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Audiodescrição transmitida pela RTP não está a chegar aos potenciais espetadores

RTP - Rádio e Televisão de Portugal

85% dos respondentes com deficiência visual dizem nunca terem visto nenhuma das séries transmitidas pela RTP com audiodescrição.

Dos que nunca viram, 68% dizem que desconheciam que as séries estavam a ser transmitidas com audiodescrição.

Dos que dizem já ter visto, 58% fizeram-no via rádio, sintonizando a Onda Média da Antena 1.

Já não disporem de Televisão Digital Terrestre e não terem um aparelho de rádio com Onda Média ou não conseguirem sintonizá-lo em boas condições de receção são também razões apontadas pelos potenciais espetadores para nunca terem tido a oportunidade de assistirem a uma emissão com audiodescrição.

O presente estudo foi da responsabilidade da equipa da Unidade ACESSO do Departamento da Sociedade da Informação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e foi realizado durante o mês de novembro de 2016.

Estudo sobre a receção de audiodescrição transmitida pela RTP.

Eslovénia usa Internet como tecnologia de apoio à televisão

Rádio e Televisão Eslovena - uma boa prática Web

Figura: à esquerda imagem do noticiário das 19h do dia 3 de março com legendagem fechada. À direita, o mesmo programa mas com intérprete de língua gestual ocupando 1/6 do ecrã. O ecrã principal encontra-se minimizado com uma margem em relação ao ecrã de uns 10% na margem direita e inferior de forma a dar mais espaço de ecrã ao intérprete.

A Rádio e Televisão da Eslovénia (RTV SLO) esteve no passado dia 26 de fevereiro em Portugal no WorkShop – Enabling Accessibility in a Connected World (PDF, 568KB), evento organizado pelo Consórcio HBB4All do qual a RTP também faz parte e do qual foi anfitrião.

Numa Era em que a Internet e a Televisão coabitam, o exemplo que a RTV SLO apresentou no WorkShop dá-nos conta de uma iniciativa da estação pública de televisão Eslovena em que os programas com legendagem e os programas com língua gestual são arquivados na Web. Numa consulta ao arquivo de programas acessíveis da RTV SLO foi possível verificar que o mesmo é composto por mais de 9 mil vídeos e que o mesmo programa está disponível em versão com legendagem e em versão com língua gestual. Neste último, o intérprete de língua gestual é apresentado no ecrã, ocupando sensivelmente 1/6 do mesmo conforme é recomendado, como mínimo, na maioria das diretrizes de acessibilidade existentes.

ERC recomenda as WCAG 2.0 aos Operadores de Televisão

Entidade Reguladora para a Comunicação Social

A ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social aprovou, em finais de 2014, o Plano Plurianual que define um conjunto de obrigações relativas à acessibilidade dos serviços de programas televisivos e dos serviços audiovisuais a pedido por pessoas com necessidades especiais.

Nesta deliberação destacamos a recomendação 11.8 que abaixo se transcreve e que diz respeito à adoção das Web Content Acceessibility Guidelines do W3C pelos operadores de serviços audiovisuais.

Ler mais sobre ERC recomenda as WCAG 2.0 aos Operadores de Televisão

Legendagem em Televisão no Reino Unido – os desafios que faltam

Red Bee Media

Nos seis primeiros meses de 2012, 18 canais no Reino Unido legendaram mais de 90% da sua emissão. Para além disto, 39 canais legendaram entre 70% a 90%.

Com o acréscimo esperado para 2014, fruto das obrigações legais, parece que a batalha da quantidade está ganha. Esta realidade contrasta com o que se passa em toda a Europa e mesmo no mundo, fazendo do Reino Unido um verdadeiro líder no setor.

“Tentem, por exemplo, procurar um único conteúdo legendado num dos canais comerciais existentes na Alemanha e saberão do que estou a falar!”

[Red Bee]

Ler o Livro Branco “Subtitling on British Television – the remaining challenges”.

60 mil horas / ano de serviços acessíveis para televisão

Red Bee - uma boa prática em conteúdos televisivos

David Padmore, diretor da Red Bee Media, empresa responsável pelos serviços de acessibilidade disponibilizados pelo operador público de televisão no Reino Unido – BBC – vem a Portugal no próximo dia 25 de novembro. Ele integra o painel de especialistas internacionais convidados pelo GMCS para o III Colóquio Media e Deficiência que este ano tem por tema “Acessibilidade aos Meios Audiovisuais – da cidadania ao modelo de negócio”.

A Red Bee Media é dos maiores operadores Europeus a trabalhar no setor da tradução audiovisual acessível para televisão. A Red Bee Media opera no Reino Unido, França, Alemanha e Austrália. Só para o Reino Unido, o contrato assinado até 2019 com a BBC, prevê a produção de 60 mil horas por ano de língua gestual, legendagem e audiodescrição.

A acessibilidade em televisão é um dos vetores de inovação para o século XXI, cada vez mais ambicionada pelos espectadores. Uma vantagem comparativa a que os operadores não podem ficar indiferentes e que cada vez mais é uma variável de negócio a ter em conta.