores cegos ou com cegueira para cores aperceberem-se de que ocorreu um erro.

  • Este Critério de Sucesso pode ajudar as pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e aprendizagem que têm dificuldades em compreender o significado representado por ícones ou outros sinais de aviso visuais.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.3.1

  • Identificar erros na submissão de um formulário

    Um sítio da Web de compra de bilhetes online oferece uma promoção especial para voos de baixo custo. O utilizador tem de preencher um formulário simples que solicita informações pessoais, tais como o nome, a morada, o número de telefone, se existe alguma preferência por um lugar em especial e o endereço de correio electrónico. Se algum dos campos do formulário ficar por preencher ou for preenchido incorrectamente, é apresentado um alerta ao utilizador cm a indicação do campo ou campos que estão em falta ou incorrectos.

    Nota: Este Critério de Sucesso não significa que não possam ser utilizados os estilos de cor ou de texto para assinalar os erros. Requer, simplesmente, que os erros também sejam identificados utilizando texto. Neste exemplo, são utilizados dois asteriscos para além da cor.

  • Fornecer vários sinais de aviso

    O utilizador não preenche dois campos do formulário. Para além de descrever o erro e de fornecer um caracter único para facilitar a procura dos campos, estes são realçados a amarelo para facilitar a procura visual.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.3.1 - Identificação do Erro

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se um formulário incluir campos de preenchimento obrigatório pelo utilizador.
  1. G83: Fornecer descrições em texto para identificar os campos obrigatórios que não foram preenchidos

  2. SCR18: Fornecer validação e alertas do lado do cliente (Scripting)

Situação B: Se a informação fornecida pelo utilizador tiver de ser apresentada num formato de dados específico ou incluir determinados valores.
  1. G84: Fornecer uma descrição em texto quando o utilizador fornecer informação que não se enquadre na lista de valores permitidos

  2. G85: Fornecer uma descrição em texto quando a entrada de dados por parte do utilizador não se enquadre no formato ou valores obrigatórios

  3. SCR18: Fornecer validação e alertas do lado do cliente (Scripting)

  4. SCR32: Fornecer validação do lado do cliente e acrescentar texto de erro através do DOM (Scripting)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.3.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 3.3.1

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.3.1 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Termos-Chave

erro de entrada

informação fornecida pelo utilizador que não é aceite

Nota: Isto inclui:

  1. Informação que é pedida pela página Web, mas omitida pelo utilizador

  2. Informação que é fornecida pelo utilizador, mas que não se enquadra no formato ou valores dos dados exigidos


Etiquetas ou Instruções:
Noções sobre o CS 3.3.2

3.3.2 Etiquetas ou Instruções:As etiquetas ou instruções são fornecidas quando o conteúdo exigir a entrada de dados por parte do utilizador. (Nível A)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores a evitar os erros quando têm de introduzir dados. Para ajudar a evitar os erros, é útil que a interface de utilizador forneça instruções simples e sinais de aviso quando se introduz a informação. Alguns utilizadores com incapacidades podem ter mais probabilidades de cometer erros do que os utilizadores sem incapacidades, ou podem ter mais dificuldades em recuperar de um erro. Isto faz com que evitar os erros seja uma estratégia importante para os utilizadores com incapacidades. As pessoas com incapacidades dependem de formulários e procedimentos bem documentados para interagirem com uma página. Os utilizadores cegos necessitam de saber exactamente qual a informação que deve ser introduzida nos campos de formulário e quais as opções disponíveis. As instruções simples visualmente ligadas a controlos de formulário podem ajudar os utilizadores com incapacidades cognitivas ou aqueles que acedem a uma página utilizando um ampliador de ecrã.

A finalidade deste Critério de Sucesso não é encher a página com informação desnecessária, mas fornecer sinais de aviso e instruções importantes que beneficiarão as pessoas com incapacidades. Demasiadas informações ou instruções podem ser um obstáculo tão grande quanto informação insuficiente. O objectivo é garantir que é fornecida informação suficiente ao utilizador para executar a tarefa sem confusão ou navegação desnecessárias.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.3.2

  • Os elementos label associados aos elementos input garantem que a informação sobre o campo de entrada de dados é falada através dos leitores de ecrã quando o campo recebe o foco.

  • As etiquetas do campo localizadas muito próximo do campo associado ajudam os utilizadores de ampliadores de ecrã visto que o campo e a etiqueta terão mais probabilidades de ficarem visíveis na área ampliada da página.

  • Fornecer exemplos de formatos de dados esperados ajuda os utilizadores com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem a introduzir a informação correctamente.

  • Identificar claramente os campos obrigatórios evita que um utilizador só de teclado submeta um formulário incompleto e tenha de navegar no formulário novamente apresentado para encontrar o campo incompleto e fornecer a informação em falta.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.3.2

  • Um campo que solicite ao utilizador a introdução da abreviatura composta por dois caracteres para um estado dos Estados Unidos da América tem um link ao lado no qual poderá clicar para ver uma lista por ordem alfabética dos nomes dos estados e a abreviatura correcta.

  • Um campo para introduzir uma data contém texto inicial que indica o formato correcto para a data.

  • Um campo para introduzir um nome próprio é claramente identificado com "Nome Próprio" e o campo para introduzir o apelido é identificado com "Apelido" para evitar confusões quanto ao nome pedido.

  • Um número de telefone dos Estados Unidos da América separa o indicativo, o prefixo e o número. O campo referente ao indicativo inclui parêntesis e os campos referentes ao prefixo e ao número são separados por um travessão. Se por um lado a pontuação fornece sinais de aviso visuais às pessoas familiarizadas com o formato do número de telefone dos Estados Unidos da América, por outro isso não é suficiente para identificar os campos. A etiqueta única "Número de telefone" também não pode também identificar todos os três campos. Para resolver esta questão, os três campos estão agrupados num fieldset com a legend "Número de telefone". As etiquetas visuais para os campos (para além da pontuação) não podem ser fornecidas no design. Deste modo, são fornecidas etiquetas invisíveis com o atributo "title" para cada um dos três campos. O valor deste atributo para os três campos é, respectivamente, "Indicativo", "Prefixo" e "Número".

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.3.2 - Etiquetas ou Instruções

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.3.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 3.3.2

Em seguida, são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.3.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-Chave

etiqueta

texto ou outro componente com uma alternativa em texto que é apresentado ao utilizador para identificar um componente no conteúdo Web

Nota 1: É apresentada uma etiqueta a todos os utilizadores, ao passo que o nome poderá estar oculto e ficar visível apenas através de tecnologia de apoio. Em muitos casos (mas não todos), o nome e a etiqueta são os mesmos.

Nota 2: O termo etiqueta não está limitado ao elemento label em HTML.


Sugestão de Erro:
Noções sobre o CS 3.3.3

3.3.3 Sugestão de Erro: Se um erro de entrada for automaticamente detectado e forem conhecidas sugestões de correcção, então as sugestões são fornecidas ao utilizador, a menos que ponham em perigo a segurança da finalidade do conteúdo. (Nível AA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que os utilizadores recebam sugestões adequadas para corrigir um erro de entrada, caso seja possível.

O Critério de Sucesso 3.3.1 trata da notificação de erros. Contudo, as pessoas com limitações cognitivas podem revelar algumas dificuldades em compreender como corrigir os erros. As pessoas com incapacidades visuais poderão não ser capazes de perceber exactamente como corrigir o erro. Caso a submissão de um formulário seja mal sucedida, os utilizadores podem abandonar o formulário porque, embora possam ter a noção de que ocorreu um erro, podem não saber como corrigi-lo.

O autor do conteúdo pode fornecer a descrição do erro, ou o agente de utilizador pode fornecer a descrição do erro com base na informação específica da tecnologia e determinada de forma programática.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.3.3

  • Fornecer informação sobre como corrigir erros de entrada permite aos utilizadores que têm incapacidades de aprendizagem preencherem um formulário com êxito. Os utilizadores cegos ou com deficiência da visão compreendem mais facilmente a natureza do erro de entrada e como o corrigir. As pessoas com incapacidades motoras conseguem reduzir o número de vezes que necessitam para alterar um valor de entrada.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.3.3

  • Ajuda Adicional para Corrigir um Erro de Entrada

    O resultado de um formulário que não foi submetido com êxito descreve um erro de entrada localizado na página juntamente com a entrada correcta e fornece ajuda adicional para o campo do formulário que causou o erro de entrada.

  • Sugestões a partir de um Conjunto de Valores Limitado

    Um campo de entrada de dados requer que seja introduzido o nome de um mês. Se o utilizador introduzir "12", as sugestões de correcção podem incluir

    • Uma lista de valores aceitáveis, por ex., "Escolha entre: Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro."

    • Uma descrição do conjunto de valores, por ex., "Introduza o nome do mês."

    • A conversão dos dados de entrada interpretados como sendo um formato de mês diferente, por ex., "Quis dizer 'Dezembro'?"

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existem nenhuns documentados)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.3.3 - Sugestão de Erro

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Note: Em alguns casos, poderão aplicar-se mais do que uma destas situações. Por exemplo, quando um campo obrigatório exigir também que os dados estejam num formato específico.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se um campo obrigatório não tiver informação:
  1. G83: Fornecer descrições em texto para identificar os campos obrigatórios que não foram preenchidos

Situação B: Se a informação num campo tiver de ser apresentado num formato de dados específico:
  1. G85: Fornecer uma descrição em texto quando a entrada de dados por parte do utilizador não se enquadre no formato ou valores obrigatórios

  2. G177: Fornecer texto de correcção sugerida

  3. SCR18: Fornecer validação e alertas do lado do cliente (Scripting)

  4. SCR32: Fornecer validação do lado do cliente e acrescentar texto de erro através do DOM (Scripting)

Situação C: Se a informação fornecida pelo utilizador tiver de ser apresentada num conjunto de valores limitado:
  1. G84: Fornecer uma descrição em texto quando o utilizador fornecerinformação que não se enquadre na lista de valores permitidos

  2. G177: Fornecer texto de correcção sugerida

  3. SCR18: Fornecer validação e alertas do lado do cliente (Scripting)

  4. SCR32: Fornecer validação do lado do cliente e acrescentar texto de erro através do DOM (Scripting)

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.3.3

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas a situações.

  • G139: Criar um mecanismo que permita aos utilizadores passarem directamente para os erros

  • Tornar as mensagens de erro fáceis de compreender e distintas de outro texto na página Web (futuro link)

  • Validar a submissão de formulários no servidor (futuro link)

  • Quando a informação obrigatória não tiver sido fornecida, incluindo as descrições ou exemplos de informação correcta, para além de identificar o campo como sendo obrigatório (futuro link)

  • Repetir e realçar as sugestões para corrigir cada erro de entrada no contexto do seu campo de formulário (futuro link)

  • Fornecer um meio para o utilizador passar de cada item de uma lista de sugestões para o seu campo de formulário correspondente (futuro link)

  • Fornecer ajuda contextual adicional para o campo de formulário que requer alteração (futuro link)

  • Aceitar dados de entrada em vários formatos (futuro link)

  • G199: Fornecer uma resposta positiva quando os dados forem submetidos com êxito

Técnicas para fornecer sugestões ao utilizador (de tipo aconselhada)
  • Fornecer uma descrição em texto que contenha informação sobre o número de erros de entrada, sugestões de correcção para cada item e instruções sobre o procedimento (futuro link)

  • Fornecer uma descrição em texto que contenha sugestões de correcção como primeiro item (ou um dos primeiros itens) do conteúdo ou realçar esta informação no conteúdo (futuro link)

  • Apresentar os erros e as sugestões no contexto do formulário original (por exemplo, apresentar novamente um formulário em que os erros de entrada e as sugestões de correcção são realçadas e apresentadas no contexto do formulário original) (futuro link)

Técnicas em HTML (de tipo aconselhada)
  • Fornecer "exemplos correctos" de dados e formatos de dados como texto inicial em campos de formulário obrigatórios (futuro link)

  • Fornecer links para o texto da correcção sugerida "junto a" campos de formulário, ou fornecer o próprio texto da correcção sugerida directamente na página Web "junto a" campos de formulário (futuro link)

Técnicas de Scripting do Lado do Cliente (de tipo aconselhada)
  • SCR18: Fornecer validação e alertas do lado do cliente (Scripting)

  • Fornecer validação do lado do cliente e acrescentar texto de erro através do DOM (futuro link)

  • Chamar uma função a partir da acção de submissão de um formulário para efectuar a validação do lado do cliente (futuro link)

Técnicas ARIA (de tipo aconselhada)

Falhas Comuns para o CS 3.3.3

Em seguida são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.3.3 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Termos-Chave

erro de entrada

informação fornecida pelo utilizador que não é aceite

Nota: Isto inclui:

  1. informação que é pedida pela página Web, mas omitida pelo utilizador

  2. Informação que é fornecida pelo utilizador, mas que não se enquadra no formato ou valores dos dados exigidos


Prevenção de Erros (Legal, Financeiro, Dados):
Noções sobre o CS 3.3.4

3.3.4 Prevenção de Erros (Legal, Financeiro, Dados): Para páginas Web que façam com que ocorram responsabilidades jurídicas ou transacções financeiras para o utilizador, que modificam ou eliminam dados controláveis pelo utilizador em sistemas de armazenamento de dados, ou que submetam respostas de teste do utilizador, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira: (Nível AA)

  1. Reversível: As submissões são reversíveis.

  2. Verificado: Os dados introduzidos pelo utilizador são verificados relativamente à existência de erros de entrada e é facultada uma oportunidade ao utilizador de os corrigir.

  3. Confirmado: Está disponível um mecanismo para rever, confirmar e corrigir as informações antes de finalizar a submissão

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores com incapacidades a evitar consequências graves que resultam de um erro quando executam uma acção que não é reversível. Por exemplo, comprar bilhetes de avião não reembolsáveis ou submeter um pedido para comprar acções numa empresa de corretagem são transacções financeiras que podem ter graves consequências. Se o utilizador se tiver enganado na data da viagem de avião, poderá ter de ficar com um bilhete de avião para a data errada que não pode ser trocado. Se o utilizador se tiver enganado no número de acções que pretende comprar, poderá ter de comprar mais acções do que o pretendido. Estes dois tipos de erros envolvem transacções que ocorrem imediatamente e não podem ser alteradas posteriormente, sendo que podem ser também muito dispendiosas. De igual forma, pode ser também um erro irreparável se os utilizadores modificarem ou eliminarem, de forma não intencional, dados armazenados numa base de dados aos quais tenham de aceder mais tarde, tal como o perfil de viajante num sítio da Web de serviços de viagem. São incluídos dados de teste, uma vez que, para os testes serem válidos, não é permitido aos utilizadores modificarem as suas respostas depois de submetidas; desta forma, os utilizadores devem poder garantir que a sua submissão está correcta.

Os utilizadores com incapacidades podem ter mais probabilidades de cometer erros. As pessoas com incapacidades de leitura podem inverter a ordem de números e letras, e as pessoas com incapacidades motoras podem clicar em teclas por engano. Fornecer a possibilidade de inverter acções permite aos utilizadores corrigir um erro que pode resultar em consequências graves. Fornecer a possibilidade de rever e corrigir a informação dá ao utilizador a oportunidade de detectar um erro antes de efectuar uma acção que possa resultar em consequências graves.

Os dados controláveis pelo utilizador são os dados que se destinam a ser acedidos pelos utilizadores (ex., nome e endereço para a conta do utilizador). Não se referem, por exemplo, a registos na Internet e dados de monitorização de motores de busca.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.3.4

  • Fornecer salvaguardas para evitar consequências graves que resultem de erros ajuda os utilizadores com todos os tipos de incapacidade que podem ter mais probabilidades de cometer erros.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.3.4

  • Confirmação de encomendas

    Um retalhista na Web oferece compras online para os clientes. Quando uma encomenda é submetida, as informações sobre a encomenda - incluindo os itens encomendados, a quantidade de cada item encomendado, a morada de expedição e o método de pagamento - são apresentadas de modo a que o utilizador possa analisar a encomenda para verificar se está correcta. O utilizador pode confirmar a encomenda ou efectuar alterações.

  • Venda de acções

    Um sítio da Web de serviços financeiros permite aos utilizadores comprar e vender acções online. Quando um utilizador submete uma encomenda para comprar ou vender acções, o sistema verifica se o mercado está ou não aberto. Se a transacção decorrer fora do horário de funcionamento da bolsa, o utilizador é alertado nesse sentido, é informado sobre os riscos de efectuar transacções fora do horário normal dos mercados e é-lhe dada a oportunidade de cancelar ou confirmar a encomenda.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.3.4 - Prevenção de Erros (Legal, Financeiro, Dados)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem suficientes para essa situação.

Situação A: Se uma aplicação fizer com que ocorra uma transacção legal, tal como efectuar uma compra ou submeter uma declaração de rendimentos:
  1. G164: Fornecer um período de tempo determinado após a submissão do formulário quando a encomenda puder ser actualizada ou cancelada pelo utilizador

  2. G98: Fornecer a possibilidade de o utilizador rever e corrigir as respostas antes de as submeter

  3. G155: Fornecer uma caixa de verificação para além de um botão Submeter

Situação B: Se uma acção fizer com que a informação seja eliminada:
  1. G99: Fornecer a possibilidade de recuperar a informação eliminada

  2. G168: Solicitar a confirmação para prosseguir com a acção seleccionada

  3. G155: Fornecer uma caixa de verificação para além de um botão Submeter

Situação C: Se a página Web incluir uma aplicação de teste:
  1. G98: Fornecer a possibilidade de o utilizador rever e corrigir as respostas antes de as submeter

  2. G168: Solicitar a confirmação para prosseguir com a acção seleccionada

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.3.4

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 3.3.4

Em seguida são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.3.4 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Termos-Chave

erro de entrada

informação fornecida pelo utilizador que não é aceite

Nota: Isto inclui:

  1. Informação que é pedida pela página Web página Web, mas omitida pelo utilizador

  2. Informação que é fornecida pelo utilizador, mas que não se enquadra no formato ou valores dos dados exigidos

responsabilidades jurídicas

transacções em que o indivíduo incorre num compromisso ou benefício juridicamente vinculativo

Exemplo: Uma certidão de casamento, uma transacção bolsista (financeira e jurídica), um testamento, um empréstimo, adopção, alistamento no exército, qualquer tipo de contrato, etc.

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.

controlável pelo utilizador

dados aos quais os utilizadores irão aceder

Nota: Isto não se refere, por exemplo, a registos na Internet e dados de monitorização de motores de busca

Exemplo: Campos de nome e endereço para a conta de um utilizador.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Ajuda:
Noções sobre o CS 3.3.5

3.3.5 Ajuda:Está disponível ajuda contextualizada . (Nível AAA)

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores a evitar os erros. Alguns utilizadores com incapacidades podem ter mais probabilidades de cometer erros do que os utilizadores sem incapacidades. A utilização da ajuda contextualizada ajuda os utilizadores a descobrirem como efectuar uma operação sem perder a noção do que estão a fazer.

A ajuda contextualizada só necessita de ser fornecida quando a etiqueta não for suficiente para descrever toda a funcionalidade. A existência de ajuda contextualizada deve ser óbvia ao utilizador e este poderá obtê-la sempre que necessário.

O autor do conteúdo pode fornecer o texto de ajuda, ou o agente de utilizador pode fornecê-lo com base na informação específica da tecnologia e determinada de forma programática.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 3.3.5

  • O apoio na entrada de texto ajuda as pessoas com incapacidades de escrita e as pessoas com incapacidades intelectuais e de leitura que têm frequentemente dificuldade em escrever texto em formulários ou noutros locais que exijam a entrada de texto.

  • Além disso, este tipo de apoio ajuda as pessoas mais velhas e que têm a mesma dificuldade em introduzir texto e/ou em funcionar com o rato.

Exemplos do Critério de Sucesso 3.3.5

  • candidatura a um emprego online

    Algumas perguntas podem ser difíceis de entender aos que procuram emprego pela primeira vez. Um link de ajuda junto a cada pergunta fornece instruções e explicações para cada pergunta.

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.3.5 - Ajuda

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas de Tipo Suficiente

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem suficientes para essa situação.

Situação A: Se um formulário exigir entrada de texto:
  1. G71: Fornecer um link de ajuda em todas as páginas Web

  2. G193: Fornecer ajuda por intermédio de um assistente na página Web

  3. G194: Fornecer a verificação ortográfica e sugestões para entrada de texto

  4. G184: Fornecer instruções em texto no início de um formulário ou conjunto de campos que descrevem a entrada de dados necessária

Situação B: Se um formulário exigir entrada de dados num formato de dados específico:
  1. G89: Fornecer o formato de dados específico e um exemplo

  2. G184: Fornecer instruções em texto no início de um formulário ou conjunto de campos que descrevem a entrada de dados necessária

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 3.3.5

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

Falhas Comuns para o CS 3.3.5

Em seguida são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 3.3.5 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

(actualmente, não existe nenhuma documentada)

Termos-Chave

ajuda contextualizada

texto de ajuda que fornece informações relacionadas com a função actualmente a ser executada

Nota: Etiquetas claras podem funcionar como ajuda contextualizada.


Prevenção de Erros (Todos):
Noções sobre o CS 3.3.6

3.3.6 Prevenção de Erros (Todos): Para páginas Web que exijam que o utilizador submeta informações, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira: (Nível AAA)

  1. Reversível: As submissões são reversíveis.

  2. Verificado: Os dados introduzidos pelo utilizador são verificados relativamente à existência de erros de entrada e é facultada uma oportunidade ao utilizador de os corrigir.

  3. Confirmado: Está disponível um mecanismo para rever, confirmar e corrigir as informações antes de finalizar a submissão.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é ajudar os utilizadores com incapacidades a evitar as consequências que podem resultar de um erro ao submeterem dados de formulário. Este critério baseia-se no Critério de Sucesso 3.3.4 na medida em que se aplica a todos os formulários que exigem que os utilizadores submetam informação.

Os utilizadores com incapacidades podem ter mais probabilidades de cometer erros e mais dificuldade em detectar ou recuperar dos erros. As pessoas com incapacidades de leitura podem inverter a ordem de números e letras, e as pessoas com incapacidades motoras podem clicar em teclas por engano. Fornecer a possibilidade de inverter acções permite aos utilizadores corrigir um erro. Fornecer a possibilidade de rever e corrigir a informação dá ao utilizador a oportunidade de detectar um erro antes de efectuar uma acção.

Benefícios do Critério de Sucesso 3.3.6

  • Fornecer salvaguardas para evitar consequências graves que resultem em erros ajuda os utilizadores com todos os tipos de incapacidade que podem ter mais probabilidades de cometer erros.

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 3.3.6 - Prevenção de Erros (Todos)

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos

Técnicas de Tipo Suficiente

  1. Seguir as técnicas de tipo suficiente para o Critério de Sucesso 3.3.4 para todos os formulários que exijam que o utilizador submeta informação.

Termos-Chave

erro de entrada

informação fornecida pelo utilizador que não é aceite

Nota: Isto inclui:

  1. Informação que é pedida pela página Web, mas omitida pelo utilizador

  2. Informação que é fornecida pelo utilizador, mas que não se enquadra no formato ou valores dos dados exigidos

mecanismo

processo ou técnica para se alcançar um resultado

Nota 1: O mecanismo pode ser explicitamente apresentado no conteúdo, ou podemos contar que (depender) o mesmo seja fornecido pela plataforma ou pelos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Nota 2: O mecanismo deve cumprir todos os critérios de sucesso para o nível de conformidade em questão.

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.


Compatível:
Noções sobre a Directriz 4.1

Directriz 4.1: Maximizar a compatibilidade com actuais e futuros agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Finalidade da Directriz 4.1

A finalidade desta directriz é suportar a compatibilidade com actuais e futuros agentes de utilizador, sobretudo com as tecnologias de apoio (TA). Isto é efectuado 1) garantindo que os autores não executam nada que possa infringir a tecnologia de apoio (por ex., marcação incorrectamente formada) ou enganar a TA (por ex., utilizando marcação ou códigos não convencionais) e 2) apresentando a informação no conteúdo de formas normais que as tecnologias de apoio possam reconhecer e com as quais possam interagir. Visto que as tecnologias podem mudar rapidamente e os programadores de TA têm muita dificuldade em acompanhar as tecnologias em constante mudança, é importante que o conteúdo siga as convenções e seja compatível com as APIs para que as TA possam funcionar mais facilmente com novas tecnologias de apoio à medida que estas se desenvolvem.

Técnicas de Tipo Aconselhada para a Directriz 4.1 (não específicas dos critérios de sucesso)

As técnicas específicas para cumprir cada Critério de Sucesso desta directriz são indicadas nas secções de noções sobre cada Critério de Sucesso (indicadas abaixo). Contudo, também são indicadas quaisquer técnicas para abordar esta directriz que não se insiram em nenhum dos critérios de sucesso. Estas técnicas não são requeridas ou de tipo suficiente para cumprir qualquer critério de sucesso, mas podem tornar determinados tipos de conteúdo da Web mais acessíveis a mais pessoas.

  • Evitar funcionalidades desaconselhadas das tecnologias W3C (futuro link)

  • Não apresentar conteúdo que dependa de tecnologias que não sejam suportadas por acessibilidade quando a tecnologia é desactivada ou não é suportada.

Análise:
Noções sobre o CS 4.1.1

4.1.1 Análise: No conteúdo implementado utilizando linguagens de marcação, os elementos dispõem de marcas de início e de fim completas, os elementos estão encaixados de acordo com as respectivas especificações, os elementos não contêm atributos duplicados, e todos os IDs são exclusivos, excepto quando as especificações permitem estas funcionalidades. (Nível A)

Nota: As marcas de início e de fim que não têm um carácter crucial na respectiva formação, tal como um parêntese angular de fecho ou aspas com um valor de atributo incompatível, não estão completas.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que os agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, possam interpretar e analisar correctamente o conteúdo. Se o conteúdo não puder ser analisado numa estrutura de dados, os diferentes agentes de utilizador podem apresentá-lo de modo diferente, ou ser totalmente incapazes de o analisar. Alguns agentes de utilizador utilizam "técnicas de reparação" para apresentar o conteúdo incorrectamente codificado.

Visto que as técnicas de reparação variam entre agentes de utilizador, os autores não podem assumir que o conteúdo será analisado correctamente numa estrutura de dados, ou que será apresentado por agentes de utilizador especializados, incluindo as tecnologias de apoio, salvo se o conteúdo for criado de acordo com as regras definidas na gramática formal para essa tecnologia. Em linguagens de marcação, os erros na sintaxe de elemtno e de atributo e a falha no fornecimento de marcas de início e de fim devidamente encaixadas provocam erros que impedem os agentes de utilizador de analisar o conteúdo de forma fiável. Deste modo, o Critério de Sucesso requer que o conteúdo possa ser analisado utilizando apenas as regras da gramática formal.

Nota: O conceito de "correctamente formado" assemelha-se ao que é aqui pedido. Contudo, os requisitos de análise exacta variam entre as linguagens de marcação e a maioria das linguagens não baseadas em XML não definem explicitamente os requisitos para uma formação correcta. Deste modo, o critério de sucesso teve de ser mais explícito para poder ser aplicado de uma maneira geral nas linguagens de marcação. Uma vez que a expressão "correctamente formado" é definida apenas em XML e (visto que as marcas de fim são por vezes opcionais) a linguagem em HTML válida não requer um código correctamente formado, a expressão não é utilizada neste critério de sucesso.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 4.1.1

  • Garantir que as páginas Web tenham marcas de início e de fim completas e que estejam encaixadas de acordo com as especificações ajuda a garantir que as tecnologias de apoio possam analisar o conteúdo de forma correcta e sem bloquearem.

Exemplos do Critério de Sucesso 4.1.1

Recursos Relacionados

Os recursos são indicados apenas a título informativo, não implica que tenham sido aprovados.

(actualmente, não existe nenhum documentado)

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 4.1.1 - Análise

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 4.1.1

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas as situações.

(actualmente, não existe nenhuma documentada)


Nome, Função, Valor:
Noções sobre o CS 4.1.2

4.1.2 Nome, Função, Valor Para todos os componentes da interface de utilizador (incluindo, mas não se limitando a: elementos de formulário, links e componentes gerados por scripts), o nome e a função podem ser determinados de forma programática; os estados, as propriedades e os valores que podem ser definidos pelo utilizador podem ser definidos de forma programática; e a notificação sobre alterações a estes itens está disponível para agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio. (Nível A)

Nota: Este critério de sucesso destina-se, essencialmente, a criadores da Web que desenvolvem ou criam os seus próprios componentes da interface de utilizador. Por exemplo, os controlos HTML normais já cumprem este critério de sucesso quando utilizados de acordo com a especificação.

Finalidade deste Critério de Sucesso

A finalidade deste Critério de Sucesso é garantir que as Tecnologias de Apoio (TA) possam recolher informação, activar (ou definir) e manterem-se actualizadas sobre o estado dos controlos da interface de utilizador no conteúdo.

Quando são utilizados controlos normais de tecnologias acessíveis, este processo é simples. Se os elementos da interface de utilizador forem utilizados de acordo com as especificações, os requisitos estabelecidos por esta norma serão cumpridos. (Consulte os exemplos do Critério de Sucesso 4.1.2 abaixo)

Contudo, se forem criados controlos personalizados, ou se os elementos de interface forem programados (em código ou script) de forma a terem uma função diferente da habitual, é necessário tomar medidas adicionais para garantir que os controlos forneçam a informação importante às tecnologias de apoio e que lhes permitam ser controlados pelas tecnologias de apoio.

Um estado particularmente importante de um controlo da interface de utilizador tem a ver com o facto de receber ou não o foco. O estado do foco de um controlo pode ser determinado de forma programática e as notificações sobre a alteração do foco serão enviadas aos agentes de utilizador e tecnologia de apoio. Outros exemplos do estado do controlo da interface de utilizador têm a ver com o facto de uma caixa de verificação ou botão de opção terem sido ou não seleccionados, ou se uma árvore expansível ou nó de lista foram ou não expandidos ou fechados.

Nota: O Critério de Sucesso 4.1.2 requer um nome determinável de forma programática para todos os componentes da interface de utilizador. Os nomes podem estar visíveis ou invisíveis. Ocasionalmente, o nome tem de estar visível e, neste caso, é identificado como sendo uma etiqueta. Para mais informações, consulte a definição de nome e etiqueta no glossário.

Benefícios Específicos do Critério de Sucesso 4.1.2

  • Fornecer informação sobre função, estado e valor em todos os componentes da interface de utilizador permite a compatibilidade com tecnologias de apoio, tais como leitores de ecrã, ampliadores de ecrã e software de reconhecimento de voz, utilizados por pessoas com incapacidades.

Exemplos do Critério de Sucesso 4.1.2

Técnicas e Falhas para o Critério de Sucesso 4.1.2 - Nome, Função, Valor

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para cumprir este Critério de Sucesso. As técnicas indicadas só cumprem o Critério de Sucesso se todos os requisitos de conformidade das WCAG 2.0 forem cumpridos.

Técnicas Suficientes

Instruções: Seleccione a situação abaixo que corresponde ao seu conteúdo. Cada situação inclui técnicas numeradas (ou combinações de técnicas) que o Grupo de Trabalho considera serem de tipo suficiente para essa situação.

Situação A: Se utilizar um componente de interface de utilizador normal numa linguagem de marcação (por ex., HTML):
  1. G108: Utilizar funcionalidades de marcação para revelar o nome e a função, permitir que as propriedades definidas pelo utilizador possam ser directamente definidas e fornecer notificações de alterações utilizando as técnicas específicas da tecnologia abaixo:

Situação B: Se utilizar script ou código para atribuir uma nova finalidade a um componente da interface de utilizador normal numa linguagem de marcação:
  1. Revelar os nomes e as funções, permitindo que as propriedades definidas pelo utilizador possam ser directamente definidas e fornecer notificações de alterações utilizando uma das seguintes técnicas:

Situação C: Se utilizar um componente da interface de utilizador normal numa tecnologia de programação:
  1. G135: Utilizar as funcionalidades API de acessibilidade de uma tecnologia para revelar os nomes e as funções, permitir que as propriedades definidas pelo utilizador possam ser directamente definidas e fornecer notificações de alterações

Situação D: Se criar o seu próprio componente da interface de utilizador numa linguagem de programação:
  1. G10: Criar componentes utilizando uma tecnologia que suporte as funcionalidades API de acessibilidade das plataformas nas quais os agentes de utilizador irão ser executados para revelar os nomes e as funções, permitir que as propriedades definidas pelo utilizador possam ser directamente definidas e fornecer notificações de alterações

Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para o 4.1.2

Embora não sejam necessárias para conformidade, as seguintes técnicas adicionais devem ser consideradas de forma a tornar o conteúdo mais acessível. Nem todas as técnicas podem ser utilizadas ou são eficazes em todas a situações.

  • Fornecer etiquetas para todos os controlos de formulário que não dispõem de etiquetas implícitas (futuro link)

Falhas Comuns para o CS 4.1.2

Em seguida são apresentados os erros comuns considerados como falhas do Critério de Sucesso 4.1.2 pelo Grupo de Trabalho das WCAG .

Termos-chave

tecnologia de apoio (tal como é utilizado neste documento)

hardware e/ou software que funcionam como um agente de utilizador, ou juntamente com um agente de utilizador convencional, de modo a fornecer a funcionalidade para cumprir os requisitos de utilizadores com incapacidades, para além dos oferecidos pelos agentes de utilizador convencionais

Nota 1: a funcionalidade fornecida pela tecnologia de apoio inclui apresentações alternativas (por ex., síntese de fala ou conteúdo ampliado), métodos de entrada alternativos (por ex., voz), mecanismos de orientação ou navegação adicionais e transformações de conteúdo (por ex., para tornar as tabelas mais acessíveis).

Nota 2: As tecnologias de apoio comunicam, muitas vezes, dados e mensagens a agentes de utilizador convencionais através da utilização e monitorização de APIs.

Nota 3: A diferença entre agentes de utilizador convencionais e tecnologias de apoio não é absoluta. Muitos agentes de utilizador convencionais fornecem algumas funcionalidades para ajudar pessoas com incapacidades. A principal diferença é que os agentes de utilizador convencionais visam um público mais vasto e diverso que, normalmente, inclui pessoas com e sem incapacidades. As tecnologias de apoio visam um grupo de utilizadores mais restrito, com incapacidades específicas. O apoio fornecido por uma tecnologia de apoio é mais específico e adequado às necessidades do seu público-alvo. O agente de utilizador convencional pode fornecer uma funcionalidade importante às tecnologias de apoio, tal como a aquisição de conteúdo da Web a partir de objectos do programa ou análise da marcação/código em conjuntos identificáveis.

Exemplo: As tecnologias de apoio que são importantes, no contexto deste documento, incluem o seguinte:

  • ampliadores de ecrã, e outros auxiliares de leitura, que são utilizados por pessoas com incapacidades visuais, de percepção e físicas, de forma a poderem alterar a cor, o espaçamento, o tamanho e o tipo de letra do texto, a sincronização com a fala, etc., para melhorar a legibilidade do texto e imagens apresentados;

  • leitores de ecrã, que são utilizados por cegos para lerem informação textual através de síntese de fala ou braille;

  • software de texto para fala (sintetizador de fala), que é utilizado por algumas pessoas com incapacidades cognitivas, de linguagem e de aprendizagem para converterem texto em fala sintetizada;

  • software de reconhecimento de voz, que pode ser utilizado por pessoas com algumas incapacidades físicas;

  • teclados alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular o teclado (incluindo teclados alternativos que utilizam ponteiros de cabeça, manípulos simples, dispositivos de sopro/sucção e outros dispositivos de entrada especiais.);

  • dispositivos apontadores alternativos, que são utilizados por pessoas com determinadas incapacidades físicas para simular activações do botão e do ponteiro do rato.

nome

texto através do qual o software pode identificar um componente no conteúdo da Web para o utilizador

Nota 1: O nome poderá estar oculto e ficar visível apenas através de tecnologia de apoio, ao passo que uma etiqueta está visível a todos os utilizadores. Em muitos casos (mas não todos), o nome e a etiqueta são os mesmos.

Nota 2: Isto não está relacionado com o atributo name em HTML.

determinado de forma programática (determinável de forma programática)

determinado pelo software a partir de dados fornecidos pelo autor, de forma a que os diferentes agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio, possam extrair e apresentar esta informação aos utilizadores de diferentes maneiras

Exemplo 1: Determinado numa linguagem de marcação a partir de elementos e atributos que são acedidos directamente através de tecnologia de apoio normalmente disponível.

Exemplo 2: Determinado a partir de estruturas de dados específicas da tecnologia numa linguagem que não é de marcação e exposto a tecnologia de apoio através de uma API de acessibilidade suportada por tecnologia de apoio normalmente disponível.

definido de forma programática

definido por software utilizando métodos que são suportados por agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio

função

texto ou número através do qual o software pode identificar a função de um componente num conteúdo da Web

Exemplo: Um número que indica se uma imagem funciona como hiperligação, botão de comando ou caixa de verificação

agente de utilizador

qualquer software que obtenha e apresente conteúdos da Web aos utilizadores

Exemplo: navegadores Web, leitores multimédia, plug-ins e outros programas — incluindo tecnologias de apoio — que ajudam a obter, apresentar e interagir com conteúdos Web.

componente da interface de utilizador

uma parte do conteúdo que é entendido pelos utilizadores como sendo um controlo único para uma função específica

Nota 1: É possível implementar vários componentes da interface de utilizador como um elemento programático único. Neste contexto, os componentes não estão ligados às técnicas de programação, mas sim ao que o utilizador entende como sendo controlos independentes.

Nota 2: Os componentes da interface de utilizador incluem elementos de formulário e links, bem como componentes gerados por scripts.

Exemplo: Uma applet tem um "controlo" que pode ser utilizado para se deslocar através de conteúdos por linha ou por página ou por acesso aleatório. Uma vez que cada um destes necessita de um nome e de ser definido de forma independente, cada um deles seria um "componente da interface de utilizador."


Noções sobre Conformidade

Todos os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0 são descritos como sendo critérios testáveis para determinar de forma objectiva se o conteúdo os cumpre. Testar os Critérios de Sucesso implicaria uma combinação de testes automáticos e avaliação humana. O conteúdo deve ser testado por pessoas que compreendem a forma como as pessoas com diferentes tipos de incapacidades utilizam a Internet.

"Testar" e "testável" no contexto referem-se a testes de funcionamento, ou seja, verificar se o conteúdo funciona como esperado, ou, neste caso, se cumpre os Critérios de Sucesso. Embora o conteúdo possa cumprir todos os Critérios de Sucesso, o conteúdo pode nem sempre ser utilizável por pessoas com um grande número de incapacidades. Por conseguinte, além dos testes de funcionamento necessários, recomendamos os testes de utilização. Os testes de utilização têm como objectivo determinar se os utilizadores conseguem utilizar correctamente o conteúdo para a finalidade pretendida. Recomendamos que os utilizadores com incapacidades sejam incluídos em grupos de teste durante a execução dos testes de utilização.

O que significa conformidade?

A conformidade com uma norma significa que cumpre ou satisfaz os "requisitos" da norma. Nas WCAG 2.0, os "requisitos" são os Critérios de Sucesso. Para estar em conformidade com as WCAG 2.0, necessita de cumprir o Critério de Sucesso, ou seja, não pode existir nenhum conteúdo que infrinja o Critério de Sucesso.

Nota: Isto significa que se não existir nenhum conteúdo ao qual se aplique um critério de sucesso, este é cumprido.

A maioria das normas tem apenas um nível de conformidade. Para incluir diferentes situações que possam necessitar ou permitir níveis mais elevados de acessibilidade do que outras, as WCAG 2.0 têm três níveis de conformidade e, por conseguinte, três níveis de Critérios de Sucesso.

Noções sobre Requisitos de Conformidade

Existem cinco requisitos que têm de ser cumpridos para que o conteúdo seja classificado como estando em "conformidade" com as WCAG 2.0. Esta secção fornece notas breves sobre esses requisitos. Esta secção será aumentada ao longo do tempo para abordar questões que possam surgir ou para fornecer novos exemplos de formas de cumprir os diferentes requisitos de conformidade.

Noções sobre o Requisito 1

1. Nível de Conformidade: Um dos seguintes níveis de conformidade é inteiramente cumprido.

  • Nível A: Para obter a conformidade de Nível A (o nível mínimo de conformidade, a página Web cumpre todos os Critérios de Sucesso de Nível A, ou é fornecida uma versão alternativa em conformidade .

  • Nível AA: Para obter a conformidade de Nível AA, a página Web cumpre todos os Critérios de Sucesso de Nível A e AA, ou é fornecida uma versão alternativa em conformidade de Nível AA.

  • Nível AAA: Para obter a conformidade de Nível AAA, a página Web cumpre todos os Critérios de Sucesso de Nível A, AA e AAA, ou é fornecida uma versão alternativa em conformidade de Nível AAA.

Nota 1: Embora só se possa obter conformidade com os níveis acima referidos, os autores são encorajados a comunicar (nas reivindicações) quaisquer progressos no sentido de cumprir os critérios de sucesso a partir de todos os níveis para além do nível de conformidade alcançado.

Nota 2: Não recomendamos que, como regra geral, seja necessária conformidade de Nível AAA para sítios da Web completos, uma vez que não é possível cumprir todos os Critérios de Sucesso de Nível AAA para alguns conteúdos.

O primeiro requisito é sobre os níveis de conformidade. Basicamente, indica se toda a informação numa página está em conformidade ou se existe uma versão alternativa em conformidade disponível a partir da página. O requisito também explica que não é possível qualquer conformidade sem cumprir, no mínimo, todos os Critérios de Sucesso de Nível A.

A nota refere que os autores são encorajados a irem além da conformidade com um determinado nível e a concluírem, e comunicarem se assim o desejarem, qualquer progresso no que respeita a níveis de conformidade mais elevados.

Consulte também as Noções sobre Versões Alternativas em Conformidade, que inclui técnicas para fornecer Versões Alternativas em Conformidade.

Noções sobre o Requisito 2

2. Páginas completas:A conformidade (e nível de conformidade) destina-se apenas a páginas Web completas, e não pode ser obtida se parte da página Web for excluída.

Nota 1: Para efeitos de determinação da conformidade, as alternativas a parte do conteúdo de uma página são consideradas como parte dessa mesma página, quando as alternativas puderem ser obtidas directamente a partir da página, por exemplo, uma descrição extensa ou uma apresentação alternativa em vídeo.

Nota 2: Os autores de páginas Web que não possam cumprir os requisitos de conformidade devido a conteúdo fora do seu controlo poderão apresentar uma Declaração de Conformidade Parcial.

Esta situação requer simplesmente que toda a página esteja em conformidade. Não podem ser feitas declarações sobre "parte de uma página em conformidade".

Por vezes, para obter informações sobre uma página, a informação suplementar pode estar disponível a partir de outra página. O atributo longdesc em HTML é um exemplo. Com longdesc, uma descrição extensa de um gráfico pode estar numa página separada, à qual o utilizador pode aceder a partir da página com o gráfico. Isto torna claro que esse conteúdo é considerado parte da página Web, para que o requisito 2 seja cumprido para o conjunto combinado de páginas Web considerado como uma única página Web. As alternativas também podem ser fornecidas na mesma página. Por exemplo, criando um equivalente para um controlo da interface de utilizador.

Nota 1: Devido ao requisito de conformidade 5, uma página com partes que utilizem tecnologias de conteúdo não suportadas por acessibilidade pode ser considerada como estando em conformidade, desde que essas partes não interfiram com o resto da página e todas as informações e funções estejam disponíveis noutra parte da página ou a partir da mesma.

Nota 2: É possível incluir conteúdo que não está em conformidade. Consulte as Noções sobre o Requisito de Conformidade 5.

Noções sobre o Requisito 3

3. Processos completos: Quando uma página Web fizer parte de uma série de páginas Web que apresentam um processo (i.e., uma sequência de passos necessários para executar uma actividade), todas as páginas Web no processo devem estar em conformidade com o nível específico ou com um nível superior. (Não é possível obter conformidade com um determinado nível se uma das páginas do processo não estiver em conformidade com esse nível ou com um nível superior.)

Exemplo: Uma loja online tem uma série de páginas que são utilizadas para seleccionar e comprar produtos. Todas as páginas da série, desde o início ao fim (checkout) cumprem os requisitos de conformidade para que qualquer página que faça parte do processo possa estar em conformidade.

Esta situação impede que uma página Web que faça parte de um processo maior seja considerada como estando em conformidade se todo o processo não estiver. Isto impede que um sítio da Web de compras seja classificado como estando em conformidade se a saída (checkout) ou outras funcionalidades do sítio da Web que façam parte do processo de compras não estiverem em conformidade.

Noções sobre o Requisito 4

4. Apenas Modos de Utilizar Tecnologias Suportados por Acessibilidade: Apenas os modos suportados por acessibilidade de utilizar tecnologias são dependentes para cumprir os critérios de sucesso. As informações ou funcionalidades fornecidas de um modo que não seja suportado por acessibilidade estão também disponíveis num modo suportado por acessibilidade. (Consulte as Noções sobre suporte por acessibilidade.)

Este requisito de conformidade é explicado abaixo nas Noções sobre Suporte por Acessibilidade.

Noções sobre o Requisito 5

5. Não-Interferência: Caso as tecnologias sejam utilizadas de um modo que não seja suportado por acessibilidade, ou se não forem utilizadas em conformidade, isso não impede que os utilizadores acedam ao resto da página. Além disso, a página Web, como um todo, continua a cumprir os requisitos de conformidade nas seguintes situações:

  1. quando uma tecnologia que não seja dependente for activada num agente de utilizador,

  2. quando uma tecnologia que não seja dependente for desactivada num agente de utilizador, e

  3. quando uma tecnologia que não seja dependente não for suportada por um agente de utilizador

Além disso, os seguintes critérios de sucesso aplicam-se a todos os conteúdos da página, incluindo conteúdos que não são, de outra forma, dependentes para cumprir requisitos de conformidade, visto que o incumprimento destes requisitos poderá interferir com a utilização da página:

  • 1.4.2 - Controlo de Áudio,

  • 2.1.2 - Sem Bloqueio de Teclado,

  • 2.3.1 - Três Flashes ou Abaixo do Limite, e

  • 2.2.2 - Colocar em Pausa, Parar, Ocultar.

Basicamente, isto significa que as tecnologias que não suportadas por acessibilidade podem ser utilizadas, desde que todas as informações também estejam disponíveis utilizando tecnologias suportadas por acessibilidade e desde que o material não suportado por acessibilidade não interfira.

As tecnologias que não são suportadas por acessibilidade podem ser utilizadas, ou as tecnologias suportadas por acessibilidade podem ser utilizadas de uma forma sem estar em conformidade, desde que todas as informações estejam disponíveis utilizando tecnologias suportadas por acessibilidade, de uma forma que esteja em conformidade, e desde que o material não suportado por acessibilidade não interfira.

Existem quatro situações que lidam particularmente com problemas de interferência na utilização da página, que estão aqui incluídas numa nota. Uma nota sobre cada uma das situações indica que estes Critérios de Sucesso necessitam de ser cumpridos para todo o conteúdo, incluindo conteúdo criado utilizando tecnologias que não são suportadas por acessibilidade.

Exemplo: Uma página Web inclui uma nova tecnologia de gráficos interactivos denominada "ZAP". Embora a ZAP seja suportada por acessibilidade, as informações apresentadas na ZAP também são apresentadas na página em HTML, como tal a ZAP não é dependente. Desta forma, esta página não cumpriria o requisito de conformidade 1. Contudo, se o utilizador tentar utilizar a tecla de tabulação para percorrer o conteúdo da ZAP, o foco passa para o objecto da ZAP e permanece aí. Uma vez no interior, não há nada que o utilizador possa fazer para retirar novamente o foco. Assim, os utilizadores de teclado não podem utilizar a metade inferior da página. O conteúdo da ZAP fica em modo flash contínuo a velocidades diferentes e não pára. Como tal, as pessoas com défice de atenção distraem-se e as pessoas com fotossensibilidade podem ter ataques epilépticos. O requisito de conformidade 5 evita que situações como estas sejam possíveis numa página em conformidade.

Noções sobre Reivindicações de Conformidade

Não é necessário fazer qualquer reivindicação de conformidade para alcançar a conformidade. Contudo, se alguém fizer uma reivindicação, as regras têm de ser seguidas.

Por vezes, uma pessoa pode pretender fazer uma reivindicação apenas para o conteúdo adicionado após uma determinada data. Ou uma pessoa pode pretender reivindicar conformidade com as WCAG 1.0 para conteúdo até uma determinada data e com as WCAG 2.0 para conteúdo criado ou modificado após essa data. Não existem quaisquer proibições nas WCAG 2.0 para nenhuma dessas práticas, desde que seja claro que páginas reivindicam conformidade para que versão das WCAG.

Nota 1: Ao falar sobre tecnologias que são "dependentes", estamos a falar sobre tecnologias de conteúdo da Web (HTML, CSS, JavaScript, etc.), não sobre agentes de utilizador (browsers, tecnologias de apoio, etc.).

Nota 2: Normalmente, as reivindicações de conformidade não se encontram em cada página Web no âmbito da conformidade.

Informações sobre quaisquer passos adicionais efectuados que ultrapassam os Critérios de Sucesso

Um dos componentes opcionais de uma reivindicação de conformidade é "Informações sobre quaisquer passos adicionais efectuados que ultrapassam os Critérios de Sucesso para melhorar a acessibilidade". Isto pode incluir Critérios de Sucesso adicionais que foram cumpridos, técnicas de tipo aconselhada que foram implementadas, informações sobre quaisquer protocolos adicionais utilizados para ajudar o acesso a pessoas com determinadas incapacidades ou necessidades, etc. Quaisquer informações que possam ser úteis para a compreensão da acessibilidade das páginas podem ser incluídas.

Utilização de metadados para comunicar reivindicações de conformidade

A forma mais útil de ligar reivindicações de conformidade a conteúdo seria fazê-lo num formato legível por máquina normal. Quando esta prática for difundida, as ferramentas de procura ou os agentes de utilizador especiais poderão utilizar estas informações para localizar e fornecer conteúdo mais acessível ou para que os agentes de utilizador possam ajustar o conteúdo. Existe uma série de opções baseadas em metadados em desenvolvimento para fazer reivindicações, e os autores e criadores de ferramentas são encorajados a suportá-las.

Além disso, os metadados podem ser utilizados para comunicar a conformidade com cada um dos Critérios de Sucesso, assim que a conformidade de Nível A tiver sido alcançada.

Existem também formatos de comunicação programáticos, tais como EARL (Evaluation and Report Language), que estão a ser desenvolvidos, que podem fornecer formatos legíveis por máquina para obter informações detalhadas sobre conformidade. À medida que os formatos de comunicação forem formalizados e o respectivo suporte se vai desenvolvendo, os formatos de comunicação serão aqui documentados.

Exemplos de Reivindicações de Conformidade

Exemplos de Componentes Necessários de Reivindicações de Conformidade

Exemplo 1: A 20 de Setembro de 2009, todas as páginas Web em http://www.example.com estarão em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 em http://www.w3.org/TR/2006/REC-WCAG20-20081211/. Conformidade de Nível A.

  • O conjunto documentado de tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade dependente para esta reivindicação é um subconjunto de ISA- AsCTset#1-2008 em http://ISA.example.gov/AsCTsets/AS2-2008.

Exemplo 2: (utilizando uma expressão habitual) A 12 de Agosto de 2009, as páginas que correspondem ao padrão http://www.example.com/(marketing|sales|contact)/.* estarão em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 em http://www.w3.org/TR/2006/REC-WCAG20-20081211/. Conformidade de Nível AA.

  • As tecnologias das quais este conteúdo "depende" são: XHTML 1.0 Transitional, CSS 2.0 e JavaScript 1.2.

Exemplo 3: (utilizando a lógica booleana) A 6 de Janeiro de 2009, http://example.com/ E NÃO (http://example.com/archive/ OU http://example.com/publications/archive/) está em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 em http://www.w3.org/TR/2006/REC-WCAG20-20081211/. Conformidade de Nível AA.

  • O conjunto documentado de tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade dependente para esta reivindicação inclui XHTML 1.0 e SMIL de ISA- AsCTset#1-2008 em http://ISA.example.gov/AsCTsets/AS2-2008.

Exemplos de Reivindicações de Conformidade incluindo componentes opcionais

Exemplo 1: A 5 de Maio de 2009, a página "G7: Uma Introdução" http://telcor.example.com/nav/G7/intro.html estará em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 em http://www.w3.org/TR/2006/REC-WCAG20-20081211/. Conformidade de Nível AA.

  • Os seguintes Critérios de Sucesso adicionais também foram cumpridos: 1.1.2, 1.2.5 e 1.4.3.

  • O conjunto documentado de tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade utilizado para esta reivindicação é AsCTset#1-2006 em http://UDLabs.org/AsCTset#1-2006.html.

  • As tecnologias das quais este conteúdo "depende" são: XHTML 1.0 (Strict) e Real Video.

  • As tecnologias que este conteúdo "utiliza, mas das quais não depende" são: JavaScript 1.2, CSS2.

Exemplo 2: A 21 de Junho de 2009, todo o conteúdo que comece com o URI http://example.com/nav e http://example.com/docs estará em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 em http://www.w3.org/TR/2006/REC-WCAG20-20081211/. Conformidade de Nível AAA.

  • O conjunto documentado de tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade utilizado para esta reivindicação é SMITH- AsCTset#2-2008 em http://smithreports.example.com/AsCTsets/AS2-2008.

  • As tecnologias das quais este conteúdo "depende" são: XHTML 1.0 (Strict), CSS2, JavaScript 1.2, JPEG, PNG.

  • Os agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, com os quais este conteúdo foi testado, podem ser encontrados em http://example.com/docs/WCAG20/test/technologies.html.

Exemplo 3: A 23 de Março de 2009, todo o conteúdo disponível no servidor em http://www.wondercall.example.com está em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0 em http://www.w3.org/TR/2006/REC-WCAG20-20081211/. Conformidade de Nível A.

  • A tecnologia da qual este conteúdo "depende" é: HTML 4.01.

  • As tecnologias que este conteúdo "utiliza, mas das quais não depende" são: CSS2 e gif.

  • Este conteúdo foi testado utilizando os seguintes agentes de utilizador e tecnologias de apoio: Firefox 1.5 no Windows Vista com Screenreader X 4.0, Firefox 1.5 no Windows XP SP 2 com Screenreader X 3.5, IE 6.0 no Windows 2000 SP4 com Screenreader Y 5.0, IE 6.0 no Windows 2000 SP4 com Screenreader Z 2.0 e Firefox 1.5 no Windows XP SP2 com Screenreader X 4.0, Safari 2.0 com OS X 10.4.

Técnicas para Reivindicações de Conformidade

Técnicas de Tipo Aconselhada
  • Apresentar uma reivindicação de conformidade para as WCAG 2.0 em elementos Dublin Core (futuro link)

Noções sobre os Níveis de Conformidade

Primeiro, existe uma série de condições que têm de ser cumpridas para que um Critério de Sucesso seja incluído. Estas incluem:

  1. Todos os Critérios de Sucesso têm de ser problemas de acesso importantes para as pessoas com incapacidades que abordam problemas que ultrapassam os problemas de utilização que podem ser enfrentados por todos os utilizadores. Por outras palavras, o problema de acesso tem de originar um problema proporcionalmente maior para pessoas com incapacidades do que para pessoas sem incapacidades para ser considerado um problema de acessibilidade (e abrangido por estas directrizes de acessibilidade).

  2. Todos os Critérios de Sucesso têm igualmente de ser testáveis. Isto é importante, uma vez que, de outra forma, não seria possível determinar se uma página cumpriu ou falhou no cumprimento dos Critérios de Sucesso. Os Critérios de Sucesso podem ser testados através de uma combinação de avaliação automática e humana, desde que seja possível determinar se um Critério de Sucesso foi cumprido com um elevado nível de confiança.

O grupo de trabalho atribuiu um dos três níveis de conformidade a cada Critério de Sucesso depois de levar em consideração uma vasta gama de problemas de interacção. Alguns dos factores comuns avaliados ao definir o nível incluem:

  • se o Critério de Sucesso é essencial (por outras palavras, se o Critério de Sucesso não for cumprido, nem a tecnologia de apoio pode tornar o conteúdo acessível)

  • se é possível cumprir o Critério de Sucesso para todos os sítios da Web e tipos de conteúdo aos quais se aplicam os Critérios de Sucesso (por ex., diferentes tópicos, tipos de conteúdo, tipos de tecnologia Web)

  • se o Critério de Sucesso necessita de conhecimentos que podem ser razoavelmente alcançados pelos criadores do conteúdo (ou seja, o conhecimento e a capacidade para cumprir os Critérios de Sucesso podem ser alcançados numa semana de formação ou menos)

  • se o Critério de Sucesso impõe limites no "aspecto" e/ou funcionamento da página Web (limites no funcionamento, apresentação, liberdade de expressão, design ou estética que os Critérios de Sucesso poderão colocar aos autores).

  • se não existem soluções no caso de os Critérios de Sucesso não serem cumpridos

Noções sobre Suporte por Acessibilidade

A maioria dos Critérios de Sucesso fala sobre fornecer acessibilidade através de tecnologias de apoio ou funcionalidades de acessibilidade especiais em agentes de utilizador convencionais (por exemplo, uma opção "mostrar legendas" num leitor de multimédia). Ou seja, os Critérios de Sucesso necessitam que seja efectuado algo no conteúdo da Web que possibilite às tecnologias de apoio apresentar com êxito as informações do conteúdo ao utilizador. Por exemplo, uma imagem na qual é suposto clicar para passar para um tópico não estaria acessível a uma pessoa cega, a menos que fossem fornecidas alternativas em texto para a imagem de uma forma que os agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, pudessem encontrá-las e apresentá-las. Aqui o fundamental é que a alternativa em texto tem de ser incluída de uma forma que os agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, consigam compreendê-la e utilizá-la de uma forma que seja "Suportada por Acessibilidade".

Outro exemplo seria um controlo personalizado incluído numa página Web. Neste caso, um agente de utilizador normal não poderia apresentar uma alternativa ao utilizador. Contudo, se as informações sobre o controlo, incluindo o nome, a função, o valor, a forma como é definido, etc., forem fornecidas de uma forma que a tecnologia de apoio possa compreender e controlar, os utilizadores com tecnologias de apoio poderão utilizar estes controlos.

Quando são introduzidas novas tecnologias, são necessários dois passos para as pessoas que utilizam tecnologias de apoio poderem aceder às mesmas. Primeiro, as tecnologias têm de ser concebidas de uma forma que os agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, possam aceder a todas as informações que necessitam para apresentar o conteúdo ao utilizador. Segundo, poderá ser necessário voltar a conceber ou modificar os agentes de utilizador e as tecnologias de apoio para ser possível trabalhar com estas novas tecnologias.

"Suportado por Acessibilidade" significa que ambos os passos foram efectuados e que a tecnologia irá funcionar com agentes de utilizador e tecnologias de apoio.

Nível de Suporte de Tecnologia de Apoio Necessário para "Suporte por Acessibilidade"

Este tópico lança a questão sobre quantas ou quais as tecnologias de apoio que têm de suportar uma tecnologia Web para que esta seja considerada como sendo "suportada por acessibilidade". O Grupo de Trabalho das WCAG e o W3C não especificam quais ou quantas tecnologias de apoio têm de suportar uma tecnologia Web para esta ser classificada como sendo suportada por acessibilidade. Este é um tópico complexo e que varia consoante o ambiente e o idioma. Este tópico ainda necessita de uma discussão internacional. Algumas notas para ajudar a compreender e a explorar este tópico são:

  1. O suporte por acessibilidade das tecnologias Web varia consoante o ambiente

    • Numa empresa onde são fornecidos determinados agentes de utilizador e tecnologias de apoio a todos funcionários, as tecnologias Web poderão necessitar apenas de ser suportadas por esses agentes de utilizador e tecnologias de apoio mais antigas.

    • O conteúdo colocado numa página Web pública pode necessitar de funcionar com um maior número de agentes de utilizador e tecnologias de apoio.

  2. O suporte por acessibilidade das tecnologias Web varia consoante o idioma (e dialecto)

    • Existem diferentes níveis de suporte de tecnologias de apoio mais antigas em diferentes idiomas e países. Alguns ambientes e países podem fornecer tecnologias de apoio gratuitas.

  3. As tecnologias novas não serão suportadas nas tecnologias de apoio mais antigas

    • Obviamente, uma nova tecnologia não pode ser suportada por todas as tecnologias de apoio antigas, como tal não é possível exigir que uma tecnologia seja suportada por todas as tecnologias de apoio.

  4. Normalmente, o suporte para uma única tecnologia de apoio mais antiga não é suficiente

    • Normalmente, o suporte através de apenas uma tecnologia de apoio (para uma determinada incapacidade) não é suficiente, especialmente se a maioria dos utilizadores que necessitam dessa tecnologia para aceder ao conteúdo não tiver e não puder ter essa tecnologia de apoio. Aqui, a excepção seria as informações distribuídas aos funcionários da empresa apenas nos locais onde todos tiverem uma tecnologia de apoio (desse tipo).

  5. Actualmente, a tecnologia de apoio acessível ao público em geral costuma ser muito fraca

    • Deve ser evitada a criação de conteúdo que não possa ser utilizado pelo público em geral com incapacidades. Na maioria dos casos, o custo das tecnologias de apoio é demasiado elevado para os utilizadores que necessitam delas. Da mesma forma, as capacidades das tecnologias de apoio gratuitas ou de baixo custo costumam ser tão fracas, que o conteúdo da Web não pode ser limitado de uma maneira realista a este denominador comum inferior (ou até mesmo intermédio). Esta situação cria um dilema bastante difícil que necessita de ser resolvido.

Por conseguinte, o Grupo de Trabalho limitou-se a definir o que constitui o suporte e difere a decisão sobre quantas e quais as tecnologias de apoio que têm de suportar uma tecnologia para a comunidade e entidades mais próximas de cada uma das situações que definem os requisitos para uma organização, compra, comunidade, etc.

O Grupo de Trabalho fomenta mais debate sobre este tópico na sociedade, uma vez que esta falta de tecnologias de apoio normalmente disponíveis, mas robustas, é um problema que afecta negativamente os utilizadores, criadores de tecnologia e autores.

Definição Técnica de "Suporte por Acessibilidade"

Basicamente, uma tecnologia de conteúdo da Web é "suportada por acessibilidade" quando as tecnologias de apoio dos utilizadores funcionam com as tecnologias Web E quando as funcionalidades de acessibilidade das tecnologias convencionais funcionam com a tecnologia. Especificamente, para uma tecnologia ser considerada como sendo suportada por acessibilidade, o seguinte tem de ser verdade:

suportado por acessibilidade

suportado pelas tecnologias de apoio dos utilizadores, bem como pelas características de acessibilidade existentes nos browsers e outros agentes de utilizador

Para uma utilização de uma tecnologia de conteúdo da Web ser considerada como sendo suportada por acessibilidade (ou característica de uma tecnologia), têm de ser cumpridos ambos os pontos 1 e 2 para uma tecnologia de conteúdo da Web (ou característica):

  1. A forma como a tecnologia de conteúdo da Web é utilizada tem de ser suportada por tecnologia de apoio dos utilizadores (TA). Isto significa que a interoperabilidade da utilização da tecnologia foi testada com a tecnologia de apoio dos utilizadores no(s) idioma(s) humano(s) do conteúdo,

    E

  2. A tecnologia de conteúdo da Web tem de ter agentes de utilizador suportados por acessibilidade disponíveis para os utilizadores. Isto significa que, no mínimo, uma das seguintes quatro afirmações é verdadeira:

    1. A tecnologia é suportada de forma nativa em agentes de utilizador largamente distribuídos, que também são suportados por acessibilidade (tal como HTML e CSS);

      OU

    2. A tecnologia é suportada num plug-in largamente distribuído, que também é suportado por acessibilidade;

      OU

    3. O conteúdo está disponível num ambiente fechado, tal como uma universidade ou rede empresarial, em que o agente de utilizador requerido pela tecnologia e utilizado pela organização também é suportado por acessibilidade;

      OU

    4. Os agentes de utilizador que suportam a tecnologia são suportados por acessibilidade e estão disponíveis para download ou compra de forma a:

      • não custar mais a uma pessoa com incapacidades do que a uma pessoa sem incapacidades e

      • ser tão fácil de encontrar e obter para uma pessoa com incapacidade como é para uma pessoa sem incapacidade.

Nota 1: O Grupo de Trabalho WCAG e o W3C não especificam o suporte por tecnologias de apoio necessário para uma determinada utilização de uma tecnologia Web ser classificada como suportada por acessibilidade. (Consulte o Nível de Suporte por Tecnologia de Apoio Necessário para "Suporte por Acessibilidade".)

Nota 2: As tecnologias Web podem ser utilizadas sem serem suportadas por acessibilidade, desde que não sejam dependentes e que a página, como um todo, cumpra os requisitos de conformidade, incluindo o Requisito de Conformidade 4: Apenas Modos de Utilizar Tecnologias Suportados por Acessibilidade e o Requisito de Conformidade 5: Não-Interferência.

Nota 3: Quando uma Tecnologia da Web é utilizada de um modo "suportado por acessibilidade", não implica que toda a tecnologia ou todas as utilizações da tecnologia sejam suportadas. A maioria das tecnologias, incluindo HTML, não têm suporte para, no mínimo, uma característica ou utilização. As páginas só estão em conformidade com as WCAG, se as utilizações da tecnologia que são suportadas por acessibilidade puderem ser dependentes, de forma a cumprir os requisitos das WCAG.

Nota 4: Ao mencionar tecnologias de conteúdo da Web que tenham várias versões, é necessário especificar as versões suportadas.

Nota 5: Uma das formas para os autores localizarem utilizações de uma tecnologia que são suportadas por acessibilidade, é consultar compilações de utilizações que estão documentadas como sendo suportadas por acessibilidade. (Consulte as Noções sobre Utilizações da Tecnologia Web Suportadas por Acessibilidade.) Os autores, as empresas, os fornecedores de tecnologia, ou outros, podem documentar modos de utilizar tecnologias de conteúdo da Web suportados por acessibilidade. Contudo, é necessário que todos os modos de utilização de tecnologias na documentação cumpram a definição de tecnologias de conteúdo da Web suportadas por acessibilidade apresentada acima.

Noções sobre Utilizações de Tecnologia Web Suportadas por Acessibilidade

Normalmente, cada um dos autores não conseguirá efectuar todos os testes necessários para determinar que formas de utilizar que tecnologias Web são realmente suportadas por que versões de tecnologias de apoio e agentes de utilizador. Por conseguinte, os autores podem basear-se em compilações publicamente documentadas que documentem que tecnologias de apoio suportam que formas de utilizar que tecnologias Web. Por "publicamente", não queremos dizer que a compilação e a sua documentação sejam necessariamente criadas por uma agência pública, apenas que estão disponíveis ao público. Qualquer pessoa pode criar compilações publicamente documentadas de "Utilizações de Tecnologia Web e respectivo Suporte por Acessibilidade". As pessoas podem criar compilações e atribuir-lhes nomes através dos quais os autores podem consultá-las. Desde que sejam publicamente documentadas, os autores ou clientes, etc. podem facilmente seleccionar as utilizações que melhor satisfaçam as suas necessidades. Os clientes, ou outros, podem escolher, a qualquer momento, as tecnologias que se adeqúem ao seu ambiente ou idioma, e especificar as que pretendem utilizar na criação do conteúdo. Os autores são fortemente encorajados a utilizar fontes que tenham uma reputação estabelecida no que respeita a precisão e utilidade. Os criadores de tecnologia são fortemente encorajados a fornecer informações sobre o suporte por acessibilidade para as suas tecnologias. O Grupo de Trabalho prevê que apenas os documentos que forneçam informações precisas e beneficiem tanto os autores como os utilizadores alcançarão o reconhecimento do mercado a longo prazo.

Não existe qualquer requisito nas WCAG que implique a utilização de uma compilação publicamente documentada ou de apenas utilizações de tecnologia dessa compilação. As compilações publicamente documentadas são descritas apenas como um método para tornar um aspecto de conformidade, de outra forma crucial, mas complicado, mais fácil para os autores que não são especialistas em suporte de tecnologias de apoio (ou quem apenas não tem tempo para acompanhar os avanços do suporte convencional e das tecnologias de apoio).

Os autores, as empresas ou outros podem pretender criar e utilizar as suas próprias compilações de utilizações de tecnologias suportadas por acessibilidade e essa situação é permitida no cumprimento das WCAG. Contudo, os clientes, as empresas ou outros podem especificar que sejam utilizadas as utilizações de tecnologia de uma compilação pública ou personalizada. Consulte Anexo B - Documentar Suporte por Acessibilidade para Utilizações de uma Tecnologia Web.

Declarações de Suporte por Acessibilidade

Os exemplos de formas nas quais uma reivindicação de conformidade pode documentar o seu suporte por acessibilidade incluem:

  1. Esta reivindicação de conformidade cumpre o requisito de suporte por acessibilidade com base nos testes do conteúdo no(s) idioma(s) do conteúdo com os Agentes de Utilizador A, B e C e as Tecnologias de Apoio X, Y e Z. Isto significa que foram cumpridos todos os critérios de sucesso de nível A das WCAG 2.0 utilizando estes produtos.

  2. Esta reivindicação de conformidade cumpre o requisito de suporte por acessibilidade para o(s) idioma(s) do conteúdo com base na utilização de técnicas e notas do agente de utilizador documentadas em Técnicas para as WCAG 2.0. Também se baseia na documentação do suporte por acessibilidade para as tecnologias (das quais dependemos para a conformidade), disponível em "Documentação do Suporte por Acessibilidade da Organização XYZ".

  3. Esta reivindicação de conformidade cumpre o requisito de suporte por acessibilidade para o(s) idioma(s) do conteúdo com base na utilização da tecnologia Z, conforme documentado em "Técnicas suportadas por acessibilidade da tecnologia Z para as WCAG 2.0".

  4. Esta reivindicação de conformidade cumpre o requisito de suporte por acessibilidade para o idioma do conteúdo com base na utilização de Directrizes de Acessibilidade para a Tecnologia A e Directrizes de Acessibilidade para a Tecnologia B. Para obter informações sobre suporte de tecnologias de apoio e agentes de utilizador, consulte "Requisitos de Suporte por Acessibilidade do Produto XYZ", documentados nestas directrizes.

Noções sobre "Determinado de Forma Programática"

Vários Critérios de Sucesso necessitam que o conteúdo (ou determinados aspectos do conteúdo) possa ser "determinado de forma programática". Isto significa que o conteúdo é apresentado de modo a que os agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, possam aceder às informações.

Para que o conteúdo criado com tecnologias Web (tais como HTML, CSS, PDF, GIF, MPEG, Flash, etc.) esteja acessível a pessoas com diferentes tipos de incapacidades, é essencial que as tecnologias utilizadas funcionem com as funcionalidades de acessibilidade dos browsers e outros agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio. Para que o conteúdo cumpra um Critério de Sucesso que exija que o mesmo seja "determinado de forma programática", é necessário implementá-lo utilizando uma tecnologia que tenha suporte de tecnologia de apoio.

O conteúdo que pode ser "determinado de forma programática" pode ser transformado (por agentes de utilizador, incluindo TA) em diferentes formatos sensoriais (por ex., visual, auditivo) ou estilos de apresentação necessários a cada um dos utilizadores. Se as tecnologias de apoio existentes não forem capazes de o fazer, não é possível dizer que as informações são determinadas de forma programática.

O termo foi criado para permitir que o grupo de trabalho identificasse claramente os locais onde as informações tinham de estar acessíveis às tecnologias de apoio (e outros agentes de utilizador que funcionem como ajudas de acessibilidade) sem especificar exactamente como é necessário fazê-lo. Isto é importante devido à natureza em constante mudança das tecnologias. O termo permite às directrizes identificar o que necessita de ser "determinado de forma programática" para cumprir as directrizes e ter documentos separados (os documentos Como Cumprir, Noções sobre e Técnicas), que podem ser actualizados ao longo do tempo, indicar as técnicas específicas que irão funcionar e serem suficientes a qualquer momento, com base no suporte de tecnologia de apoio e agente de utilizador.

"Suportado por Acessibilidade" versus "Determinado de Forma Programática"

"Suportado por Acessibilidade" refere-se a suporte através de agentes de utilizador (incluindo as tecnologias de apoio) de modos específicos de utilizar tecnologias Web. As utilizações de tecnologias Web que são suportadas por acessibilidade irão funcionar com tecnologias de apoio e funcionalidades de acesso em agentes de utilizador convencionais (browsers e leitores, etc.).

"Determinado de forma programática" refere-se às informações no Conteúdo da Web. Se as tecnologias que são suportadas por acessibilidade forem utilizadas correctamente, as tecnologias de apoio e os agentes de utilizador podem aceder às informações no conteúdo (i.e., determinar de forma programática as informações no conteúdo) e apresentá-las ao utilizador.

Os dois conceitos funcionam em conjunto para garantir que as informações possam ser apresentadas ao utilizador através de agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio. Os autores têm de basear-se apenas em utilizações de tecnologias que sejam suportadas por acessibilidade - e têm de as utilizar correctamente para que as informações sejam determináveis de forma programática - e apresentáveis, através de tecnologias de apoio e agentes de utilizador, a utilizadores com incapacidades.

Noções sobre Versões Alternativas em Conformidade

O requisito de conformidade 1 permite que páginas que não estejam em conformidade sejam incluídas no âmbito da conformidade, desde que tenham uma "versão alternativa em conformidade". A versão alternativa em conformidade é definida como:

versão alternativa em conformidade

versão que

  1. está em conformidade com o nível designado,

  2. fornece as mesmas informações e a funcionalidade no mesmo idioma humano,

  3. está tão actualizada como o conteúdo que não está em conformidade, e

  4. para a qual, no mínimo, uma das seguintes afirmações é verdadeira:

    1. é possível aceder à versão em conformidade a partir da página que não está em conformidade, através de um mecanismo suportado por acessibilidade , ou

    2. só é possível aceder à versão que não está em conformidade a partir da versão em conformidade, ou

    3. só é possível aceder à versão que não está em conformidade a partir de uma página em conformidade, que também forneça um mecanismo para aceder à versão em conformidade

Nota 1: Nesta definição, a expressão "só é possível aceder" significa que existe algum mecanismo, tal como um redireccionamento condicional, que impede um utilizador de "chegar" (carregar) à página que não está em conformidade, a menos que o utilizador tenha acabado de vir da versão em conformidade.

Nota 2: Não é necessário que a versão alternativa corresponda, página a página, à original (por ex., a versão alternativa em conformidade pode consistir em várias páginas).

Nota 3: Se estiverem disponíveis versões de várias línguas, serão necessárias versões alternativas em conformidade para cada língua oferecida.

Nota 4: Podem ser fornecidas versões alternativas para acomodar diferentes ambientes de tecnologia ou grupos de utilizadores. Cada versão deverá estar o mais em conformidade possível. É necessária uma versão em conformidade total, para cumprir o requisito de conformidade 1.

Nota 5: Não é necessário que a versão alternativa em conformidade resida no âmbito de conformidade, nem mesmo no mesmo sítio da Web, desde que esteja tão disponível como a versão que não está em conformidade.

Nota 6: As versões alternativas não devem ser confundidas com o conteúdo suplementar, que suporta a página original e melhora a compreensão.

Nota 7: A definição de preferências de utilizador no conteúdo para produzir uma versão em conformidade é um mecanismo aceitável para aceder a outra versão, desde que o método utilizado para definir as preferências seja suportado por acessibilidade.

Isto garante que todas as informações e toda a funcionalidade que se encontram nas páginas no âmbito da conformidade estejam disponíveis em páginas Web em conformidade.

Porquê permitir versões alternativas?

Por que é que as WCAG permitem que sejam incluídas versões alternativas em conformidade das páginas Web nas reivindicações de conformidade? Ou seja, porquê incluir páginas que não cumprem os Critérios de Sucesso para um nível de conformidade no âmbito da conformidade ou uma reivindicação?

  • Por vezes, as páginas utilizam tecnologias que ainda não são suportadas por acessibilidade. Quando surge uma nova tecnologia, o suporte da tecnologia de apoio pode ficar para trás, ou poderá apenas estar disponível para determinados públicos-alvo. Como tal, os autores poderão não conseguir basear-se na nova tecnologia para todos os utilizadores. Contudo, poderão existir outros benefícios de utilizar a nova tecnologia, por ex., melhor desempenho, uma gama mais vasta de modalidades disponíveis, etc. O requisito da versão alternativa permite aos autores incluir essas páginas Web nos seus sítios da Web, fornecendo uma página alternativa acessível em tecnologias que são suportadas por acessibilidade. Os utilizadores para quem a nova tecnologia é suportada de forma adequada, obtêm os benefícios da nova versão. Os autores olham para o futuro suporte por acessibilidade podem agora cumprir os Critérios de Sucesso com a página da versão alternativa, e trabalhar igualmente com a outra página para integrar o acesso futuro quando o suporte da tecnologia de apoio (TA) estiver disponível.

  • Por uma série de razões, poderá não ser possível modificar determinado conteúdo numa página Web. Por exemplo,

    • Poderá ser difícil incluir uma cópia visual exacta de um documento por motivos legais ou históricos

    • A página Web pode ser incluída num sítio da Web, mas o proprietário do sítio da Web pode não ter os direitos legais para modificar o conteúdo na página original

    • A empresa poderá não ter permissão legal para remover, ou alterar de alguma forma, algo que foi anteriormente publicado.

    • Um autor poderá não ter permissão para alterar um documento de outro departamento, agência ou empresa

  • Por vezes, a melhor experiência para utilizadores com determinados tipos de incapacidades é fornecida pela criação de uma página Web especificamente para incluir essa incapacidade. Numa situação dessas, pode não ser possível ou praticável fazer com que a página Web inclua todas as incapacidades cumprindo todos os Critérios de Sucesso. O requisito das versões alternativas permite que essas páginas especializadas sejam incluídas numa reivindicação de conformidade, desde que exista uma página de "versão alternativa" completamente em conformidade.

  • Muitos sítios da Web dedicados à acessibilidade têm grandes quantidades de documentos herdados. Enquanto as informações foram disponibilizadas em formatos acessíveis, existiram obstáculos de procedimento e uma resistência institucional significativa à remoção destes ficheiros em massa. Algumas organizações, especialmente as governamentais, dão prioridade a processos de publicação tradicionais. Apesar de estas organizações se terem adaptado à publicação na Internet e compreendido a necessidade de formatos acessíveis, ainda mantêm a mentalidade do papel e insistem frequentemente em formatos concebidos para cópia em papel como a versão "principal" (mesmo para documentos "publicados" de forma electrónica). Embora o Grupo de Trabalho ache que estas abordagens deveriam ser desaprovadas, não acha que possam ser proibidas enquanto existirem versões acessíveis facilmente disponíveis.

Uma preocupação ao permitir páginas Web que não cumprem os Critérios de Sucesso é que as pessoas com incapacidades irão encontrar estas páginas que não estão em conformidade, não conseguirão aceder ao respectivo conteúdo, nem encontrar a "versão alternativa em conformidade". Por conseguinte, uma parte essencial do fornecimento das Versões Alternativas é a capacidade de encontrar a página em conformidade (a versão alternativa) a partir da página que não está em conformidade quando esta é encontrada. Como tal, o requisito de conformidade que permite páginas alternativas também exige uma forma para os utilizadores encontrarem a versão acessível entre as versões alternativas.

Tenha em atenção que fornecer uma versão alternativa é uma opção de recurso para a conformidade com as WCAG e que o método preferido de conformidade é tornar todo o conteúdo directamente acessível.

Técnicas para Fornecer uma Versão Alternativa em Conformidade

A parte mais importante de fornecer uma versão alternativa em conformidade é fornecer um mecanismo para encontrá-la a partir da versão que não está em conformidade. Para tal, foram identificados vários métodos diferentes, uma vez que determinadas técnicas poderão nem sempre ser possíveis para tecnologias ou situações específicas. Por exemplo, se o autor tiver o controlo do servidor, existem algumas técnicas eficazes que permitirão aos utilizadores ter sempre a opção previamente. Contudo, na maioria dos casos, o autor poderá não ter o controlo dos serviços no seu servidor da Web. Nestes casos, são fornecidas outras técnicas. Um link na página que não está em conformidade é outra técnica eficaz, mas nem todas as tecnologias que não estão em conformidade suportam links de hipertexto.

Em seguida, são apresentadas as técnicas que foram identificadas até à data. Esperamos que as técnicas adicionais também sejam desenvolvidas ao longo do tempo e serão aqui adicionadas à medida que forem surgindo e que o suporte para estas abordagens através de agentes de utilizador, incluindo as tecnologias de apoio, possa ser demonstrado. Por exemplo, um criador de uma nova tecnologia, à qual determinadas tecnologias de apoio não consigam aceder, pode integrar uma funcionalidade para permitir que essas tecnologias apresentem automaticamente um link aos utilizadores que os possa encaminhar para uma versão alternativa.

Técnicas de Tipo Suficiente para Fornecer Versões Alternativas em Conformidade de Páginas Web

Cada item numerado nesta secção representa uma técnica ou combinação de técnicas que o Grupo de Trabalho das WCAG considera serem de tipo suficiente para fornecer versões alternativas em conformidade.

  1. G136: Fornecer um link no início de uma página Web que não esteja em conformidade que aponte para uma versão alternativa em conformidade

  2. G190: Fornecer um link adjacente ou associado a um objecto que não esteja em conformidade para aceder a uma versão alternativa em conformidade

  3. C29: Utilizar um comutador de estilo para fornecer uma versão alternativa em conformidade (CSS)

  4. SVR2: Utilizar .htaccess para garantir que a única forma de aceder a conteúdo que não esteja em conformidade é a partir de conteúdo em conformidade (SERVIDOR)

  5. SVR3: Utilizar o referenciador HTTP para garantir que a única forma de aceder a conteúdo que não esteja em conformidade é a partir de conteúdo em conformidade (SERVIDOR)

  6. SVR4: Permitir que os utilizadores forneçam preferências para a apresentação de versões alternativas em conformidade (SERVIDOR)

Falhas Comuns Identificadas pelo Grupo de Trabalho
Técnicas Adicionais (de tipo aconselhada) para fornecer versões alternativas em conformidade de páginas Web
  • Fornecer links recíprocos entre versões em conformidade e versões que não estejam em conformidade (futuro link)

  • Excluir conteúdo que não esteja em conformidade dos resultados da procura (futuro link)

  • Utilizar negociação de conteúdo (futuro link)

  • Não apresentar conteúdo que se baseie em tecnologias que não sejam suportadas por acessibilidade quando a tecnologia está desactivada ou não é suportada (futuro link)

  • Utilizar metadados para permitir a localização de uma versão alternativa em conformidade a partir do URI de uma página que não esteja em conformidade (futuro link)

Exemplos de Versões Alternativas em Conformidade
  • Um sítio da Intranet com várias versões.

    Uma grande empresa estava preocupada que a utilização de tecnologias Web emergentes num sítio da Intranet pudesse limitar a sua capacidade de satisfazer as necessidades de vários locais do escritório com diferentes bases de tecnologia e de cada um dos funcionários que utilizam uma grande variedade de agentes de utilizador e tecnologias de apoio. Para resolver esta questão, a empresa criou uma versão alternativa do conteúdo que cumpre todos os Critérios de Sucesso de Nível A utilizando um conjunto mais limitado de utilizações de tecnologias de conteúdo suportadas por acessibilidade. As duas versões têm um link para cada uma delas.

  • Um sítio da Web informativo que garante compatibilidade com versões anteriores.

    Um sítio da Web informativo abrange uma grande variedade de assuntos e pretende que os visitantes encontrem rapidamente os tópicos que procuram. Para tal, o sítio da Web implementou um sistema de menus interactivos que só é suportado na versão mais recente de dois conhecidos agentes de utilizador. Para garantir que os visitantes que não utilizam estes agentes de utilizador específicos continuam a poder utilizar eficazmente o sítio da Web, é apresentado um mecanismo de navegação que não dependa do sistema de menus interactivos aos agentes de utilizador que não suportam a tecnologia mais recente.

Noções sobre "Página Web"

A definição de uma Página Web é:

página Web

um recurso não incorporado a partir de um único URI utilizando HTTP mais quaisquer outros recursos que sejam utilizados na apresentação ou destinados a serem apresentados em conjunto por um agente de utilizador

Nota 1: Embora quaisquer "outros recursos" possam ser apresentados em conjunto com o recurso principal, não seriam necessariamente apresentados em simultâneo.

Nota 2: Para efeitos de conformidade com estas directrizes, um recurso tem de ser "não incorporado" no âmbito da conformidade, de forma a ser considerado uma página Web.

Exemplo 1: Um recurso Web que inclui todas as imagens e multimédia incorporadas.

Exemplo 2: Um programa Web de correio electrónico construído utilizando Asynchronous JavaScript e XML (AJAX). O programa está totalmente alojado em http://example.com/mail, mas inclui uma caixa de entrada, uma área de contactos e um calendário. São fornecidos links ou botões que permitem visualizar a caixa de entrada, os contactos ou o calendário, mas que não alteram o URI da página totalmente.

Exemplo 3: Um portal personalizável, em que os utilizadores podem escolher o conteúdo a visualizar a partir de um conjunto de diferentes módulos de conteúdos.

Exemplo 4: Ao entrar em "http://shopping.example.com/" no seu browser, está a entrar num ambiente de compras interactivo semelhante a um cinema, em que se pode deslocar visualmente numa loja, arrastar produtos das prateleiras ao seu redor e colocá-los num carrinho de compras que surge à sua frente. Ao clicar num produto, este é apresentado com uma folha de especificações ao lado. Isto poderá ser um sítio da Web com apenas uma página, ou apenas uma única página dentro de um sítio da Web.

É importante referir que, nesta norma, o termo "página Web" abrange mais do que páginas estáticas em HTML. O termo "Página Web" foi utilizado nestas directrizes para facilitar a compreensão das mesmas. Mas o significado do termo desenvolveu-se com as tecnologias em constante progresso para abranger uma vasta gama de tecnologias, muitas das quais não sendo de todo "semelhantes a uma página". Inclui também as páginas Web cada vez mais dinâmicas que surgem na Web, incluindo "páginas" que apresentam comunidades interactivas virtuais completas. Por exemplo, o termo "página Web" significa mergulhar numa experiência interactiva semelhante a um cinema, localizada num único URI.

Noções sobre "Alternativas em Texto"

Uma alternativa em texto corresponde a texto utilizado em vez de conteúdo não textual para as pessoas que não conseguem visualizar o conteúdo não textual. O conteúdo não textual inclui imagens, gráficos, applets, ficheiros de áudio, etc. Por exemplo, as pessoas cegas não conseguem visualizar as informações apresentadas numa imagem ou num gráfico. Por conseguinte, é fornecida uma alternativa em texto que permite ao utilizador converter as informações (o texto) em fala. No futuro, ter as informações em texto também permitirá converter as informações em língua gestual, em imagens ou numa forma mais simples de escrita.

Para as pessoas com incapacidades poderem utilizar este texto, o texto tem de ser "determinável de forma programática". Isto significa que o texto tem de poder ser lido e utilizado pelas tecnologias de apoio (e as funcionalidades de acessibilidade dos browsers) utilizadas pelas pessoas com incapacidades.

As pessoas que utilizam tecnologias de apoio também têm de conseguir encontrar estas alternativas em texto quando encontrarem conteúdo não textual que não possam utilizar. Para tal, o texto tem de estar "associado de forma programática" ao conteúdo não textual. Isto significa que o utilizador tem de poder utilizar a sua tecnologia de apoio para encontrar a alternativa em texto (que possa utilizar) quando encontrar conteúdo não textual (que não possa utilizar).


Anexo A - Como consultar as WCAG 2.0 a partir de outros documentos

Tenha em atenção que o seguinte idioma para fazer referência às WCAG 2.0 pode ser introduzido nos seus documentos.

Referências Informativas

Ao fazer referência às WCAG 2.0 de um modo informativo, pode ser utilizado o seguinte formato.

Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0, Recomendação W3C World Wide Web Consortium XX Mês Ano (http://www.w3.org/TR/200X/REC-WCAG20-20081211/, Última versão em http://www.w3.org/TR/WCAG20/)


Ao fazer referência às WCAG 2.0 a partir de outra norma com uma declaração "devia"

Ao fazer referência às WCAG 2.0 a partir de uma declaração devia numa norma (ou declaração de tipo aconselhada num regulamento), todas as WCAG 2.0 deviam ser referidas. Isto significa que deviam ser considerados os três níveis das WCAG 2.0, mas que nenhum é exigido. Por conseguinte, o formato para fazer referência às WCAG 2.0 a partir de uma declaração "devia" é:

Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0, Recomendação W3C World Wide Web Consortium XX Mês Ano. (http://www.w3.org/TR/200X/REC-WCAG20-20081211/)


Ao fazer referência às WCAG 2.0 a partir de outra norma com uma declaração "deve ou tem"

Ao citar as WCAG 2.0 como parte de um requisito (por ex., uma declaração deve ou tem numa norma ou regulamento), a referência tem de incluir as partes específicas das WCAG 2.0 que pretendem ser exigidas. Ao referir as WCAG 2.0 desta forma, aplicam-se as seguintes regras:

  1. A conformidade a qualquer nível das WCAG 2.0 requer que sejam cumpridos todos os Critérios de Sucesso de Nível A. As referências à conformidade das WCAG 2.0 não podem ser para nenhum subconjunto de Nível A.

  2. Para além do Nível A, uma referência "deve ou tem" pode incluir qualquer subconjunto de situações de Nível AA e AAA. Por exemplo, "todas as situações de Nível A e [alguns Critérios de Sucessos específicos de Nível AA e AAA]" têm de ser cumpridos.

  3. Se for especificada a conformidade de Nível AA com as WCAG 2.0, todos os Critérios de Sucesso de Nível A e AA têm de ser cumpridos.

  4. Se for especificada a conformidade de Nível AAA com as WCAG 2.0, todos os Critérios de Sucesso de Nível A, AA e AAA têm der ser cumpridos.

    Nota 1: Não recomendamos que, como regra geral, seja necessária conformidade de Nível AAA para sítios da Web completos, uma vez que não é possível cumprir todos os Critérios de Sucesso de Nível AAA para alguns conteúdos.

    Nota 2: Os conjuntos de Critérios de Sucesso definidos nas WCAG são interdependentes e cada Critério de Sucesso baseia-se nas definições de cada um, de formas que poderão não ser imediatamente óbvias para o leitor. Qualquer conjunto de Critérios de Sucesso tem de incluir todas as situações de Nível A.


Exemplos

Para citar apenas os Critérios de Sucesso de Nível A (conformidade de Nível A):

Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0, Recomendação W3C World Wide Web Consortium XX Mês Ano, Critérios de Sucesso de Nível A. (http://www.w3.org/TR/200X/REC-WCAG20-20081211/)

Para citar os Critérios de Sucesso de Nível A e AA (conformidade de Nível AA):

Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0, Recomendação W3C World Wide Web Consortium XX Mês Ano, Critérios de Sucesso de Nível A e AA (http://www.w3.org/TR/200X/REC-WCAG20-20081211/)

Para citar os Critérios de Sucesso de Nível A e os Critérios de Sucesso seleccionados de Nível AA e AAA:

Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0, Recomendação W3C World Wide Web Consortium XX Mês Ano, Critérios de Sucesso de Nível A mais Critérios de Sucesso 1.x.x, 2.y.y, … 3.z.z. (http://www.w3.org/TR/200X/REC-WCAG20-20081211/)

Exemplo de utilização de uma referência às WCAG numa declaração "deve ou tem".

Todo o conteúdo da Web em sítios da Web disponíveis publicamente deve estar em conformidade com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0, Recomendação W3C World Wide Web Consortium XX Mês Ano, Critérios de Sucesso de Nível A mais Critérios de Sucesso 1.2.3, 2.4.5-6, 3.1.2 (http://www.w3.org/TR/200X/REC-WCAG20-20081211/)


Fazer referência a conteúdo a partir de documentos de suporte das WCAG

As técnicas, indicadas nas Noções sobre as WCAG 2.0 e descritas em outros documentos de suporte, não fazem parte da Recomendação normativa das WCAG 2.0 e não deviam ser citada utilizando a citação para a própria Recomendação das WCAG 2.0. As referências às técnicas em documentos de suporte deviam ser citadas separadamente.

As técnicas podem ser citadas com base no documento individual sobre as técnicas ou no documento principal sobre as técnicas das WCAG 2.0. Por exemplo, a técnica "Utilizar atributos alt em elementos img" podia ser citada como

"Utilizar atributos alt em elementos img,"Nota W3C World Wide Web Consortium. (URI: {URI da técnica})

ou

W3C World Wide Web Consortium (200x): Técnicas HTML das WCAG2.0 (URI: {URI das Técnicas HTML})

As técnicas não foram concebidas para ser referidas como "obrigatórias" em qualquer norma ou regulamento. As normas e regulamentos não deviam tornar nenhuma técnica específica obrigatória, embora possam optar por recomendar técnicas.


Anexo B - Documentar Suporte por Acessibilidade para Utilizações de uma Tecnologia Web

A documentação de suporte por acessibilidade para utilizações de uma tecnologia Web fornece as informações necessárias para determinar se é possível cumprir os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0 para um determinado ambiente.

A documentação de Suporte por Acessibilidade para utilizações de uma tecnologia Web inclui as seguintes informações:

Os ambientes destino são definidos pelos agentes de utilizador e tecnologias de apoio disponíveis para os utilizadores. A documentação do suporte de acessibilidade envolve a compreensão detalhada das formas de utilizar a funcionalidade de uma tecnologia para cumprir os critérios de sucesso, e igualmente dos agentes de utilizador e da tecnologia de apoio. Como tal, os fornecedores e criadores de tecnologias Web e os agentes de utilizador são encorajados a fornecer estas informações sobre o suporte de acessibilidade dos seus produtos. Da mesma forma, os criadores e fornecedores de tecnologia de apoio são encorajados a fornecer estas informações sobre as formas de utilizar tecnologias Web que são suportadas pelos seus produtos. Os autores só deviam necessitar de documentar as formas suportadas por acessibilidade de utilizar uma tecnologia quando não existir documentação fidedigna disponível fornecida pelos fornecedores ou grupos de teste para essas utilizações.

Para um ambiente controlado, como uma empresa, os agentes de utilizador e tecnologias de apoio disponíveis podem ser um conjunto específico de versões de agentes de utilizador num conjunto específico de plataformas. Para determinar se as utilizações de uma tecnologia Web são suportadas por acessibilidade num ambiente de destino, um autor verifica se os agentes de utilizador e tecnologias de apoio disponíveis se encontram no conjunto de tecnologias de apoio e agentes de utilizador suportados apresentados para essas utilizações na documentação de Suporte por Acessibilidade.

Para um ambiente de destino como a Internet, os autores podem necessitar de considerar um conjunto muito maior de agentes de utilizador, incluindo versões mais antigas, e numa gama mais vasta de plataformas.

Os ambientes que utilizam idiomas naturais diferentes são ambientes de destino diferentes. Por exemplo, as formas suportadas por acessibilidade de utilizar tecnologias para um ambiente com o idioma inglês podem ser diferente de um ambiente com o idioma árabe, uma vez que podem existir diferentes agentes de utilizador e tecnologias de apoio que suportem esses idiomas.

A documentação inclui informações específicas da versão sobre todas as tecnologias de apoio, todos os agentes de utilizador e as formas como interagem entre si. Se o suporte nestes agentes de utilizador for semelhante, será simples para um autor decidir se uma forma documentada de utilizar uma tecnologia é suportada por acessibilidade. Se as utilizações suportadas forem diferentes em diferentes versões, os autores só podem basear-se nas utilizações suportadas nas versões disponíveis para os seus utilizadores na determinação do suporte por acessibilidade

Se uma forma de utilizar uma tecnologia não for dependente para a conformidade, a ausência de suporte por acessibilidade para essa utilização não impede a conformidade da página Web. Como tal, se a utilização não suportada não ocorrer no conteúdo, ou se existir uma versão em conformidade disponível desse conteúdo, a página Web continua a estar em conformidade. Por exemplo, a falta de suporte por acessibilidade para controlos interactivos numa tecnologia Web não impede as utilizações da tecnologia Web para conteúdo não interactivo que seja suportado por acessibilidade.

Anexo C - Noções sobre Metadados

Esta secção apresenta as técnicas de metadados que podem ser implementadas para cumprir os Critérios de Sucesso das WCAG 2.0. Para mais informações sobre metadados, consulte os recursos abaixo.

Na sua explicação mais básica, os metadados são essencialmente "dados sobre dados" e são utilizados para descobrir e encontrar recursos.

Os metadados são uma ferramenta eficaz que pode ser utilizada para descrever páginas Web e componentes acessíveis de páginas Web, bem como associar versões alternativas de conteúdo Web. Por sua vez, estas descrições permitem aos utilizadores localizar informações específicas que necessitem ou prefiram.

Em conjunto com as WCAG, os metadados podem desempenhar uma série de funções, incluindo:

  1. Os metadados podem ser utilizados para associar versões alternativas em conformidade a páginas Web que não estejam em conformidade, para permitir aos utilizadores encontrar a versão alternativa em conformidade quando encontrarem uma página que não esteja em conformidade que não possam utilizar.

  2. Os metadados podem ser utilizados para localizar e descrever páginas alternativas, quando existirem várias versões de uma página, especialmente quando as páginas alternativas forem optimizadas para pessoas com diferentes incapacidades. O utilizador pode utilizar os metadados para localizar as versões alternativas e para identificar características das versões, para poder encontrar a versão que melhor satisfaça as suas necessidades.

  3. Além de serem utilizados para as páginas inteiras (tal como nos pontos 1 e 2 acima), os metadados podem ser utilizados para descrever versões alternativas de subcomponentes de uma página. Novamente, os metadados podem ser utilizados para encontrar versões alternativas de um componente de uma página Web, bem como para obter descrições das versões alternativas (se existirem várias) para determinar qual a que melhor satisfaz as necessidades do utilizador.

Recursos de Metadados

As descrições dos metadados fornecem, muitas vezes, significados de glossários definidos e aceites, tais como o assunto do recurso ou a sua data de publicação, e são legíveis por máquina - o software que compreende o esquema dos metadados em utilização pode efectuar tarefas úteis não possíveis de outra forma. Normalmente, um objecto com metadados pode ter uma ou mais dessas descrições de metadados.

As especificações bem conhecidas (esquemas) para metadados incluem:

Existem algumas ferramentas disponíveis para fornecer descrições de recursos, ou podem ser fornecidas manualmente. Quanto mais facilmente os metadados puderem ser criados e acumulados no momento da criação de um recurso ou da publicação, mais eficiente é o processo e maior é a probabilidade de o mesmo ocorrer.

Alguns exemplos incluem:

As implementações de metadados de acessibilidade incluem:


Anexo D - Bibliografia

ANSI-HFES-100-1988
ANSI/HFS 100-1988, American National Standard for Human Factors Engineering of Visual Display Terminal Workstations, Secção 6, págs. 17-20.
ARDITI
Arditi, A. (2002). Effective color contrast: designing for people with partial sight and color deficiencies. Nova Iorque, Arlene R. Gordon Research Institute, Lighthouse International. Também disponível em http://www.lighthouse.org/color_contrast.htm.
ARDITI-FAYE
Arditi, A. e Faye, E. (2004). Monocular and binocular letter contrast sensitivity and letter acuity in a diverse ophthalmologic practice. Supplement to Optometry and Vision Science, 81 (12S), 287.
ARDITI-KNOBLAUCH
Arditi, A. e Knoblauch, K. (1994). Choosing effective display colors for the partially-sighted. Society for Information Display International Symposium Digest of Technical Papers, 25, 32-35.
ARDITI-KNOBLAUCH-1996
Arditi, A. e Knoblauch, K. (1996). Effective color contrast and low vision. In B. Rosenthal and R. Cole (Eds.) Functional Assessment of Low Vision. St. Louis, Mosby, 129-135.
CAPTCHA
The CAPTCHA Project, Carnegie Mellon University. O projecto está disponível em http://www.captcha.net.
EPFND
Experts Issue Recommendations to Protect Public from Seizures Induced by TV / Videogames. Está disponível uma cópia da norma em http://www.epilepsyfoundation.org/aboutus/pressroom/pr20050919.cfm.
GITTINGS-FOZARD
Gittings, NS e Fozard, JL (1986). Age related changes in visual acuity. Experimental Gerontology, 21(4-5), 423-433.
HARDING-BINNIE
Harding G. F. A. e Binnie, C.D., Independent Analysis of the ITC Photosensitive Epilepsy Calibration Test Tape. 2002.
HEARING-AID-INT
Levitt, H., Kozma-Spytek, L., & Harkins, J. (2005). In-the-ear measurements of interference in hearing aids from digital wireless telephones. Seminars in Hearing, 26(2), 87.
IEC-4WD
IEC/4WD 61966-2-1: Colour Measurement and Management in Multimedia Systems and Equipment - Part 2.1: Default Colour Space - sRGB. 5 de Maio de 1998.
ISO-9241-3
ISO 9241-3, Ergonomic requirements for office work with visual display terminals (VDTs) - Part 3: Visual display requirements. Amendment 1.
I18N-CHAR-ENC
"Tutorial: Character sets & encodings in XHTML, HTML and CSS," R. Ishida, ed., Este seminário está disponível em http://www.w3.org/International/tutorials/tutorial-char-enc/.
KNOBLAUCH
Knoblauch, K., Arditi, A. e Szlyk, J. (1991). Effects of chromatic and luminance contrast on reading. Journal of the Optical Society of America A, 8, 428-439.
LAALS
Bakke, M. H., Levitt, H., Ross, M., & Erickson, F. (1999). Large area assistive listening systems (ALS): Review and recommendations (Final Report. NARIC Accession Number: O16430). Jackson Heights, NY: Lexington School for the Deaf/Center for the Deaf Rehabilitation Research Engineering Center on Hearing Enhancement.
sRGB
"A Standard Default Color Space for the Internet - sRGB," M. Stokes, M. Anderson, S. Chandrasekar, R. Motta, eds., Versão 1.10, 5 de Novembro de 1996. Está disponível uma cópia deste documento em http://www.w3.org/Graphics/Color/sRGB.html.
UNESCO
International Standard Classification of Education, 1997. Está disponível uma cópia da norma em http://www.unesco.org/education/information/nfsunesco/doc/isced_1997.htm.
WCAG20
"Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 2.0," B. Caldwell, M Cooper, L Guarino Reid e G. Vanderheiden, eds., Recomendação W3 de 12 de Dezembro de 2008, http://www.w3.org/TR/2008/REC-WCAG20-20081211. A última versão das WCAG 2.0 está disponível em http://www.w3.org/TR/WCAG20/

Nota à tradução portuguesa

Título do documento
original: Understanding WCAG 2.0 - A guide to understanding and implementing Web Content Accessibility Guidelines 2.0
Tipo de documento e data de publicação pelo W3C
Nota do Grupo de Trabalho do W3C de 11 de Dezembro de 2008
Localização Web do presente documento
Versão original: http://www.w3.org/TR/2008/NOTE-UNDERSTANDING-WCAG20-20081211/
Versão portuguesa: http://www.acesso.umic.pt/w3/TR/2008/NOTE-UNDERSTANDING-WCAG20-20081211/
Última versão portuguesa: http://www.acesso.umic.pt/w3/TR/UNDERSTANDING-WCAG20/
Responsabilidade da tradução Portuguesa
A tradução portuguesa é da responsabilidade da equipa ACESSO da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP
Tradutores
Teresa Cruz (Tradioma)
Susana Dionísio (Tradioma)
Coordenação e revisão técnica da tradução
Jorge Fernandes (UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP)

Aviso: o presente documento pode conter erros de tradução. A versão normativa das WCAG 2.0 corresponde à versão inglesa que se encontra no sítio Web do W3C.