Inclusão é o ponto de partida para o novo relatório GEM

Relatório Mundial de Monitorização da Educação da UNESCO

“Ninguém fica para trás” (“Leave no one behind”) é o lema do relatório Global Education Monitoring (GEM) a realizar este ano. Para a sua elaboração, a consulta pública, disponível online, decorre até ao dia 28 de setembro.

Depois de abordar temáticas como educação (2016), prestação de contas (2017/2018) e migração e deslocamento (2019), o relatório GEM em análise para 2020 vai focar-se na inclusão. Pretende, assim, apontar os desafios dos grupos mais vulneráveis em termos de acesso à educação e formação, em especial nas pessoas com deficiência.

O objetivo é analisar as políticas aplicadas por todo o globo, mostrando os diferentes elementos dos sistemas educacionais que podem apoiar a inclusão, como leis e políticas, materiais, professores, infraestruturas escolares e opiniões de famílias e comunidade.

A UNESCO, entidade promotora deste estudo, desafia todos os interessados a fornecer feedback às linhas de pesquisa propostas, a recomendar exemplos interessantes de políticas e práticas de educação inclusiva e como esta é implementada.

Os comentários podem ser enviados via e-mail para gemreport@unesco.org, com o assunto “Consulta do Relatório 2020”. É possível anexar documentos ou dados que se considerem relevantes para partilhar na consulta pública deste relatório, que terá a duração de oito semanas.

A UNESCO defende que através das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é possível ter acesso a informações e conhecimento para pessoas portadoras de deficiência de todo o mundo e encorajar todos os interessados a tomar medidas concretas para a sua valorizarão através do uso de TIC inclusivas e acessíveis.

As estimativas atuais sugerem que 1 bilhão de pessoas, 15% da população global, vivem com tipo de limitação funcional. Embora referidas como a “maior minoria do mundo”, muitas pessoas com deficiência não recebem acesso igual à educação e ao emprego remunerado.

As TIC podem ajudar a mitigar a exclusão digital e a promover a inclusão de pessoas com deficiência dentro de um contexto educacional, bem como na sociedade como um todo. Tecnologias de Informação e Comunicação inclusivas e acessíveis podem ser usadas para atender às necessidades de pessoas com uma variedade de deficiências, na medida em que encorajam a aprendizagem personalizada ao longo da vida, o emprego e a participação social.